Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: agosto 2012 (page 1 of 5)

Clubes precisam criar tetos salariais para jogadores e técnicos

Depois da derrota para o Bahia, Paulo Henrique Ganso reclamou que seu salário, segundo ele de 120 mil reais por mês, é um dos mais baixos do Santos. Levemos este valor para a vida real e constataremos que raríssimos presidentes de grandes empresas ganham uma bolada dessas. E presidentes têm metas a cumprir e são demitidos se fracassam, enquanto o perdulário Alvinegro Praiano paga tanto e, pelo quinto ano consecutivo, vem fazendo uma campanha medíocre no Campeonato Brasileiro.

Segundo a Catho, agência de empregos com larga vivência no mercado brasileiro, a média salarial de um presidente de empresa chegou a R$ 53.867,02 no ano passado. Digamos que hoje a média seja R$ 60.000, metade exata do “pequeno salário” que deixa Ganso descontente.

Se ele realmente ganha menos do que companheiros que mal sabem dar um passe de três metros, então talvez tenha motivos para reclamar. Então, qual seria a atitude correta do clube? Pagar muito bem para todos os jogadores e mantê-los todos saltitantes de alegria? Teoricamente sim, mas um clube brasileiro tem dinheiro suficiente para isso? O mercado nacional de futebol permite manter folhas salariais astronômicas? Claro que não.

O ideal não só para o Santos, mas para qualquer clube grande do Brasil, é que um salário como o de Ganso fosse o mais alto e não o mais baixo do elenco. O clube que extrapolar – como aconteceu com o Palmeiras na gestão do economista Luiz Gonzaga Belluzzo – pagará caro por isso.

A gestão de Luis Álvaro começou bem, instituindo um teto salarial de R$ 160 mil. Justamente nessa época, primeiro semestre de 2010, o time viveu sua melhor fase nos últimos anos. Depois, porém, o clube caiu na vala comum dos que imaginam que grandes salários garantes grandes times. O que se viu no começo de 2012, com as dispensas de Elano, Borges e Ibson e a falta de dinheiro para contratar bons jogadores, se deve às dificuldades que a gastança de 2011 gerou.

Salários de técnicos são uma indecência!

O que não dá para entender, mesmo, são os salários dos técnicos de futebol no Brasil. Oitocentos, setecentos, seiscentos, quinhentos mil reais por mês… Nenhum técnico merece ganhar isso. Há muita coisa errada nesses rendimentos absurdos. Em primeiro lugar, trata-se de um mercado em que há mais oferta do que procura. O que tem de técnico desempregado não é brincadeira. E se tem mais gente procurando emprego do que vagas, esses salários tão altos não se justificam.

Uma explicação é de que a cada eleição os clubes podem ser dirigidos por pessoas sem experiência no futebol, que acham mais cômodo passar essa responsabilidade para um técnico calejado, que já tem a sua equipe de trabalho. Estes, por fazerem mais do que deveriam, também exigem ganhar mais. É evidente que a incompetência dos departamentos de futebol é que gera esses super poderes do treinador brasileiro.

Porém, como não são valorizados na Europa e como ganhariam menos em outros países da América do Sul e da África, a única opção que os técnicos brasileiros “de ponta” teriam para receber o que ganham por aqui seria trabalhar em países árabes enriquecidos pelo petróleo. Porém, ir para tão longe, atuar em um futebol insípido e quase amador, fatalmente os jogaria no ostracismo.

Assim, se os clubes se unissem e estipulassem um teto salarial para os técnicos e as comissões técnicas no Brasil, não seria complicado colocar essa determinação em prática. A maior dificuldade é a falta de uma Liga Nacional de Clubes, agora que a TV Globo desintegrou o Clube dos Treze.

A solução é limitar salários e orçamentos

Associações desportivas em países desenvolvidos já descobriram há décadas que a limitação de orçamentos não só mantém a competitividade, como conservam o mercado saudável. Assim é na NBA, que comanda o basquete norte-americano, ou na Fórmula 1, liderada pelo maquiavélico, mas genial, Bernie Ecclestone.

É claro que um esforço extra pode ser feito para se manter as estrelas, os fora de série, aqueles que atraem público e mídia, pois nesses casos o conceito de despesa é suplantado pelo de investimento. Neymar é um exemplo óbvio.

O presidente santista tem dito que o clube só gasta o que arrecada. Isso parece ótimo. Mas se o clube ganhou cinco títulos em dois anos e meio e gastou tudo o que arrecadou no período, então repetiu a mesma performance dos tempos áureos do presidente Athié Jorge Cury, no qual o Alvinegro Praiano manteve por décadas a maior receita de um time de futebol no planeta e terminou por nem ao menos construir um estádio à altura de sua grandeza.

