Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: fevereiro 2012 (page 1 of 6)

Hoje a vitória vale a vice-liderança!

Hoje, a partir das 19h30m, no Brinco de Ouro, em Campinas, o Santos joga por uma vitória sobre o Guarani para assumir a vice-liderança do Campeonato Paulista. Mesmo sem Neymar, Paulo Henrique Ganso e Rafael, que ontem serviram à Seleção Brasileira, o time que Muricy Ramalho pode por em campo é forte o suficiente para obter o sexto triunfo consecutivo. E será uma ótima oportunidade para jogadores como Elano, Íbson e Alan Kardec provarem que merecem ser mais do que meros coadjuvantes (o jogo terá transmissão do Sportv).

Is me esquecendo de outro desfalque, o lateral-direito Fucile, convocado pela Seleção do Uruguai. Ele deverá ser substituído pelo jovem Crystian, que apóia bem, mas defende mal. Aliás, Crystian às vezes é tão errático na marcação que não me surpreenderia se Muricy escalasse Elano ou Arouca na lateral-direita.

Como o Alvinegro Praiano tem jogado cada vez melhor e vem de cinco vitórias consecutivas, não creio que Muricy escalará Anderson Carvalho e Felipe Anderson. A tendência é a de que mantenha o meio-campo com Arouca e Henrique como volantes e ìbson e Elano um pouco mais à frente. No ataque, sem Neymar, Alan Karde deverá fazer dupla com Borges. Porém, se Kardec repetir suas últimas más atuações, é bem provável que Dimba entre no segundo tempo.

A defesa deverá ser composta por Aranha – o ex-goleiro da Ponte Preta que jamais perdeu para o Guarani, Crystian, Edu Dracena, Durval e Juan. Do Guarani, pouco sei. Só posso adiantar que é um time com 100% de aproveitamento em casa e tem um ótimo técnico, o experiente Vadão. Além disso, o time de Campinas tem dois jogadores que já vestiram a camisa alvinegra da Vila: o zagueiro Domingos, que volta de suspensão, e o meia Fumagalli.

Neymar foi aplaudido ao sair de campo!

Estranhei quando li no UOL, na narração de lance a lance do jogo de onterm da Seleção Brasileira, que Neymar tinha saído de campo vaiado. Por que seria? Racismo? Intolerância natural dos torcedores contrários? Alguma provocação do ídolo brasileiro? Como não pude assistir ao jogo ao vivo, peguei o reprise à noite, de cabo a rabo. Para variar, Neymar foi o melhor jogador em campo: o mais habilidoso, corajoso e participativo. E não cometeu nenhuma indisciplina. Prestei atenção em sua saída de campo e só ouvi aplausos. Pois bem, depois ouvi o repórter Marcelo Barreto, correspondente em Londres do Sportv, dizer justamente isso: Que o jogo provou que hoje Neymar é bem mais ídolo do que Ronaldinho Gaúcho, que não tem jogado nada, e terminou afirmando que ao sair de campo, o craque santista foi aplaudido. E Barreto, antes que já insinuem coisas, não é santista. É apenas jornalista!

É suspeito escalar o árbitro Evandro Rogério Roman para Santos e Internacional?

Santistas estão estranhando o fato de a Conmebol escalar o árbitro gaúcho Evandro Rogério Roman para o jogo Santos e Internacional, na Vila Belmiro. Dizem que, mesmo radicado no Paraná, o rapaz não esconde sua preferência pelo colorado. Pesquisando suas atuações, percebi que já foi suspenso por não punir uma infinidade de faltas em Cléber, quando o atacante defendia o Cruzeiro. Mas não encontrei nenhum grande erro do árbitro em jogos do Santos. Porém, seria tão mais fácil se a Conmebol escalasse um árbitro estrangeiro, não?

Confrontos entre Santos e Guarani

Por Wesley Miranda

Santos e Guarani já se enfrentaram 176 vezes, e o Santos tem uma grande vantagem com 94 vitórias contra 44 derrotas e 38 empates. O Peixe marcou 364 gols e sofreu 224. Em Campeonatos Paulistas são 112 jogos com 64 vitórias santistas contra 29 vitórias bugrinas e 19 empates. O alvinegro marcou 232 e o alviverde 134.

