Agora é o Jornal da Tarde que diz que o Barcelona contratou Neymar, mas só o terá em 2013. Justo o meu Jornal da Tarde, o querido JT, para o qual dediquei dez anos de minha carreira e que só dava uma notícia quando tinha certeza. Sim, porque barriga era demissão na certa.

Agora os jornais dão a notícia e se ela não se confirmar, nem lembrarão de pedir desculpas ao leitor. Vivemos a febre do furo. Eu preferia a outra, do texto inteligente, bem escrito e, se possível, com alguma novidade. Enfim, com uma visão mais profunda dos acontecimentos. Agora vivemos a era da notícia rasteira, do chute. Se pegar, pegou. Se não pegar, ao menos fez um barulho, tirou da inércia, vendeu alguns míseros exemplares. Que pobreza!

O presidente Luís Álvaro Ribeiro afirma que não há negócio algum. Repete, aliás, o que anda dizendo a cada nova manchete de que Ganso e Neymar estão vendidos. A imprensa já vendeu os dois umas vinte vezes, como se incomodasse muita gente ver os melhores jogadores do Brasil no Santos.

Repito: onde está escrito que os grandes jogadores brasileiros são obrigados a ir para a Europa para se tornarem homens e craques? Que baboseira! Se Neymar tivesse mesmo sido vendido, estou certo que Luis Álvaro confirmaria. Por que esconderia?

Sei lá, mas esse mundinho do futebol brasileiro está ficando medíocre demais. Eu diria que no campo até que a coisa não está ruim. Há bons times e ótimos jogadores e técnicos. Até os dirigentes estão melhorando. Mas o nível da minha querida imprensa esportiva afundou como um martelo sem cabo.

Também, nem precisa mais de diploma para ser jornalista. Para falar na tevê, então, não é mais necessário colocar “esse” nos plurais. Além de uma noção da língua pátria, sabe uma coisa que a faculdade de jornalismo ensina? Ética. Sem ela, o jornalismo virou um pega pra capar…

Você acreditou em mais essa venda do Neymar noticiada pelo JT?