O ideal, neste momento, seria o Santos gastar menos do que arrecada e manter, como qualquer condomínio residencial que se preza, o chamado “fundo de reserva”. Isso ao menos evitaria que o próximo presidente diga que pegou uma “terra arrasada”. Para isso, é preciso limitar os salários de jogadores e técnicos, que têm sido o calcanhar de Aquiles dos clubes brasileiros.

E você, acha que os clubes brasileiros podem pagar tanto?


Só podemos agradecer ao Bahia pela lição

Imagino o teor dos comentários depois desta derrota que para muitos será considerada catastrófica. Além de ter o time completo contra o desfalcado Bahia, o Santos ainda jogava em casa e vinha de três vitórias consecutivas – entre elas sobre Corinthians e Palmeiras – enquanto o adversário, na boca da zona de rebaixamento, tinha sido dominado e saiu vaiado de campo após a última partida, em que empatou em casa com o Figueirense. Mas futebol a gente sabe como é.

O mesmo Bahia se tornou o primeiro campeão brasileiro, em 1959, após vencer o Santos na Vila Belmiro e no Maracanã. Trata-se, portanto, de uma camisa que tem orgulho e história. E toda equipe com esses predicados deve ser muito respeitada.

Respeitar, no futebol, envolve aproveitar a maioria das oportunidades de gol que surgem e, ao mesmo tempo, esmerar-se na marcação do adversário. Obviamente o Santos não levou o Bahia tão a sério como encarou os clássicos paulistas. Só no primeiro tempo, além do gol, os santistas desperdiçaram mais cinco chances para marcar. E na segunda etapa, ao sofrer o empate, o time se descontrolou.

O Bahia comprovou que um time motivado é capaz de milagres. A estréia do bom técnico Jorginho já operou o primeiro. Por outro lado, derrotas assim deixam no torcedor santista a incerteza quanto à qualidade de seus jogadores e de sua comissão técnica.

Na enquete que fizemos neste blog os torcedores votaram pela dispensa de Durval e Juan, entre outros. Mas eles continuam sendo escalados, apesar de não inspirarem confiança. Hoje a lateral-esquerda do Santos foi o mapa da mina para a virada do Bahia.

O goleiro Rafael continua se colocando muito mal nas cobranças de falta e sofrendo gols que outros goleiros, mais experientes, não sofrem. Realmente não há a mínima diferença entre ele e Aranha. Na verdade, o reserva é mais seguro, sai melhor do gol e repõe melhor a bola.

Quanto a Ganso, era previsto que Muricy Ramalho não teria coragem de substitui-lo. Quando teve de trocar alguém, o técnico preferiu o lado mais fraco da corda, ou seja o gringo Patito. Pelo jeito, só mesmo uma emergência fará Muricy escalar um meio-campo mais jovem e agressivo, com Felipe Anderson, Patito (ou Victor Andrade), Neymar e André. Insistir no Ganso só irá desgatar ainda mais o ex-maestro.

Por falar em Muricy, outro dia fui ironizado por ter dito que o Santos deveria ter contratado o Ney Franco. Ele começou mal no São Paulo e já foi execrado por alguns. Hoje, se olharmos a tabela, veremos que o São Paulo é o único paulista que pode brigar pelo título, ou ao menos tem boas chances de conseguir uma vaga na Libertadores – possibilidade que ficou mais remota para o Santos depois dessa derrota para o Bahia. E o detalhe é que Franco recebe metade do salário do Muricy.

Na verdade, nenhum técnico brasileiro deveria ganhar mais do que 200 mil reais por mês. Pagar 800 mil para o Muricy é uma indecência, uma atitude de quem não respeita o dinheiro. Se os clubes grandes conversassem mais, além de resolverem a insólita questão da tevê, poderiam estipular um teto salarial para os técnicos. Hoje eles estão supervalorizados, apesar de não demonstrarem um aprimoramento profissional que justifique tais vencimentos.

Bem, juro que quando o Bahia começou a apertar, no início do segundo tempo, percebi que a vaca ia pro brejo. O Santos parecia um esburacado queijo suíço e o Juan não se tocava de que o adversário estava jogando nas suas costas. Mas não se pode tirar o mérito do adversário, que teve coragem e virou um jogo heróico, que o manteve ao menos mais uma rodada livre na terrível zona da degola.

Veja os gols de Santos 1 x Bahia 3:

Méritos do Bahia ou falhas do Santos? Você decide!


Hoje às 19h30m tem Quarteto Santástico na Vila


O que será que esses três vão aprontar hoje? (Foto: Ricardo Saibun, Divulgação Santos FC)

Com todo o respeito e carinho que eu tenho pelo Bahia, hoje não posso esperar outra coisa a não ser uma boa vitória do Santos. O time que vem de três vitórias consecutivas jogará completo de novo. Apenas Léo, com dores, não estará em campo, substituído por Juan. Mas o novo Quarteto Santástico está garantido, com Patito Rodríguez, Ganso, Neymar e André.