Brasileiros: 13, 13, 6
C. do Brasil: 1, 0, 1
Rio-SP : 1, 0, 1
Paulistão: 64, 19, 29
Amistosos: 15, 12, 7
e outros

E para variar…
O grande artilheiro do confronto é Pelé. O Rei jogou 33 vezes contra o Guarani, vencendo 24, perdendo 4 e empatando 5! Por três vezes o rei marcou 4 gols em uma partida, no 8 a 1 de 1957, no 7 a 1 de 1959 e no 7 a 0 de 1965. E esse jogo que destaco para verem, apesar da imagem não estar muito boa!

O vice artilheiro com 16 gols é o Feitiço, e ele também merece destaque

Aqui se faz aqui se paga I
Em 1927 na estreia de Luis Matoso, o Feitiço, o Santos jogou um amistoso contra o Guarani na Vila Belmiro. O primeiro tempo terminou com uma sonora goleada santista por 5 a 0, até ai tudo ocorria bem. Na volta do intervalo, o Santos tomou uma de suas maiores viradas na história, perdendo por 6 a 5, e com o time campineiro com 1 a menos. Isso não ficaria barato.

Menos de quatro meses depois as equipes se enfrentaram na mesma Vila Belmiro pela estréia do Paulista, e era a hora da vingança. E com 4 de Araken, 3 do agora entrosado Feitiço, 2 de Camarão e 1 de Omar, o Santos aplicou um espetacular 10 a 1!
Nota especial para o 6º gol do Santos: Depois de driblar dois jogadores e o goleiro, Feitiço parou a bola em cima da linha do gol, levantou a mão mostrando cinco dedos, em seguida levantou a outra mão com um dedo e rolou para dentro do gol, fazendo a torcida delirar! Esse era o polêmico Feitiço, um dos maiores goleadores da história do Santos!

Goleadas do Santos
Ao longo desses 87 anos de confrontos o Santos aplicou muitas goleadas no clube campineiro, sendo duas vezes por 10 gols, essa de 1927, e uma de 10 a 2 em um amistoso na Vila, com gols de Coutinho (3), Mengálvio (3), Pelé (2), Dorval e Sormani. Um dos gols de Coutinho foi o de número .5000 da história do Santos!

Seguem as outras sonoras goleadas
8 a 1: 1957, 1958 e 2010
7 a 0: 1965
7 a 1: 1958
7 a 2: 1952
6 a 1: 1957 e 1964

O título do Santos e a entrega das faixas no Brinco
Com uma goleada no Brinco de Ouro da Princesa por 7 a 1 no dia 14/12/1961, com 4 de Pelé, 1 de Pepe, 1 de Dorval e 1 contra, o Santos abria 4 pontos frente ao 2º colocado, o São Paulo e se sagrava campeão Paulista daquele ano. O Santos, que ainda cumpriu tabela contra o vice, terminou o campeonato com 29 vitórias, 6 empates, 3 derrotas e a expressiva marca de 148 gols marcados. De quebra, Pelé foi artilheiro do campeonato com 47 gols marcados!

Após a vitória por 4 a 0 sobre o Juventus, na Vila Belmiro, que lhe garantiu o título paulista de 65 com 3 rodadas de antecedência ,o Santos foi jogar em Campinas contra o Guarani de Dalmo Gaspar e ganhou por 1 a 0 com gol de Pelé. Além da ótima partida destacada em jornais na época, a nota do jogo foi a entrega das faixas para o Santos!

Campeão Brasileiro de 1978 x Meninos da Vila
O futebol campineiro era muito forte no fim dos anos 70, tanto que o Guarani se sagrou campeão Brasileiro em 1978. E foi esse mesmo time que enfrentou os meninos da Vila, na semifinal do Paulistão 78, em jogo realizado no dia 16/06/1979. O Guarani era franco favorito, com Careca, Zenon, Renato pé murcho, contra um Santos desfalcado de Vitor, Neto, Clodoaldo, Nílton Batata e Aílton Lira.

