Com os três gols, Neymar supera Pelé e se torna o maior artilheiro santista contra o Inter

Fico imaginando a alegria dos santistas de vários pontos do Brasil que desembarcaram do Cruzeiro do Centenário e já ficaram em Santos para ver o concerto de Neymar e do Santos contra o Internacional. Que exibição! Que show! Que aula de futebol!

A exibição de Neymar é daquelas que ficará para sempre gravada na história deste esporte. Três gols, dois deles magníficos, em que pegou a bola no meio de campo, superou todos os jogadores que apareceram à sua frente e concluiu de maneira sutil, precisa, cruel.

A arte dos Meninos da Vila Neymar e Paulo Henrique Ganso superou com sobras o jogo feio, ríspido e violento do time gaúcho, que, a exemplo do alvinegro da capital, jogou fechadinho e só se limitou a dar pontapés. Que constrangedor ver jogadores como Tinga e Dagoberto, que um dia já jogaram futebol, entrarem em campo apenas para distribuir coices.

No Santos, o futebol de todos está crescendo. E, só para provar que sou justo e não persigo ninguém, sou obrigado a reconhecer que Íbson, que não estava jogando nada, melhorou muito e já merece ser o titular. Arouca aos poucos volta à sua melhor forma; Henrique tem se aprimorado na marcação; Fucile e Juan tomaram conta das laterais, e mesmo Borges, ainda em busca de seu futebol, joga muito sem bola e hoje sofreu o pênalti que abriu a vitória.

Edu Dracena e Durval tiveram pouco trabalho. Acho até que Dracena poderia ter sido substituído ao sentir o joelho. Percebia-se que a contusão comprometeria sua mobilidade. Não deu outra. Na primeira bola em que teve de disputar corrida com um adversário, ficou para trás e permitiu que Oscar desse o passe para Leandro Damião diminuir para 1 a 2.

No entanto, quem tem Neymar já entra em campo com meio jogo ganho. Mesmo cercado, chutado, agredido, o Menino de Ouro deu outro show, deixou nos espectadores a certeza de que o futebol é muito mais bonito e empolgante do que aquele que passa na Globo.

Reveja o show histórico de Neymar e do Santos:

http://youtu.be/K2btgPymqNA

A campanha continua: não assista ao outro alvinegro

Que tipo de música vende mais discos? Que programa dá mais ibope na tevê? Pois é. O mau gosto é a preferência da maioria nesse País e isso talvez explique porque a Rede Globo evite mostrar os jogos do Santos. Seus espectadores não estão acostumados a nada de alto nível. Vão se sentir chocados, sei lá.

Por isso, e isso não vale apenas para santistas, mas para todos os torcedores de todos os outros times, não assistam aos jogos do time-chupim, que vive da aversão dos outros e que tenta transformar uma história de fracassos em sucesso financeiro.

Neymar x Messi

Hoje, enquanto Neymar extrapolou os limites da genialidade de um jogador de futebol na Vila Belmiro, diante de um adversário de tradição no futebol brasileiro; Messi brilhou na Europa, marcando cinco gols na goleada do Barcelona sobre o Bayern Leverkusen. É mais do que evidente que ambos são os melhores do mundo.

Porém, duvido que Messi sofra agressões grotescas como as que ferem Neymar – e Ganso – sem que seus adversários sejam punidos convenientemente. O que é esse Índio? Um cavalo vestido de vermelho. Como definir os coices do eterno derrotado Dagoberto, de Tinga e mesmo do manjado Cléber Chicletinho? Que decepção, Internacional. Esperava um pouco mais de futebol do time que ganhou a Libertadores antes do Santos, mas só vi uma equipe de luta-livre.

A opção por Neymar foi sábia

Quando houve o desentendimento entre Neymar e Dorival Junior, muitos santistas, atiçados pela mídia, pediam a punição do garoto e o apoio ao técnico. A diretoria agiu acertadamente a prestigiar seu jogador e mandar embora o treinador que nunca mais conseguiu montar um time decente.