Do jeito que está jogando – errando passes que nunca errou, evitando as divididas e se recusando a chutar a gol – eu começaria com o Ganso no banco de reservas. O garoto Felipe Anderson seria meu titular. Mas sei que isso exigiria um tostão de ousadia, coisa que o técnico Muricy Ramalho não tem.

O Bahia, em crise, está de técnico novo. Caio Junior também já caiu, trocado por Jorginho, ex-Portuguesa. Mas hoje o time deverá ser dirigido pelo interino Eduardo Barroca.

Sem o goleiro Marcelo Lomba e o volante Fabinho, suspensos, o Bahia ainda depende do departamento médico para saber se poderá contar com Kléberson e Lulinha. O centroavante Souza, um dos mais experientes do grupo, deu a entender que vencer o Santos na Vila seria uma vitória para tirar o tricolor baiano do buraco em que está.

Como estamos carecas de saber, o futebol permite resultados estapafúrdios. Portanto, que todos os jogadores do Santos encarem a partida com o primeiro campeão brasileiro como o goleiro Rafael, que alertou: “Temos que pensar jogo a jogo, pois ainda estamos longe dos primeiros colocados. Além disso, precisamos ter respeito e atenção contra o Bahia. Isso é fundamental. No Brasileiro, todos os jogos são difíceis e devem ser encarados como decisões.”

Está certo. É mais uma decisão e com o bônus de ver Neymar em campo. Algo me diz que a Vila reviverá uma de suas noites encantadas.

Times prováveis

Santos: Rafael, Bruno Peres, Bruno Rodrigo, Durval e Juan; Adriano, Arouca, Patito Rodríguez e Paulo Henrique Ganso; Neymar e André
Técnico: Muricy Ramalho.
Bahia: Omar, Neto, Titi, Danny Morais e Jussandro; Fahel, Diones (Hélder), Kléberson (Caio); e Zé Roberto (Mancini); Gabriel e Souza
Técnico: Jorginho (Eduardo Barroca)
Arbitragem: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ), auxiliado por Ediney Guerreiro Mascarenhas e Rodrigo Henrique Correa, ambos do Rio de Janeiro.

Retrospecto dos confrontos entre Santos e Bahia

Por Wesley Miranda

Santos e Bahia já se enfrentaram 52 vezes ao longo da história com 25 vitórias santistas contra 16 vitórias baianas e 11 empates. O Peixe marcou 112 gols e o tricolor 74.
Em Brasileiros, com o primeiro confronto já na final da I Taça Brasil de 1959, foram 37 jogos e a vantagem também é santista, com 17 vitórias, contra 12 baianas e 8 empates. O time paulista marcou 76 gols e o soteropolitano 47.

Artilheiros
O artilheiro do confronto é Pelé com 15 gols. Em 16 jogos, o rei obteve 10 vitórias contra 4 empates e 2 derrotas. O gênio Coutinho, com oito gols, aparece na vice-liderança da lista. Toninho Guerreiro, com 7, e Viola, com 6, também merecem destaque como os maiores goleadores do confronto.

Os primeiros encontros
Ainda comemorando a conquista do primeiro título Paulista em 1935, o Santos foi a Salvador para enfrentar o campeão baiano daquele ano. O amistoso, que valia a Taça Prefeitura Municipal de Salvador, aconteceu no dia 02/04/1936, e foi vencido pelo Santos por 2 a 0 com dois gols de Raul Cabral Guedes.

Raul era um exímio goleador com a incrível média de 0,95 gols por jogo. Atuou no Santos de 1933 a 1942, onde em 126 jogos marcou 120 gols, o que torna o centroavante o 14º artilheiro da história do Santos FC. Goleador máximo do Santos nos anos de 1936 (36 gols), 1939 (22 gols) e 1940 (13 gols), ele será eternamente lembrando como o homem que abriu o placar na vitória de 2 a 0 na conquista do título Paulista de 1935, frente ao Corinthians.
Em 1939 o Santos FC voltou para boa terra para mais dois confrontos contra o campeão baiano de 1938.
Na primeira partida disputada no dia 04/05, em mais um amistoso valendo taça (Taça Prefeitura de Salvador), o Santos FC venceu por 3 a 1 com gols de Zé Carlos (2) e Nicolau Moran.

Nicolau Moran Vilar, meia direita de extrema qualidade, jogou no Santos de 1934 a 1940, disputando 140 jogos com 27 gols. El fez parte do elenco campeão de 1935, mas cravou seu nome na história do clube como dirigente do time dos sonhos. Faleceu em uma excursão com o Santos FC (Octogonal do Chile 1968) deixando saudades no grupo que o classificava como um homem educado, honesto e justo. Em homenagem ao dirigente, o Santos FC colocou o seu nome em uma chácara que servia de concentração.
A terceira partida entre as duas agremiações, e a segunda partida de 1938, aconteceu três dias depois e terminou empatada em 3 a 3 com gols de Rui, Artigas e Balzzoni.
Rui Gomide atuou no Santos em 221 jogos, de 1937 a 1947, marcando 97 gols e junto com o “Coringa” Gradim (36 a 44) é o 23º artilheiro da história do Santos. Foi artilheiro máximo nos anos de 1942 e 1943, marcando 19 gols em ambos.