Mas, em bela exibição de João Paulo (1 gol e duas assistências) e Juary (2 gols), o Santos contrariou as expectativas e ganhou de 3 a 1 no Morumbi e carimbou o passaporte para a grande decisão frente ao São Paulo FC.

Aqui se faz aqui se paga II
Em partida valida pelo Brasileiro de 1994, Santos e Guarani se enfrentaram no Brinco de Ouro. E impiedosamente o surpreendente Guarani goleou o Santos por 4 a 0, com 2 de Luizão e 2 de Amoroso, um deles um golaço, com um pique do meio campo. Isso não ficaria barato.

Menos de sete meses depois, os times se enfrentariam no mesmo Brinco de Ouro, em partida valida pelo Paulista, e com 1 de Marcelo Passos e 2 do Messias G10vanni o Santos ganhou por 3 a 1. Lembra do gol do Amoroso em 94? O G10vanni pagou com a mesma moeda!

Em 1995, um adversário indigesto
Depois de perder no Barradão por 4 a 0 para o Vitória, o Santos tinha a difícil missão de somar 22 pontos em 24 disputados. Então começou o calvário: Na Vila, Santos 4×1 Grêmio, no Maracanã 3×0 contra o Flamengo, empate 0x0 contra o Paraná fora de casa, 3×0 contra o Corinthians na Vila Belmiro, 1×0 contra o Palmeiras/Parmalat no Pacaembu, 2×1 contra o Paysandu na Vila, 3×1 contra o Botafogo na Vila, e o Santos chegou à ultima rodada precisando de uma vitória simples contra o Guarani. Como o time campineiro não tinha mais chances de título, mandou seu jogo no Pacaembu, mas nem por isso se desinteressou pela partida, já que o “bicho” do Atlético MG, que dependia de pelo menos um empate do Santos, era muito grande.

O jogo foi tenso, amarrado, o goleiro uruguaio Léo, do Guarani, parecia uma muralha. Tudo se encaminhava para a desclassificação santista quando, aos 38 minutos do 2º tempo, Marcelo Passos acertou um de seus belos chutes e levou os 22 mil santistas no Pacaembu ao delírio. Era o gol da classificação! Ainda restou tempo para Giovanni marcar o 2º gol, o seu 13º no certame! O Santos voltava a ser destaque no cenário nacional depois de 12 anos!

A última goleada e um recorde
No dia de aniversário de 98 anos do Santos, nada melhor que comemorar da forma que mais identifica o Peixe; com muitos gols! E o Santos ganhou de 8 a 1, com 2 de Robinho, 1 de Marcel e 5 de Neymar, o que colocou o atual ídolo como o recordista de gols em uma partida contra o Guarani!

Tiago Leifert apresenta: Santos 8 x 1 Guarani. Lembra a festa? Reveja:

E para você, como será Santos e Guarani, logo mais?


Quem é mais ídolo? Neymar ou R. Gaúcho? E o perigo que vem da Bósnia…

O garoto Neymar, educado e simpático como só ele, fez uma gentileza e disse que é fã de Ronaldinho Gaúcho. Sim, da mesma forma que Pelé, um dia, disse que era fã de Zizinho. Mas, para a Globo, que quer espanholizar o futebol brasileiro – e para isso precisa supervalorizar o alvinegro de São Paulo e o rubro-negro carioca -, bastou esta frase polida de Neymar para que o repórter Tino Marcos fizesse uma matéria colocando Ronaldinho acima do jogador do Santos.

“Ídolos e fãs”, diz Tino Marcos em determinado momento, tentando dar algum significado poético a uma intenção essencialmente marqueteira de desvirtuar a verdade para valorizar um jogador em visível decadência. Amante de baladas, fôlego cansado de quem troca o dia pela noite – motivo de sua briga com o técnico Vanderlei Luxemburgo -, Ronaldinho Gaúcho, aos 31 anos, não é nem sombra do que já foi e não consegue se destacar nem no limitado futebol carioca.

Com a bola nos pés, sem marcação, ainda consegue fazer grandes jogadas? Sim, mas qual adversário – a não ser o Santos naqueles malucos 5 a 4 na Vila Belmiro – dá libertade ao jogador talentoso? Se este não tiver rapidez, mobilidade, velocidade, não faz nada. Aí está a grande diferença entre Neymar e Ronaldinho. O garoto é agil, rápido nos reflexos e nos músculos; enquanto o gaúcho joga parado, tolhido pelos próprios limites físicos e pelos excessos extra-campo.

