Dossiê na Unificação agora nas livrarias Saraiva!

Atenção santista, palmeirense, cruzeirense, torcedor do Botafogo, Fluminense e Bahia: o Dossiê da Unificação, livro-documento produzido por José Carlos Peres e por mim, que oficializou os títulos brasileiros desde a Taça Brasil de 1959, está à venda nas livrarias Saraiva! Adquira o seu e não permita que a história oficial seja boicotada e as conquistas de seu clube esquecidas.

Só a torcida salva!

Meus amigos, leio que a procura por ingressos para o jogo de hoje à noite, entre Santos e Cruzeiro, na Vila, é pequena. Ora, o time do Santos está, mais do que desfalcado, depauperado. A chance de uma vitória depende da motivação, do entusiasmo, do clima que pode vir das arquibancadas. Se a torcida não está animada, o clube deveria fazer alguma coisa para atrair o torcedor.

É o tipo de jogo vital, em que os ingressos deveriam ser mais baratos, o técnico, os jogadores e a diretoria deveriam fazer apelos pela imprensa para a presença do torcedor.

Time por time, o Cruzeiro é melhor. Não muito, mas é. O Santos deve jogar com os mesmos jogadores que têm feito uma campanha deplorável neste Brasileiro, ou seja: Aranha; Bruno Peres, Bruno Rodrigo, Durval e Léo; Adriano, Arouca, Henrique (Leandrinho) e Felipe Anderson; Victor Andrade e Bill.

No último jogo na Vila a vitória sobre a Ponte Preta só veio com um gol milagroso de Miralles. Hoje, não nos iludamos, a vitória, se ocorrer, será na bacia das almas, depois de muita luta. Isso porque, repito, o time é inferior ao adversário. É nestas horas que o torcedor torna-se essencial. Mesmo torcedor que fez a seleção feminina de vôlei ganhar da Rússia.

Há momentos em que não dá para ser pragmático e muito menos blasé, como quer a diretoria do Santos. A situação é feia e requer o apoio de todos. Está na hora de a comissão técnica, os jogadores e a diretoria se desmamarem do Neymar, de aprenderem a sobreviver sem o garoto.

Ao santista de Santos eu faço um apelo: deixe o boteco e a tevê por assinatura de lado e vá ao Urbano Caldeira. O Santos precisa de você.

Retrospecto entre Santos e Cruzeiro

Por Wesley Miranda

Santos e Cruzeiro se enfrentaram 62 vezes ao longo da história. O Peixe ganhou 23 jogos contra 21 vitórias da raposa e 18 empates. O Santos marcou 99 gols e o Cruzeiro 92.

Em Brasileiros, desde o primeiro encontro, na Taça Brasil 1966, são 50 jogos, com 17 vitórias do alvinegro contra 18 vitórias do alviceleste e 15 empates. O time paulista marcou 77 gols e o time mineiro 74.

O artilheiro
O artilheiro santista no confronto é Pelé, com seis gols, seguido de perto por Toninho Guerreiro, com cinco, e Elano, com quatro. Veja o restante

Os primeiros jogos
O primeiro jogo entre Santos e Cruzeiro aconteceu em 1929, quando o time mineiro era Sociedade Esportiva Palestra Itália. O jogo aconteceu no antigo estádio Antonio Carlos (Barro Preto) e o Santos, com seu grande ataque dos anos 20, goleou por 7 a 3 com gols de Camarão (3), Feitiço (2) e Evangelista (2).

O time de Belo Horizonte ostentou as raízes italianas em seu nome até a segunda guerra mundial. Em 1942 passou a se chamar Esporte Clube Cruzeiro.

O segundo encontro entre as agremiações ocorreu somente após mudança do nome do time mineiro em 1944. O Santos FC ganhou novamente jogando no estádio Barro Preto, por 4 a 2, com três tentos de Antoninho Fernandes e um de pênalti de Rui.

O terceiro encontro aconteceu no Quadrangular de Belo Horizonte, no primeiro título interestadual do Santos, em 1951. Na partida de estreia do torneio, o Peixe ganhou por 4 a 3, com gols de Odair Titica (2) e Pinhegas (2).

Somente em 1954, o time mineiro jogou na Vila Belmiro. E para manter o bom retrospecto, o Santos ganhou por 4 a 2 com gols de Válter Marciano (2), Álvaro Valente e Vasconcelos.

Válter Marciano foi um dos grandes meias da história do Santos. Jogando apenas dois anos no Peixe, de 53 a 55 em 114 partidas, anotou 46 gols. Faleceu em 1961 com 30 anos em um acidente automobilístico na Espanha, quando atuava no Valência.

