Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: outubro 2011 (page 1 of 10)

Neymar não aceita que fãs doem dinheiro para ele ficar no Brasil


Um dia depois de marcar quatro gols contra o Atlético-PR, Neymar foi a Nova York dar o pontapé inicial em um jogo com Thierry Henry e David Beckham. Será que está faltando visibilidade ao Menino de Ouro?

A ideia sugerida pelo publicitário Nizan Guanaes, da Agência África, para que se lançasse uma campanha de doações, por telefone, para manter Neymar no Brasil, foi abortada pelo próprio jogador. Neymar não quer que sua permanência no Brasil seja condicionada pela quantidade de dinheiro doado pelos fãs. Ele quer ficar no Santos, mas prefere ter um acordo com o clube.

“Ele disse que, se aceitasse, diriam que ficou no Brasil só por dinheiro. Ele não quer isso”, confidenciou-me alguém muito ligado ao Menino de Ouro. Pude perceber que o Santos está correndo atrás de novos parceiros para manter Neymar na Vila Belmiro por tempo indeterminado.

A fama do garoto já rompeu todas as fronteiras. Ontem, um dia depois de ter marcado seis gols contra o Atlético Paranaense (dos quais o árbitro só validou quatro), Neymar estava em Nova York para dar o pontapé inicial do jogo entre Los Angeles Galaxy e New York Red Bulls, pela liga de futebol dos EUA, ao lado dos astros David Beckham e Thierry Henry.

Quem insistiu que Neymar precisa ir para a Europa para ser reconhecido mundialmente, deve estar se mordendo de raiva. O planeta todo já conhece e admira o Menino de Ouro da Vila. Será um absurdo se ele não ficar entre os três finalistas ao prêmio de melhor do mundo.

O que você achou de Neymar recusar a campanha de doação?


Com amor, esta é maneira certa de ver e analisar o Brasil no Pan

Minha primeira viagem internacional foi para cobrir os Jogos Pan-americanos de Porto Rico, em 1979, pelo Jornal da Tarde, ao lado do jornalista Castilho de Andrade. Para quem ama o esporte, o encanto e a excitação de acompanhar tantas modalidades, com muitos dos melhores atletas das Américas, é indescritível. Acho que por isso eu e Castilho trabalhamos com tanta vontade que nossa cobertura ganhou o Prêmio Esso de Informação Esportiva daquele ano.

O amor pelo Pan me fez, em 2007, escrever “Heróis da América” (Editora Planeta), o livro mais completo sobre os Jogos Pan-americanos, com a história de cada edição e estatísticas de todas as provas realizadas. Bem, por aí você vê como gosto e me interesso pelos Pan-americanos.

Além de representar a grande festa de congraçamento do continente, os Jogos são um degrau importante na evolução esportiva de muitos países e, para outros, a verdadeira Olimpíada. Basta lembrar que nações como Paraguai e Bolívia jamais tiveram um medalhista de ouro nos Pan-americanos.

Sempre que um Pan é disputado, aparecem os críticos que duvidam de sua utilidade e, para diminui-lo, o comparam com os Jogos Olímpicos. Ora, é uma comparação tão sem sentido, tão idiota, que não sei como tem tanta gente que embarca nessa onda.

É claro que a vitória nos Jogos Pan-americanos não quer dizer que o atleta vencerá também na Olimpíada. Para chegar a essa conclusão nem é preciso conhecimentos esportivos. Bastam os geográficos. As Américas são apenas um dos cinco continentes da Terra.

Há a Europa, com o maior número de países desenvolvidos e, conseqüentemente, também com o esporte mais desenvolvido; há a Ásia, com potências esportivas como China, Japão, Coréia do Sul; há a África, que domina muitas provas de atletismo; há a Oceania, com a Austrália, uma fábrica de campeões nos esportes aquáticos. Ou seja, querer que um campeão pan-americano se torne, obrigatoriamente, campeão olímpico, demonstra uma ignorância brutal.

Sem contar as eternas comparações com Cuba, que é “uma pequena ilha e ganha mais medalhas do que o Brasil e blá, blá, blá…”. Sim, é verdade que Cuba é um exemplo para o mundo quando se trata de resultados no esporte, mas não podemos esquecer que lá o esporte teve um grande investimento da União Soviética, pois era usado como meio de propaganda do regime político. Ainda hoje há programas especiais financiados por dinheiro estrangeiro que mantém o alto nível do esporte na Ilha. Para o jovem cubano, esporte e música são as duas formas mais viáveis de ascensão social.

Porém, só para bagunçar a cabeça de alguns, lembro que na última Olimpíada, em Pequim, o Brasil ficou em 23º e Cuba em 28º. E que o país mais bem classificado das Américas, com exceção dos Estados Unidos, foi a Jamaica, em 13º, com seis medalhas de ouro.

