Acordei tranqüilo, otimista. Penso no jogo desta noite e só me veem imagens boas na cabeça. Vejo Elano acertando suas cobranças de falta, Alan Kardec infernizando a defesa adversária, Neymar inspirado e objetivo como nunca, Arouca penetrando de surpresa pelo meio, Edu Dracena acertando uma cabeçada decisiva… Sinto que neste duelo tão aguardado pela semifinal da Libertadores, a Vila Belmiro viverá uma de suas noites históricas mais felizes. O time que joga para o gol – e por isso tem os deuses do futebol ao seu lado – mais uma vez construirá um grande momento do esporte.

Tenho todo esse pressentimento bom sem contar com Paulo Henrique Ganso. Se ele jogar, então, aí a felicidade poderá se multiplicar, pois seus passes penetrarão na defesa do oponente como faca quente na manteiga. É evidente, porém, que o adversário merece respeito e pode surpreender. O alvinegro da capital é um time que marca, que vive para impedir que o adversário jogue e faça gols. Veremos se terá sucesso na Vila. Eu pressinto que não, mas sei que todo time, mesmo aquele que parece abdicar do ataque, exige cuidados.

Nesta hora, às vésperas de um confronto decisivo, sempre me vem à mente frases dos grandes especialistas em futebol, que são os melhores técnicos. Muitos deles já passaram pelo santos e cada um, a seu modo, deixou seus ensinamentos.

De Vanderley Luxemburgo aprendemos que a melhor maneira de respeitar um adversário é fazer gols, é jogar o tempo todo para marcar gols. De nada adianta colocar um ou dois gols de vantagem e começar a tocar de lado, fazer firulas. O negócio é marcar o maior número de gols possível. Até porque este é um confronto de 190 minutos. Na Vila sra jogado apenas o primeiro tempo.

Do prático Serginho Chulapa, um dos heróis desse clássico, recordo uma frase direta, incisiva, mas que ele aplicou como nenhum outro: “Na Vila, quem comanda é o Santos”, disse ele ao assumir o comando do time em um Campeonato Paulista e levá-lo da última à segunda posição, com cem por cento de vitórias no Urbano Caldeira. Não importa qual fosse o adversário, o Santos o afogava o tempo inteiro. Nenhum outro time brasileiro tem tamanha capacidade de pressão quando o Santos quando joga na Vila Belmiro.

De Émerson Leão, cuja sisudez foi amenizada pela alegria de Robinho, Diego & Cia, ficou a lição de que Meninos têm de ter a liberdade de criar, de se soltar no campo, de demonstrar a alegria que sentem por jogar futebol. Assim o Santos foi campeão brasileiro em 2002, arrasando São Paulo, Grêmio e Corinthians no octogonal decisivo.

Por fim, de Muricy Ramalho os santistas aprenderam que a defesa às vezes é tão importante quanto o ataque. É essencial ir pra cima deles, mas é imprescindível que, sem a bola, todos os jogadores se empenhem na marcação, principalmente diante de um adversário que virá especular por um gol e jogar o resto do tempo recuado.

A estes sábios ensinamentos de técnicos consagrados, eu acrescentaria mais um, de um amigo de infância, o Zé Luis, que por ser mais velho servia de técnico para o nosso time quando a gente ia jogar contra a turma do IV Centenário. Ele dizia: “Correr o tempo todo de uma partida de futebol cansa muito, mas quando a gente ganha, depois descansa feliz e sente que valeu a pena”.

Sim, tanto o garoto descalço que se entrega de corpo e alma à batalha no campo de terra batida, como o profissional que se atira ao jogo de sua vida, têm como objetivo descansar feliz depois da luta com o sentimento do dever cumprido. No caso do confronto de hoje, ainda há a motivação de entrar para a história, de repetir a façanha que parecia inigualável do Santos de Pelé. Por tudo isso eu sei que cada santista valerá por dois, hoje, e será como se o adversário enfrentasse 22 jogadores totalmente determinados a vencer.

Times prováveis

Santos x Corinthians
Semifinal da Copa Libertadores de 2012
Vila Belmiro, 21h50m
Santos: Rafael, Henrique, Edu Dracena, Durval e Juan; Adriano, Arouca, Elano e Ganso (Borges); Neymar e Alan Kardec. Técnico: Muricy Ramalho
Corinthians: Cássio, Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Alex; Jorge Henrique e Emerson. Técnico: Tite
Árbitro: Marcelo Henrique, auxiliado por Dibert Pedrosa e Roberto Braatz.

