Esqueça o Santos que você viu contra o Corinthians. O time que enfrentou o América Mineiro, em Uberlândia, mostrou-se lento e sem inspiração. Os jogadores alegaram que o campo era muito grande e o gramado alto, o que os desgastou demais. Pode ser. Mas o certo é que Neymar voltou a ser o único atacante de verdade e a vitória, de 2 a 1, só veio em bolas paradas.

O primeiro tempo foi insosso. Alan Kardec tropeçou na bola, Ibson foi nulo e Borges não apareceu. Arouca se destacou no meio, Léo e Danilo tentaram alguma coisa pelas laterais e Neymar foi o único que criou oportunidades de gol.

Na segunda etapa o jogo não melhorou, mas Borges aproveitou um cruzamento para marcar, de cabeça (ou de ombro?). Parecia que o gol definiria a partida, mas a defesa cochilou e Kempes conseguiu o empate.

Então, o técnico Muricy Ramalho resolveu mexer na equipe, mas inventou. Tirou Ibson, colocou Pará na lateral direita e Danilo no meio. O óbvio era trocar Ibson por Felipe Anderson. Pouco depois, Muricy trocou Alan Kardec por Felipe Anderson, e o garoto ao menos serviu para segurar a bola pela direita.

O time não melhorou muito, mas em outro lance de bola parada o zagueiro Edu Dracena aproveitou um rebote e fez um gol salvador. No finalzinho, Durval – que quer passar a receber 200 mil reais por mês – tomou um drible infantil de Kempes, quase em cima na linha de fundo, e permitiu que o América tivesse uma ótima chance para empatar.

Com a vitória, o Santos chega a 35 pontos e passa a ocupar a metade de cima da tabela. Como a próxima partida será contra o Figueirense, na Vila Belmiro (estava marcado para o Pacaemnbu, mas a diretoria pediu para mudar para a Vila), o Santos tem tudo para chegar à sua quinta vitória consecutiva e continuar brigando pelo agora menos impossível título brasileiro. Mas para chegar lá será preciso mais determinação.

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