Recorde de finais
Santos e Bahia já se enfrentaram três vezes em finais de Brasileiro.

Taça Brasil 1959 – Esquadrão
Na primeira, o time baiano se sagrou campeão em uma melhor de três jogos. Para chegar à final do campeonato criado para apontar o campeão Brasileiro e, consequentemente, o representante na I edição da Taça Libertadores da América. O campeão baiano de 1958 passou por CSA (5×0 e 2×0), Ceará (0x0, 2×2 e 2×1), Sport Recife (3×2, 0x6 e 2×0) e Vasco da Gama (1×0, 1×2 e 1×0).
O Santos, campeão Paulista de 1958, venceu o Grêmio nas semifinais por 4 a 1 na Vila Belmiro, com gols de Jair Rosa Pinto (2), Coutinho e Urubatão e empatou a partida no Sul por 0 a 0.

Finais
No primeiro jogo, no dia 10/12, atuando na Vila Belmiro, o Bahia venceu por 3 a 2 com Pelé e Pepe anotando os gols santistas, e Biriba (2) e Alencar para o Bahia.
No segundo jogo, no dia 30/12, foi a vez do Santos vencer na casa do adversário, 2 a 0 com gols de Coutinho e Pelé. O resultado provocou uma terceira partida que seria disputada novamente em solo baiano. O Santos rejeitou e foi feito um acordo para que o encontro acontecesse em campo neutro. A direção do Bahia concordou, mas prorrogou a decisão e, só no dia 29/03/1960, no estádio do Maracanã o encontro aconteceu.
Chegando de excursão internacional e compensando os jogos atrasados no campeonato Paulista, o Santos sem Pelé entrou com Lalá; Getúlio, Mauro Ramos, Formiga, Zé Carlos e Zito; Dorval, Mário, Pagão (Tite) Coutinho e Pepe.
Coutinho abriu o marcador, mas Vicente empatou ainda antes do término do primeiro tempo. Na etapa complementar, Léo e Alencar fecharam o marcador para 3 a 1 e conquistaram o primeiro título Brasileiro para o Bahia.

Taça Brasil 1961 – O Troco
A revanche santista veio na Taça Brasil de 1961, ao empatar na Bahia e vencer na Vila o tricolor baiano.
Para chegar à final, o campeão baiano de 1961 passou por Santa Cruz de Sergipe (2×0 e 3×1), Campinense da Paraíba (3×0 e 1×0), Fortaleza (2×0 e 3×2) e Náutico (0x0 e 1×0). O campeão Paulista de 1960, por sua vez, disputou as semifinais com o campeão Carioca de 1960, o América, que havia eliminado o atual campeão da Taça Brasil, o Palmeiras.
No Rio de Janeiro, primeiro jogo foi uma goleada santista por 6 a 2, com gols de Pepe (3) Pelé (2) e Coutinho. Já na segunda partida, o América surpreendeu em São Paulo e venceu por 1 a 0 provocando a terceira partida. Na decisão das semifinais o Peixe reeditou a atuação do primeiro jogo e venceu por 6 a 1, com gols de Pelé (2) Pepe (2) Coutinho e Dorval.

Finais
O primeiro jogo no dia 22/12, na Fonte Nova, acabou empatado em 1 a 1, com Coutinho anotando o tento santista e Marito o baiano. Na ocasião, o Santos formou com Laércio; Lima, Mauro e Dalmo; Calvet e Zito; Dorval, Tite (Mengálvio), Coutinho, Pelé e Pepe,
Na segunda partida, no dia 27/12, o Santos voltou a golear na competição: 5 a 1 com gols de Pelé (3) e Coutinho (2) conquistando o seu primeiro título Brasileiro e garantindo a passagem para a disputa da Taça Libertadores da América, em 1962.

O campeão Brasileiro formou com Laércio (Silas); Lima, Mauro (Olavo) e Dalmo; Calvet e Zito; Dorval, Tite, Coutinho, Pelé e Pepe.

Taça Brasil 1963 –o Tira teima
Na terceira e última decisão entre Santos e Bahia, o Santos FC ganhou as duas partidas do time baiano e chegou ao Tricampeonato Brasileiro.
Para disputar a final, o campeão baiano de 62 passou por Ceará (1×1,0x0 e 1×0) Sport Recife (2×2 e 1×0) e Botafogo (1×0 e 0x0). O Santos FC, atual bicampeão da Taça Brasil e tricampeão paulista, venceu o Grêmio – em Porto Alegre – por 3 a 1, com gols de Coutinho (2) e Pelé. Na partida de volta e no Pacaembu, o Santos venceu de virada por 4 a 3 com gols de Pelé (3) e Pepe. Nessa partida Pelé terminou no arco santista substituindo Gilmar.