Quando o Santos resolveu jogar todas as fichas em Neymar, bancando a permanência do jogador no Brasil, muitos criticaram essa decisão, alegando que o clube estava abrindo mão de uma fortuna. Porém, o Alvinegro Praiano não é um banco, é um time voltado a jogar o melhor futebol possível.

Nesses dois episódios coloquei-me francamente favorável às decisões da direção do Santos. Manter Neymar foi uma decisão sábia e, por mais cara que seja, dará um retorno de visibilidade e crescimento da torcida – desde que sejam implementadas ações neste sentido – que compensará os milhões de euros “perdidos”.

A Nau dos Sensatos

Uma alegria indescritível acompanhou os santistas que participaram do Cruzeiro do Centenário no transatlântico Grand Mistral. Durante três dias, 1.300 santistas viveram o céu na terra, ao lado dos ídolos, envolvidos em eventos que divulgaram a rica história do Santos em um ambiente elegante e extremamente confortável.

Como eu previa e já tinha assegurado a Marco Galvão e Alexandre Zubarán, os organizadores do Cruzeiro, a viagem seria feliz e tranqüila, sem qualquer incidente, ao contrário de um outro cruzeiro de um outro alvinegro. Os tripulantes e o comandante do Grand Mistral se surpreenderam com o comportamento dos santistas. Não imaginavam que torcedores de futebol tivessem esse nível.

Nem mesmo a bebida à vontade e o rock pauleira de quatro horas da banda excelente Charlie Brown Jr., do Chorão, fez alguém ter alguma conduta inconveniente. Éramos uma grande família, brincando, dançando, sorrindo, mas unidos pelo carinho e o amor que reúne os verdadeiros santistas.

Torcedores de Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina, Bahia, várias cidades do Interior de São Paulo, além, é claro, de Santos e de São Paulo, fizeram a viagem. E veja que o evento só foi mais divulgado neste blog, no site oficial do Santos e em alguns outros blogs e sites de santistas. Em nova oportunidade, com divulgação na grande imprensa, o maior transtlântico do mundo será pequeno.

“Quem veio, veio”, disse o Carlinhos, de Jundiaí, que viajou com Regina, sua mulher. Acho que essa frase definiu o espírito do Cruzeiro do Centenário. Todos estavam conscientes de que participavam de um momento único e histórico do clube.

Carreata e Romaria

Cresce a cada dia o número de adesões para a Carreata que descerá a serra em direção à Vila Belmiro e, simultaneamente, a Romaria que sairá da antiga Rua do Rosário, onde o Santos foi fundado, também para a Vila Belmiro. Logo mais anunciarei os eventos que serão realizados na Vila no dia sagrado de 14 de abril de 2012. Mobilize-se. Fale com os amigos. Prepare o carro e a bandeira. E, se morar em Santos, separe o tênis, a bermuda, mas também a camisa e a bandeira. O fim de semana de 14 e 15 de abril será dedicado exclusivamente ao nosso Santos querido!

Histórico atualizado de Santos e Inter

Por Wesley Miranda

Santos e Internacional se enfrentaram ao longo da história 59 vezes, e o Alvinegro ganhou 24 contra 20 vitórias coloradas e 15 empates. O time santista marcou 80 gols. O Santos FC nunca perdeu para o Inter jogando na Vila Belmiro. Em 15 jogos foram 11 vitórias.

Santos V, E, D
Copa Libertadores 1, 0, 0
C. Brasileiro: 21, 12, 17
Copa do Brasil: 1, 1, 2
Sul-mericana: 0, 1, 0
Amistosos: 1, 1, 1

O artilheiro do Santos no confronto
Agora o artilheiro santista no confronto é Neymar, com 5 gols, que supera Pelé, com 4. O Rei atuou em 8 partidas vencendo 5, perdendo 2 e empatando 1. Na vice artilharia, com 3 gols cada, dois atacantes de uma história mais recente: Paulinho Mclaren, o artilheiro do Brasileirão 1991 (15 gols) e o artilheiro do Brasileiro 2008, Kléber Pereira (21 gols).