Só mesmo a Globo, com sua infinita maquiavelice, para colocar Neymar, o maior ídolo do futebol brasileiro no momento – bem adiante de qualquer outro -, como fã de um jogador decadente e derrotado, que há uma década vem tentando repetir na Seleção Brasileira os 15 minutos de bom futebol contra a Inglaterra, na Copa de 2002, quando deu uma assistência e fez um gol sem querer.

Que Bósnia…

Sei que é preconceito, mas depois da carnificina que promoveram em pleno século XX, em uma Europa que já julgávamos livre dessas barbáries, sempre que ouço falar em Sérvia e Bósnia penso e temo a violência. Hoje, só espero que nossos garotos Neymar e Paulo Henrique Ganso se livrem da belicosidade dos rivais e voltem para casa sãos e salvos.

E para você, quem é mais ídolo hoje: Ronaldinho Gaúcho ou Neymar?


Se a Globo não mostrou, o Rachid mostra a torcida do Santos

Rachid é um santista bastante conhecido nos estádios. Ele faz belas reportagens cinematográficas dos jogos do Santos e dá ênfase ao tratamento que é dado ao torcedor.

Seus filmes são importantes, pois revelam aspectos que passam despercebidos nas transmissões de tevê. O tratamento ao torcedor e a emoção do jogo visto do meio da torcida são seus temas centrais.

Como o torcedor é tratado nos estádios

A apenas dois anos da Copa do Mundo, veja só como o torcedor ainda é tratado nos estádios de São Paulo. Mesmo com um público de apenas 10 mil pessoas, os torcedores do Santos que foram à Arena Barueri ver Santos e Ponte Preta ficaram cerca de duas horas na fila. Não dá né?

Veja o 12º filme da série “Como o torcedor é tratado nos estádios”:

Agora aprecie Santos 6 x Ponte Preta 1 do ângulo da torcida:

E aí, que tal esses trabalhos do Rachid?


Show de Neymar e Ganso na melhor exibição do ano!

Em outros tempos, mais eufóricos, não faltaria jornal para dar o título: “Pintou o campeão!”. Realmente, esta performance do Santos contra a Ponte Preta foi a melhor exibição de um time neste Campeonato Paulista. Mais do que os 6 a 1, que representam a maior goleada da competição, e do show da dupla de ouro Ganso e Neymar, o Alvinegro Praiano dominou o jogo de maneira absoluta, arrasadora, constrangedora. Nenhum time de São Paulo consegue vencer assim.

Neymar voltou a brilhar, com lances geniais e dois gols. Agora o Menino tem seis e está a apenas dois da artilharia. Ganso, em boa condiução física, voltou a esconder a bola e fazer dela o que quer.

Arouca voltou a jogar bem, marcando lá atrás e ainda saindo pro jogo. Como Henrique também melhorou, ao menos na marcação, com eles o meio-campo cresceu. A briga entre Íbson e Elano pela posição está puxando os dois para cima. Se bem que eu ainda ache que o Felipe Anderson é melhor do que os dois.

Juan se firma, Fucile ao menos é um bom marcador (se bem que Chrystian apoia melhor). Edu Dracena, melhor fisicamente, se deu ao luxo de marcar dois gols de cabeça. Palmas pra ele!

Tudo bem que Borges ainda não reencontrou o gol, mas está tentando. Durval está na mesma e Rafael não foi exigido. A bola difícil que foi, entrou. Ainda não vi Ganso e Felipe Anderson na armação, mas hoje nem dá para reclamar. O Santos fez sua melhor partida desde a conquista da Libertadores e não há o que contestar. Até a arbitragem resolveu marcar as faltas sobre Neymar.

Muito santista já me disse que se os árbitros marcassem todas as faltas e dessem todos os amarelos que os marcadores de Neymar merecem, os adversários do Santos terminariam os jogos com dois ou três jogadores a menos. Pois foi o que aconteceu hoje. O árbitro Marcelo Rogério cismou de seguir a regra e a Ponte terminou com três a menos. Nada mais justo.