Finais
No primeiro jogo, no dia 25/01/1964, o Santos que atuou com um uniforme branco com listras pretas finas, goleou por 6 a 0 com gols de Pelé (2), Pepe (2), Coutinho e Mengálvio. O Peixe formou com Gilmar; Ismael, Mauro e Geraldino; Haroldo e Lima; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

Confira o vídeo com imagens do time ao som de uma das maiores bandas de Rock de todos os tempos.

No segundo jogo, disputado na Fonte Nova no dia 28/01, o Santos, que só precisava de um empate para ficar com o título, venceu por 2 a 0 com dois gols do Rei Pelé.

O Tricampeão Brasileiro Santos formou com Gilmar; Ismael, Mauro e Geraldino; Haroldo (Joel) e Lima; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. O técnico era o Lula. Com a ausência de Zito, Mauro Ramos de Oliveira ficou encarregado de levantar o caneco.

A maior goleada em Brasileiros e recorde
A maior goleada do Santos em Brasileiros até aquele momento (hoje o recorde é outro) ocorreu no Torneio Roberto Gomes Pedrosa, no dia 10/10/1968, no Pacaembu. O Santos goleou o Bahia por 9 a 2, com gols de Toninho Guerreiro (4), Pelé (3), Negreiros e Douglas Franklin.
O time do Santos, que conquistaria o título formou com Cláudio; Haroldo, Ramos Delgado (Paulo), Marçal e Rildo; Clodoaldo (Lima) e Negreiros; Toninho, Douglas, Pelé e Abel. Técnico Antoninho Fernandes.
Os quatro gols de Toninho Guerreiro fazem do centroavante um dos maiores goleadores santistas de um jogo de Brasileiro. Ele igualou o seu recorde contra o Náutico, na Taça Brasil de 1966, na vitória de 4 a 1.
Além de Guerreiro, Coutinho marcou os quatro gols na vitória de 4 a 0 sobre o Sport Recife ,na Taça Brasil 1962. Pelé fez quatro gols contra a Portuguesa na vitória de 6 a 2, do “Robertão” de 1969. Dino Furacão fez quatro na vitória de 5 a 0 contra o Náutico em 1986. E Neymar na vitória de 4 a 1 contra o Atlético PR, em 2011.

Gol 1000 de Pelé na Fonte Nova
Por muito pouco Pelé não faz o seu gol no estádio da Fonte Nova, contra o Bahia na partida do dia 15/11/1969 pelo Robertão.
Pelé chegou a driblar o goleiro Jurandir e bater para o gol, mas com um carrinho providencial o defensor baiano salvou o que era certo. Parte da torcida chegou a vaiar o seu próprio jogador, que evitou o histórico gol. A partida terminou 1 a 1 com gol de Jair Bala para o Santos.
O Peixe do técnico Antoninho Fernandes formou com Agnaldo; Turcão, Ramos Delgado, Djalma Dias e Rildo; Clodoaldo e Lima (Joel Camargo); Manoel Maria, Edu, Pelé e Abel (Jair Bala).

Veja a saga do milésimo gol de Pelé

A volta de Pelé
A cena é famosa, e deve estar na memória de quem presenciou em 02/10/1974. Pelé pega a bola no meio campo, ajoelha em forma de agradecimento e se despede dando a volta olímpica na Vila Belmiro.
O que pouco se fala, é que, pouco mais de um ano depois, em 07/12/1975, Pelé voltou a atuar pelo Santos FC. Isso aconteceu em uma partida válida por um octogonal promovido pelo governo baiano: o Torneio Roberto Santos. Foram apenas 45 minutos, mas o suficiente para mostrar que o Rei do futebol tinha condições de jogar mais tempo.
O jogo terminou 1 a 1 com gol de Brecha para o Santos, que formou com Willians; Tuca, Bianchi, Vicente e Fernando; Clodoaldo e Léo Oliveira; Babá (Mazinho), Cláudio Adão, Pelé (Brecha) e Toinzinho. O técnico era o ex-jogador Olavo. O Santos terminou campeão do torneio.

Tabus
O Bahia não vence o Santos desde 2001. Nesse período foram sete jogos com quatro derrotas e três empates. Outro grande jejum de vitórias baianas aconteceu de 1961 a 1971, nesse período foram dez confrontos com oito vitórias do Santos e dois empates.
Favorável ao Bahia foi o jejum de 1975 a 88 com oito jogos, seis vitórias e dois empates. A quebra desse período aconteceu no dia 27/09/1989, na Vila Belmiro, com a vitória do Santos por 3 a 1, com gols de Paulinho (2) e Ernâni.
O Peixe do técnico Nicanor de Carvalho formou com Sérgio; Ditinho, Davi, Luis Carlos e Wladimir; César Sampaio, César Ferreira, Ernâni e Heriberto; Paulinho e Tuíco (Totonho).