Poucos jogos na história
Apesar de se tratar de dois times praticamente centenários, a marca de 58 partidas é pequena, já que o primeiro confronto aconteceu apenas em 1935, um empate em 1 a 1 no Rio Grande Sul. Quem marcou o primeiro gol do Santos foi Sacy!
O segundo confronto demorou mais 14 anos para acontecer, 4 a 0 para o Santos jogando no Rio Grande Sul. Gols do arquiteto da bola Antoninho Fernandes, Arthurzinho, Telesca e Juvenal.
O terceiro confronto só foi acontecer 12 anos depois, em 1958, mais uma vez no Rio Grande do Sul, e dessa vez, com vitória gaúcha por 5 a 1. Essa é até hoje a maior goleada do Inter do confronto. Mas teve vingança…

A maior goleada do Santos
Quase 9 anos depois e um novo confronto entre Santos e Internacional, e ele só foi possível graças ao Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1967, o Robertão, o Brasileiro da época! E foi, digamos, com um gostinho especial, já que era março e o Santos já tinha jogado na Argentina, na Colômbia, nos EUA, no Chile, no Peru e nas duas primeiras rodadas do Robertão em Minas (Atlético-MG) e Rio Grande do Sul (Grêmio), mas ainda não tinha atuado para sua torcida! E o jogo no Pacaembu, na noite de 15 de março de 67, apresentou uma goleada por 5 a 1 no quadro santista, com gols de Toninho Guerreiro, Copeu (2), Edu e, para delírio da torcida, aos 43 minutos, Pelé de pênalti! O suficiente para os jornais estamparem em suas capas: o Rei voltou!
E com imagens raras do 1º tempo, destaco este jogo da maior goleada santista do confronto.

O fim do tabu
Pelé tinha parado em 1974 e desde então o Santos não tinha mais vencido equipes de Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro em Brasileiros. E foi contra o atual campeão, o forte Internacional de Falcão, que o Peixe encerrou o jejum em 27/03/1980 no Morumbi pela 8ª Rodada do grupo C: 1 a 0 com gol de Nilton Batata. A vitória deu também o título do grupo e colocou o Santos como 2º na classificação geral!

O jejum do Internacional
Depois do Brasileiro de 1980, voltava o tradicional jejum de confrontos, e foram 8 anos sem se encontrarem, mesmo disputando o Brasileirão. Isso agravou e muito o jejum de vitórias do time colorado, que ficou de 78 a 95 sem vitórias sobre o Santos. Nesse período foram disputados 7 jogos, com 4 vitórias santistas e 3 empates. O jogo mais curioso desse jejum certamente foi o encontro de 1992…..

O dia em que o Inter fugiu de campo
Logo aos 18 minutos iniciais, o goleiro paraguaio Gato Fernandez tentou catimbar em cima de Paulinho McLaren, batendo a bola perto de seus pés. Paulinho, que era matador e tinha sido artilheiro do Brasileiro de 91, esperou a hora certa do segundo quique da bola, acabando a brincadeira e colocando para o fundo do barbante. Pronto, ali começou a confusão, e no meio dela foram expulsos Marquinhos, Gérson (aquele mesmo revelado pelo Santos na Taça SP 84) e o próprio causador do problema, Gato Fernandez. Mas mesmo jogando contra apenas 8 jogadores, o Santos encontrou dificuldades para furar a defensiva do Inter e só aumentou o placar aos 12 minutos do segundo tempo, com Cilinho, que também marcou aos 15 e Axel aos 21 minutos. Todos em arremates e rebotes de longa distância, devido ao congestionamento da defesa colorada. Faltando menos de 10 minutos para o fim do certame, os jogadores do Inter iniciaram um “cai-cai”, com Canhoto e Lima. Então, com o timer gaúcho com 6 jogadores em campo, o árbitro José Roberto Wright (aquele mesmo, ex-comentarista da Globo) encerrou a partida. E o Inter mandou toda a raça gaúcha para o espaço!