Como é bom ver o Santos jogar pra frente, com vontade, determinação, sem preguiça. Você pode perguntar: Ué, mas não estava tudo errado até há poucos jogos. Quais foram as mudanças tão radicais? Eu direi.

Não se esqueça de que os laterais contra o Palmeiras foram Maranhão e Pará. Hoje o time não leva mais bolas pelas costas (só levou uma contra a Ponte, justamente no gol do time de Campinas). Com menos buracos nas laterais, os zagueiros Edu Dracena e Durval voltaram a atuar com segurança.

Arouca melhorou muito, Henrique subiu um pouco também e ficou mais difícil para o adversário penetrar pelo meio. Íbson e Elano estão se empenhando mais, em busca da titularidade. Mas a grande novidade tem sido o crescimento de Paulo Henrique Ganso.

Com ele e Neymar jogando bem, uma ou outra falha da equipe fica escondida. Ambos exigem tanta atenção da defesa contrária, que o adversário perde até o ânimo de atacar. Na verdade, Ganso e Juan têm sido os maiores responsáveis pelo crescimento do Santos.

Vem aí os jogos decisivos contra Guarani e Corinthians

No meio da semana, Neymar, Ganso e Rafael viajam para defender a Seleção Brasileira contra a Suíça, na quarta-feira. No mesmo dia o Santos enfrentará o Guarani, em Campinas, que está à sua frente no Paulistão. Rafael não deverá fazer muita falta, já que Aranha vem se saindo muito bem, mas é inegável que Neymar e Ganso são insubstituíveis. O que será que Muricy poderá fazer?

Acho que ele será conservador e escalará Alan kardec na frente, ao lado de Borges, e colocará Íbson e Elano como meias. Eu, como é fácil adivinhar, daria um jeio de colocar o Felipe Anderson no time, nem que fosse no lugar do Neymar, mais à frente. O garoto não bnate de canela, como o Kardec.

E domingo, na Vila, contra o líder Corinthians, eu só espero que a arbitragem seja boa, honesta. Porque no campo, se os dois times jogarem apenas futebol, será difícil parar o Alvinegro Praiano.

Quer ver de novo os melhores lances do jogo? Curta aí:

http://youtu.be/z__2CrFYlDg

E você, o que achou de Santos 6, Ponte Preta 1?


Santos e Ponte Preta, um jogo de muita história, em Barueri

Santos e Ponte Preta já fizeram jogos memoráveis – entre eles a despedida de Pelé do Santos, em 2 de outubro de 1974, na Vila Belmiro, quando o Rei pegou a bola no centro do campo, se ajoelhou e o mundo parou. Houve ainda ume goleada fenomenal no Paulista de 1959 – 12 a 1, também na Vila, sem Pelé em campo e com cinco gols de um garoto de 16 anos chamado Coutinho. Mas a Ponte também aprontou. Em 2002, quase tira o Santos do octogonal decisivo ao vencer o Alvinegro Praiano, na Vila Belmiro, por 3 a 1.

Como a Ponte é um time altivo, que sabe jogar e não se fecha atrás, acredito em um jogo bonito hoje, às 18h30, em Barueri (transmissão do Sportv). E torço para que o Santos siga a sua vocação ofensiva.

Continuo com remotas esperanças de que Muricy Ramalho faça o óbvio e escale Felipe Anderson ao lado de Paulo Henrique Ganso, na meia. Para escolher os dois volantes é só tirar no 2 ou 1 entre Arouca, Henrique, Elano, Íbson e Anderson Carvalho, se bem que eu prefira Arouca e Anderson Carvalho.

Mas entendo a posição do treinador, claro. Na cabeça de Muricy, os garotos Anderson Carvalho e Felipe Anderson podem esperar mais um pouco, enquanto os afamados Elano, Íbson e Arouca precisam jogar, ou a resistência ao técnico nos bastidores começará a incomodar.

Nesta semana, o UOL, que em matéria de Santos costuma estar muito mal informado, disse que o Elano tem chiado com Muricy por ficar na reserva de Íbson. Se há mesmo algo nesse sentido, o que posso dizer é que Elano sempre foi um coadjuvante. Um ótimo jogador, mas nunca o principal. E, se formos ver bem, ele nunca jogou muito mais do que tem mostrado atualmente.