Mas isso quer dizer que a Jamaica tem o esporte mais desenvolvido do que todos os outros países americanos? Não, quer dizer que têm velocistas extraordinários, os melhroes do mundo. Mas não dá para comparar, no todo, o nível do esporte jamaicano com o brasileiro, assim como não dá para comparar o prestígio esportivo do Brasil, somadas todas as modalidades – incluindo as profissionais, como automobilismo, tênis, futebol – com o de Cuba.

Em Guadalajara, uma participação histórica

Ficar em terceiro lugar, com 47 medalhas de ouro, superando o anfitrião México, o Canadá e com 26 medalhas de ouro a mais do que a Argentina – a quem ultrapassou na história de todos os Pans – representa a melhor participação brasileira em Jogos Pan-americanos.

Sim, melhor mesmo do que a do Rio, em 2007, pois se sabe que o país sede sempre ganha medalhas a mais por poder incluir modalidades nas quais se destaca (como o futsal, jogado no Rio) e pela complacência dos árbitros. Por isso estas 47 de ouro em Guadalajara valem mais do que as 54 do Rio.

O que a participação do Brasil em Guadalajara tem de mais animador é que o país está marcando presença em modalidades nas quais sempre foi um figurante. A medalha de ouro do levantador de pesos Fernando Reis foiu o maior exemplo dessa expansão.

Não se pode esquecer, ainda, que o maior objetivo do Comitê Olímpico Brasileiro era usar os Jogos para aumentar o número de atletas classificados para a Olimpíada de Londres. Com as vitórias no handebol feminino, hipismo, pentatlo e triatlo, o Brasil classificou mais 21 atletas para a Olimpíada de 2012, o que faz a delegação nacional contar desde já com 100 integrantes em Londres. O objetivo final é criar condições para um grande desempenho do esporte nacional nos Jogos do Rio, em 2016.

Até agora o Brasil só subiu ao pódio olímpico em 11 esportes: atletismo, basquete, boxe, futebol, hipismo, judô, natação, tae kwon do, tiro, vela e vôlei. A intenção do COB é que novas modalidades sejam incorporadas em 2016. Eu acredito que isso será possível.

Enxergar além das medalhas

As medalhas, com prioridade para a de ouro, são a maior referência para analisar o desempenho de um país em competições poliesportivas como o Pan, ou a Olimpíada. Mas quem ter uma visão menos superficial do esporte, não pode se contentar com a informação que vem do pódio. Se em esportes como o tênis, ser um top ten do ranking já é algo fantástico, por que ser obrigado a analisar as modalidades olímpicas pelas três primeiras posições?

Quantos sabem que a brasileira Fabiana Murer, campeã mundial do salto com vara, foi derrotada por uma cubana que também está entre as melhores do mundo e há meses se preparava para ganhar o ouro do Pan, enquanto a brasileira Fabiana atingiu o auge do Mundial e agora estava em uma fase obrigatória de treinos menos puxados?

O pouco conhecimento do esporte faz com que muitos jornalistas “esportivos” soltem verdadeiras barbaridades por aí, o que leva o torcedor comum a se indignar com nossos atletas, quando a postura correta seria entender o processo que cada um está passando para se tornar melhor no que faz.

Enfim, Guadalajara mostrou uma evolução incontestável do esporte brasileiro. E isso sem contar com o sucesso de futebol e basquete, o que, por um lado, foi até bom. Se estas duas modalidades tivessem ganhado o outro, os críticos de ocasião diriam que o esporte brasileiro continua dependendo das mesmas modalidades de sempre. Sim, porque os do contra sempre arrumam um motivo para criticar.

E você, o que achou do Brasil no Pan?


“Exausto”, Neymar faz “apenas” seis gols (mas só valem quatro)

Um torcedor não se contece e ofereceu uma coroa a Neymar. Ou seria Reymar?

É, acho que os especialistas que andam comentando a carreira de Neymar e dizendo o que o garoto deve e não deve fazer, estão certos. O menino está muito cansado mesmo. Hoje, no Pacaembu, só conseguiu marcar seis gols, dos quais apenas quatro foram validados pelo árbitro Francisco Carlos Nascimento.

Com a vitória de 4 a 1 sobre o Atlético Paranaense, diante de 18.541 pessoas, (no mínimo três vezes mais do que veria o jogo na Vila Belmiro), o Santos agora já pode se preparar com tranqüilidade para o Mundial da Fifa. Não que vá entregar os jogos que restam pelo Brasileiro, mas já não corre risco real de rebaixamento.

O árbitro anulou dois gols legais de Neymar e não expulsou Cléber Santana, que cometeu dois pênaltis, mas o cara de pau do Antonio Lopes, técnico do Atlético, ainda reclamou da arbitragem.