História dos confrontos entre Santos e Corinthians

Por Wesley Miranda

Este de hoje o primeiro confronto válido pela Libertadores entre Santos e Corinthians. Ele poderia ter acontecido em 2003, mas o alvinegro da capital caiu nas oitavas-de-final diante do River Plate, e o Santos chegou à decisão cpntra o Boca Juniors.
Em 2011 foi a segunda vez que os times disputaram a competição sul-americana simultaneamente, mas o rival, com Ronaldo e tudo, caiu precocemente na pré- Libertadores, eliminado pelo popular Tolima!

A diferença década a década
Década de 10: 4 (vitórias do Santos), 3 (empates), 2 (derrotas) – Os primórdios são favoráveis
Década de 20: 6, 4, 10.
Década de 30: 7, 4, 19.
Década de 40: 9, 4, 13 – O arquiteto da bola Antoninho Fernandes e o matador Odair equilibram as coisas.
Década de 50: 14, 8, 14 – Começo da era Pelé, confronto ainda equilibrado.
Década de 60: 16, 10, 6 – Time dos sonhos x faz me rir, deu nisso.
Década de 70: 5, 17, 13 – A apatia com a despedida de Pelé e até a geração dos Meninos da Vila não seguraram o time de Sócrates.
Década de 80: 4, 14,15 – Apesar do título, anos difíceis.
Década de 90: 12, 12, 17 – Guga reagiu, G10vanni equilibrou.
Década de 2000: 19, 7, 13 – Robinho, Diego, Neymar, Ganso, apesar das maracutaias colocam o Santos na frente.

Artilheiro do confronto
O artilheiro do confronto é Pelé, com 50 gols! Aliás, o Corinthians é a maior vítima do Rei do Futebol, que disputou 48 jogos contra o rival, vencendo 24, empatando 15 e perdendo apenas nove. Marcar 50 gols em um mesmo time é um recorde sul-americano. Pelé marcou quatro gols na mesma partida em três oportunidades, no 6 a 1 de 1958, no 7 a 4 de 1964 e no 4 a 4 de 1965.
O vice-artilheiro do confronto é o gênio Coutinho, que nunca perdeu para o rival jogando com Pelé. Coutinho, que segunda-feira comemorou 69 anos, tem 13 gols em 16 jogos disputados contra o Corinthians, média de 0,81 gol por jogo! Em seguida, vem José Macia, o Pepe, com 12 gols em 26 jogos, média de 0,46 gol por jogo!

O primeiro jogo
Depois da goleada sofrida diante do Germânia (hoje Pinheiros) por 8 a 2, na estreia do Santos em Campeonatos Paulistas, o técnico e zagueiro Urbano Caldeira decidiu fazer algumas alterações no “team”, entre elas a substituição do goleiro francês Julien Fauvel por Durval Damasceno. Caldeira também pediu ao time para adotar ume stilo de jogo baseado em passes curtos, mais coletivo do que individual. Deu certo e no dia 22 de Junho de 1913 o Santos conquistou sua primeira vitória em Paulistas ao golear o Corinthians por 6 a 3, com quatro gols dos futuros selecionáveis (a Seleção Brasileira só começou em 1914) Adolpho Millon Jr (2) Arnaldo Patusca Silveira (2) e, completando a goleada, Nilo e o próprio Urbano Caldeira. Em jogos oficiais o time só viria a ser derrotado pelo alvinegro da capital no segundo turno do Campeonato Paulista de 1919.

Jogo insólito
Nos 100 anos de história o Santos já jogou alguns jogos não oficiais com combinado com Vasco, Flamengo, seleções de Argentina, Chile, Paraguai….mas nenhum jogo foi tão insólito quanto o de 1925! Um combinado Santos/Corinthians!!
Sim, um amistoso no Parque Antártida com um duplo combinado, entre Palestra Itália/Sirio contra Santos/Corinthians…
Vitória do primeiro combinado por 3 a 2. Os gols do combinado alvinegro saíram dos pés dos santistas Camarão e Hugo, enquanto o zagueiro do Corinthians, Pinheiro, marcou contra o gol que deu números finais no placar, no segundo tempo da prorrogação!