Atuava ali pela lateral e pela meia direita, marcando, tocando pouco na bola, mas aparecendo de surpresa em lances importantes. Com a idade e os maus hábitos extra-campo, perdeu a pouca velocidade e o fôlego que tinha. Não tem justificado o alto salário (R$ 400 mil) e se quiser mudar isso, não adianta pressionar o técnico para jogar, tem mais é de se esforçar para readquirir a forma que perdeu.

A história dos confrontos Santos x Ponte Preta

Por Wesley Miranda

Santos e Ponte Preta já se enfrentaram 114 vezes, e o Santos tem boa vantagem, com 64 vitórias contra 27 derrotas e 23 empates. O Peixe marcou 221 gols e a Macaca, 129.

Em Campeonatos Paulistas são 82 confrontos, com 48 vitórias santistas contra 18 vitórias campineiras e 16 empates. O Santos marcou 149 gols e sofreu 87.

Brasileiros 8, 4, 6
Paulistas 48, 16, 18 51
Rio-SP 0, 0, 1
Amistosos 8, 3, 2
e Pré Paulistão, Laudo Natel…

Pepe, o artilheiro

O artilheiro do confronto é o aniversariante do dia, José Macia, o Pepe, que hoje está completando 77 anos. O Canhão da Vila marcou 15 gols contra a Ponte Preta, três a mais do que Pelé!

As maiores goleadas da história do Santos
Quando pensamos em Santos e suas goleadas, lembramos especialmente do autor de 1.091 gols na história do time, Pelé. Mas, curiosamente, o Alvinegro tem no seu histórico duas goleadas por 12 a 1, uma frente ao Ypiranga, em 1927 com aquele famoso ataque do 100 gols (o Rei, obviamente, não tinha nem nascido) e a outra em cima da Ponte Preta em 1959 com o time de Pelé, ops….Pelé não jogou, então o time de Coutinho, que marcou cinco gols na aprtida, e Pepe!

Com a palavra o artilheiro do confronto e aniversariante do dia:
“Por incrível que pareça, o Pelé não jogou nos 12 a 1. O Coutinho marcou cinco vezes e eu quatro. Porém, pelo juiz, deixei de quebrar meu recorde de gols em uma só partida. No final, tive um gol anulado. Esse time era bom!”

Modesto o senhor José Macia, esse time era excelente! Em 1959 o Santos estabeleceu o ataque mais arrasador de sua história, com 342 gols nos 99 jogos realizados naquele ano!

Santos 12 x 1 Ponte Preta – Resumo
Dalmo, Pagão e Mourão não tiveram preocupação na parte defensiva, e até o defensor Formiga foi mais ao ataque. Zito e Jair, mesmo sem muitas condições físicas, fizeram valer a técnica que tinham. No ataque, Dorval destoou um pouco de seus companheiros e chegou a perder algumas chances. Mas Agnaldo, que teve a enorme responsabilidade de substituir Pelé, foi bem, marcando dois!

Pelé e o recorde de público
Apesar de saber que o Pepe é um grande monstro na história do Santos, você deve estar se perguntando porque o Pelé não é o recordista de gols contra a Ponte Preta, se marcou 50 contra o Corinthians, 43 contra a Portuguesa, 42 contra o Juventus, 40 contra o Guarani e Botafogo-SP, 32 contra São Paulo e Palmeiras… Mas é bom saber que a Ponte Preta ficou ausente da divisão especial de 1961 a 1970. Então, como diria os mais engraçados: Malandra é a Macaca, que ficou na segunda divisão pra não enfrentar o Santos de Ouro!

Com ausência de uma década de duelos, o primeiro confronto no Moisés Lucarelli do Santos de Pelé depois do longo jejum, fez o estádio receber um público oficial de 33.500 torcedores. Porém, mais de 40 mil torcedores estavam presente na vitória do Santos por 1 a 0, com gol de Douglas, em 16 de agosto de 1970. E esse é o recorde de público do Majestoso.

