Benditos os santistas, que podem viver novamente momentos de sonho, como os vividos nos dourados anos 60. Este primeiro jogo da decisão do Campeonato Paulista o Santos ganhou como quis e quando quis. E esse poder, que dá tranquilidade e segurança à equipe vem, principalmente, da genialidade de Neymar e de Paulo Henrique Ganso. Um é o maestro, o outro é o solista, e ao adversário só resta dançar.

Um senhor do meu lado, na arquibancada do Morumbi, profetizou: hoje será 3 a 0, dois do Neymar e um do Ganso. Na saída, depois de olas, danças e cânticos, eu e a Suzana nos encontramos com os vizinhos Débora e seu filho Pedro Henrique, e o Pedro disse que tinha previsto a mesma coisa: 3 a 0, com dois de Neymar e um do Ganso. Acho que meio mundo previu esse resultado e os autores dos gols, pois se ninguém discute a superioridade do Santos com relação ao Guarani, a arte que brota dos pés e das cabeças de Ganso e Neymar também é indiscutível.

É preciso que se destaque, ainda, as boas atuações de Aranha e Arouca. Eu diria que Edu Dracena e Durval também estiveram quase no mesmo nível. Mas Henrique não foi bem, assim como Elano. Juan, Adriano e Alan Kardec tiveram altos e baixos. Acredito, porém, que se o adversário exigisse mais, eles também teriam atuações mais destacadas. Talvez tenha faltado um pouco mais de empenho.

Alguns dirão que a Ganso também faltou correr mais, porém ele não precisa correr para se destacar. Quando a bola cai nos seus pés o mundo para e todos assistem o maestro comandar o time com passes e passos precisos. Pena que só ele tem esse dom no Santos. Elano bem que tenta, mas…

De machucado a super herói. De novo

Quando Neymar começou a manquitolar, imaginei que pudesse ser substituido. Chegou a perder algumas bolas por dificuldade de locomoção. Mas vi que fez um gesto ao banco dizendo que não queria sair. Aos poucos, foi voltando a correr e, quem diria, ainda faria dois gols na partida, empatando com Serginho e João Paulo como o maior artilheiro na era pós-Pelé, com 104 gols.

Muitas mulheres, crianças e amigos

Após o fim da partida, eu e Suzana ficamos um bom tempo na arquibancada, vendo as pessoas sairem e percebendo como tem aumentado o número de mulheres e crianças que torcem pelo Santos.

As perspectivas de crescimento da torcida são enormes. Esse bom time, o bom Muricy Ramalho e as estrelas Ganso e, principalmente, Neymar, podem elevar a quantidade de aficionados do Santos a um nível impensável. Veja que, apesar de todas as dificuldades com os ingressos, o público ainda foi bem maior do que o que assistiu ao primeiro jogo da decisão no Rio, entre Fluminense e Botafogo.

(Encontramos os amigos Wesley Miranda, Olivério, Reynaldo, Almir,uma boa turma da velha guarda da Torcida Jovem e, para nossa surpresa, o Pretinho, o João Henrique Zanardi e todos os amigos que recentemente fizemos em Orlândia. Fora os que nos reconhecem e vem nos falar dos livros, como o senhor Guido, o Diogo. É sempre uma alegria ir aos jogos do Santos e assisti-los da arquibancada).

Torcedor ainda é tratado como gado

Só a menos de uma hora para o jogo é que parte dos portões seis foram abertos para os santistas. Por que forçar as pessoas a se comprimirem perigosamente perto dos portões de ferro, quando era possível abrir os portões com horas de antecedência.

Como o País pretende organizar uma Copa do Mundo sem incidentes se ainda nem consegue organizar uma simples final de Campeonato Paulista? Alô Federação Paulista, acorda!

Veja os três gols que deixaram o Santos perto do Tri-Tri:

http://youtu.be/7Q87adLr1eM

E você, o que achou de Guarani 0, Santos 3?