Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: janeiro 2012 (page 1 of 7)

A função deste blog

Um dia desses fui cobrado por um leitor que, por me considerar um ombudsman contratado pelo Santos, achou que eu deveria tomar ou exigir certas atitudes da diretoria. Decidi, então, deixar algumas coisas bem claras sobre o papel deste blog e deste blogueiro.

Não sou ombudsman do Santos. Infelizmente, os clubes brasileiros ainda estão anos-luz de uma postura tão democrática que permita contratar alguém para esta função crítica, que tem liberdade para relatar os erros e equívocos da instituição, contribuindo, assim, para que não mais se repitam.

O “ombudsman” é o próprio blog, pois assume a liberdade jornalística que todo veículo de comunicação tem, ao mesmo tempo em que se concentra e se interessa pelas coisas e fatos do Santos. É um blog santista, com muito orgulho, mas não se esquiva de enxergar e discutir as prováveis falhas da instituição. Ou seja, como o ombudsman é o blog, todos que fazem parte dele, como você, que nos envia seus comentários, também é um ombudsman do Santos.

Como já disse, o Santos, por tudo que representou e representa para a história futebol, é um tema fascinante e, por não ter a chamada “força política”, acaba sendo também uma boa causa, pois  não ganha títulos roubados e nem se vale de mutretas para superar os adversários.

Particularmente, tenho carinho e respeito por Luis Álvaro Ribeiro. É o presidente do clube, o nosso presidente, eleito democraticamente por ampla maioria. Como pessoa, é um ser humano admirável, inteligente e espirituoso, que orgulha o santista.

O Luis Álvaro Ribeiro que às vezes (poucas, na verdade) é criticado aqui é o presidente do Santos, alguém que se dispôs a comandar aquele que para nós é o clube mais importante do mundo.  Quem assume um cargo tão relevante, que envolve a paixão de milhões de pessoas, obviamente será cobrado. Mas isso nunca poderá ser visto como uma oposição política. Às vezes é uma oposição de idéias. O que é saudável em qualquer regime democrático.

De qualquer forma, o blog respeita o presidente Luis Álvaro e essa diretoria da mesma forma que respeita os presidentes e as diretorias anteriores do clube. Os casos consagrados de desonestidade e má administração – como as histórias da mala de dinheiro que caiu da janela do avião e a corrupção nas categorias de base – já foram suficientemente divulgados. Consideramos esses casos vergonhosos como exceções. Acreditamos no caráter e nos bons princípios das pessoas até que provem o contrário.

Com relação a Marcelo Teixeira, este blogueiro reconhece que, apesar de alguns percalços administrativos, foi um dos dirigentes mais importantes do clube. Assumiu o Santos em uma fase terrível, endividado e sem time, investiu milhões do próprio bolso e impediu que o Santos caminhasse para se tornar uma equipe intermediária.

O blog considera que esta visão distanciada, histórica, é essencial para não se cometer injustiças com as pessoas que já contribuíram, muito, para o crescimento do Santos. A mesma postura de respeito que o blog tem hoje com relação a Marcelo Teixeira, terá, no futuro, com relação a Luis Álvaro Ribeiro, quando ele também estiver no rol dos ex-presidentes. Para se respeitar a história, é preciso deixar idiossincrasias e vaidades pessoais de lado.

A atitude do blog com relação à diretoria do Santos tem sido de apoio em mais de 50% dos casos. No episódio polêmico entre Neymar e o técnico Dorival Júnior, em que a maioria dos jornalistas se colocou contra o jogador e a direção do clube, o blog esteve com Neymar e a diretoria do Santos. E também se coloca agora, ao lado do presidente e de sua diretoria, no difícil relacionamento com Paulo Henrique Ganso.

Na análise do elenco, que envolve contratações e promoção de jogadores da base, o blog se dá ao direito, como qualquer outro veículo de comunicação, de analisar os acertos e erros. E já teve o prazer de “queimar a língua” algumas vezes.