Forasteiro Campeão
Depois de perder a decisão do Paulista de 1930 para o rival por 5 a 2 na Vila Belmiro, o Santos tinha a enorme chance de se redimir e conquistar o Paulista de 1935 contra o Corinthians no Parque São Jorge (sim, eles tem estádio, ou tinham).
Como o rival ainda lutava pelo título, o Santos e sua torcida temiam pelo costumeiro favorecimento aos times da capital, muito comum na época, especialmente no período pré-profissional (antes de 1933). Para garantir que a marmelada não acontecesse, um grupo de estivadores santistas lotaram uma composição ferroviária e subiram a serra junto com o time. Eles traziam galões de gasolina e prometiam colocar fogo no Parque São Jorge se o Santos fosse novamente roubado.
Mas, em campo, o Santos se impôs e conquistou a vitória por 2 a 0, com gols de Raul Cabral aos 35 minutos do primeiro tempo e Araken Patusca aos 17 do segundo tempo. Pela primeira vez um clube fora da capital conquistava o Paulistão. Narrada pelo amigo Guilherme Nascimento, a conquista ganha vida:

A quebra do jejum
Depois da conquista de 1935, o Santos ficou 20 anos esperando por um novo título Paulista. E ele veio com a vitória em cima do Taubaté na Vila por 2 a 1 com gols de Álvaro aos 15 do primeiro tempo e Pepe aos 20 minutos do segundo. A disputa era contra o Corinthians, que venceu o rival Palmeiras mas ficou com o vice.

A era Pelé sob o comando de Luis Alonso
Nenhum time sofreu tanto com o Santos de Pelé no comando de Lula do que o Corinthians. De principal time do Estado, passou a lutar com o São Paulo para ser a terceira força. O alvinegro da capital ganhou até um sugestivo apelido: Faz-me rir!
Da estreia do Rei Pelé, em 1957, até a saída de Lula, foram 34 jogos, com 20 vitórias santistas, cinco do Corinthians e nove empates.
A diferença consequentemente refletia nas conquistas! Enquanto o Santos conquistava títulos com enfadonha tranquilidade, o Corinthians colecionava vexames! O mais puro contraste de alvinegros.
As únicas competições no período em que o Corinthians disputou o título com o Santos foram o Paulista de 1964 e o Rio-São Paulo de 1966. No Paulista os times terminaram o primeiro turno empatado, mas já quase no fim do segundo turno, o Santos aplicou no rival uma sonora goleada de 7 a 4, com quatro de Pelé e três de Coutinho, garantindo o título! No Rio-São Paulo de 1966, em jogo também realizado no Pacaembu, mesmo sem Pelé e com Coutinho e Mengálvio expulsos aos 30 minutos do primeiro tempo, o Santos empatou contra o Corinthians de Garrincha em 0 a 0 e impediu o título do rival. O goleiro santista Laércio Milani ainda defendeu um pênalti! Sem datas para continuar a disputa, quatro equipes foram declaradas campeãs: Santos, Corinthians, Botafogo e Vasco.

A era Pelé sob o comando de Antoninho
O auxiliar de Lula assumiu o Santos em 1967, com uma enorme responsabilidade: renovar um elenco vencedor! Jogadores como Zito, Coutinho, Pepe, Mauro Ramos e Gylmar tinham que ser substituídos por nomes equivalentes. E com isso o rival passou a equilibrar um pouco mais nos confrontos
Sob o comando de Antoninho Fernandes foram 21 jogos, com oito vitórias do Santos, seis vitórias do Corinthians e sete empates.
Mas uma dessas derrotas foi para o técnico Lula, então técnico do rival. E foi depois de 11 anos sem vitórias em Campeonatos Paulistas!
Apesar do equilíbrio, o Santos seguiu contrastando com o rival no quesito títulos. Aliás, foi com a ajuda do alvinegro paulistano que o Santos conquistou o Paulista de 1967. O Corinthians de Lula e o São Paulo se enfrentaram na última rodada, e uma vitória dava o título ao tricolor depois de 10 anos de jejum. O jogo seguiu 1 a 0 para o São Paulo até os 44 do segundo tempo, quando Benê empatou e provocou uma partida extra entre Santos e São Paulo. O Peixe venceu por 2 a 1 e se sagrou campeão!
Outro grande triunfo santista em cima do time que nunca chegava ocorreu no Paulistão/69. Depois de terminar a primeira fase em primeiro lugar, o Corinthians enfrentou o Santos no primeiro jogo do quadrangular que tinha os quatro grandes de São Paulo. Confiante, Paulo Borges chegou a declarar que o grande time a enfrentar era o Palmeiras de Ademir da Guia, e se esqueceu do Santos de Pelé. Resultado: Santos 3 × 1 Corinthians, com um de Edu e dois de Pelé, todos golaços!

