O que quase todos os santistas previam aconteceu: o técnico Muricy Ramalho escalou os medalhões fora de forma, o time se arrastou em campo, viveu dos arroubos de Ganso e Neymar e acabou tomando a virada do Strongest com um gol no fim. Péssima estreia na Copa Libertadores.

Se os reservas do Santos estão jogando melhor do que os titulares no Campeonato Paulista, o que poderia fazer Muricy acreditar que um time formado por jogadores veteranos voltando de contusão – como Edu Dracena, Durval e Borges -; por outros que não têm jogado nada, como Henrique, Íbson e Elano; por um estreante (Fucile) e um eterno perna de pau (Pará) poderia estrear na Libertadores com uma vitória?

Ou nosso técnico é muito ingênuo, ou está louco para receber a multa rescisória. Pois eu, se fosse o presidente, não demitiria o Muricy, já que isso arrasaria com os cofres do clube (aliás, fiquei sabendo que seu salário não é 700, mas 900 mil reais. Se for verdade, nem me digam, pois meu coração não resistirá).

Ao invés de demiti-lo, o rebaixaria a assistente do Tata ou de qualquer um que jamais escale o Pará. Não colocar Felipe Anderson ao lado de Ganso e não tentar Anderson Carvalho ao lado de Arouca é insistir demais nos mesmos que estão afundando o time. Dizem que os salários de Íbson, Elano e Henrique somam 1,2 milhão de reais. Se for isso, nem me digam, pois meu fígado não suportaria.

Insistir com Pará, com o perdão da palavra, é assinar um atestado de burrice com firma reconhecida em papel dourado. No penúltimo post, pegando até um pouco pesado, repeti três vezes: “Pará num dá! Pará num dá! Pará num dá!”. Foi escalado e deu no que deu. Mais dois gols na sua conta.

Está certo que contratar Juan para a Libertadores e não saber que o jogador está suspenso, foi o cúmulo da desorganização. Não é só Muricy que precisa calçar as sandálias da humildade no Santos. Parece que a goleada para o Barcelona deixou meio mundo zonzo por lá.

Enfim, há quanto tempo o Santos não mostra um futebol de campeão? Será que já não deu para perceber que desse mato chamado Íbson, Elano, Henrique, Dracena, Durval, Pará e Maranhão não sai mais coelho? O bonde passou em Yokohama e só a diretoria do Santos não viu.

Ainda dá tempo de corrigir, mas é preciso uma qualidade que tem passado muito longe da Vila Belmiro de uns tempos para cá: a HUMILDADE. Reconheçam que as contratações foram mal feitas, que tem jogador ganhando muitíssimo para jogar pouquíssimo.

Posso errar e aliás torço para errar, mas meu feeling diz que se Muricy continuar escalando esse time que jogou hoje – com Edu Dracena, Durval, Íbson, Elano, Henrique e Pará – o Santos não passará nem pela fase de grupos da Libertadores.

Por que essa zaga é titular?

O Santos está parecendo a Seleção Brasileira na Copa de 1966. Como tinha ganhado as duas anteriores, manteve os veteranos e acabou dando vexame. Eu pergunto: onde está escrito que Edu Dracena e Durval devem ser os titulares absolutos? Por que devem voltar de contusão e já assumir o lugar de Bruno Rodrigo e Vinícius Simon? Os “reservas” ao menos têm mais vitalidade, mais garra.

Os dois gols que o Santos sofreu foram ridículos. O primeiro passou por todo o miolo da defesa, pelo chão. Cadê os dois zagueiraços? De Pará eu nem vou perguntar, pois ele nunca está onde se precisa dele.

E o segundo foi uma tremenda piada. O jogo terminando, último lance da partida e o Santos toma gol de escanteio, com um jogador livre no chamado segundo pau. Cadê a experiência do capitão Dracena para orientar a defesa? Nem vou dizer de novo que o Pará só ficou olhando, como sempre…

Vou repetir: depois de tomar aquela chacoalhada do Barcelona, o Santos – técnico e diretoria – deveria ter tido coragem de fazer as mudanças óbvias ululantes. Deveriam desfazer-se de bondes de ouro – como Henrique, Íbson, Elano – e trazer jovens mais baratos e com mais apetite para jogar.

Agora, ainda há alguma esperança, mas parece que Muricy Ramalho não quer dar o braço a torcer. Temo que ainda veremos o ranzinza e teimoso técnico morrer abraçado com seus protegidos.

E você, o que achou de Strongest 2, Santos 1?