Bastava mais um, apenas mais um jogador com metade da visão e da habilidade de Neymar para o Santos vencer o Flamengo no Engenhão. O garoto infernizou a defesa do rubro-negro e só teve um parceiro razoável enquanto Alan Kardec esteve em campo. Mas, com a saída de Kardec para a entrada do nulo Ibson, aos 30 minutos do segundo tempo, o Flamengo empatou e só não ganhou por pouco.

Ibson entrou para segurar a bola no meio-campo, mas a partir de sua entrada o meio-campo do Santos sumiu. O rapaz não marca e não apoia. Não fosse a extrema habilidade e vontade de Neymar, que segurou a bola sozinho contra a defesa do Flamengo, e o Santos teria perdido mais uma.

Todo o esforço é válido para manter Neymar

Eu costumo acreditar nas pessoas, nos homens, até que me provem o contrário. E o presidente Luis Álvaro Ribeiro, assim como Eduardo Musa, o funcionário do marketing do Santos que acompanha a carreira de Neymar, me asseguraram que o Menino de Ouro não assinou com o Real Madrid. Ótimo. Então, não há o que pensar: o clube precisa fazer todo o esforço para manter o maior ídolo do futebol brasileiro.

Já falei com mais de um santista que me disse a mesma coisa: entre o título mundial e manter Neymar por mais dez anos, a segunda alternativa é a preferida. Ele pode elevar o Santos a um patamar só alcançado nos tempos de Pelé. A idolatria pelo garoto ficou evidente na transmissão do Sportv, com Luiz Carlos Junior e Paulo César Vasconcelos. O Menino deixou de ser adorado só pelos santistas.

Digo isso porque seria inadmissível perder Neymar por falta de dinheiro. Além dos prováveis patrocínios, o Santos bem que podia remanejar melhor sua folha de pagamentos. Mandar Ibson embora e usar esse dinheiro para engrossar os rendimentos de Neymar é uma alternativa lógica.

Na primeira vez que foi ao ataque, Ibson era a única alternativa de passe de Neymar. O garoto puxou a bola para a direita e indicou claramente que Ibson deveria abrir pela esquerda, mas o veterano, pouco inteligente, se meteu pelo meio, entre três zagueiros adversários. Felipe Anderson teria entendido a jogada, pois é o tipo de jogador que pensa e não apenas corre atrás da bola. E o detalhe é que Felipe Anderson ganha menos de 10% do salário de Ibson…

Hoje também fiquei desanimado com Renteria. O rapaz tem pouco controle, a bola parece espirrar dos seus pés. É como se o campo magnético de Neymar atraísse a bola, enquanto o dos outros atacantes santistas a repelisse.

Estou lendo um livro em que, para chegar ao porto, o comandante manda queimar todos os móveis e transformá-los em lenha para a caldeira. Pois eu, se fosse diretor do Santos, queimaria muita madeira pobre e cansada para manter Neymar a todo vapor. Ele é o navio que pode fazer o Alvinegro alcançar portos distantes. Sem ele, o Santos é um veleiro sem rumo pelo oceano bravio.

E o Falcão, será que dá para clonar?

Ele estava entrando pouco nos jogos da Seleção Brasileira, pelo Mundialito, e já tinha gente dizendo que estava superado. Pois na prorrogação da decisão contra a Rússia ele entrou em quadra e veja o que fez: simplesmente um gol inédito no futsal, de peito, virando-se para a meta de repente e deixando o goleirão perdido. Depois, ele disse que o seu brilho ninguém apaga. E não apaga mesmo. Falcão é um astro, como Neymar. E ambos, você sabe, têm uma origem e um destino comuns: foram abençoados pelos mesmos deuses do futebol que levaram Pelé para a Vila Belmiro. Nasceram para brilhar. Veja:

E você, o que achou de Flamengo 1 x Santos 1?