Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: setembro 2012 (page 1 of 6)

Empate heróico no Olímpico. E sem Neymar…

Quando Neymar foi expulso, aos 6 minutos do segundo tempo, e o Santos, dominado, já perdia por 1 a 0 em um Olímpico lotado e hostil, creio que nem mesmo os mais fanáticos poderiam acreditar que o Alvinegro Praiano evitaria a derrota. Porém, como se estivesse preparado para enfrentar o Santos apenas com Neymar, o Grêmio de Luxemburgo bambeou, enquanto os santistas se tornaram leões e, com gol de Bruno Rodrigo aos 12 minutos, foram buscar um empate importantíssimo.

Mais do que o resultado, o desempenho de alguns santistas provou que o time pode sobreviver, sim, sem a sua maior estrela. Arouca voltou a ser um monstro no meio-campo, Adriano e Bruno Rodrigo também se destacaram na marcação, Felipe Anderson novamente jogou bem, desta vez com mais consciência, acelerando ou cadenciando o jogo de acordo com o momento, e Bernardo – aquele que o Santos vai devolver ao Vasco – deu outra personalidade à equipe depois que substituiu o errático Patito Rodríguez.

É duro ver Gérson Magrão desperdiçar ataques com chutes pra Lua, Ewerton Páscoa não conseguir dar um passe paralelo para a extrema direita e Adriano se perder sempre que se aproxima da área adversária, mas era o tipo de jogo que valia mais a luta do que a categoria, e nisso não se pode dizer um “a” de nenhum santista. Garra não faltou.

Neymar estava com tanta vontade de acertar que se irritou com as faltas seguidas dos gremistas – nem os ex-santistas Zé Roberto, Elano e Pará o pouparam. Reclamou ao árbitro Nielson Nogueira Dias e levou amarelo. Em seguida se enroscou com Pará e teve vermelho direto, enquanto Pará nem recebia o amarelo.

Não acho que Neymar agiu bem. Deveria ter se controlado. Se com ele já é difícil, sem ele o Santos só consegue bons resultados às custas de muito heroismo. Porém, é inadmissível que tenham escalado o mesmo árbitro que atuou no jogo entre os dois times no primeiro turno, quando o Grêmio perdeu por 4 a 2 e jogou toda a culpa na arbitragem. Era óbvio que, na dúvida, Nielson Dias apitaria a favor do time da casa.

O curioso é que o zagueiro Bruno Rodrigo, que já tinha feito um gol decisivo na final da Recopa, marcou de novo hoje. Assim como ele, Felipe Anderson voltou a se destacar, como já o fizera na quarta-feira. A Suzana acha que sem a sombra permanente do Ganso, Felipe vai desencantar. Também começo a pensar da mesma forma. Quanto a Bernardo, não há duvida de que compõe melhor o meio-campo do que Patito.

Não sei se o meia emprestado pelo Vasco tem fôlego para os 90 minutos. Pela sua barriguinha, talvez não. Mas que é muito mais jogador do que Patito, não há a menor dúvida. Para começar, Patito perde todas as divididas, assim como perde a maioria das bolas que lhes são passadas.

Quanto a Bill, ao menos lutou muito e segurou dois becões do Grêmio lá na frente. Chegou a ganhar na força duas bolas chutadas a esmo pelos zagueiros do Santos. Enfim, hoje Bill foi um búfalo.

Esse pontinho foi importante na fuga do rebaixamento. Agora, se ganhar do Internacional, sua próxima partida, em casa, o Alvinegro Praiano começa a respirar um pouco mais e, quem sabe, ganhe ânimo para sonhos mais ousados. Esse empate no Olímpico provou que o time não morre quando fica sem Neymar.

Reveja os melhores momentos da partida:

http://youtu.be/_susqYGLK38

E você, o que sentiu ao ver Grêmio 1 x 1 Santos?


Dia de Neymar reencontrar Luxemburgo, Pará, Elano, Marquinhos…

Hoje é dia de se colocar à prova algumas convicções santistas. O técnico Vanderlei Luxemburgo e os jogadores Pará, Elano e Marquinhos foram dispensados pelo Santos com alívio, mas agora integram um time que ainda sonha com o título, enquanto ao Alvinegro Praiano só resta lutar contra o rebaixamento.

Uma vitória alvinegra será excelente; um empate, bom; mas uma derrota manterá o Santos perigosamente próximo da chamada zona da degola. Mesmo com Neymar, o toque de Midas que torna vencedor um time comum, prevê-se muitas dificuldades para este domingo de Olímpico lotado em que o Santos enfrenta o Grêmio às 18h30m, com transmissão do Sportv.