Em algumas questões o blog discorda das orientações da presidência e da diretoria. E discorda desta diretoria, como discordaria de qualquer outra, já que não se tratam de questões políticas, mas técnicas. Entre esses pontos discordantes, estão:

Ingressos caros – O blogueiro acredita que multiplicar a média de público deve ser prioridade no Santos, e os ingressos caros, obviamente, não contribuem para isso. Sugestão: Reduzir pela metade o preço dos ingressos e só aumentá-los quando os estádios não tiverem capacidade de receber todos os interessados.

Muitos jogos em Santos – Adoro, amo Santos, mas amo mais o Santos Futebol Clube. Já deu para perceber que na Vila Belmiro o público será, sempre, pequeno. Há a praia, o boteco, o pay per view, os preços caros, a dificuldade de estacionamento, a falta de transporte ao final dos jogos noturnos… O Pacaembu é o estádio que atrai mais santistas, dá mais visibilidade – além de ser aquele em que o time tem obtido o maior índice de vitórias. Por que não jogar mais e mais lá?

Sistema de jogo defensivo – O blogueiro admira o técnico Muricy Ramalho, mas a verdade é que ele não consegue fazer o time marcar muitos gols, que, todos sabem, é a vocação do Santos. Mas continuamos torcendo para que isso mude…

Morosidade, passividade – Este blogueiro acha que as decisões do clube podem ser bem mais rápidas e eficazes. Não me esqueço de uma conversa que tive com Luis Paulo Rosenberg, o homem que turbinou o marketing do alvinegro da capital. Ele disse que tinha uma equipe numerosa, composta por profissionais apaixonados pelo Corinthians, que entravam às oito da manhã e às vezes trabalhavam até dez da noite. O Santos deveria repetir essa fórmula, com mais gente e com maior carga horária de trabalho no setor. No caso do Corinthians, o clube espera que as propostas de marketing cheguem até ele, mas acredito que o Santos deveria tomar iniciativas. Como já dizia um velho slogan dos postos Atlantic: “Quem não é o maior, tem de ser o melhor”. O Santos não é o maior em marketing, mas pode ser o melhor. Para iss o, é preciso que o setor seja ampliado. Essa mesma demora se vê nos casos da implantação das Embaixadas Santistas, um plano que não sai do papel há alguns anos.

Fechamento da sub-sede em São Paulo – Essa nunca poderei engolir, pois se São Paulo é a capital econômica da América Latina e o Santos tem quase dois milhões de torcedores lá, entre eles quase todos os empresários que participam da gestão, por que se fechou a sub-sede, que só com a criação do G4 Paulista já se pagou por dez anos? Ao invés de fechá-la, o Santos deveria ter levado a equipe de marketing para São Paulo. Os patrocinadores, as agências de publicidade, enfim, o dinheiro está na capital.  Não é prático manter o marketing em Santos.

Há outros detalhes com os quais não concordo, mas isso é bem pessoal e talvez demonstre algum egoísmo de minha parte. Por exemplo: acho o cúmulo um clube como o Santos cobrar royalties de livros que contam a sua história.  O lucro de um livro é tão pequeno, quando existe, que cobrar royalties do produto, como se fosse pasta de dentes ou biscoito, mostra, para mim, uma grande insensibilidade. Se ninguém fizesse livros sobre o Santos, o clube não teria de fazer? Quem preservaria o bem mais precioso que o santos tem, que é sua história? Pois é. Mas, reconheço, essa é uma posição bem particular.

Bem, percebo que me estendi demais. Por fim, só gostaria de lembrar que somos todos santistas e, acredito, que o objetivo é ajudar o clube a ser do tamanho que a gente sabe que ele pode ser. Estou certo de que 100% das críticas lidas neste blog são construtivas. Basta que as pessoas que se julgam criticadas tenham a humildade para analisá-las sem paixão.

Amo os santistas de ontem, hoje e sempre. Posso ser um pouco severo, às vezes chato mesmo, mas aprendi que se você não sabe no que está errando, nunca corrigirá o erro. Com a ajuda de vocês, temos mostrado aqui caminhos viáveis e eficazes para o Santos.

