A garra é o último recurso que pode levar um atleta à vitória. Quando faltam talento, organização e planejamento, o espírito de luta ainda pode fazer milagres.

O Santos já se valeu desta força interior muitas vezes: no bicampeonato mundial contra o Milan, em 1963; na virada contra o Corinthians, na decisão do título brasileiro de 2002; na vitória consagradora sobre o Fluminense em 1995… e no triunfo de domingo contra a Ponte Preta.

Quando Roger empatou para o time de Campinas, aos trinta e sete minutos do segundo tempo, nada parecia poder impedir que a vaca fosse para o brejo. O talentoso Victor Andrade tinha sido substituído por Miralles e Muricy Ramalho era vaiado pelos torcedores. Porém, a necessidade dramática da vitória fez o Santos se atirar todo ao ataque e a volúpia do gol acabou provocando o surpreendente gol de Miralles.

Às vezes a gente se esquece de que o Santos, exemplo de arte e beleza no futebol, tem também um coração enorme, capaz de proezas impossíveis para as outras equipes. Não é à toa que o Alvinegro Praiano é o único time grande do Brasil que não está sediado em uma capital.

Por isso é que, por mais que a situação esteja ruim, o santista costuma repetir que “time grande não cai”. Tenho certeza de que o Santos se manterá na divisão especial do Campeonato Brasileiro, pois, por mais que falte tudo o que o santista aprendeu a admirar no futebol, sempre haverá a garra para nos salvar.

Além da garra, o que podemos esperar mais deste time do Santos?