O time de Carlos Barbosa é excelente e teve méritos na virada por 4 a 3, ontem. Sua torcida também é empolgante. Mas que o Santos foi muito prejudicado pela arbitragem, ah, isso foi. Não é à toa que Marcos, o assistente do técnico Ferretti, uma pessoa geralmente calma, chegou a invadir a quadra. Qualquer lance duvidoso era marcado a favor do time local.

Falcão, que fez dois gols e já se garantiu como artilheiro da Liga, com 32 gols, também perdeu a calma com o árbitro Gean Coelho Telles e acabou sendo expulso quando o jogo já tinha terminado.

Dessa formna, o grande astro do futsal brasileiro ficará de fora do jogo de volta, na próxima terça-feira, às 21 horas, na Arena Santos – quando o Santos precisará vencer no tempo normal e na prorrogação para ficar com o título inédito.

“Acabou o jogo, ele me expulsou. Ele é um sem-vergonha. Sempre foi. Estava na má intenção o tempo inteiro. Ele fez questão de me expulsar depois do jogo”, reclamava Falcão cercado por repórteres.

Como este blog é de santistas e o Santos perdeu, podem achar que estou sendo parcial. Mas fiz questão de anotar todas as marcações erradas da arbitragem, que teve Gean Coelho Telles como árbitro principal e João Antonio da Silva como assistente, ambos da Federação de Santa Catarina.

No primeiro tempo, não foi marcada uma falta clara sobre Valdin, que foi empurrado. Na segunda etapa, em um contra-ataque do Santos ocorreu uma falta que merecia cartão, mas como o time teve vantagem, a arbitragem deixou o jogo correr e se “esqueceu” de punir o jogador e o time contrários (no futebol de salão, cinco faltas coletivas dão direito a um tiro livre direto, tipo um pênalti).

No segundo tempo, quando já vencia por 2 a 0, dois gols de Falcão, o Santos teve um pênalti claro a seu favor quando o jogador do Carlos Barbosa, caido, esticou o braço para impedir que a bola chegasse a um santista, em situação clara de gol. O comentarista do Sportv não teve dúvida em dizer que foi pênalti, mas o árbitro nada marcou.

Ainda no segundo tempo foi marcada uma saída de bola inexistente, quando santista penetrava na área do Carlos Barbosa. Em seguida, Jackson fez um corte com um carrinho que só pegou a bola, mas a arbitragem viu falta (foi aí que o assistente Marcos invadiu a quadra).

Em uma bola presa, Ricardinho foi seguidamente chutado no chão por Rodrigo, mas o árbitro inverteu, dando falta do santista. Estas faltas “a mais” acabaram dando ao Carlos Barbosa a possibilidade de um tiro direto que decidiu a partida quando faltavam apenas quatro minutos para o final.

Mas, você pode perguntar, a arbitragem não errou nenhuma vez a favor do Santos? Aí é que está. Se errasse para os dois lados… Mas só errou, e errou muito, a favor do time local.

Parecia outro país

A valentia da pequena Carlos Barbosa é elogiável. Cidade pequena, tem um dos melhores times de futsal do mundo. Mas não precisava encarar cada jogo em seu ginásio como uma guerra. Fico imaginando o que aconteceria se o Santos vencesse favorecido pelos mesmos erros que ajudaram o time gaúcho…

Logo no início foi estranho ver o ginásio todo cantando o hino gaúcho e depois se calando na hora do Hino Nacional Brasileiro. Aliás, ao menos os jogadores do Santos deveriam cantar. Depois, há um outro detalhe que torna o clima muito hostil para os visitantes: a origem dos árbitros.

Dizem que por economia os árbitros são do mesmo Estado ou de Estados vizinhos do clube mandante. Ora, será que ao menos em uma final tão importante não podiam mudar isso? Além dos dois árbitros serem de Santa Catarina, o anotador, o cronometrista e o representante da CBFs eram do Rio Grande do Sul. Se fossem argentinos o Santos teria sido melhor tratado. A parcialidade incomodou mesmo aos mais calmos.

Grande jogo!

Pena que se tenha de falar tanto da arbitragem em um jogo tão bonito, em que o Santos fez 1 a 0 e poderia etr feito mais no primeiro tempo, jogando com tranquilidade e aproveitando-se dos contra-ataques.

Logo no início do segundo tempo, Neto lançou Falcão que fez o gol mais bonito do jogo, deixando a bola quicar e girando de esquerda. Golaço! O carlos Barbosa se abriu e o Santos teve outras chances, entre elas o pênalti não marcado pelo árbitro.

Com o primeiro gol, de Flávio, Carlos Barbosa pressionou e empurrado pela torcida – e pela arbitragem – chegou à virada de 3 a 2. O Santos ainda empatou em 3 a 3, aproveitando-se de uma cobrança de falta, mas logo em seguida a arbitragem marcou também falta discutível de Ricardinho e deu ao Carlos Barbosa a chance de desempatar a partida.

Agora, na Arena Santos, é com você, samntista

Mesmo sem Falcão, expulso, e talvez sem Jé, que sentiu novamente a contusão no coxa direita, o Santos tem tudo para vencer Carlos Barbosa na próxima terça-feira e conquistar este título inédito para ele e para o Estado de São Paulo. Mas não será nada fácil.

Será um jogo de xadrez, mas também exigirá muito talento e garra. É o tipo de jogo em que a torcida também joga. Imagino algo como aquela semifinal contra o Fluminense, em 1995. Esse time do Santos merece ser campeão, o futsal paulista merece ser campeão, e terça-feira será o dia desta festa. Acredite, santista!

E você, o que achou de Carlos Barbosa 4 x 3 Santos?