Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: abril 2012 (page 1 of 7)

A importância de ser Tri-Tri, o aumento da torcida do Santos, Neymar etc

O lateral paraguaio Piris alardeou que é o melhor marcador de Neymar, mas depois de tomar cinco dribles seguidos do atacante do Santos, apelou feio. Que vergonha! O cartão amarelo ficou de graça. Um jogador como este não tem moral e nem futebol para vestir a camisa de um time de futebol brasileiro. O legal do vídeo é a narração de Dirceu Maravilha, que morreu de rir ao ver o horrível Piris levar um baile de Neymar. Divirta-se você também…

Santos está perto de uma conquista rara

Quem perde costuma dizer que o Campeonato Paulista vale pouco. Mas as evidências não comprovam isso. O Corinthians trocou o seu goleiro depois de ser eliminado pela Ponte Preta e o São Paulo levou 40 mil pessoas ao Morumbi na semifinal contra o Santos. A verdade é que o Paulista é o Estadual mais forte do País e conquistá-lo tem sim, muito valor. Ser tricampeão, então, seria uma maravilha. Até porque, se o Santos conseguir, será tricampeão pela terceira vez, o único tricampeão desde que a Federação Paulista foi fundada, em 1941.

Só para recordar, o Santos foi tricampeão em 1960/61/62 e em 1967/68/69. Antes dele, o último tricampeão tinha sido o alvinegro da capital, em 1937/38/39, portanto há 73 anos.

O Campeonato Paulista teve os seguintes tricampeões:

São Paulo Athletic: 1902/03/04
Paulistano (único tetracampeão paulista da história): 1916/17/18/19
Corinthians: 1922/23/24
Corinthians: 1928/29/30
Palestra Itália: 1932/33/34
Corinthians: 1937/38/39
Santos: 1960/61/62
Santos: 1967/68/69

Como o Santos conquistou os dois últimos Tris, se vencer a final contra o Guarani de Campinas, será Tri-Tri, o que nenhum clube paulista jamais conseguiu.

Outro detalhe é que desde que a Federação Paulista de Futebol foi fundada, Santos e São Paulo lideram com 18 títulos ganhos. Repetindo: desde 1941 os clubes paulistas com mais títulos estaduais são Santos e São Paulo, com 18 cada. Ou seja: o título em 2012 fará do Santos o maior vencedor da era Federação Paulista de Futebol.

Uma façanha que só se repete de décadas em décadas

É interessante ressaltar que nem o decantado São Paulo do técnico Telê Santana, nem o Palmeiras da Parmalat, muito menos o Corinthians de Sócrates conseguiram o tricampeonato paulista. A façanha, histórica – mais uma, aliás, para a história de proezas do Santos – está bem perto do Alvinegro Praiano. É hora de se pensar positivo, Muricy e os jogadores se prepararem bem e a torcida apoiar total e incondicionalmente o time. Podemos estar pertos de um feito que demora décadas e décadas para se repetir e, no caso de alguns clubes, jamais acontece.

Porque o Santos já tem a quarta torcida do Brasil

Ainda não saiu a votação em cada time da Timemania do último sábado. Mas posso assegurar que a briga pela quarta posição entre as torcidas de Santos e São Paulo continua, pois assim tem sido desde o começo deste ano. E o mais interessante é que a disputa acontece sem que se faça qualquer campanha nesse sentido. Ninguém pede para o santista ou o são-paulino votarem. É algo espontâneo, que envolve quase 43 mil pessoas a cada teste semanal.

Como vocês sabem, não tenho qualquer dúvida de que a Timemania reflete o tamanho exato das torcidas do Brasil. Talvez não seja mais precisa por não incluir tantos jovens, o que talvez fosse até melhorar a posição do Santos, um time que tem remoçado a sua torcida desde a geração de Robinho e Diego, em 2002/2003.