Paulinho, que depois passou a ser chamado de Paulinho Maclaren, jogou de 1989 a 1992 em 148 jogos, marcando 57 gols. Ele foi um dos grandes ídolos da torcida na difícil época das vacas magras. Foi artilheiro do Brasileiro 1991, com 15 gols.

Gol de Placa
No confronto na Vila Belmiro, válido pelo Brasileiro no dia 25/07/1997, o Santos venceu de virada por 3 a 1 com gols de João Santos, Arinélson e Dutra, sendo esse último um arremate pouco à frente do meio campo. O feito rendeu uma placa para o Maranhense.
O time do técnico Luxemburgo, que venceu o Bahia do centroavante Guga ex-Santos, formou com Zetti; Ânderson Lima, Ronaldão, Sandro, Narciso, Dutra; Marcos Assunção (Baiano), João Santos (Arinélson), Caíco (Marcos Bazílio), Caio e Müller.
Robert, Dutra, Neymar foram os gols de santistas na Vila Belmiro que renderam placa.

Copa do Brasil
Por duas vezes os times se enfrentaram em jogos eliminatórios da Copa do Brasil.
Em 1998, pelas oitavas de finais, o primeiro jogo terminou empatado em 3 a 3, na Fonte Nova, com três gols de Marcos Assunção. O time do técnico Emerson Leão formou com Zetti; Baiano, Ronaldão, Argel e Dutra (Ronaldo Marconato); Narciso, Marcos Assunção, Caíco, Jorginho (Élder); Muller e Caio.
Marcos Assunção jogou no Santos de 1996 a 1999, em 110 jogos marcou 24 gols, muitos deles em cobranças de faltas.

No jogo da volta, na Vila Belmiro, no dia 23/04 o Santos bateu o Bahia por 5 a 2, com gols de Viola (3), Argel e Muller.
O peixe formou com Zetti, Anderson Lima, Argel, Ronaldão e Dutra; Narciso, Élder, Jorginho (Eduardo Marques) e Caíco (Adiel); Muller (Edgar Baez) e Viola. Esse jogo marcou a despedida do zagueiro Ronaldão.

Em 2001, o Santos foi surpreendido pelo Bahia logo na 2ª fase. Duas vitórias do tricolor baiano por 2 a 0.

Robinho artilheiro
Em partida válida pelo Brasileiro de 2003, no dia 22/03, o Santos venceu o time baiano em Salvador por 7 a 4 com gols de Robinho (2), Diego (2), Léo, Willian e Fabiano. Foi a primeira vez que Robinho marcou dois gols em uma partida, o que virou rotineiro depois.
O Santos de Leão formou com Fábio Costa; Neném (Reginaldo Araújo), Alex, André Luís e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano (William) e Diego; Robinho e Fabiano.

Ausência de confrontos
O Bahia ficou ausente da serie A de 2003 a 2011, e foi justamente o Santos que ele enfrentou na volta. A vitória do Santos foi por 2 a 1, no dia 21/08, no Estádio Pituaçu com gols de Neymar e Alan Kardec.
O Santos do técnico Muricy formou com Rafael (Vladmir), Arouca, Bruno Rodrigo, Durval e Léo; Adriano, Henrique, Elano (Bruno Aguiar) e Ganso; Neymar e Borges (Alan Kardec).
Essa foi a primeira vitória do Santos fora de casa.
http://www.youtube.com/watch?v=QF-fvOcDFPw

No segundo turno, no dia 27/11, na despedida do Santos em jogos na Vila Belmiro em 2011, as equipes empataram em 1 a 1, com Neymar marcando o tento santista. O Peixe formou com Rafael, Danilo, Edu Dracena, Bruno Rodrigo (Léo) e Durval; Henrique, Arouca, Elano (Alan Kardec) e Ganso (Ibson); Neymar e Borges.
Esse foi o 27º jogo do Santos na Vila Belmiro em 2011, que venceu 16 partidas, perdeu 5 e empatou 4. Marcou 46 gols e sofreu 26.

O último confronto
No primeiro turno, no dia 20/05, com um time alternativo, o Peixe empatou em 0 a 0 com o Bahia, no Estádio Pituaçu.
O Peixe formou com Aranha; Galhardo (Maranhão), Bruno Rodrigo, David Braz (Vinicius) e Léo; Ewerton Páscoa, Gérson Magrão, Bernardo e Felipe Anderson; Rentería (Alan Santos) e Borges.

E você, acha que o Santos ganha mais uma? Por quê?


Não fechemos os olhos à revolta dos clubes excluídos pela TV

Nos tempos da ditadura no Brasil, em que muita gente era presa dormindo e ia parar nos porões do Doi-Codi, às vezes para nunca mais voltar, ouvi uma parábola de um colega da UEE, a União Estadual dos Estudantes, que servia não só para o Brasil, mas para qualquer regime totalitário, e mostrava bem porque é preciso reagir logo que o problema surge, pois depois pode ser tarde demais.

