Hoje, a partir das 18h30m, o Livro-Agenda do Centenário do Santos será lançado na livraria Cultura do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista. Tive a honra de escrever os textos desta agenda permanente produzida pela Editora Anotações com Arte e convido os companheiros deste blog para o evento. Lá, em meio ao coquetel, poderemos traçar planos para a semifinal contra o outro alvinegro. Até logo mais!

O texto sobre a heróica classificação de ontem, os gols do jogo e um filme sobre Léo, o Highlander da Vila, estão logo abaixo do convite. Veja e depois dê sua opinião:

UMA NOITE DE LÉO, O HIGHLANDER DA VILA BELMIRO


Léo entrou e colocou o Santos na semifinal. Agora pode ser escalado no meio do campo contra o outro alvinegro (fotos: Ricardo Saibun/ SantosFC. Clique nas fotos para ampliar)

Quando o jogo começou eu ainda estava na Livraria da Vila, assistindo ao lançamento do livro “A filha da minha mãe e eu”, da talentosa escritora Maria Fernanda Guerreiro – obra que tive o prazer e a honra de editar pela Editora Novo Conceito. Quem apareceu por lá foi Washington Olivetto, o gênio criativo da facção alvinegra da capital. Acabamos discutindo futebol e pude perceber um temor latente de mestre Olivetto, que como torcedor é tão falastrão como qualquer outro. No seu medo de que o Santos passasse pelo Vélez, percebi o quanto essa semifinal vai tirar os adversários do prumo.

Sim, será um grande jogo, como definiu o herói Léo, e como já definiu bem antes o Rei Pelé – tanto que escrevi um livro com esse título com o amigo Celso Unzelte. Para mim, é o jogo dos times mais carismáticos de São Paulo e por isso deveria ser disputado em duas partidas no Morumbi, o maior palco possível, com ingressos divididos entre os dois times. O Santos toparia, numa boa.

Mas, com a alegação de que não jogam na casa do São Paulo, os corintianos quererão fazer a sua partida no Pacaembu, o que naturalmente obrigaria o Santos a jogar na Vila Belmiro, apequenando o espetáculo e reduzindo o ganho dos dois times.

Porém, como sabe que dificilmente conseguirá um bom resultado na Vila Belmiro e também não tem confiança de vencer o Santos no Pacaembu – estádio em que o Alvinegro Praiano também se dá muito bem -, o alvinegro da capital quer que o Santos jogue no Morumbi, mas não abre mão de jogar no Pacaembu. Ora, vai se catar!!! Ou osdois jogos no Morumbi, ou o Santos deverá jogar o seu na Vila.

Diante das novas informações e pressões, estou certo de que o Santos não deve abrir mão de seu direito de jogar em seu estádio. Os sócios que ficarem de fora saberão entender a causa, extremamente justa. Na Vila o Santos sempre domina. Lá a possibilidade de cponseguir um ótimo resultado é muito grande. Portanto, minha opinião final é de que a histórica e caliente Vila Belmiro seja escolhida pelo Santos.

Reveja o gol de Alan Kardec, em jogada de Léo, com grande passe de Ganso, e em seguida os pênaltis que levaram o Santos à sua oitava semifinal de LIbertadores:

http://youtu.be/HemdNTV0hnI

Conjunto, técnica e garra

Quem duvidava de que o Santos pudesse vencer uma forte equipe argentina sem um lance decisivo de Neymar, pode rever seus conceitos. Claro que Neymar foi, como sempre, muito importante, principalmente ao criar a jogada que provocou a expulsão do goleiro Barovero, mas a vitória veio do conjunto, do toque de bola, da calma, da maturidade e também da garra e da decisão do experiente Léo.

O lateral-esquerdo que eu considero o melhor da posição na história do Santos, entrou decidido e em 15 minutos criou o lance do gol de Alan Kardec e ainda fez a Vila Belmiro pulsar de emoção e amor.

Depois, nos pênaltis, o time mostrou frieza e precisão exemplares. A vitória, dramática, mas plenamente justa, fez o Santos passar para sua oitava semifinal de Copa Libertadores. Não é para qualquer um!

Mesmo com cirurgia marcada, Ganso jogou muito e deu o passe que gerou o gol da vitória. Muricy estuda a possibilidade de escalar Léo pelo meio. Acho ótimo. Não só porque o lateral tem técnica e visão de jogo para se dar bem por ali, como demonstra uma garra que será decisiva no confronto contra o outro alvinegro – um adversário, aliás, contra o qual Léo sempre costuma se dar bem.

Aqui é Santos P…!!!

No Copa Libertadores do ano passado, nas arquibancadas do Pacaembu, um rapaz ficava atrás de mim gritando essa frase que coloquei no título. Não havia nada de ofensivo no grito. Era apenas um desabafo, um incentivo, um modo de dizer que o Santos é um time diferente, que não se contenta com pouco, que não joga pelo empate, que não fica feliz com vitórias magras, desde que possa fazer mais gols.

E este Santos foi o que enfrentou o Vélez Sarsfield ontem, na Vila Belmiro. Todo o poder de marcação do forte time argentino não impediu o gol de Alan Kardec e nada pôde fazer contra a melhor técnica do Alvinegro, que dominou completamente a partida e mais uma vez provou que no final das contas, apesar de toda a catimba, quem vence é o time de melhor futebol.

O desabafo serve, finalmente, para detratores como o assessor de imprensa do Vélez, Carlos Martino, que usou uma foto do caixão com o corpo de Chico Formiga, coberto pela bandeira do Santos, para brincar no twitter: “Publicar isso é um prognóstico para hoje?”, completando com sinais como se estivesse dando risada. Pois ontem mesmo, depois do jogo, Neymar respondeu ao péssimo assessor de imprensa argentino: “Respeito é bom e nós gostamos. Obrigado Chico Formiga”. Ele também poderia ter escrito: “Aqui é Santos, Porra!!!”.

Léo, o Highlander da Vila, numa produção dos Santistas Loucos:

E você, o que achou da classificação santista? E o que esperar agora?