O primeiro jogo de Pelé contra o Cruzeiro
No fim do ano mágico de 1958, o primeiro jogo de Pelé contra o Cruzeiro. E o menino rei marcou três gols na vitória por 4 a 2 na Vila Belmiro. O canhão Pepe marcou o outro tento.

Final de 1966
O primeiro encontro entre as duas equipes em Brasileiros aconteceu na final da Taça Brasil de 1966. O Cruzeiro, campeão mineiro de 1965, eliminou Americano (RJ) (4×0 e 6×1), Grêmio (0x0 e 2×1) e Fluminense (1×0 e 3×1) para chegar de maneira absoluta na final. O Santos, então atual Pentacampeão Brasileiro, eliminou o Náutico nas semifinais em uma melhor de três (2×0, 3×5 e 4×1).

O primeiro jogo da final aconteceu no Mineirão no dia 30/11/1966, e, jogando um futebol surpreendente, o Cruzeiro de Tostão e Dirceu Lopes abriu 5 a 0 na primeira etapa. Na etapa complementar, o Peixe esboçou uma reação com dois gols de Toninho Guerreiro antes dos dez minutos, mas Dirceu Lopes fechou a goleada: 6 a 2.

Na segunda partida, no Pacaembu, em 07/12/1966, bastava apenas um empate para o time alviceleste sair com a conquista inédita. Mas Pelé e Toninho Guerreiro abriram 2 a 0 no primeiro tempo. Na etapa complementar, os mineiros apresentaram o grande futebol que tirou as atenções do eixo Rio-SP e viraram para 3 a 2 com gols de Tostão, Dirceu Lopes e Natal.

Até hoje ovacionada como uma das maiores glórias do time mineiro, a conquista da Taça Brasil 1966 foi muito importante para projeção do Cruzeiro.

Goleada no Morumbi
Na segunda fase do Brasileiro de 1983, o Santos goleou o time mineiro no Morumbi por 5 a 0 em uma jornada inspirada do futuro artilheiro do Brasileiro com 22 gols. Chulapa marcou três gols, Serginho Dourado e Paulo Isidoro completaram a goleada.

O Cruzeiro teve três jogadores expulsos ainda no primeiro tempo, como o placar já marcava 4 a 0 para o Santos, imaginou-se que a goleada seria ampliada ainda mais. Mas apenas aos 22 minutos do segundo tempo que Serginho Chulapa marcou o seu terceiro e o quinto gol do Santos. O Cruzeiro recuou totalmente sua equipe.

www.youtube.com/watch?v=WPkKFIBw4AQ

Goleada na Vila
Em jogo da 12ª rodada do Brasileiro de 1991, no dia 08/04, o Santos ganhou de 4 a 0 da Raposa com gols de Edu Maragon, Almir, Sérgio Manoel e Paulinho Mclaren, que chegou ao 10º gol no certame. O centroavante santista terminaria como artilheiro máximo com 15 gols.

www.youtube.com/watch?v=fX_zsgK3lFI

Mais uma goleada na Vila
No Brasileiro de 1994, no dia 18/09, o Santos goleou novamente na Vila o então campeão mineiro invicto. Com gols de Macedo (2), Ranielli e Guga, o Peixe ganhou de 4 a 1.

Macedo jogou na Vila de 1994 a 1998, marcando 59 gols.

www.youtube.com/watch?v=ma9lb3HfmSQ

Goleada no Mineirão
Na primeira fase do Brasileiro de 2002, o Santos ignorou o fato de ser visitante e goleou o time mineiro por 4 a 1 com gols de Elano (2), André Luis e Robinho. Esse jogo no Mineirão, no dia 13/10, acabou sendo fundamental na classificação santista, que além de disputar a vaga com o Coritiba, ficou empatado com o Cruzeiro de Luxemburgo – o Peixe superou os mineiros no saldo de gols 10 a 1.

www.youtube.com/watch?v=vmNSd_kgWN0

A última goleada
Ao longo da história, por 12 vezes o Santos ganhou do time do Cruzeiro por quatro gols ou mais. A última goleada aconteceu no dia 25/09/2010, na Arena Barueri. Marcel, Edu Dracena, Alex Sandro e Neymar marcaram na vitória de 4 a 1.

Além da bela exibição de Neymar, que marcou um golaço, o lateral esquerdo Alex Sandro foi autor de um dos gols mais bonitos do certame.

O último encontro
No último confronto entre Santos e Cruzeiro, o Peixe venceu por 1 a 0 com gol de Borges aos 12 minutos do primeiro tempo. O tento foi o 16º do centroavante, que terminaria como artilheiro com 23 gols.

Se a tradicional goleada para cima do time mineiro não veio, Neymar “goleou” com a sua simpatia nos bastidores da partida.

www.youtube.com/watch?v=BwdNHJQjyH8

Você não acha que hoje a torcida pode ser fundamental?