Somos muitos. O blog atinge 50 mil pessoas diferentes por mês. É mais do que a audiência da maioria dos programas diários de rádio, mais do que os leitores de muitos jornais. Por isso, nossas sugestões e opiniões merecem respeito. Até porque muitas cabeças pensam melhor do que uma.

Qual você acha que é a função deste blog?


Há forças ocultas agindo no Campeonato Paulista?

Atual bicampeão, o Santos sofreu um gol absurdamente validado no jogo contra o Ituano. Considerar que um jogador que, intencionalmente, deixou a bola passar por entre suas pernas, não participou da jogada, é uma loucura sem explicação. Ontem, vi no Youtube o lance do gol do Linense invalidado contra o Corinthians. Que mandrakaria! Fiquei sabendo que depois o árbitro pediu desculpas ao jogador do time do Interior. Mas e os pontos, quem devolve? Só sei que com isso, o alvinegro protegido pelo “puder” do futebol já lidera o Paulista.

É óbvio que as arbitragens são influenciadas pelo meio em que vivem. Se para a tevê e os cartolas é mais interessante que tal time vença as partidas e se mantenha na luta pelo título, quando um árbitro estiver em dúvida, que time ele beneficiará?

Bem, acho que fui até muito bonzinho ao usar a expressão “dúvida”, pois no lance do gol do Linense, o zagueiro, que é muito mais alto do que Danilo, foi até atingido pelo jogador do Corinthians, que não conseguiu alcançar o seu peito. Enfim, um gol ultra legal que, se validado, provavelmente daria no mínimo o empate ao Linense e tiraria dois pontos do alvinegro paulistano.

No Youtube, há um “Dossiê Verdazzo”, que reúne os erros de arbitragem cometidos a favor do Corinthians no Campeonato Brasileiro. No ano passado, o Dossiê mostrou que o time de Parque São José não seria campeão se as arbitragens fossem corretas.  Fico imaginando que logo o tal Verdazzo incluirá também o Campeonato Paulista em seu Dossiê.

E você, acha que já começaram a ajudar o alvinegro paulistano também no Campeonato Paulista, ou isso não passa de teoria da conspiração?


Alan Kardec salva o Santos. De novo…

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8… Calma… Estou contando até dez. Como disse o Alan Kardec após o jogo, o time é jovem e é preciso ter paciência para analisá-lo. Se bem que depois ele completou, afirmando que essa espera também tem limite, pois um time como o Santos tem de vencer. Porém, cheio de paciência e até feliz com esse empate achado pelo oportunismo de Kardec, tentarei analisar Paulista 1, Santos 1, em um estádio despovoado com apenas três mil pagantes.

Nem vou falar de novo dos gênios que querem cobrar ingresso de teatro municipal para um joguinho de fim da noite de domingo. Se cobrassem 20 pilas, haveria mais gente e todos ganhariam. Mas depois que começaram a brotar marquetólogos de todo lado, ficou muito mais difícil enxergar o óbvio.

Por falar em enxergar o óbvio, começo com uma palavrinha ao Tiago Alves. Na verdade, uma perguntinha: meu filho, você quer viver como jogador de futebol profissional? Se a resposta é sim, permita-me acrescentar que não adianta só ter as pernas rápidas. É preciso usar o cérebro. Sei que você passou em uma peneira em Belém do Pará porque resolveu driblar todo mundo e deu certo. Mas jogadores profissionais não são tão cegos de bola como os garotos da peneira que você driblou. Hoje sua atuação foi ridícula. Se voltar a ser escalado no Santos, erga as mãos para o céu e agradeça ao titio Muricy. Você errou tudo. Eu disse tudo. Com esse futebol, você não será nem reserva em um time pequeno de São Paulo.

Muito bem. Com o mesmo carinho e paciência, digo ao Felipe Anderson que tente jogar acordado em todas as partidas. Na última você estava esperto. Hoje, dormiu de novo. Do jeito que o Breitner entrou, mais animado, e do jeito que ele bate na bola melhor do que você, fique esperto porque até a posição de “homem das bolas paradas” pode estar ameaçada.