A Timemania reflete o óbvio, que é, por exemplo, a queda acentuada das torcidas de Vasco e Palmeiras, que estão há anos à espera de um título importante, além de ídolos. Por isso, nada mais natural que o Vasco aparecer em sétimo e o Palmeiras em oitavo, superados pelos dois gaúchos, Grêmio e Internacional, que têm feito um trabalho muito eficiente junto aos seus torcedores e potenciais torcedores, com ousados planos de sócios e os já comentados “consulados”. Não é à toa que 90% da torcida do Rio Grande do Sul está dividida entre os dois grandes gaúchos. Em novo e décimo aparecem Botafogo e Fluminense. Nada mais natural.

Mais do que adversários, Neymar está derrubando máscaras

A cada dia fica mais evidente que a permanência de Neymar no Brasil tem sido fundamental não só para a grande visibilidade do Santos, mas pelo fortalecimento do futebol brasileiro. Percebendo isso, muitos dos que pregavam a favor da ida de Neymar para a Europa, estão se coçando e fechando o bico. Ao menos até a próxima oportunidade.

Quem ainda defende que Neymar tem de ir embora é porque não gosta do Santos, do futebol brasileiro e nem de Neymar. Pra que sofrer? Neymar não precisa provar mais nada. Na verdade, só precisa provar que é possível ser o melhor do mundo sem sair do Brasil. E, se quiser, provará.

A bela homenagem da Netshoes ao time dos eternos Meninos da Vila:

E você, acha importante o Santos ser Tri-Tri?


Neymar desequilibrou como sempre e a defesa marcou como nunca

Como eu estava voltando da festa do Centenário do Santos em Araras – onde estive ao lado do organizador Carlos Alberto, dos amigos Peixe e Claudinei, entre outros, e dos craques Ailton Lira, Pita e Edu – pedi para a Suzana ver e analisar o jogo São Paulo e Santos. Cheguei a São Paulo sem saber o resultado, e o lindo sorriso da Suzana ficou ainda mais bonito ao me contar que o Santos venceu por 3 a 1.

Um grande jogo, com os dois times muito bem, foi sua definição. Disse que só achou que a partida estava definida aos 40 minutos do segundo tempo. O São Paulo de Émerson Leão foi ofensivo e valente. Mas o Santos, além de Neymar em tarde de gênio, teve uma defesa impecável.

Sim, a Suzana adorou a atuação de todos os jogadores de defesa: Rafael, depois Aranha., Maranhão, Edu Dracena, Durval – que ela elogiou muito – e Léo, que nem pareceu estar voltando de cirurgia.

“O meio campo a gente já sabia que era bom, o Neymar a gente já sabe que desequilibra, agora a defesa foi um diferencial. Percebe-se que com o Muricy a defesa amadureceu. O São Paulo tentou de todas as formas, mas o Santos manteve a tranquilidade e marcou bem e na bola”, disse a Suzana.

Como não podia ver o jogo pela tevê, preferi não ouvi-lo também pelo rádio. Jogo importante, ou assisto ao vivo, ou no mínimo pela tevê. Rádio só me estraçalha os nervos. É melhor ficar sem saber o resultado e depois receber a notícia de uma vez só. Sofre-se menos.

Mas ao entrar na cidade e circular pela Marginal Pinheiros, percebi o silêncio no ar. Os carros que voltavam do Morumbi não tinham bandeiras, nem gritos. Se havia são-paulinos, estavam mudos. Perto de casa acho que vislumbrei um bando de santistas comemorando, mas não tive certeza.

A certeza só veio com o sorriso e o beijo da Suzana. Tem jeito melhor de saber que seu time está novamente na final do Paulista e pode ser Tri-Tri? É claro que ainda falta uma montanha a ser escalada. Guarani ou Ponte Preta estão muito bem. Mas o Santos tem Neymar, Ganso, um meio-campo sólido e uma defesa que, segundo a Suzana, está mais firme do que nunca. Por isso, confio no Tri-Tri.

