Determinado, Bruno Aguiar mostrou que pode ser o titular da lateral-direita (foto: Ivan Storti/ Santos FC)

Como este blog previu, a falta de volantes à disposição de Muricy Ramalho tornou o Santos vai ofensivo e vibrante contra o Cruzeiro. O time fez um primeiro tempo irresistível e poderia te-lo terminado com uma vantagem de no mínimo três gols não fossem as chances perdidas e a péssima atuação do árbitro Francisco Nascimento e do bandeirinha Pedro santos de Araújo, que anularam dois gols legítimos do Alvinegro Praiano. Mas por que um time tão desfalcado jogou tão bem?

A resposta está na velha sabedoria do torcedor, para quem não basta ser craque, ter categoria, se não tiver vontade. E o que estava ocorrendo com o Santos é que a falta de iniciativa de Elano e Paulo Henrique Ganso infectava o resto do time. Sem contar a insegurança de Pará, que nem craque é.

Com o aguerrido Bruno Aguiar na lateral-direita, o dinâmico Anderson Carvalho na marcação do meio-campo e o jovem e talentoso Felipe Anderson na armação, o Santos fez, nos primeiros 45 minutos contra o experiente Cruzeiro, uma de suas melhores exibições neste campeonato.

Ficou evidente, mais uma vez, que a ausência de Pará mais ajuda do que atrapalha, e que Ganso e Elano só são decisivos quando, além da inspiração, dão também um pouco mais de transpiração ao time.

O caso de Ganso é mais compreensível. Sem estar plenamente recuperado das recentes contusões, o rapaz vive pisando em ovos. Não entra mais nas divididas como antes e nem se arrisca em jogadas que podem machuca-lo. Para complicar, viveu até o final de agosto a expectativa de ser negociado com algum clube europeu – o que, como prevíamos, ficou só no sonho e nas manchetes sensacionalistas de alguns tablóides.

Quanto a Elano, perdeu o foco depois da separação. Deixou-se levar por uma aventura amorosa e se desequilibrou totalmente. A vida pessoal, como se podia prever, refletiu em seu rendimento em campo. Primeiro deixou de ser titular, depois nem foi mais chamado para a Seleção Brasileira. Terá a mesma sorte no Santos se não colocar a cabeça no lugar e resolver jogar futebol de novo.

Com a reconciliação com a mãe de suas filhas, Alexandra, espera-se que Elano volte a se equilibrar como pessoa e ser tão importante para o Santos como sempre foi. Uma coisa é certa: se não correr mais, se não se apresentar mais para o jogo, deixará de ser titular em pouco tempo.

Ainda não se sabe quem dos chamados titulares poderá voltar no jogo decisivo contra o Corinthians, mas o certo é que deverão correr e se dedicar mais se quiserem manter este status. A molecada mostrou contra o Cruzeiro que está com muito apetite.

Quanto a Pará, por mais simpático que seja, já está fazendo hora extra no Santos. Dos santistas, acho que só o presidente Luis Álvaro é fã do seu futebol. Está na hora de o clube fazer um bom negócio e vende-lo (o Pará, não o Luís Álvaro) para o Barcelona. Se Daniel Alves é considerado um deus na Espanha, Pará pode se transformar ao menos em um príncipe por lá.

Você acha que Ganso e Elano correm o risco de irem para a reserva?