Não sei se eu já falei, mas gosto muito de todos os esportes. Quando não gosto, respeito. E os feitos das brasileiras Fabiana Murer e Fabiana Beltrame merecem uma pausa para meditação. O que fizeram vale mais do que mil gols, vale uma placa.

Ganhar a medalha de ouro do salto com vara no Mundial de Atletismo, superando a soviética Yelena Isinbayeva, não é para qualquer uma. É preciso não só técnica, mas uma determinação e coragem impressionantes. Parabéns Murer e ao seu técnico, que é também seu marido.

Mas difícil mesmo é ganhar uma medalha de ouro em um mundial de remo. O Brasil tem pouquíssima tradição nesse esporte e jamais havia obtido conquista semelhante. Pois esta semana Fabiana Beltrame conquistou a medalha de ouro no skiff simples, no mundial que está sendo realizado em Bled, na Eslovênia. Outra coincidência: além de também se chamar Fabiana, Beltrame é treinada pelo marido.

No US Open, a hora e a vez de Rogerinho Silva

Já que estou falando de outros esportes, aproveito para homenagear e mandar um forte abraço ao Eulício Silva e ao seu filho, Rogério, que se tornou o único tenista brasileiro na chave de simples do US OPen.

Conheci ambos quando fui sócio do Clube de Campo Castelo. Meu filho, Thiago, é da mesma idade de Rogério e chegou a jogar com ele alguns torneios da Federação Paulista, além de treinarem no Castelo.

Rogério Dutra Silva é um tenista de ótima técnica, muito inteligente e extremamente educado – fruto, naturalmente, do que aprendeu com Eulício, um dos grandes tenistas que o Brasil já teve.

No US Open, ele perdeu na última rodada do qualifying e só entraria na chave principal se algum tenista desistisse. Então, tinha de ir todo dia ao torneio, aquecer-se e esperar a chamada dos jogos. Em dias seguidos, sua espera foi em vão. Mas a recompensa veio quando o sueco Robin Soderling desistiu e Rogério, número 4 do Brasil e 114º do mundo, foi chamado ao vestiário 20 minutos antes de sua partida contra o irlandês Louk Sorensen, que também veio do qualifying.

Mesmo jogando pela primeira vez uma partida de Grand Slam, Rogerinho não se intimidou e ganhava por dois sets a um e 1 a 0 no quarto set quando o adversário desistiu com dores no braço.

Não se sabe o que virá a seguir, é improvável que o brasileiro siga muito em frente em um torneio tão forte, jogado em piso rápido, que não é sua especialidade. De qualquer forma, só por ter vencido um jogo de Grand Slam e ser o único brasileiro nas chaves de simples, Rogério Silva já merece nossos parabéns.

O futsal, no sufôco

O Santos está em uma situação crítica no Campeonto Paulista de Futsal. Joga neste sábado, às 16 horas, em Suzano (transmissão pela ESPN) e precisa de duas vitórias para passar à semifinal: tem de ganhar no tempo normal e depois ganhar de novo na prorrogação de 5 por 5 minutos.

A coisa ficou complicada com a derrota sofrida pelo Santos para o Suzano na primeira partida, em Santos, dia 23 (2 a 3). Como tem melhor campanha, o Suzano tem a vantagem do empate no tempo normal e na prorrogação. Ficou difícil para o time de Falcão, mas não impossível.

Lyoto Machida quer lutar pelo Santos

O lutador Lyoto Machida, que diz ser santista, quer ser patrocinado pelo Santos neste vale-tudo chamado Ultimate Fighting Championship (UFC). O que você acha? Vale a pena misturar o nome do clube a um “esporte” tão sangrento? Ou pode ser interessante, pela grande visibilidade?