O curioso foi no final, quando o árbitro pediu a camisa do Neymar para entregar ao filho, fã do ídolo santista. Pois é. As histórias se repetem. A Vila que teve um Rei, agora tem um Príncipe. E, como ficará em Santos, que é o seu Principado, Neymar fará do Alvinegro Praiano o time mais querido do Brasil (estou achando que isso vai acontecer antes do que eu imaginava!).

Confira os gols de Santos 4 x 1 Atlético Paranaense:

http://youtu.be/Cvty5ydfF_0

Sereias da Vila bicampeãs paulistas

De manhã, na Vila Belmiro, as Sereias da Vila venceram o Centro Olímpico por 2 a 1, com gols de Karen e Érika, e conquistaram o bicampeonato paulista. O time, escalado pelo técnico Gustavo Feliciano, formou com Andréia Suntaque; Kelly (Carol Arruda) , Carol Arruda, Angélica e Dani; Ester Giane (Sandrinha), Erika, Raquel e Gabi; Karen (Pequena) e Giovanna (Rafinha).

Confira os melhores momentos e o golaço de Érika, que decidiu o jogo:

Futsal do Santos perde em transmissão tendenciosa da ESPN Brasil

Em Orlândia, o time de futsal do Santos foi derrotado por 4 a 1 no tempo normal, empatou em 2 a 2 na prorrogação e com isso acabou perdendo o título paulista para a boa equipe do interior, que já tinha sido campeã estadual no ano passado.

Com uma tática baseada nos contra-ataques e muita marcação, o Orlândia mereceu vencer. Mas não precisava ter feito tanta catimba, segurando a bola para impedir o rápido andamento do jogo e chegando a invadir a quadra, com seus reservas, para retardar as cobranças de escanteio do Santos.

Outro detalhe reprovável foi a parcialíssima transmissão da ESPN Brasil. O repórter só entrevistou jogadores do Orlândia, como se o Santos não existisse. E no final um diretor do Orlândia deixou escapar que sabia que toda a equipe da ESPN estava torcendo pelo seu time.

Ainda bem que nos jogos da Liga Nacional, que são os que realmente valem, serão transmitidos pelo Sportv. A narração será de Odiney Ribeiro, um jornalista de alto nível e que não é anti-santista. Até no futsal é dose ter de agüentar essa inveja…

E você, o que diz deste sábado de Neymar e Sereias?


Hoje tem Neymar e Falcão no mesmo horário e em jogos decisivos


Os dois melhores do Brasil (ou seria do mundo?) em ação neste sábado, a partir das 18 horas (Fotos: Comunicação Santos FC).

Exatamente às 18 horas de hoje, enquanto o Santos de Neymar estiver iniciando, no Pacaembu, o jogo contra o Atlético Paranaense – que pode afastar de vez o perigo do rebaixamento e permitir que o time se concentre no Mundial da Fifa –, no ginásio Maurício Moares Leite, em Orlândia, o Santos de Falcão estará começando o duelo que definirá o título paulista de futsal.

Um leitor deste blog chegou a dar a idéia de que a diretoria do Santos mudasse o horário do jogo no Pacaemnbu para que o santista pudesse acompanhar as duas partidas (a de futsal terá transmissão da ESPN Brasil, que, pode anotar aí, hoje baterá o seu recorde de audiência em transmissões de futsal).

Mais do que ver dois jogos decisivos, o torcedor terá em campo e em quadra, no mesmo instante, os dois melhores jogadores de futebol do País: os santistas Neymar e Falcão. É uma pauta interessante e até certo ponto óbvia, que, espero, alguma emissora de tevê tenha a capacidade de fazer.

As perspectivas são boas. O Santos jamais foi derrotado pelo Atlético Paranaense, jogando em casa, pelo Campeonato Brasileiro. Mesmo as ausências de Borges e Léo não impedem o favoritismo do Alvinegro Praiano. O garoto Felipe Anderson volta dos Jogos Pan-americanos e, espero, mais consciente de que futebol não se joga só com a bola no pé.

Depois de muito tempo, é uma ótima oportunidade do santista da Grande São Paulo comparecer ao estádio mais bonito do Brasil, o romântico Pacaembu, para ajudar o time a se livrar de vez dos sobressaltos desse campeonato que lhe trouxe poucos momentos de alegria.

Espero que umas 18 mil pessoas assistam ao jogo. Que não vale nada para efeito de classificação, mas é mais uma oportunidade de se admirar e aplaudir Neymar, o garoto que está dizendo não aos milhões euros do Real Madrid para continaur no Santos. Só por isso já merece nosso carinho.