A historiazinha dizia que uma noite sumiu um sujeito do seu bairro, mas você não ligou, pois nem o conhecia direito. Depois, sumiu um cara da rua de trás. Você também não deu bola. Em seguida desapareceu alguém da sua rua. Até que um dia deram sumiço no seu vizinho e amigo de tantos anos. Então você foi dormir apavorado e ainda estava acordado quando bateram à sua porta…

Digo isso porque, segundo matéria do Uol, cinco clubes da Série A do Campeonato Brasileiro estão reclamando que nem foram procurados pela Rede Globo para prorrogar seus contratos de direitos de imagem. São eles Náutico, Ponte Preta, Portuguesa, Atlético Goianiense e Figueirense. Os outros participantes da Série A já têm contratos assinados no mínimo até 2015, com luvas que alcançam 30 milhões de reais. Mas estes cinco esquecidos têm contratos apenas para 2012, no valor de R$ 14 milhões.

Segundo o presidente da Portuguesa, Manuel da Lupa, equipes da Série B, “que segundo a Globo têm mais torcida, como Santa Cruz e Goiás, trabalham com contratos longos, com mais garantias”. Paulo Wanderley, presidente executivo do Náutico, acha que a Globo está querendo definir quem deve ficar na Série A. E Márcio Della Volpe, presidente da Ponte Preta, acha que “os clubes perderam o poder” e “quem define quem será competitivo é a tevê”.

Hoje a maioria dos clubes considerados grandes não está nem aí para o problema dos cinco rejeitados. Porém, assim como hoje a tevê nem conversa com os primos pobres, o que garante que amanhã outros clubes, hoje considerados grandes, não serão igualmente esquecidos?

Para mim é óbvio que a linha de corte será alcançada quando apenas dois times – que nós já sabemos quais são – somarem, juntos, mais de 50% dos torcedores brasileiros. A possibilidade de contentar a maioria dos telespectadores acertando contratos com apenas duas equipes é tudo que a tevê quer.

Se o futebol brasileiro não estivesse dominado pelos interesses escusos de uma política suja e corrupta, obviamente que o contrato da tevê com os clubes seria semelhante ao que ocorre na Inglaterra, com 50% da verba dividida igualmente entre os integrantes da Série A, 25% aos de melhor colocação no campeonato e 25% distribuídos pelos critérios de audiência.

Aqui, adota-se apenas o critério da audiência – que, pasmem, é baseada em um instituto de pesquisa cujo presidente está envolvido em casos de corrupção. Ou seja: o futebol brasileiro jogou o mérito esportivo no lixo para viver sob o jugo de suspeitíssimos conchavos e favorecimentos.

Será que os clubes grandes devem esperar até que batam às suas portas?


Neymar está xingando a mãe de muita gente


Isso ninguém vê – Estas quatro fotos foram tiradas do treino do Santos na sexta-feira. Havia outras idênticas, mostrando Neymar treinando chutes a gol várias vezes e de posições diferentes. Este, aliás, era um traço também de Pelé, o primeiro a chegar e o último a sair dos treinamentos na Vila Belmiro. Isso demonstra que o craque de verdade sabe que precisa se aperfeiçoar sempre. Então, o golaço de falta contra o Palmeiras, e mesmo o segundo gol, uma bola não tão forte, mas muito bem colocada, não foram frutos do acaso. Neymar trabalha para ajudar o dom que tem. Esta seria uma boa pauta para a imprensa esportiva, que com a reportagem mostraria aos jovens a face exemplar e edificante do ídolo, um garoto de 20 anos, milionário, mas que mesmo assim trabalha duro para se tornar cada vez melhor. Porém, a quem interessa mostrar o lado superior de Neymar, quando a fofoca e a maledicência dão mais ibope?

Já disseram que no Brasil fazer sucesso é o mesmo que xingar a mãe. Povo de caráter ainda em formação, nos agoniamos com a glória e a felicidade alheias. Perceba que os programas de maior sucesso na tevê são baseados na desgraça, na inveja, na maledicência. Ontem, com os dois gols da vitória santista contra o Palmeiras – que diziam ser o seu algoz – o Menino de Ouro deve ter provocado urticária em seus detratores, que agora ficarão quietinhos até que surja nova oportunidade de dirigirem o seu ódio contra quem comete o crime de são ser um brasileiro medíocre.

Mas, sejamos justos, esse mal não aflige apenas aos nascidos em nossa pátria. As vaias de alguns europeus mostram que mesmo nos chamados países de primeiro mundo há os mal amados, os fracassados crônicos. E outro dia li que um argentino comparou o futebol de Neymar às habilidades de uma foca.

