Pelas circunstâncias – com um jogador a menos desde o início do segundo tempo – o empate com o Internacional, no Beira-Rio, não pode ser considerado um mau resultado. Porém, pelo futebol sem criatividade apresentado e pelo fato de este ser o quinto jogo do time fora de casa neste Brasileiro sem marcar um único gol, não dá para ficar contente com o desempenho do Santos neste domingo.

Na verdade, o time fez bem apenas uma parte das exigências do futebol: a de destruir as jogadas do adversário. A defesa não deu maiores bobeiras, Aranha esteve firme e os volantes chutaram para onde estavam virados. Arouca, improvisado como meia, até que se saiu bem. Mas o ataque só existiu nas pontadas esporádicas de Felipe Anderson e em algumas chegadas surpreendentes de Henrique. É pouco para um time ao qual só resta o Brasileiro para conseguir a vaga para a Libertadores do ano que vem.

Sem um atacante como Neymar e um enfiador de bolas como o Ganso, o Santos mostrou-se um time bem comum. Se a bola roubada na defesa cai nos pés de Adriano ou Henrique, perde-se o contra-ataque, pois o passe sai defeituoso. E quanto às estreias de Miralles e João Pedro?

Por esta partida não dá para analisar. Nada, mas nadinha mesmo fizeram de especial. Nem seu chute tão esperado de fora da área o argentino tentou. João Paulo, que veio da Traffic, mal pegou na bola, Mesmo com “defeito de fábrica” Felipe Anderson foi o mais perigoso do ataque. Só precisa caprichar mais no aproveitamento das bolas paradas (que devem ser colocadas entre a primeira linha de jogadores e o goleiro, como diria mestre Marcos Assunção).

Uma temeridade chamada Juan

Confesso que quando comecei a ler neste blog uma enxurrada de críticas a Juan, fiquei com um pé atrás. Não me parecia que o lateral-esquerdo estivesse atuando de forma tão defeituosa. Hoje, porém, ele justificou todos os seus críticos. Acabou sendo passado para trás por um garoto – Lucas Lima -, que o levou a receber dois cartões amarelos e ser expulso do jogo.

O segundo cartão não foi justo, visto que o jogador do Inter é que chuta o pé do santista e se atira no campo, em reprovável atitude anti-ética. Porém, o primeiro cartão amarelo de Juan foi infantil. Sem opção de passe e sem recursos técnicos, atirou-se ao chão cavando a falta. Em seguida, como o jogo prosseguiu, agarrou a bola.

Devido à sua insegurança como marcador, não deveria ter voltado para o segundo tempo, pois era evidente que os garotos do Inter forçariam o jogo pelo seu lado. Pena que Muricy não tenha percebido isso.

Perspectivas do Santos neste Brasileiro

A velha fórmula de empatar fora de casa e vencer os jogos em que tiver o mando de campo é a única que pode levar o Alvinegro Praiano a uma sofrida vaga na Copa Libertadores do ano que vem.

Não creio que apenas a vinda de Robinho mude muito a cara do time, que precisa de um meia técnico, experiente e de bom passe, além de um fazedor de gols. Na defesa, o time está se segurando bem (com exceção do instável Juan, que apoia mais ou menos e marca muito mal).

Bem, mas o que você achou no Santos contra o Inter?