Ah, quanto à arbitragem de Paulo César de Oliveira, a Suzana disse que ficou confirmado que o gol do São Paulo foi irregular. E ainda teve um gol do Santos anulado que merece discussão. No todo, porém, ela acredita que o árbitro não influiu no resultado. “Poderia ter sido mais fácil para o Santos, mas ele marcou as faltas corretamente e expulsou um jogador do São Paulo. Ele foi equilibrado.”

Reveja os gols de São Paulo 1 x 3 Santos:

http://youtu.be/zsRuTiFsq3U

Veja Neymar driblando cinco vezes o seu marcador:

E você, o que achou do jogo? Confia no Tri-Tri?


Hoje, para vencer, Santos terá de ser confiante. Mas também humilde

Hoje, às 16 horas, no Morumbi, o Santos terá uma grande oportunidade de passar pelo São Paulo e caminhar para o seu Tri-Tri. Porém, mais do que confiar na maior categoria e experiência de seu elenco, o Santos precisará ser humilde, dedicando-se à marcação com o mesmo afinco com que ataca.

Sem os laterais titulares Fucile e Juan, o time jogará com Maranhão e Léo. O primeiro, apesar de estar fazendo gols, não é dos melhores marcadores, e Léo está voltando de uma cirurgia no joelho. Se não tiverem uma boa ajuda na marcação, encontrarão dificuldades contra o rápido ataque tricolor.

Mesmo sem o artilheiro Luís Fabiano, o São Paulo é um time jovem e impetuoso, qualidades que o técnico Émerson Leão sabe aproveitar bem. Outros fatores positivos para o time da capital são o cansaço maior do Alvinegro Praiano, que no meio da semana teve de subir a montanha para enfrentar uma guerra em La Paz (enquanto o São paulo refugou o seu jogo contra a Ponte Preta), e a torcida a favor, já que apenas 3.800 ingressos foram destinados aos santistas.

Enfim, pelas circunstâncias, não dá para dizer que o favoritismo é do Santos. O que se pode afirmar a favor do time de Muricy Ramalho é que ele tem mais experiência em jogos decisivos do que o rival – e costuma se sair muito bem neles. Outra vantagem é que o Santos tem dois jogadores fora de série: Neymar e Ganso. Além de Borges, um artilheiro que pode desencantar a qualquer momento, e de um meia que está louco para mostrar que merece continuar no time, que é Elano.

Enfim, vejo um jogo equilibrado, disputado até o final, em que um time mais experiente e com maior categoria enfrentará outro jovem e vibrante que poderá complicar-lhe a vida. A vontade maior de um ou outro deverá decidir quem jogará a final deste Campeonato Paulista.

Times prováveis

São Paulo: Denis; Piris, Paulo Miranda, Rhodolfo e Cortez; Denílson, Casemiro, Cícero e Jadson; Lucas e Willian José (Fernandinho)
Técnico: Emerson Leão. Santos: Rafael; Maranhão, Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano, Arouca, Elano e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Borges (Alan Kardec ou Bruno Rodrigo). Técnico: Muricy Ramalho. Arbitragem: Paulo César de Oliveira (SP), auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho e Vicente Romano Neto (ambos de SP).


Artilheiros do San-São. Clique sobre as imagens para ampliá-las.

Retrospecto de Santos x São Paulo

Por Wesley Miranda

Santos e São Paulo já se enfrentaram 269 vezes, com 91 vitórias do Santos, 63 empates e 115 vitórias do São Paulo. O time alvinegro marcou 383 gols e sofreu 442.

Devido ao longo jejum de títulos estaduais do São Paulo (1957 a 70),que por isso jamais participou da Taça Brasil, o primeiro encontro em Brasileiros aconteceu só em 1967 no Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, que não dependia de critérios de classificação. Em Brasileiros foram 53 jogos, com 19 vitórias do Santos, 12 empates e 22 vitórias do São Paulo. O Peixe marcou 66 gols e sofreu 71.