A era Pelé sob os comandos de Mauro Ramos e Pepe
Era o fim de uma era do Santos, era o fim de uma era do futebol brasileiro! A diretoria santista promoveu ex-jogadores e ídolos como técnicos: o zagueiraço Mauro Ramos de Oliveira e o eterno Pepe. Sob o comando dos dois, frente ao Corinthians foram duas vitórias, quatro derrotas e quatro empates. Desvantagem nos confrontos, mas vantagem em títulos, já que o Peixe ainda conquistou o título Paulista de 1973!

Feios, Sujos e Malvados
Os Meninos da Vila de Chico Formiga formavam um time excepcional, dono de um futebol total, discoteca, irreverente… Mas ficaram um tempo sem vencer o alvinegro paulistano, o que só aconteceu no final de 1983, por 2 a 0 com gols de Pita, que jogou muito, e Vagner, contra.
Mas foi mesmo com um grupo experiente que o Santos conseguiu seu maior triunfo. Comandado por um técnico conciliador (Castilho), que contava com uma muralha atrás (Rodolfo Rodrigues), um cão de guarda no meio (Dema), um matador no ataque (Serginho Chulapa), sem falar de Paulo Isidoro, Humberto, Zé Sergio, Lino, Toninho Vieira, Marcio Rossini… Um simples empate e a taça desceria a serra. Mas, para variar, a imprensa marrom passou a semana inteira falando no tricampeonato deles. Quando a bola rolou, quase 112 mil pessoas viram um jogo truncado, sendo decidido pelos dois principais nomes do time: a muralha funcionou, como sempre, e o matador apareceu aos 27 minutos do segundo tempo para marcar o gol do título! O Santos acabava com o jejum de seis anos sem títulos paulistas, de novo contra o adversário!
Vale a pena rever o gol de Serginho Chulapa e os últimos minutos daquela decisão.

O matador de Gambás
Nas épocas de vacas magras, o torcedor tinha poucos motivos para comemorar, e um deles era o matador Guga! Exímio cabeceador, sempre bem colocado, ganhou o coração da torcida por fazer muitos gols, em especial contra o rival paulistano. Em apenas 11 jogos contra o Corinthians, foram oito gols de Guga, média de 0,7 gol por jogo, uma das maiores da história do Santos.
E em dois jogos foram 6 gols. O primeiro, em 25/10/1992, uma vitória de virada, por 3 a 1 com três gols de Guga. Quebrou um jejum de quatro anos sem vitórias sobre o rival, e o seu terceiro gol foi inesquecível!

O outro jogo foi em 1994, e também de virada, o Santos bateu o Corinthians por 4 a 3, com três gols de Guga e um de do volante Dinho! Outro destaque da partida foi o goleiro Edinho, que fez no mínimo três defesas incríveis!

O único título de uma geração de ouro
Eles reascenderam a chama apagada do Santos, e recolocaram o clube na trilha das decisões e títulos! Era para ter sido o Brasileiro de 1995 que coroaria essa geração, mas foi o modesto Torneio de Verão conquistado na Vila Belmiro em cima do Corinthians com gols do maestro G10vanni, o desconhecido Kennedy e o veloz Camanducaia! Em cima do rival a conquista não pode passar batida!

A geração Diego e Robinho
Na maior final entre os dois clubes, deu Santos! Com requintes de genialidade de Robinho, ainda adolescente, mas com o precoce talento que é uma histórica tradição de Vila Belmiro. Com uma exibição de gala de seu número 1, o Santos ganhou as duas partidas da final do Brasileiro de 2002 e quebrou de novo seu jejum de títulos em cima do rival.

