Um time que começa a partida com Ibson e Elano dificilmente sai de campo vitorioso. Ambos, apesar de estarem entre os maiores salários do Santos, têm jogado muito mal.

Ontem, a terceira derrota seguida foi para o limitado Grêmio, por 1 a 0. Com um pouco mais do que os comentaristas de tevê e rádio chamam de “qualidade”, o Alvinegro Praiano teria vencido e hoje os santistas não estariam fazendo contas para ver quantos pontos o separam da zona de rebaixamento.

Mesmo desencontrado, errático em todos os setores, o Santos criou no mínimo cinco chances claras de gol, perdidas por Borges, Ibson e Alan Kardec. Nem é preciso dizer que Neymar fez muita falta de novo.

Domingo é dia de clássico contra o Palmeiras – adversário também limitado, mas que tem sido fatídico. Como acontece nos últimos anos, independentemente da gestão que comanda o clube, o jogo foi marcado para a Vila Belmiro, como se o velho estádio garantisse os três pontos. Mas de nada adiantará jogar na Vila (para no máximo 10 mil pessoas) se a atitude dos jogadores – e de Muricy – não mudar.

Se o técnico voltar a escalar Ibson e Elano, eu diria que o empate já será um bom resultado. O time está precisando de um pouco mais de vontade, um pouco mais de amor à camisa, e esses dois não estão demonstrando isso. É hora de dar uma chacoalhada no elenco, e Muricy, que não gosta de motivar os jogadores, precisa fugir de sua zona de conforto e fazer exatamente isso. Ou a situação pode piorar…

Você não acha que tem jogador no Santos escalado pelo salário e pela fama? Não gostaria de ver um time com mais vontade contra o Palmeiras? Ou acha que estou exagerando?