Nem devemos levar em conta a opinião de um argentino sobre um futebolista brasileiro, mas esta me dá a oportunidade de uma análise mais profunda sobre o estilo de jogo de Neymar. Dizer que ele faz malabarismos e não sai do lugar é uma pequena parte da história que só os obtusos enxergam. Quem tentar ver o todo perceberá que a ousadia de tentar o drible que pode provocar a perda da bola é a mesma que pode abrir caminho para o gol, ou, o que tem sido mais comum, provocar a advertência ou a expulsão do adversário.

Por mais que pareça também artístico, é também matemático: em cada três tentativas de jogada individual, Neymar cria um espaço que pode levar ao gol. Portanto, mesmo que perca a bola de vez em quando, ainda assim terá sido mais útil ao time do que jogadores que ficam apenas trocando passes – que chegam a ir até a linha de fundo e recuam a bola para o meio-campo –, sem a confiança, a habilidade e a determinação de tentar um lance decisivo.

Personalidade, esta é a maior diferença

Por que o garoto pegou a bola na lateral-direita, enfrentou dois adversários da Universidade do Chile, passou por ambos e acabou sofrendo o pênalti? Por que, contra o Palmeiras, cobrou aquela falta lapidar e depois, com um toquinho sutil, empurrou a bola, de fora da área, para o cantinho da meta adversária, definindo a vitória santista? Proponho pensarmos juntos nessas respostas…

Por que tem muita habilidade? Ora, há muitos outros jogadores brasileiros com habilidade semelhante e raríssimos fazem jogadas geniais e decisivas a cada partida.

Por que teve sorte, já que jogadores comuns já criaram jogadas idênticas? Sim, mas enquanto um jogador comum faz uma jogada espetacular por ano, Neymar as constrói toda semana.

Veja que a explicação não está na habilidade ou na sorte, mas na vontade de fazer e na confiança de que tudo dará certo no final. Talvez possamos resumir esses atributos na palavra “personalidade”.

Será que Patito, André, Miralles, Bill ou Felipe Anderson também não poderiam fazer ao menos uma jogada como Neymar? Teoricamente, sim. Então, por que não fazem? Falta de habilidade? Talvez, mas não creio que seja apenas isso. Uma boa falta qualquer jogador que treine bastante pode cobrar. O que é necessário, mesmo, repito, é personalidade.

O que faz um jogador tentar o chute de fora da área, mesmo muito marcado, como no segundo gol contra o Palmeiras? É claro que é a confiança no seu chute, a certeza de que essa é a melhor jogada para o momento e que errar não será um bicho de sete cabeças. Por outro lado, o jogador inseguro prefere passar a responsabilidade para outro (por isso é que tenho esperanças no Felipe Anderson, que já marcou dois belos gols de fora da área nesse Brasileiro).

Neymar é um jogador em constante aprimoramento e está disposto a pagar o preço desse aprendizado. Ontem pesquisei nas fotos do último treino do Santos e descobri várias delas que mostravam Neymar chutando a gol de posições diferentes. Faz tempo que ele treina cobranças de falta e escanteio.

Não foi por acaso que o gol da vitória sobre o Corinthians veio de um escanteio cobrado “com a mão” na cabeça de Bruno Rodrigo, e que o triunfo sobre o Palmeiras começou com uma cobrança de falta que faria inveja ao mestre Marcos Assunção, outro ex-Menino da Vila.

Neymar não é apenas o maior salário dentre os jogadores do Brasil, mas também um dos que mais treinam, que mais trabalham para se aprimorar. É claro que este lado edificante – que poderia ser usado para motivar tantos jovens brasileiros também de origem humilde – é deixado de lado pela maior parte da mídia, pois o que vende, o que dá ibope, é a fofoca, a inventada futilidade de um garoto de 20 anos que é rico e feliz.

Os invejosos mostram-se fúteis e irresponsáveis ao tentarem impor a Neymar o perfil de que ele é fútil e irresponsável. Simples assim. Falam do próximo bem-sucedido sem olhar no próprio espelho.

Não fosse Neymar, hoje, e o futebol brasileiro seria um deserto de talento e ousadia. Que os verdadeiros amantes do futebol saibam agradecê-lo pelo exemplo, e agradecer também ao Santos por mantê-lo no País, recusando propostas que seduziriam qualquer outro clube nacional menos comprometido com a tradição do futebol brasileiro.

O duro é constatar que com Neymar, Ganso, o time completo, o Santos estaria brigando palmo a palmo pelo título brasileiro. Mais uma vez os interesses pouco explicados da Seleção Brasileira distanciaram o Alvinegro Praiano de uma conquista importante. Mas, tudo bem. Uma exibição de Neymar pode valer mais do que um título.

Veja os melhores momentos de Palmeiras 1 x Neymar 2:

http://youtu.be/7HUdA04jDGo

Minha mãe adora o Neymar. E a sua?


Older posts

© 2017 Blog do Odir Cunha

Theme by Anders NorenUp ↑