Neste 2012 o Santos comemora o seu Centenário e fico muito feliz de começar o ano dando essa alegria aos torcedores do time que mais gols fez na história do futebol e já teve craques como Araken, Feitiço, Pagão, Coutinho, Pepe, Edu e o Rei Pelé, que está aqui presente. Obrigado e boa festa!

A frase acima levaria o mesmo tempo que Neymar gastou para fazer o seu agradecimento pelo prêmio de gol mais bonito de 2011, entregue ontem pela Fifa, em rede mundial. Porém, ele parece ter improvisado, dito que era fã dos “outros dois” e não aproveitado a oportunidade para passar uma mensagem com mais informações, que destacasse o Santos.

Se tivesse dito o que sugeri acima, Neymar teria informado ao mundo que o Santos comemora seu Centenário neste ano, que é o time que fez mais gols na história do futebol e ao mesmo tempo citaria outros nomes de notáveis atacantes santistas, indicando que ele é apenas o último de uma linguagem nobre de craques artilheiros gerados na Vila Belmiro.

Sei que não se pode obrigar um jogador a dizer o que o clube quer, mas, pelo que conheço Neymar, creio que não se importaria de dizer algo que seria extremamente positivo para o plano do clube de consolidar sua imagem internacional.

Um exemplo do que estou dizendo foi dado pelo técnico do Barcelona, Pep Guardiola, que teve tempo de ser elegante com os outros dois finalistas, mas se concentrou em enaltecer o seu clube, elogiar-lhe a invejável estrutura e colocá-lo em uma posição de destaque em comparação aos demais grandes clubes do planeta. Uma aula de como usar 30 segundos em prol de sua instituição.

Portanto, quando digo que falta um trabalho de endomarketing não só no Santos, mas nos clubes brasileiros, estou me referindo a situações como a de ontem, em que uma frase bem colocada pode fazer mais pelo time do que centenas de comerciais na tevê.

Quanto não valeria o mundo saber que 2012 é o ano do Centenário do Santos e o Alvinegro Praiano é o time que mais gols fez na história do futebol? E os jornalistas que duvidassem, que fossem atrás das informações, o que daria ainda mais espaço ao Santos na imprensa internacional.

Se nas questões táticas e técnica do futebol sou pouco mais do que um curioso, na comunicação tenho lá o meu know how. Prêmios à parte, dez anos dirigindo a Ampla Comunicação, cinco anos escrevendo para Osmar Santos, biógrafo de Oscar Schmidt, além de tantos outros trabalhos na área me dão, sim, o direito de questionar o mau uso que profissionais de futebol têm feito de importantes espaços que a mídia lhes concede. Como coordenador do Centenário do Santos, incomodou-me o fato de Neymar não citar esta importante data em seu breve discurso.

Qual é sua opinião sobre o assunto?