Goleada do Santos
Brasileirão 2007, grupo B, 2ª fase, Santos e Internacional. No Morumbi, o Santos aplicou um sonoro 4 a 0, com gols de Alexandre, Muller, Marcos Assunção e o ex-colorado Caíco. Mas a nota principal do jogo foi a expulsão de Luxemburgo pelo árbitro Cláudio Vinicius Cerdeira. O técnico reclamou da atuação do árbitro, que desfalcou o Santos de 5 titulares no jogo no Sul e ainda citou envolvimento da CBF. Veja:

O artilheiro dos gols bonitos
Ao contrário do Internacional, que nunca ganhou do Santos na Vila Belmiro, o Santos já ganhou do Inter no Beira Rio. Em 28 jogos, o Santos venceu 4, empatou 9 e perdeu 15. E uma dessas vitórias, 2 a 1 no dia 02/10/1999, certamente marcou como um dos gols mais bonitos do confronto! O gol do Dodô vale a pena ser conferido!

Algoz do Santos
Apesar da vantagem alvinegra em confrontos, o Inter eliminou o Santos em duas Copas do Brasil. Em 1997 o Santos venceu na estreia do enfim reformado gramado da Vila por 2 a 0 com gols de Macedo e Robert. No Beira Rio, o Santos perdeu pelo mesmo placar e a disputa foi para os pênaltis. E depois de Marcos Assunção, Robert e Sandro perderem suas penalidades, o Inter eliminou o Santos ganhando por 3 a 2.
Em 2002, na Vila Belmiro, empate em 3 a 3 com gols de Oséas(2) e Odvan (lembra deles? rsrs) na primeira partida. No Sul, o Santos perdeu por 1 a 0 e deu adeus na competição.

Segunda jamais
A situação do Santos no Brasileiro de 2008 era complicada, e o jogo contra o Internacional era o divisor de águas. Na 35ª rodada, o Inter foi a Vila e perdeu por 1 a 0, com um gol pra lá de estranho. Michael Jackson Quiñónez arrematou muito torto, mas Gustavo Nery desviou contra o próprio gol, aos 24 minutos do segundo tempo. Com o resultado, o Santos abriu 6 pontos da zona da degola. O Peixe não venceu mais nos últimos 3 jogos (1 derrota e 2 empates), mas essa vitória foi suficiente para manter o Alvinegro na primeira divisão!
Mesmo com a péssima campanha em 2008, o Santos venceu seus dois jogos contra o Internacional. No primeiro turno, em Porto Alegre, na estréia de D’ Alessandro, Maikon Leite marcou o único gol do jogo.

O último confronto, um jogo épico
No último jogo válido pelo Brasileiro de 2011, o Colorado do técnico Dorival Jr, abriu 3 a 0 jogando no Beira Rio. Parecia que a vitória era inevitável. E foi só aos 31 minutos do segundo tempo que Borges diminuiu. Parecia inacreditável, mas Alan Kardec fez o segundo aos 35 e Borges empatou aos 41com um golaço, seu 14º gol no certame!

Quem já sentiu o gostinho
Além de Neymar e Borges que marcaram 2 gols, e Alan Kardec que marcou 1 gol no empate em 3 a 3, do atual elenco santista Elano marcou na derrota santista por 2 a 1 em 2004. Mas a grande surpresa é o gol do auxiliar do Muricy, o Tata, que marcou na derrota santista por 3 a 1 em 1976.

E você, o que acha deste momento de Neymar e do Santos?