O adversário provoca, lança camisa comemorando uma vitória que já tem sete anos, mas na hora de jogar futebol se encolhe lá atrás como um time inferior que é e fica rezando para achar um golzinho no contra-ataque. Como dizem os santistas, na Vila não tem pra onde correr, nem dentro, nem fora do campo. Há 100 anos é assim.

Hoje, Neymar nem precisou brilhar. Paulo Henrique Ganso jogou pelos dois. Que passe para o Íbson! Sem contar a meia-lua desmoralizante que deu em Adriano. O time todo está jogando melhor. Henrique, Arouca e Íbson subiram um pouco mais de nível. Fucile conquistou a torcida com sua raça e até apoiou bem.

Borges ainda parece fora de forma e Rafael deu alguns sustos, mas nada que comprometesse. A arbitragem foi razoavelmente bem, apesar de ter marcado um impedimento que tinha tudo para dar o primeiro gol ao Santos.

Como já dissemos, o Santos é, disparado, o melhor time de São Paulo, e hoje provou isso mais uma vez. Imagino que o rival, sem assunto e sem futebol, agora deve anunciar a contratação de algum esquimó, ou tupi-guarani. É, o marketing pode atingir níveis patéticos…

Escrevo do elegante Grand Mistral, que está zarpando de Santos para o feliz Cruzeiro do Centenário. Eu e a Suzana nos sentimos no céu, em um ambiente incrível, rodeados de santistas. Almoçamos com Edu, Pepe, Lima, Negreiros, Manoel Maria, Serginho Chulapa… Já falamos com Chorão, que veio para um show exclusivo. Ah, no dia em que a maioria dos brasileiros forem santistas, o País estará definitivamente encravado no primeiro mundo e a paz e o bom gosto reinarão no planeta.

E você, o que achou de Santos x o outro alvinegro?