Confrontos por competições

Total: V, E, D (do Santos)
Campeonatos Brasileiros (1959-2011): 19, 12, 22
Robertão (1967-1970): 1, 3, 0
Nacional (1971-2011): 18, 9, 22
Paulista: 47,41,69
Rio-SP: 8, 3, 9
Sulamericana: 1,1,0
Amistosos e : 16, 6, 15
Outros Torneios

Pelé, o soberano

Com 31 gols no confronto, o rei do futebol é o artilheiro soberano do duelo. Mas o número até poderia ser maior, pois em 1957 o combinado Santos/Vasco jogou contra o São Paulo e empatou em 1 a 1 com gol de Pelé. Apesar do confronto ter acontecido com a base e o uniforme santista, o jogo não é dado como oficial.

Excluindo esse jogo, Pelé jogou contra o São Paulo 45 vezes. O Rei marcou quatro gols na vitória de 6 a 3 em 03/09/1961, pelo Paulista (uma das maiores exibições de Pelé contra o rival) e marcou outros três na vitória de 6 a 2 em 07/03/1962 pelo Torneio Rio-São Paulo. Ao todo, Pelé teve 18 vitórias contra 10 derrotas e 17 empates nos jogos contra o São Paulo.

Na vice artilharia, empate entre outras duas lendas: Pepe e Coutinho! O “Bomba” tem uma história particular do confronto contada logo abaixo.

O gênio Coutinho marcou três gols na vitória de 4 a 1 em 16/12/1961. O jogo foi válido pela última rodada do Paulista. O Santos já entrou como campeão e recebeu as faixas dos jogadores são-paulinos! Reparem na foto do Rei na lista dos artilheiros, recebendo a faixa.

Década a década

A grande diferença nos números do confronto se da nos anos 40, quando o forte São Paulo de Leônidas da Silva venceu 17 dos 25 jogos da década, enquanto o Santos ganhou apenas quatro partidas e empatou outras quatro.

Nos anos 50 houve equilíbrio, com 19 vitórias peixeiras contra 18 tricolores e quatro empates. Nos anos 60, o Santos de Pelé fez valer sua supremacia, vencendo 14 jogos contra apenas cinco do São Paulo e 11 empates. Nos anos 70, o equilíbrio voltou a ser a tônica do clássico com 14 vitórias para cada lado e 11 empates. A terrível década de 80 fez o Santos voltar para os primórdios do confronto. O São Paulo venceu 17 vezes contra cinco do Santos e oito empates.

Na década de 90, o confronto também foi favorávelao São Paulo, mas não tão gritante. Em 40 jogos, 9 vitórias santistas contra 17 tricolores e 14 empates. No novo milênio, vantagem santista, com 17 vitórias do Alvinegro Praiano contra 14 vitórias do time do Morumbi e nove empates.

O Santos perde em números de confrontos para os três da capital, mas ganha no retrospecto de finais contra eles e tem a primazia de ter vencido os três na primeira vez que se enfrentaram.

Os primeiros encontros

O primeiro confronto entre o São Paulo FC, que foi fundado em 1935, foi no ano seguinte, em um amistoso na Vila Belmiro. O Santos, então campeão paulista, venceu por 2 a 0, com gols de Raul Cabral e Antenor. Em Campeonatos Paulistas o primeiro jogo foi em 1936, também na Vila. Nova vitória santista, essa mais dilatada, 4 a 0 com gols três gols de Zé Carlos e um do ídolo Mario Seixas! Uma curiosidade: o Santos também venceu seus primeiros jogos contra o Corinthians (6 a 3) e Palmeiras (7 a 0).

Primeira decisão de título, em 1949

Depois de 12 anos de jejum de títulos oficiais, o Santos voltou a conquistar um torneio e em cima do São Paulo: a Taça Cidade de São Paulo de 1949.

