Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Month: maio 2012 (page 1 of 8)

Hoje é o lançamento da Agenda do Centenário em Santos. Compareça!

Hoje, a partir das 18h30m, estarei na livraria Saraiva do Shopping Praiamar, na Rua Alexandre Martins, 80, em Santos, autografando o Livro-Agenda do Centenário do Santos.

A agenda, permanente, pode ser usada a partir de qualquer dia, mas também pode ser guardada para ser utilizada apenas a partir do primeiro dia de 2013. Ela tem textos e fotos para cada uma das semanas do ano. É para não esquecer o Alvinegro Praiano mesmo. Um ótimo presente!

Com capa dura, bilíngue (Português e Inglês) a agenda é um produto feito com carinho pela editora Anotações com Arte. Por ser um produto oficial do Centenário do Santos, a venda do livro rende royalties para o clube. Conto com sua presença, hoje, lá na Saraiva do Shopping Praiamar.

Abaixo, o convite geral que inclui o evento de hoje, em Santos, e o primeiro, realizado na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo,na semana passada:

O Almanaque está a caminho

O professor Guilherme Nascimento retomou o trabalho do Almanaque do Santos e logo teremos o livro mais esperado sobre o Alvinegro Praiano, pois trará a ficha técnica de todos os jogos do Santos, além de muitas histórias interessantes. Aguarde mais informações neste blog.

Rafael e Neymar brilham na Seleção Brasileira


Foto publicada no site da Sports Ilustrated, a mais respeitada revista esportiva dos Estados Unidos, que destacou a atuação do atacante santista. Com o título “Neymar stars as Brazil dominates Team USA 4-1”, o texto lembra que o garoto fez um gol e deu duas assistências. A matéria também elogia Rafael, que a revista trata pelo sobrenome Cabral. Enfim, os norte-americanos viram o jogo certo.
Read more: http://sportsillustrated.cnn.com/2012/soccer/05/30/us-brazil.ap/index.html#ixzz1wQ5LteEw

Com um gol de pênalti, duas assistências para gol e uma exibição voltada ao time, Neymar foi um dos destaques do Brasil na ótima vitória de ontem sobre os Estados Unidos por 4 a 1. O goleiro Rafael, tranquilo como costuma jogar no Santos, também fez ótima estreia na Seleção. Outros jogadores que se destacaram foram o meio-campo Oscar, o lateral Marcelo – que formou uma ala esquerda poderosa com Neymar – e o zagueiro Thiago Silva. Na verdade, o time todo jogou bem.

Vamos nos ver hoje à noite em Santos?


Vila ou Morumbi? Conselho gestor do Santos decide hoje

A diretoria e a comissão técnica, reunidas ontem, escolheram a Vila Belmiro como o estádio para o primeiro jogo da semifinal da Copa Libertadores, contra o alvinegro da capital. Mas a decisão só será anunciada hoje, após nova reunião do conselho gestor do Santos – órgão que comanda o clube.

Para quem não sabe, o conselho gestor santista é formado por Álvaro de Souza, José Berenguer e Eduardo Vassimon, que eram do Grupo Guia, além de Pedro Nunes Conceição, Luciano Moita e Caio de Stefano, que estavam na diretoria. O presidente Luis Álvaro e o vice Odílio Rodrigues completam o conselho e hoje terão a incumbência de transmitir aos outros gestores o ponto de vista do técnico Muricy Ramalho, da comissão técnica e dos jogadores.

Não creio que o conselho gestor vá contrariar técnico e jogadores em um momento tão delicado, diante de um confronto de tanta importância e rivalidade. Profissionalmente, a melhor opção era fazer os dois jogos no Morumbi, mas desde que o adversário refugou, o Santos também tem o direito de jogar em casa, onde seu rendimento costuma ser melhor.

Argumentos a favor do Morumbi

Apesar da preferência da maioria dos torcedores pela Vila Belmiro – como se pode notar claramente na enquete aí na coluna à direita, abaixo do banner da Saraiva – há no mínimo cinco bons argumentos para o santista que defende o jogo no Morumbi, tais como:

1 – Maior arrecadação: 2 – Possibilidade de receber todos os sócios do clube interessados em ver o jogo; 3 – Mostrar a força da torcida santista, que tomará 90% do estádio, obrigando os aficionados do adversário a ocuparem apenas uma parte ínfima do estádio; 4 – Obrigar o rival a atuar em um estádio em que se recusa a jogar há alguns anos; 5 – Utilizar um campo de dimensões maiores, o que dificultará a tradicional retranca do alvinegro da capital.