Foram cinco vitórias santistas em 2002, o que torna o Santos FC o maior algoz do Corinthians em uma só temporada. Em 1977 a Ponte Preta também ganhou cinco jogos, mas perdeu justamente os 2 decisivos.
O santista não pode reclamar de 2002. Rio-SP – 1×0 gol de Willian. Amistoso 3 a 1 – André Luís, William e Renato e os três jogos no Brasileiro: 4×2 Alberto(2) Elano(2). 1ª Final – 2×0 Alberto e Renato. 2ª Final 3 a 2 – Robinho, Elano e Léo!
De quebra, Robinho, em oito jogos, venceu sete e empatou um. Ficou invicto! Isso sem falar no jogo anulado de 2005!

Os meninos cresceram
O Corinthians vinha em ascensão depois de disputar a segunda divisão do Brasileiro em 2008, e jogando contra o Santos dos inexperientes Ganso e Neymar, conquistou o Paulista de 2009 ganhando na Vila por 3 a 1 e empatando em 1 a 1 no Pacaembu.
Dois anos e muitos jogos depois, os time se enfrentaram na final do Paulista de 2011. Neymar já não era mais nenhum menino que iria se inibir como aconteceu quando Christian acertou um tapa desleal em sua cabeça. E poucos dias antes de conquistar o Tri da Libertadores, mesmo com Ganso se contundindo no primeiro jogo da final, 0 a 0 no Pacaembu, o Santos se sagrou bicampeão paulista ao derrotar o rival por 2 a 1 na Vila Belmiro.

Confira no vídeo, os gols de Arouca e Neymar. Ao final, um tributo a todos os times do Peixe que conquistaram o Paulista até então!

Balanço do confronto

O duelo entre Santos e Corinthians já chegou ao confronto de número 301 na história, com 96 vitórias do Santos FC contra 122 vitórias do Corinthians e 83 empates. O Tricampeão da América marcou 471 gols e o alvinegro paulistano, 555.

Santos V, E, D
Brasileiros: 17, 15, 18
Paulistas: 58, 52, 78
Rio-SP: 7, 4, 5
Amistosos 15, 12

CURIOSIDADES

Troca de Alvinegros
Apesar da rivalidade não foram poucos os jogadores que trocaram de alvinegro ao longo da história! Vamos citar alguns:

Santos – Corinthians
Tuffy Neugen (Satanás Negro), Cláudio Cristóvão Pinho (maior artilheiro da história do rival) o ponta Tite, Edu, João Paulo (Papinha da Vila), Serginho Chulapa, Mauricio Assolini, Jamelli, Alessandro Cambalhota, Gustavo Nery, Deivid, Paulo Almeida, Alberto, Robert, Fábio Costa e os laterais direitos Pedro, Dennis e Alessandro.

Corinthians – Santos
Gylmar dos Santos Neves, Almir Pernanbuquinho, Amaral, Ataliba, Sócrates, Hugo de Leon, Wladimir, Viola, goleiro Nei, Rincón, Edmundo, Marcelinho Carioca (o Pelé deles), Ricardinho, Fábio Baiano, Betão, lateral Kléber, Fabinho, Luizão, Doni,
Sem falar no caso de jogadores que atuaram pelos quatro grandes, como Neto, Luizão, Muller, César Sampaio, e Antonio Carlos.

Na era profissional: Santos 19×18 Corinthians
Muito se fala que o Corinthians é o maior campeão paulista de todos os tempos, com 26 títulos, mas pouco se comenta um fato importante.
Depois que foi instituído o profissionalismo no futebol brasileiro (1933), o rival, que já tinha oito títulos, conquistou mais 18, enquanto o Santos conquistou 19 paulistas no mesmo período, um a mais do que o Palmeiras (18) e um a menos que o São Paulo (20).

Homônimo Corinthians
Segundo Evaldo Rodrigues o Santos já enfrentou quatro Corinthians em sua história além do tradicional rival: o de Presidente Prudente, o de Santo André, o de Salto e um Corinthians gaúcho contra o qual jogou em 1948.

E você, o que espera do jogo de hoje? Que mensagem enviaria aos jogadores?