A despedida do Rei
E na partida do Paulistão do dia 02/10/1974 justamente contra a Ponte Preta que Pelé decidiu até então encerrar a carreira. No estádio que foi palco de muitas alegrias, a Vila Belmiro, lotou para ver pela última vez o Pelé em ação. O Rei que jogou contundido, aguentou só até aos 23 minutos da primeira etapa. Pelé se ajoelhou no centro do gramado, abriu os braços em uma forma de agradecimento, se despediu emocionado e emocionando.

De lá para cá arrumaram e arrumam inúmeros sucessores para o seu reinado, mas quem é rei nunca perde a majestade, e Pelé, que decidiu encerrar a carreira jovem, aos 34 anos, para parar no auge, poderia, sim, jogar no Santos no mínimo por mais uns quatro, cinco anos.
Reveja esse jogo contra a Ponte Preta no dia 20/05/1973 e tire suas conclusões (o número 9 é Eusébio):

Os Meninos da Vila e a maior Ponte da história
A Ponte era um timaço em 1978, tinha Dicá e três jogadores que foram para a Copa de 78, na Argentina: o goleiro Carlos e os zagueiros Oscar e Polozzi. Um excelente time, um dos maiores do Brasil no fim dos anos 70. E esse time fez alguns grandes duelos decisivos com os meninos da Vila de Chico Formiga, no longo Campeonato Paulista de 1978.

Semifinal do 1º turno: Com um golaço de falta de Ailton Lira o Santos venceu por 1 a 0 e foi para a final do turno contra o Corinthians.
Semifinal do 2º turno: A Ponte venceu por 2 a 1 com gols de Lúcio e Jorge Campos. Claudinho fez o gol santista.
Na penúltima rodada do terceiro turno, o Santos bateu a Ponte por 2 a 0 com gols de Juary e, de novo, de falta Ailton Lira. E o Santos contou com uma vitória da Ponte sobre o Juventus para se classificar para a semifinal como o segundo do grupo.

Kléber Pereira em dia de Pepe
Em 5 de abril de 2009, no Majestoso, o Santos precisava vencer a Ponte, vice do Paulista de 2008, para se classificar para as semifinais. Kléber Pereira marcou primeiro aos 38º minutos de jogo, colocando o Santos em vantagem no primeiro tempo. Na volta do intervalo, a Ponte Preta do goleiro Aranha, fez mais que só cumprir tabela ao fazer dois gols relâmpagos e virar o jogo. O resultado eliminava o Santos e classificava a Portuguesa. Mas aos 37 minutos do segundo tempo, Kléber Pereira iniciou a reação com o gol de empate e consolidou a classificação ao converter um pênalti aos 43 minutos! Um jogo histórico do time das viradas.

A última decisão
Apesar de dividindo a atenção com a Libertadores, o Santos era o grande favorito das quartas de final do Paulista de 2011. Mas a Ponte, invicta contra os grandes, vendeu caro a derrota, mesmo jogando na Vila Belmiro. O gol da classificação saiu aos 20 minutos, dos pés do iluminado Neymar.

Cruzeiro: maior conhecedor da história do Santos ganhará moto Kazinski


Moto Kazinski, o prêmio ao maior conhecedor da história do Santos a bordo do Grand Mistral

Você que vai participar do Cruzeiro do Centenário, comece a estudar a história do Santos. Durante a viagem de quatro dias todos poderão participar do concurso sobre a história do Santos. Aquele que der mais respostas certas ganhará uma moto elétrica Kazinski.

Desculpe, mas santista que não conhece a história do clube, é meio santista. Por falar nisso, no Cruzeiro teremos palestras e debates sobre eventos marcantes da história do Santos, com a participação de ídolos do clube, pesquisadores e do apresentador Milton Neves.

O transatlântico Grand Mistral larga do porto de Santos dia 4 de março, domingo. Soube que ainda há cabines vagas. Se quiser nos dar a honra e o prazer de sua companhia, ligue na segunda-feira para (11) 3038-5301 ou envie e-mail para reservas@navio100sfc.com.br

Despedida de Pelé, em 1974:

Robinho, Diego & Cia, no Brasileiro de 2003:

E hoje, o que esperar do Santos contra a respeitável Ponte Preta?


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