Por incrível que pareça, o Grêmio pagará 100 mil reais ao Santos pelo direito de utilizar Pará, que está emprestado ao clube gaúcho. Outro ex-santista do tricolor é o meia Zé Roberto, que o Santos tentou contratar, mas achou muito caro e por isso desistiu.

Sem Léo, machucado de novo, Muricy Ramalho deve escalar Juan ou Gérson Magrão na lateral-esquerda. O técnico já percebeu que a torcida prefere qualquer um na posição, menos Juan, porém, como o jogo será longe da Vila Belmiro, talvez volte a insistir com o lateral são-paulino.

Na lateral-direita, Bruno Peres segue machucado (assim como o ex-titular Fucile e o ex-estreante Galhardo). Peres começou a partida contra o Universidad de Chile, mas acabou substituído por Ewerton Páscoa, que talvez seja improvisado por ali.

No mais, será o mesmo time que na quarta-feira conquistou a competição sul-americana: Adriano e Arouca como volantes; Patito e Felip Anderson como meias e Neymar e André no ataque.

O Grêmio deverá iniciar a partida com Marcelo Grohe; Pará, Werley, Gilberto Silva e Anderson Pico; Fernando, Souza, Elano e Zé Roberto; Kléber e Marcelo Moreno. A arbitragem será de Nielson Nogueira Dias (PE), auxiliado por Roberto Braatz (Fifa-PR) e Clóvis Amaral da Silva (PE).

Retrospecto dos confrontos entre Santos e Grêmio

Por Wesley Miranda

Santos e Grêmio já se enfrentaram 71 vezes na história, com 32 vitórias do Peixe, 16 empates e 23 vitórias gremistas. O Santos marcou 103 gols e o Grêmio 76.

Em Brasileiros, desde seu início em 1959, são 54 confrontos, com 25 vitórias do Peixe, 13 empates e 16 vitórias do Grêmio. Setenta e quatro gols foram alvinegros e 50 tricolores. Pela Libertadores e Copa do Brasil, são dois jogos por cada competição, com uma vitória para cada lado. Em amistosos, são 13 partidas, com cinco vitórias para cada lado e três empates.

Além de amistosos, jogos em Brasileiros, Libertadores e Copas do Brasil, as duas equipes já se enfrentaram em outras ocasiões.

18/07/1995 – Santos 0x0 Grêmio – Estádio Mané Garrincha – Copa dos Campeões Mundiais

05/07/1996 – Santos 1×0 Grêmio – Estádio Mané Garrincha – Copa dos Campeões Mundiais

22/01/1996 – Santos 2×2 Grêmio – Pênaltis 3 a 0 – Vila Belmiro – Torneio de Verão

13/11/1999 – Grêmio 3×1 Santos – Estádio Olímpico – Torneio seletivo da Libertadores

17/11/1999 – Santos 0x1 Grêmio – Vila Belmiro – Torneio seletivo da Libertadores

Os artilheiros santistas
O artilheiro do confronto é Pelé, com 10 gols. O Rei do Futebol jogou contra o Grêmio em 12 oportunidades, obtendo seis vitórias, dois empates e sofrendo quatro derrotas.

Abaixo, contaremos as histórias de jogos em que ele marcou no total sete gols. Os outros gols saíram na vitória de 3 a 1 no Robertão de 68, na derrota da Taça de Prata de 69 por 2 a 1 e em um amistoso na Vila Belmiro por 2 a 0.

Na vice artilharia vários jogadores de várias épocas diferentes, como Del Vecchio, Jair Rosa Pinto (autor dos dois primeiros gols do Santos em Brasileiros), o gênio Coutinho, o Messias G10vanni (que em uma vitória de 4 a 1 na Vila Belmiro em 1995 marcou três gols), Alessandro Cambalhota, Alberto e Robinho.

O primeiro encontro: gol de Friedenreich em Lara, o craque imortal
Meses antes de conquistar o primeiro Campeonato Paulista de sua história, o Santos excursionou pelo Rio Grande do Sul para uma série de amistosos. No primeiro jogo, no dia 12/05/1935, o Santos FC empatou em 1 a 1 com o Internacional de Porto Alegre. No segundo jogo da excursão, o adversário foi o Grêmio Futebol Porto Alegrense no extinto Estádio da Chácara das Camélias. Derrota do Peixe por 3 a 2. A grande atração da partida e da excursão foi o consagrado e veterano atacante Arthur Friedenreich (com 43 anos), que anotou um dos tentos santistas na derrota, tendo outro experiente jogador, Mário Seixas, anotado o outro tento.