Era um torneio disputado entre os três primeiros colocados do Paulista do ano anterior: o São Paulo, campeão de 1948; o Santos vice, e o Ypiranga, disputaram a taça em um turno único. No primeiro jogo, empate entre Santos e Ypiranga por 2 a 2, em dia 15 de maio de 1949. Na decisão, o Santos venceu o São Paulo por 2 a 0, com gols do arquiteto da bola Antoninho Fernandes e de Juvenal.

O primeiro bicampeonato

O Santos venceu o Paulistão de 1956 em um jogo-extra contra o São Paulo no em 03/01/1957. O rival abriu o marcador aos 9 minutos, mas o defensor Feijó empatou para o Santos aos 27?. Porém, aos 40?, o artilheiro Zezinho apareceu para colocar o tricolor na frente novamente. No segundo tempo, o técnico Lula mudou bem a postura do time para anular Dino Sani, e aos 13 minutos o ponteiro Tite empatou. Aos 24? Del Vecchio virou o jogo e o mesmo Del Vecchio garantiu o título com o quarto gol! Disputado desde 1936, o jogo só ganhou a alcunha de San-São em 1956.

O apelido foi dado por Thomas Mazzoni do jornal a Gazeta Esportiva, depois dos grandes embates entre ambos no certame daquele ano.

Estreias do Rei

O último dia 26 completou 55 anos que Pelé enfrentou o São Paulo pela primeira vez. O rei foi autor do último tento da vitória de 3 a 1, em partida válida pelo Torneio Rio-São Paulo. Era apenas a 18ª partida do menino Pelé, e ele não entrou como titular. Substituiu Dorval na segunda etapa. Neste jogo Del Vecchio e Pagão também marcaram para o Peixe. Dino Sani fez o gol do São Paulo. Essa também foi a primeira partida do Rei no Pacaembu, estádio onde o Santos conquistou tantas glórias e que ontem completou 72 anos. Ao longo de sua carreira Pelé fez 119 partidas no Paulo Machado de Carvalho, anotando 115 tentos. Média semelhante de gols no Santos.

Pepe, o goleiro bomba

Se o maior goleador do confronto tem fama de ter vestido a camisa número um do Santos por 4 oportunidades, o vice artilheiro Pepe também se aventurou no gol. E foi em um Santos x São Paulo, em 1960. O Peixe só precisava de um empate com o São Paulo no Morumbi para comemorar o título antecipado. O lance inusitado aconteceu já perto do final da partida. O jogador tricolor Gonçalo deu um chute no estômago de Pelé. Então Zito e o goleiro Laércio foram para cima de Gonçalo, com socos e pontapés, revidando a agressão ao Rei. O árbitro expulsou os dois e Pepe terminou aquela partida no gol. O Santos perdeu o jogo por 2 a 1 e deixou o título ainda em aberto, mas sacramentou depois a conquista com uma vitó9ria sobre o palmeiras, na Vila Belmiro, por 2 a 1.

O primeiro Tri

O título do Paulista de 1962, e primeiro Tri Paulista do Santos, veio após a vitória frente ao São Paulo por 5 a 2, no Pacaembu, com gols de Dorval (2) Coutinho, Pelé e Pepe! O Santos conquistou o título com três rodadas de antecedência, e ainda terminaria com 11 pontos de vantagem para os vices São Paulo e Corinthians.
O cinquentenário santista foi o ano mais glorioso que um time de futebol possa desejar! Quadriplice coroa, com os títulos Paulista, Brasileiro, Sul-americano (Copa Libertadores) e Mundial!

O último Tri

A conquista do último Tri Paulista da história começou com o certame de 1967, decidido em um jogo extra contra o São Paulo no dia 21/12/1967. O Peixe venceu por 2 a 1, com gols de Toninho Guerreiro e Edu, prolongando a fila do rival, que não era campeão há 10 anos, desde 1957!

E o Santos selou o Tri com a conquista do título de 1969, no empate com o time do Morumbi por 0 a 0, o último confronto do quadrangular com os quatro grandes.

