O Santos não só é o time com mais jogadores na Seleção Brasileira (três) que joga hoje contra Gana. Ele é também a base das Seleções Brasileiras feminina e de futsal. O plano do marketing do clube caminha de vento em popa. Falar de futebol, hoje, no Brasil, é falar do Alvinegro Praiano. Este conceito poderia ser levado à cidade e transformar Santos na capital do futebol.

O Museu Pelé está sendo construído. Há, ainda, o Museu De Vaney, em homenagem ao jornalista Adriano Neiva, o primeiro grande historiador do Santos. No ano que vem, o Festival Curta Santos homenageará os 100 anos do Santos Futebol Clube. O artista Paulo Consentino e sua equipe prosseguem na obra que transformará o muro do CT Rei Pelé no maior mural ao ar livre do mundo.

Passos importantes estão sendo dados, mas muito mais pode ser feito. Por que não buscar ser a sede de eventos – seminários, congressos, simpósios – sobre futebol? Por que não atrair o estágio de jovens de todo o mundo que queiram aproveitar as férias escolares para especializar-se no esporte, assim como a Flórida, nos Estados Unidos, se tornou a meca do tênis infanto-juvenil?

Enfim, há muitas iniciativas que podem consolidar Santos como a capital do futebol, o que traria enormes benefícios à cidade. Limitada gograficamente, Santos não pode apostar no crescimento horizontal e, pelas circunstâncias do ambiente, muito menos na industrialização. Uma das saídas é o turismo associado aos serviços que podem ser alavancados pelo futebol em suas várias manifestações. Outra é seguir o exemplo de pequenas e prósperas cidades suíças, que se tornaram ricos centros financeiros ou joalheiros.

Ficar esperando pelos milagres do pré-sal é cômodo, mas pode gerar frustrações. A viabilidade de um estádio maior na região e de uma média de público condizente com a grandeza do clube passam pelo crescimento da cidade, que, assim como o clube, precisa definir sua vocação. Para um porto internacional que é um dos mais importantes do continente, o chamariz do futebol pode ser decisivo (espero que sugiram isso na câmara de vereadores de Santos).

Grande Bahia!

No trabalho pela Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959 ouvi as críticas mais absurdas. Entre elas, a de que os times campeões naquele período não representavam mais grandes forças do futebol. E citavam a má fase do Fluminense e o fato de o Bahia estar na Série C para comprovar o que diziam.

Pois que olhem agora a classificação da Série A do Brasileiro para constatar que três dos campeões daquele período de ouro do nosso futebol estão entre os sete mais bem classificados e que todos os seis estão fora da zona de rebaixamento. Sem contar que o Fluminense é o atual campeão brasileiro e o Santos o campeão da Libertadores.

Para completar, ontem, o grande Bahia, primeiro campeão brasileiro, em 1959, sapecou um belíssimo 3 a 1 no Flamengo, no Rio de Janeiro. E o gostoso foi ver a alegre torcida do Bahia, o time de melhor média de público da competição, vibrando lá no campo do adversário.

Fico feliz porque conheci o presidente do Bahia, o jovem Marcelo Guimarães Filho, e lhe disse, há três anos, que o seu querido Bahia não só voltaria à Série A, como reviveria seus grandes momentos históricos. Ontem, sem dúvida, foi um deles.

As cãibras do valente Nadal

Não sou fã do Rafael Nadal à toa. Ontem, na entrevista coletiva após a suada vitória sobre o argentino David Nalbandian, no US Open, o jovem espanhol foi tomado por terríveis cãibras e acabou desabando pra baixo da mesa. Suas caretas davam idéia da dor que sentia.

Pois Nadal, todos sabem, não joga por dinheiro. Parasse hoje e seus netos já teriam um futuro garantido. Mas o moço se entrega de corpo e alma em busca da vitória a cada vez que entra na quadra. Já pensou se todos os jogadores de futebol também fizessem assim?

Gana pode despachar Mano

O técnico Mano Menezes já usou a desculpa de que o time melhoraria quando Paulo Henrique Ganso voltasse. Agora, redescobriu a genialidade de Ronaldinho Gaúcho. Enfim, o homem está sempre empurrando sua demissão com a barriga. É evidente que não é o técnico certo para a Seleção Brasileira e que se perder hoje pegará o boné mais cedo do que se imaginava.

Como já escrevi, titio Joel Santana cairá como uma luva nesta Seleção. Tem melhor currículo e enxerga bem mais futebol do que Mano Menezes, que assim poderia voltar ao alvinegro da capital ou ao tricolor gaúcho, times em que foi campeão brasileiro (da Série B).

Para o bem do futebol brasileiro, muita gente torcerá para que Ronaldinho e os meninos Ganso, Neymar e Leandro Damião arrebentem e o Brasil faça cinco gols em Gana. Mas que a defesa tome cinco ou mais e, finalmente, a Seleção possa iniciar sua preparação para a Copa de 2014 com um técnico de verdade.

Reveja a vitória do Bahia, o primeiro campeão brasileiro, sobre o Flamengo:

http://youtu.be/4rSR3kmRxB0

O que você achou da idéia de transformar Santos na capital do futebol? E quanto ao jogo da Seleção, você vai torcer para quê?