Incrível como as laterais do Santos continuam abertas à visitação pública. Maranhão tomou bola nas costas até em tiro de meta. E o Émerson nunca estava onde se espera que esteja, ou seja: marcando ponta. E outra: como são driblados com facilidade. Impressionante como um metro de campo pode ser um latifúndio para um atacante que tenha Maranhão ou Émerson pela frente.

Porém, seguindo o conselho de Kardec, eu diria que vi melhoras em Émerson. E como é um garoto de 17 anos, ainda tem crédito. Já Maranhão, apesar da cara de menino, é um veterano que tem grande experiência em cometer os mesmos erros. Em dão momento ele deu algumas voltas sobre si mesmo (não sei como não ficou tonto) e depois recuou a bola. Tanto, para nada.

No meio, gostei de Anderson Carvalho, o melhor do setor. Ainda comete erros, claro, mas é o que tem mais personalidade, se atira mais ao jogo e, mesmo não sendo um meia, fez a única jogada vertical para o gol do Paulista, driblando dois jogadores e chutando com perigo.

Íbson novamente não deu uma assistência nem fez gol, nem criou uma boa jogada. Oi rapaz joga de ladinho. Que o presidente me desculpe, mas se ele é “inegociável”, vou tirar minha chuteira do armário e pedir um lugar nesse time. Garanto que não passo 20 jogos sem dar um passe decisivo e nem marcar o meu.

No ataque, além do constrangedor Tiago Alves (alô psicóloga do Santos, fale com o rapaz), Rentería se mexeu um pouco mais, saiu da área para tentar criar alguma jogada, mas só conseguiu adiar o tempo de sua substituição. Dimba entrou mais no fim e desta vez, caindo pela esquerda, foi o velho Dimba dos juvenis. Ou seja, não mostrou nada.

Dos zagueiros Bruno Rodrigo e Vinícius Simon, esperava mais. Mas não foram piores do que Edu Dracena e Durval. Foram tão medianos quanto. Quanto a Aranha, desta vez quase caia da teia em um escanteio. E essa mania de jogar adiantado ainda vai acabar mal. Mas não teve culpa no gol.

De qualquer forma, o empate, pelas circunstâncias, foi ótimo. O Paulista vinha de duas vitórias e ainda não tinha sofrido gol. Não fosse o oportunismo de Alan Kardec e o Santos estaria jogando até agora em busca do empate.

Por fim, uma lembrança ao comentarista Muller, do canal de tevê SportJundiaí. Ele vê o jogo pelo prisma do adversário do Santos e em todos os lances duvidosos da arbitragem ele opina contra o Alvinegro Praiano. Nem o fato de ter quase 60% de posse de bola e ter dado muito mais chutes a gol fez Muller dizer que o empate foi justo. Quando o competente Milton Leite quis saber sua opinião, ele alegou que o gol só saiu por falha da defesa do Paulista. Ora, vá catar coquinho… Que mala esse Muller!

E você, o que achou dos reservas do Santos?


Em Jundiaí, um teste de fogo para os reservas


O santista Paulo Leme, com três gols, é o artilheiro dos jogos entre Santos e Paulista

Hoje os reservas terão um teste de fogo. O Paulista, em Jundiaí, tem tudo para ser um adversário difícil. Se vencerem, ou ao menos conseguirem um empate jogando bem, os reservas do Alvinegro Praiano continuarão tendo oportunidades de se mostrar no Campeonato Paulista. Do contrário, a pressão para a volta dos titulares será enorme, já que alguns times já estão desgarrando na frente.

Santos ganhou 50% dos jogos que fez contra o Paulista

Por Wesley Miranda

Santos e Paulista já se enfrentaram em 30 oportunidades e o Peixe tem 15 vitórias contra cinco vitórias do Galo da Japi e 10 empates. O Santos marcou 44 gols e o Paulista 33.