Um lance histórico

No último confronto entre as duas equipes, válido pela primeira fase do Paulista 2012, o atacante Luis Fabiano usou de sua experiência para cavar um pênalti e iludir o árbitro.

No penúltimo encontro de Pelé com o time do Morumbi, em 02/06/74, já perto de encerrar sua carreira no Santos, o Rei do futebol usou de toda malandragem adquirida em 18 anos de futebol profissional para cavar um pênalti e iludir o árbitro Armando Marques. Acho até que o zagueiro são-paulino Samuel ficou na duvida. Brecha cobrou e empatou em 1 a 1 o prélio valido pelo Brasileiro de 74. Dizem que ao correr para a bola, Pelé gritava “largou, largou”, dando a entender que o goleiro tinha deixado a bola escapar e ele ia fazer o gol. Como estava de costas para o seu goleiro, Samuel agiu pelo instinto e segurou Pelé, sem saber que a bola estava tranqüilamente na mão do arqueiro tricolor.

Do outro lado

Na partida valida pela Taça Governador do Estado de 1976 o primeiro gol são paulino foi marcado por Muricy Ramalho e o segundo por Serginho Chulapa. Duas figuras bem conhecidas e queridas da torcida santista. O jogo terminou 3 a 3. Marcaram para o Peixe: Toinzinho, Claudio Adão e Marçal.

Serginho Chulapa foi revelado pelo time da Vila Sônia e é o maior goleador da história do rival, com 242 gols. No Santos, o centroavante é o maior goleador, junto com João Paulo, na era pós Pelé, com 104 gols. Enfim, Chulapa é ídolo dos dois lados. E foram muito os jogadores que atuaram por ambos os lados, mas o Santos leva vantagem na qualidade de jogadores que vieram de lá.

Os Meninos da Vila

Além do futebol alegre, ofensivo, envolvente e surpreendente, qual é a semelhança das três últimas gerações de Meninos da Vila? O São Paulo FC!

Nenhum time sofreu mais nas mãos das três gerações que o do Morumbi!
Entre 1978 e 79, quando aconteceu a disputa do Paulistão de 78, foram 7 jogos com 3 vitórias do Santos, 2 do São Paulo e 2 empates, com o surpreendente título da geração do técnico Formiga. Apesar de um certo equilíbrio nos números, o time de Juary, Pita, Nilton Batata, João Paulo, Clodoaldo e Ailton Lira dava show no rival!
Na surpreendente conquista do Brasileiro de 2002, o Santos do técnico Emerson Leão enfrentou o time do São Paulo três vezes, perdendo a partida na primeira fase (3 a 2), mas vencendo as outras duas, decisivas, nas quartas (3 a 1 e 2 a 1)! O oitavo colocado da primeira fase eliminou o favorito primeiro!

Na última geração, sob o comando do técnico Dorival Junior na conquista do Paulista de 2010, foram três jogos e três vitórias. A duas últimas válidas pelas semifinais (3 a 2 no Morumbi e 3 a 0 na Vila).

Vamos ver então um show de Juary e a técnica de Aílton Lyra em cima de Waldir Peres:

A última decisão

O último triunfo santista em cima do rival veio na semifinal do Paulista do ano passado, quando o Santos bateu o São Paulo, no Morumbi, por 2 a 0 com gols de Elano e Ganso, e passou para a decisão do campeonato. Reveja:


Santos disputa o terceiro lugar entre as torcidas do Brasil

Os números são irrefutáveis. Na enquete de torcidas de futebol mais abrangente e fidedigna do Brasil, o Santos briga com o São Paulo para voltar à terceira posição, depois de ocupar este posto em 2010 e 2011. Na última consulta aos torcedores do País, quarta-feira passada, 546.525 mil pessoas escolheram o seu “time do coração” e o Santos ficou em quarto, com 3,92% dos votos, atrás apenas de Flamengo (6,04% dos votos), Corinthians (4,79%) e São Paulo (4,00%).

Nas três enquetes semanais anteriores, o Santos tinha ficado todas em terceiro lugar, uma delas empatado com o São Paulo.