Em Orlândia, o jogo vale muito. Com um empate o futsal do Santos conquistará seu primeiro título. E ser campeão paulista dará muita força à equipe para buscar também a taça de campeão da Liga Nacional. Espero que os santistas de Orlândia e região compareçam para empurrar Falcão, Valdin, Jackson, Neto, Djoni, Ricardinho, Índio, Pixote & Cia para este título inédito.

O que você acha que vai dar no Pacaembu e em Orlândia?


Pan de Guadalajara confirma a evolução do esporte brasileiro

Tudo bem, o futebol feminino perdeu a final para o Canadá, o basquete das mulheres foi surpreendido por Porto Rico e o handebol masculino foi derrotado na final para a Argentina. Mas uma competição poliesportiva como os Jogos Pan-americanos tem de ser olhada como um todo, e por isso eu digo que esta edição de Guadalajara tem mostrado que o esporte brasileiro evoluiu muito.

A três dias para o final, o Brasil ainda se mantém à frente de Cuba na segunda posição, com duas medalhas de ouro a mais. E também já ultrapassou a Argentina na soma de todos os Pans, desde o primeiro, o de Buenos Aires, em 1951. São façanhas que devem ser comemoradas.

Para se ter uma idéia da proeza, basta lembrar que o Brasil só conseguiu a segunda posição em uma edição dos Pan-americanos em 1963, quando a competição foi realizada em São Paulo.

Mesmo que não supere a Ilha de Fidel, o Brasil já terá realizado uma participação histórica em Guadalajara. O triunfo em modalidades e provas nas quais antes nem se classificava entre os primeiros, demonstra que o esporte brasileiro não depende mais de raros foras-de-série.

A medalha de ouro de Fernando reis no levantamento de peso – antes território intocado dos cubanos – é algo extraordinário. E o que dizer da bela Ana Cláudia Lemos, vencedora dos 200 metros? Que maravilha!

Estar tão bem no quadro de medalhas, apesar de perder em esportes nos quais era favorito, é ótimo sinal. Isso quer dizer que se ginástica feminina, futebol, handebol masculino e basquete feminino tivessem feito sua parte, não só o segundo lugar estaria no papo, como seria possível sonhar com uma vitória sobre os norte-americanos no futuro.

A boa cobertura da TV Record

A Record tem feito uma cobertura para o público que não está acostumado a acompanhar várias modalidades mostradas no Pan, e por isso acho que tem se saindo bem. Se não está dando muitos detalhes técnicos, ao menos tem se colocado ao lado dos atletas e sendo mais uma parceira dos brasileiros nos Jogos.

É claro que há falhas, visto que muitos profissionais da emissora estão começando agora a se envolver com esse tipo de competição, mas não acho que devam ser supervalorizadas. O esforço para mostrar o Pan tem valido a pena e abre novas perspectivas ao esporte nacional, que não ficará dependendo apenas dos humores da TV Globo.

Como já comprou os direitos para os próximos dois Jogos Pan-americanos e as duas próximas Olimpíadas, tenho certeza de que a Record aprimorará sua cobertura e ganhará muitos pontos no Ibope e prestígio com essas empreitadas.

Meus livros lembrados

O amigo Álvaro José, que vocês ouvirão muito nos próximos dias, pois é o especialista em atletismo na cobertura da Record, elogiou-me ontem por ter escrito o livro “Heróis da América”, segundo ele o melhor já produzido sobre os Jogos Pan-americanos.

Só mesmo alguém que acompanha o esporte para se lembrar deste livro confeccionado com tanto carinho pela Editora Planeta e lançado há quatro anos, pouco antes dos Pan-americanos do Rio de Janeiro. Que ele seja útil na sua transmissão, Alvinho.

Também fiquei particularmente feliz com a medalha de ouro do judoca Luciano Correa. Na última Olimpíada, a de Pequim, ele escreveu no seu blog que estava lendo o livro “Sonhos mais que possíveis” para se inspirar antes de suas lutas. Como fui o autor do livro, publicado também pela Editora Planeta, passei a torcer mais ainda pelo sucesso de Luciano em Pequim. Infelizmente, porém, ele não conseguiu realizar o seu sonho.

Mas, em Guadalajara, com uma exibição impecável, Luciano Correa venceu adversários poderosos, passou por um cubano na final, e finalmente ganhou a medalha de ouro pan-americana. Que Luciano – e nem ninguém – desista de seus sonhos. Todos são possíveis, desde que trabalhemos por eles.

Veja a vitória de Ana Cláudia Lemos nos 200 metros. Que delícia de ouro!

Agora veja Fernando Reis desbancando os cubanos e entrando para a história do levantamento de peso, com a primeira medalha de ouro do Brasil nesta categoria e o recorde dos Jogos Pan-americanos:

http://youtu.be/14bbuWQq5XA

E você, o que está achando do Brasil nesses Jogos Pan-americanos?


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