Sabe-se que um dos motivos que fez o Corinthians recusar a proposta do Santos de fazer os dois jogos no Morumbi,m com renda dividida, é que a última vez que aceitaram essa proposta, na final do Campeonato Brasileiro de 2002, perderam os dois jogos – 2 a 0 e 3 a 2. Por favor nisso, que tal revermos aquela inesquecível decisão:

Adversário já teme o rebaixamento

Sem nenhum ponto ganho em dois jogos, e obrigado a utilizar reservas nos próximos confrontos, o técnico Tite já demonstra claramente seu receio de que o time lute contra o rebaixamento após a Copa Libertadores. No programa “Bem, Amigos” chegou a citar vários casos de times brasileiros que disputaram o título da Libertadores e depois passaram boa parte do Brasileiro na zona de rebaixamento.

Não se pode esquecer que esse é um trauma real no clube do Parque São Jorge, que há apenas quatro anos foi rebaixado para a Série B do Brasileiro e amargou um ano de segunda divisão.

Mourinho não gostou de Lucas. E Kaká não deve voltar ao São Paulo

Essa notícia não tem a ver com o Santos, mas mostra como não é fácil fazer negócio com os clubes europeus. O São Paulo queria vender Lucas para o Real Madrid por 25 milhões de euros e trazer Kaká, emprestado, por nove milhões. Só que nada disso deve acontecer.

O técnico Mourinho foi ver Lucas jogar pela Seleção Brasileira contra a Dinamarca e não gostou do jogador tricolor. Achou que ele está imaturo demais para se transferir a um dos grandes da Europa, ainda mais por 25 milhões de euros, valor que o São Paulo aceita pelo atacante.

Por outro lado, o conselheiro Marco Aurélio Cunha, que quer ser candidato à presidência do São Paulo, encontrou-se com Kaká e lhe fez uma proposta para que volte ao Morumbi. Mas o valor oferecido para o empréstimo, de nove milhões de euros, é bem inferior aos 25 milhões que o PSG oferece pelo passe do ex-melhor do mundo.

Neymar, a estrela solitária do Brasil

“O time do Neymar”, assim a Seleção Brasileira está sendo chamada em Washington, onde hoje à noite enfrenta a Seleção dos Estados Unidos. Astro absoluto de uma equipe modesta, o atacante do Santos é a esperança de gols do Brasil contra um time que está bem mais forte e preparado do que aquele que perdeu por 2 a 0 na estréia de Neymar e Ganso na Seleção.

Além de Neymar, o santista Rafael defenderá o gol da Seleção e a lateral-direita ficará com Danilo, um dos heróis santistas na conquista da Libertadores de 2011. Ganso seria outro titular, não fosse a artroscopia que o afastará dos campos por 20 dias.

Ainda sobre o estádio, você é Vila ou Morumbi? Por que?


Haja energia para acompanhar o ritmo de Neymar!

Veja o novo comercial de Neymar. Vai rimar, mas não tem jeito: é das baterias Heliar. E mostra que tem hora que não dá para acompanhar o ritmo do menino de Ouro. Bem bolado, Heliar!
(Ah, não deixe de responder à enquete na coluna à direita, bem embaixo do banner das lojas Saraiva)

http://youtu.be/MvJGP9pECJI

Que nome você daria para esse zagueiro?


Maiores goleadas sobre o Corinthians ocorreram na Vila Belmiro

Em uma noite de 1996, quando era comentarista da Rádio Record, tive de atravessar por dentro do campo para ir aos vestiários, logo após o final da partida. A opressão que senti foi enorme. O estádio já não estava cheio, mas o clamor da torcida ainda agitava o ambiente. Imaginei como um jogador visitante não deve se sentir esmagado ali. Não é à toa que na Vila o Santos pode vencer qualquer time do mundo.

A energia enfurecida do torcedor passa para o time, que vai pra cima do adversário, insistentemente. Por mais preparado e experiente que seja, a equipe visitante não consegue impedir que o Alvinegro Praiano crie chances para marcar. E quando os gols começam a surgir, vem um atrás do outro. É um desespero. Não há como evitar a avalanche santista.

Times de tradição foram para a Vila Belmiro para um jogo normal de campeonato e saíram de lá marcados para sempre por goleadas históricas. A Ponte Preta, o Ypiranga e a Portuguesa Santista tomaram de 12 a 1; o Botafogo de 11 a 0; o Guarani e o Juventus de 10 a 1; o Nacional e a Portuguesa de Desportos de 10 a 0; o XV de Jaú de 9 a 0… Enfim, não houve um time pequeno ou médio de São Paulo que já não tenha levado uma estrondosa goleada no caliente Urbano Caldeira. Mas os chamados grandes também não tiveram sorte muito diferente.