Sim, estou falando da Timemania, cujos volantes são preenchidos por habitantes de 68% das cidades brasileiras e que no ano passado teve 7.978.903 apostas, enquanto as pesquisas de torcidas de futebol feitas por institutos como Ibope e DataFolha, no máximo já consultaram cinco mil pessoas de 2,6% das cidades do País.

Estudos da Caixa Econômica Federal sinalizam que 99% dos apostadores da Timemania jogam apenas uma vez por teste. Portanto, praticamente não existe duplicação de opiniões. Outra informação importante é a de os times mais apontados como “do coração”, recebem um maior reparte da Caixa para quitar suas dívidas com o Governo. Portanto, não há interesse do torcedor em beneficiar uma agremiação rival.

Uma enquete coerente

Outro detalhe que chama atenção na Timemania é a coerência de seus resultados. Enquanto outras “pesquisas” apresentam conclusões contraditórias, chegando ao cúmulo de “revelar” que times vitoriosos estão perdendo torcedores, enquanto outros, há anos na fila, continuam com sua popularidade intacta, a Timemania, por sua abrangência, aponta com precisão as nuances que mostram a queda ou o crescimento das torcidas. Alguns exemplos:

O Santos tinha 3,64% dos votos em 2009. No ano seguinte, com aquele primeiro semestre maravilhoso, subiu para 3,84%. Em 2011 caiu para 3,76 e em 2012 está em 3,65. Porém, este ano seu índice tem subido gradativamente, tanto que no último teste chegou ao seu recorde, de 3,92%. Por outro lado, o Palmeiras, que em 2009 esteve com o título brasileiro nas mãos, alcançou 4,40% naquele ano. Mas, sem títulos, caiu para 3,71 em 2010; 3,54 em 2011 e está em 3,37 em 2012, com tendência de queda.

O Flamengo tinha 6,93% dos votos em 2009, ano em que foi campeão brasileiro. O índice caiu para 6,38 em 2010; 6,20 em 2011 e está em 6,04 em 2012, em curva descendente. O Vasco estacionou em um índice que o coloca como o sétimo time brasileiro com maior torcida. Tinha 3,26% em 2009; caiu para 3,17 em 2010; permaneceu com 3,17 em 2011 e está com 3,27 em 2012.

Mesmo o Corinthians, com um imoral apoio da mídia, não tem conseguido voltar ao índice de cinco pontos percentuais, que mantinha até 2010, ano do seu centenário. Teve 5,95% em 2009; 5,30 em 2010; 4,75 no ano passado, em que foi campeão brasileiro, e está em 4,79% no acumulado de 2012.

Assim, a Timemania, que consulta brasileiros da maioria das cidades e de todas as regiões do País, confirma a óbvia popularidade do Santos que alguns institutos e uma rede de tevê parecem querer esconder. Ser a terceira torcida do Brasil já é uma realidade. Agora há que se pensar em vôos mais altos.

E pra você, quem é mais coerente: a Timemania ou os Institutos de pesquisa?


Santos faz guerra nas alturas, São Paulo não pode sujar as chuteiras

Ontem o futebol paulista viveu mais um capítulo lastimável. Os dirigentes de São Paulo e Ponte Preta combinaram que não iriam colocar seus times em campo no gramado encharcado do estádio Moisés Lucarelli. Sim, havia chovido muito; sim, o campo tinha poças, mas nada que não pudesse ser resolvido se rodos fossem usados e furos fossem feitos para o escoamento da água. Porém, mais de uma hora depois de a chuva parar, ninguém tinha movido uma palha para melhorar a condição do campo, pois o objetivo evidente dos dois times era não jogar.

