É evidente que o Santos tem problemas com o elenco. Há verdadeiros buracos negros em algumas posições. Falta vontade para alguns jogadores, para outros falta categoria. Não é à toa que o time ainda não venceu no Campeonato Brasileiro e ocupa a zona de rebaixamento. Assim, este blog deu aos santistas a oportunidade de dizer quais os jogadores devem permanecer e quais devem sair do Santos.

Cerca de 500 leitores deram suas opiniões e elas foram bem parecidas. Percebeu-se uma tolerância muito grande com os jogadores da base, ainda não devidamente testados pelo técnico Muricy Ramalho, conhecido por não gostar de trabalhar com jovens formados no clube. A única exceção é Felipe Anderson, que já teve várias oportunidades, mas não convenceu. A maioria dos santistas acha que ele precisa ser emprestado para um time de menor expressão a fim de ganhar mais maturidade.

Além de Felipe Anderson, os jogadores que o santista não quer mais ver jogando pelo time são Elano, Juan, Durval, Henrique, Borges, Maranhão e Gérson Magrão. A rejeição a Paulo Henrique Ganso tem aumentado muito desde que ele pediu um milhão de reais por mês para continuar no Santos.

Dentre os que devem continuar, na opinião do torcedor, os mais votados foram Neymar, Arouca, Rafael, Adriano e Edu Dracena. O lateral Léo ficou no meio termo. Quase todos o admiram, mas muitos acham que sua veteranice impede que continue prestando bons serviços ao clube.

Cinco titulares na lista de dispensas do torcedor

O curioso é que cinco titulares estão na lista de dispensas do torcedor. São eles: Elano, Juan, Durval, Henrique e Borges. Quanto a Paulo Henrique Ganso, é considerado um bom jogador, mas sem vontade de continuar no clube, e por isso muitos defendem a sua saída.

Elano em nenhum momento justificou a fama e o salário. Perdeu-se em polêmicas extra-campo e jamais mostrou um futebol digno do prestígio que havia angariado entre os santistas. Tem sido um oneroso peso-morto. Nunca, na história do Santos, um jogador ganhou tanto para jogar tão pouco.

Juan começou bem, mas é considerado muito lento, sem iniciativa. O zagueiro Durval, para os torcedores, é errático e pouco participativo. Henrique marca e apoia mal. É nulo, assim como o atacante Borges, que perdeu a forma física e técnica e hoje nem consegue fazer gols feitos.

Maranhão, por falta de outro, chegou a ser titular na lateral-direita, mas, positivamente, não dá. Estabanado, tirou dois pontos do time ao fazer um pênalti bobo contra o Coritiba.

Outro que segundo os torcedores deve sair é Gérson Magrão, que acaba de chegar para “compor o elenco”. Se a diretoria de futebol tivesse a sensibilidade de consultar o torcedor antes de investir o dinheiro do clube, certamente não teria contratado Gérson Magrão, Rentería e o recém-chegado Bill, jogadores com péssima imagem junto ao torcedor do Santos.

Os casos de Paulo Henrique Ganso e Muricy Ramalho

O meia Paulo Henrique Ganso está pedindo um milhão de reais por mês para renovar com o clube. Pelo que ele vem jogando, 100 mil mensais já seria caro. A esperança do santista é a de que Ganso se saia bem na Seleção Olímpica e receba uma proposta do exterior. Falta a ele a agilidade e a mobilidade que se espera de um armador do Santos.

A diretoria quer renovar o contrato de Muricy Ramalho. Para boa parte dos torcedores será um erro grave. Muricy é totalmente avesso ao DNA santista, que se baseia em valorizar os garotos da base e armar times para marcar gols. Ele prefere veteranos e é um fã do chamado “chuveirinho”. Enfim, apesar de ganhar títulos, para muitos santistas Muricy é um técnico ultrapassado, previsível, que chegou a um ponto perigoso de desgaste com o torcedor. Insistir com ele pode custar caro a essa diretoria e aos cofres do clube.

O que o torcedor quer

O futebol que o Barcelona e a Espanha apresentam, baseado na solidariedade e na participação de todos os jogadores em busca do gol adversário, é o sonho do torcedor do Santos. E esse modo de jogar também está no seu DNA, pois logo depois de sua primeira vitória no Campeonato Paulista, quando goleou o Corinthians por 6 a 3, em 22 de junho de 1913, o então técnico Urbano Caldeira, em um relatório para a diretoria, escreveu que a vitória se deveu ao “jogo de passes curtos e rápidos”.

Esse sistema de jogo não se baseia tanto nas virtudes individuais dos jogadores, mas em uma filosofia ofensiva coletiva trabalhada exaustivamente nos treinamentos. E para que ela seja implantada com sucesso, é essencial a participação de todos os setores do time.

O torcedor quer ver o Santos jogando com a mesma vontade e determinação que os terceiros reservas mostraram no segundo tempo da partida contra o Flamengo. Por falta dessas qualidades, hoje o Santos tem um elenco caro e acomodado e seu futebol faz jus à zona de rebaixamento do Brasileiro.

O que você achou dessa lista de dispensas do torcedor santista?