7 a 1, 6 a 0, 6 a 1, 5 a 1, o alvinegro da capital já sambou muito na Vila

O Palmeiras já perdeu de 7 a 3, o São Paulo de 5 a 1, 4 a 1, mas, dos grandes da capital, o Corinthians é aquele que mais vezes foi goleado na Vila Belmiro: 7 a 1, 6 a 0, 6 a 1, 5 a 2…

Não se pode negar que parece haver um motivação extra dos santistas ao enfrentar o alvinegro da capital. E vencer de goleada, então, é o máximo, a ponto de levar os torcedores a um frenesi coletivo. A Vila já testemunhou várias situações assim.

Um gol parece provocar uma fissura no dique do adversário. E logo vem outro, mais outro, e a represa desmorona. Apesar do relativo equilíbrio técnico entre os times, o Santos tem um ataque melhor, e essa diferença teórica pode provocar uma grande vantagem prática logo no primeiro jogo da semifinal.

Por mais que todo placar possa ser revertido, sabe-se que uma vitória santista por três gols de diferença no primeiro jogo praticamente definirá a vaga para a decisão de mais uma Copa Libertadores. E um resultado assim é mais provável na Vila do que no Morumbi.

Aprecie o Santos de Robinho dando uma goleada frugal no time do Tevez:

Veja agora esses 4 a 0 no Campeonato Nacional de 1972, no Morumbi, com show de Edu:

O Santos ainda não ganhou de oito do Corinthians na Vila Belmiro (só no antigo campo da Companhia Antártica Paulista – 8 a 3, pelo Campeonato Paulista de 1927. Mas as oito pedaladas do Robinho valeram mais do que gols. Ou não? Reveja nessa bela produção:

E você, quer que o Santos jogue na Vila ou no Morumbi?


Para aprender a vencer sem Neymar, o Santos precisa ousar mais

Até o sóbrio capitão Edu Dracena chegou à conclusão, depois do sofrido jogo de ontem, contra o Sport, que o Santos deveria ter ousado mais no ataque. Ele queria ver um outro jogador tentando jogadas individuais, como Neymar. Veja bem: nem o Santos, nem qualquer time das Américas, tem um jogador como Neymar, mas, quando ele não está em campo, outros devem tentar fazer o que ele faz.

Destes que jogaram ontem pelo Santos, quem poderia ter partido para o drible, para a conquista de espaços por meio da habilidade? Alan Kardec, Felipe Anderson, Bernardo, Juan? Pois eu, se fosse o técnico, lhes diria antes do jogo que, surgindo a oportunidade, que fossem para cima do marcador com confiança. Um atacante com a bola e em velocidade levará vantagem na maioria das vezes.

E se após pacientes e sucessivas tentativas ficar claro que este time não tem alguém que seja ao menos uma sombra de Neymar, então que se contrate um outro bom atacante, pois não dá para um time que se pretende poderoso depender tanto de um jogador só.

O Santos dependia menos de Pelé do que este depende de Neymar

Pelé foi o atleta do Século XX, é o melhor jogador de futebol de todos os tempos, mas mesmo assim o Santos não dependia tanto dele como hoje depende de Neymar.

Havia Dorval, Pepe, Pagão, Edu, Toninho Guerreiro e, mais do que todos, Coutinho. O camisa 9 podia criar jogadas de ataque como Pelé. Quem tiver curiosidade, acesse o Youtube e veja que o primeiro gol do Santos na finalíssima da Copa Libertadores de 1962, contra o Peñarol, foi uma jogada toda de Coutinho, que recebeu de Pelé, fingiu que daria continuidade à tabela, mas girou, deixou o zagueiro para trás e bateu cruzado, abrindo o caminho para a viutória por 3 a 0.

Na mesma Libertadores de 1962 o Santos ganhou o primeiro jogo da decisão com o Peñarol (2 a 1) sem Pelé e no campo do adversário. E na decisão do Mundial de 1963 o Alvinegro Praiano levantou o caneco sem Pelé, Calvet e Zito, com Pepe, Lima, Coutinho e Almir decidindo a parada. Portanto, o Peixe continuava sendo um grande time e fazendo muitos gols mesmo sem o Rei.

É claro que Pelé foi o artilheiro-mor do futebol, mas na maior goleada que aplicou em Campeonatos Paulistas – 12 a 1 na Ponte Preta, em 1959 -, Pelé não estava em campo e Coutinho marcou cinco gols.

Hoje, falta ao técnico MUricy Ramalho criar um sistema de jogo e preparar jogadores para manter o Santos ofensivo e artilheiro mesmo sem Neymar. Dorival Junior conseguia isso. Tanto, que na goleada de 9 a 1 sobre o Ituano, em 2010, o Menino de Ouro não estava em campo.

Creio que primeiro deveria tentar fazer isso com os jogadores que tem, dando-lhes liberdade e confiança para tentar o drible. Se não der certo, o Santos precisa contratar ou revelar novos atacantes.

E você, o que faria para tornar o Santos ofensivo sem Neymar?


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