Então, o árbitro ouviu o apelo dos dirigentes dos clubes e resolveu adiar a partida, com a alegação de que um gramado assim “coloca em risco a integridade física dos jogadores”. Ora, jogar a 3.600 metros acima do nível do mar não coloca a vida dos jogadores em risco? E por que os jogos contra times bolivianos não podem ser cancelados? Por que não se dar a cada time que vai jogar em La Paz um tempo prévio de adaptação à altura? Ora, há riscos inerentes ao futebol, que é arriscado por si só. Manter o gramado encharcado para usar isso como alegação para o adiamento do jogo não é ético, é fugir das condições naturais do esporte.

O Santos já foi obrigado a jogar partidas decisivas em campos tão ruins quanto. Por exemplo? O primeiro jogo da semifinal contra o Bragantino, no Morumbi, pelo Paulista de 2007. O time mais técnico, que era o Alvinegro Praiano, obviamente foi prejudicado, e o jogo terminou 0 a 0. Mas ninguém se machucou. Na Europa, jogam até sobre a neve. Aqui, jogadores de futebol estão acostumados a jogar na chuva e no barro. Bem, não sei se os são-paulinos estão (ao menos Lucas e Casemiro creio que sim, pois ficaram decepcionados com a adiamento da partida).

Um detalhe inquietante é que o árbitro do jogo de ontem, que concordou prontamente com a reivindicação dos dirigentes de São Paulo e Ponte, é o mesmo Flávio de Oliveira, que no último confronto entre São Paulo e Santos decidiu a partida ao marcar um pênalti inexistente sobre Luis Fabiano e depois validar um gol de Lucas em impedimento.

Sorteio estranho escolhe Paulo César de Oliveira

Um amigo já me disse que quando há muita coincidência no futebol, é porque não é coincidência. O mesmo Flávio de Oliveira que ajudou o São Paulo no último confronto com o Santos, ajudou de novo ontem ao adiar a partida. E o San-São de domingo – outra coincidência? – será arbitrado por Paulo César de Oliveira, irmão de Flávio, que ganhou o sorteio da Federação.

Lembro-me que depois de um São Paulo e Guarani, em que chegou a ser vetado pela direção do tricolor, Paulo César demorou a atuar em jogos do São Paulo, mas, quando voltou a fazê-lo, nunca mais descontentou os diretores do clube de Vila Sônia. Espero que ele não atue preocupado com isso no domingo, ou é certo que, mais uma vez, o Santos pagará o pato.

Sei que no sorteio dos árbitros para o clássico de domingo a bolinha escolheu Flávio Rodrigues Guerra, mas este foi impugnado porque já tinha atuado na vitória do Santos sobre o Mogi Mirim, nas quartas. Outros três árbitros estavam impugnados e não podiam concorrer: Vinicius Furlan, Rodrigo Braghetto e Antonio Rogério Batista do Prado.

Fico aqui pensando por que Rodrigo Braghetto, que atuou tão bem no jogo Corinthians e Ponte Preta, de maneira isenta, sem ajudar o time grande, não poderia participar do sorteio, que acabou caindo no colo de Paulo César de Oliveira. Alguém duvida de que esse sorteio é muito bem dirigido?

O poder da arbitragem, porém, pode não ser decisivo

De qualquer forma, a influência da arbitragem é limitada. Se seu poder não tivesse limites, o Santos dos anos 60 não teria ganhado tudo. Nenhum árbitro será maluco de pender descaradamente para um lado, ou sua carreira irá para o lixo em apenas uma partida. O árbitro mal intencionado espera a oportunidade para agir. Se ela não lhe for dada, pouco poderá fazer. E mesmo que erre em um gol ou outro, não poderá errar em dois, três quatro…

Hoje, com os milhões de olhos atentos a uma partida de futebol, com a intensa mídia internética que acelera e multiplica as opiniões e com o infalível tira-teima, um árbitro tem de ser muito cara de pau e inconseqüente para entrar em campo com a intenção deliberada de ajudar um time, ou prejudicar outro. Pelo que conheço do Paulo César de Oliveira, ao menos caráter ele tem. Até que prove o contrário.

E você, acha que o jogo do São Paulo foi adiado corretamente?


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