Depois da vitória sobre o Fluminense, no melhor jogo de ontem, Muricy Ramalho disse que o Santos pode aspirar mais neste Brasileiro. Este “mais” só pode ser o título – e ele está certíssimo em criar esta meta, pois, do contrário, o time acabará se contentando em fugir do rebaixamento e chegará fora de ritmo para o Mundial da Fifa. O duro é pensar que foi a Seleção Brasileira de Mano Menezes que impediu o Santos de estar desde já na luta pelo caneco…

Não fosse obrigado a jogar tantas partidas sem Neymar, Ganso, Elano e Danilo – sem contar os bons reservas Alan Patrick e Alex Sandro –, e o Santos teria, no mínimo, uns oito pontos a mais. Conseqüentemente, também teria tirado pontos de muitos times que estão à sua frente. Pelos meus cálculos, na pior das hipóteses estaria a quatro pontos do líder, e com um jogo a menos.

Salve o herdeiro Davi Lucca!

O fato mais comentado de ontem não aconteceu nos campos de futebol, mas sim na maternidade São Luiz, em São Paulo, onde nasceu Davi Lucca, o primeiro filho do Príncipe Neymar. Além do pai, o padrinho Paulo Henrique Ganso também assistiu ao parto. Um momento de amizade que vão guardar para sempre – e que, diga-se de passagem, dificilmente teriam se não estivessem juntos, no Santos.

Um site que li disse que Neymar teve uma atuação apagada contra o Fluminense. Ora, quem escreveu precisa se reciclar. No futuro, a única informação que será guardada deste jogo com o Flu serão os dois chapéus seguidos aplicados pelo Menino de Ouro. É a garotada do Youtube que decide o que deve ficar e o que será esquecido de uma partida de futebol.

Menos de sete mil pessoas?

O time vinha de uma suada vitória fora de casa e, finalmente completo, enfrentaria o Fluminense, campeão brasileiro de 2010. E quantas pessoas vão à Vila Belmiro? Menos de sete mil. Brincadeira…

Como é que diante de públicos tão pequenos pode-se pensar na construção de um estádio para 30 ou 40 mil pessoas na Baixada Santista? Nem é preciso ser um gênio imobiliário para se saber que o empreendimento se tornaria um gigantesco elefante branco.

O ideal, enquanto não equilibrar as finanças, é o Santos tirar da cabeça essa idéia maluca de estádio em Cubatão. Se dá para usar o Pacaembu sempre que possível, então não há o que pensar.

Sei que boa parte dos conselheiros briga para que os jogos sejam na Vila Belmiro, pois pagam uma mísera anuidade de 90 reais por cadeiras cativas e fazem questão de não ter trabalho para ver o time jogar em São Paulo.

Mas não é profissional jogar na Vila para platéias tão insignificantes. Que ao menos se faça uma divisão mais justa entre a Vila e o Pacaembu. Uma administração profissional não pode rasgar dinheiro.

A pesquisa preguiçosa (ou mal intencionada) do DataFolha

Fazer uma pesquisa de torcida em uma cidade como São Paulo, com mais de 10 milhões de habitantes (ou 14 milhões, no caso da Grande São Paulo) e ouvir menos de 300 pessoas ou é preguiça, ou má intenção. E o Instituto DataFolha fez isso de novo.

O que leva um instituto a fazer uma “pesquisa” dessas? Quem encomendou? Qual o objetivo? São perguntas que ficam no ar. Pois este blog é capaz de fazer, em um dia, uma pesquisa mais séria do que o DataFolha. Não duvidem…

Dossiê será lançado no Museu do Futebol, em setembro

O parceiro José Carlos Peres e eu estamos definindo o dia com
o pessoal do Pacaembu. O lançamento do Dossiê pode ser em um sábado, ou numa segunda-feira. Que dia você prefere?

E você, acha que o título ainda é possível? E o públicos da Vila?