Em Campeonatos Paulista, desde o primeiro acesso do time do interior em 1969, são 23 jogos com 13 vitórias santistas contra 2 vitórias jundiaiense e 8 empates. O Santos marcou 30 gols e sofreu 19.

O primeiro confronto entre as duas equipes aconteceu em 07/01/23 e o Santos perdeu por 2 a 1 o amistoso na Vila Belmiro. Mas foi o segundo jogo, menos de um mês depois(04/02) que entraria na história do Santos. Apesar da derrota de 4 a 1 em Jundiaí, estreava no time principal Araken Patusca.

O artilheiro santista no confronto é o atacante Paulo Leme com 3 gols. Em seguida vem um trio de atacantes: Camarão, Edu e Ricardo Oliveira com 2 gols

Dos 30 jogos, 5 terminaram com o resultado de 0 a 0 o placar que mais se repetiu no confronto. E 4 terminaram em 1 a 0 para o Santos

No último confronto, válido pela 19ª rodada do Paulista de 2011, o já classificado Santos jogou com reservas e ganhou por 3 a 0 na Vila Belmiro com gols de Keirrison, Maikon Leite e Alan Patrick.

E você, o que acha que vai dar hoje em Jundiaí?


Ingresso caro é um erro para time que precisa de visibilidade

O Santos fez um esforço tremendo e elogiável para manter Neymar no Brasil. Provavelmente tenha aberto mão de alguns milhões de euros em troca da popularidade que o ídolo trará. A ideia é de que os santistas se tornem a terceira torcida do Brasil. Isso é ótimo. Mas, como entender que um clube que está arriscando tanto em busca de visibilidade, cobre ingressos tão caros para um jogo noturno entre os seus reservas e o Ituano, no Anacleto Campanella?

Um leitor deste blog reclamou, com razão, das entradas a 30 e 50 reais para ver o jogo em São Caetano. Para ele, isso explica o fato de a partida ter somente dois mil espectadores – a maioria de torcidas organizadas que, provavelmente, ganharam esses ingressos da diretoria do clube.

Então, é claro que cabe a pergunta: será que, além de manter Neymar, o Santos não deveria ter planejado várias ações para aumentar sua visibilidade, e uma delas seria aumentar sua média de público?

Pense comigo, querido leitor e leitora: não seria melhor ter reduzido o preço do ingresso ao mínimo permitido pela Federação Paulista? De que valeu querer faturar mais e conseguir uma arrecadação bruta de apenas R$ 48.645,00? Um estádio menos vazio não teria produzido uma impressão mais agradável?

Há quem defenda que é melhor ter metade do público pagando o dobro do ingresso. Por exemplo: 10 mil pessoas pagando 30 reais cada uma geram os mesmos 300 mil reais obtidos com 20 mil pessoas pagando 15 reais cada. Sim, matematicamente está correto, mas do ponto de vista do marketing, não.

Com mais gente no estádio aumenta-se a possibilidade de se conquistar mais torcedores, o time e as marcas agregadas a ele são mais bem divulgadas, o jogo visto pela tevê fica mais empolgante – já que a torcida faz parte do espetáculo – e contribui para uma propaganda subliminar, pela mídia, da torcida do Santos.

Portanto, não tenho qualquer dúvida de que é mais eficiente, ainda mais para um clube que está apostando tanto na popularidade, atrair o máximo de pessoas em seus jogos, mesmo que tenha de baratear o preço do ingresso. Esta é uma das diferenças entre o que o Santos pratica e o que eu acho recomendável.

Ainda não consigo admitir preço de ingresso caro para o futebol. A não ser, é claro, que a procura seja intensa. Se o Santos estivesse jogando para estádios cheios a toda rodada, a lei da oferta e da procura trataria, naturalmente, de fazer com que o preço das entradas subisse. Mas não é o caso.

Talvez o errado seja eu, claro. Mas ainda acho que a propaganda mais eficaz para um time que precisa e quer aumentar sua torcida, é estádio cheio.

Você concorda, ou acha que estou viajando?


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