No gol tricolor, Eurico Lara em um de seus últimos jogos no arco gremista. O goleiro, que entrou no hino do Grêmio e na história do time gaúcho, agravou um quadro de tuberculose depois de disputar um Grenal em setembro de 1935, falecendo em novembro.

O primeiro jogo em Brasileiros, a primeira decisão
Elaborada em 1958 e criada em 1959 pela CBD, presidida por João Havelange, a Taça Brasil tinha como finalidade apontar o campeão nacional e consequentemente o representante do Brasil na Libertadores da América, que seria disputada pela primeira vez em 1960. O critério para a disputa dessa Taça Brasil era o título regional. O Grêmio, que havia conquistado o campeonato Gaúcho de 1958, e o Santos, campeão Paulista do mesmo ano, garantiram suas participações na I Taça Brasil.

Nas primeiras fases do campeonato, o Grêmio eliminou o Atlético-PR (1×0 e 1×0) e o Atlético-MG (4×1 e 1×0), passando para as semifinais.

Por ser do forte eixo Rio-SP e por uma questão de facilitar a disputa (por conta de extensas viagens), o Santos FC já tinha garantido a presença nas semifinais do campeonato.

E foi em uma semifinal de Taça Brasil que o Alvinegro de Vila Belmiro fez sua primeira partida em campeonato Brasileiro e o adversário foi o até então invicto Grêmio do zagueiro Calvet.

Na primeira partida da decisão, em 17/11/1959, na Vila Belmiro, o Santos FC aplicou uma goleada de 4 a 1 sobre os gaúchos. O experiente Jair Rosa Pinto anotou os primeiros dois gols do prélio e da história do Santos FC em Brasileiros, mas Gessi diminuiu para o time tricolor. Faltando 10 minutos para o término da partida, o gênio Coutinho aumentou e o xerife Urubatão ampliou! Santos 4×1 Grêmio.

No dia 25/11/1959, o Santos FC viajou para o Sul para a disputa da partida decisiva. O empate de 0 a 0 garantiu o Santos FC na final contra o futuro campeão Bahia.

Taça Brasil 1963 – A segunda decisão
Campeão Gaúcho de 1962, o Grêmio entrou para a disputa da Taça Brasil 1963. Nas primeiras fases, eliminou o Metropol de Santa Catarina (1×1 e 2×0) e novamente o Atlético-MG (1×1 e 2×1), credenciando para as semifinais.

Mas para azar do forte time do Grêmio, no caminho tinha um Santos, bicampeão Brasileiro, bi da Libertadores e bi Mundial.

No primeiro jogo, no Rio Grande do Sul, já no começo de 1964, mais de 50 mil pessoas compareceram na esperança da vitória do time tricolor frente ao esquadrão alvinegro de Pelé e Coutinho.

O jogo
O time gaúcho, jogando de igual para igual, abriu o marcador aos seis minutos com Paulo Lumumba. Mas o Santos FC, com o seu esquadrão, virou com gols do gênio Coutinho (2) e Pelé. Grêmio 1×3 Santos.

Nesse jogo, o lendário lance em que fez a torcida adversária aplaudir de pé. Pelé “chapelou” um adversário na meia cancha e sem deixar cair no solo tocou para Coutinho, que no alto se livrou de um marcador e voltou de cabeça para o Pelé, e, assim, foi de cabeça a cabeça até a área. O lance não resultou em gol, mas ficou para história.

O Santos do técnico Lula formou com Gylmar; Dalmo, João Carlos e Geraldino; Haroldo e Zito; Dorval, Lima, Coutinho, Pelé e Batista.

Se o primeiro confronto das semifinais já não rendeu história suficiente, o segundo foi, então, ainda mais marcante.

Jogando no Pacaembu apenas três dias depois, no dia 19/01/1964, o Grêmio viu José Macia, o Pepe, abrir o marcador aos seis minutos, com uma de suas famosas bombas de falta. O valente Grêmio, a exemplo do Santos, no Sul, virou para 3 a 1 e em apenas cinco minutos, com gols de Paulo Lumumba (2) e Marino. Ainda na primeira etapa, Pelé diminuiu para 3 a 2. Na etapa complementar, o Rei anotou mais 2 gols, aos 13′ e aos 40′, e, para completar a festa, foi para o gol depois de Gylmar ser expulso.

O Peixe formou com Gylmar (Pelé); Dalmo, João Carlos (Joel) e Geraldino; Haroldo e Zito; Batista, Lima, Coutinho, Pelé e Pepe.

Curiosidade: Pelé no gol
Pelé, o maior jogador de futebol do todos os tempos, atuou no arco santista em quatro oportunidades.

04/11/1959 – Santos 4×2 Comercial(SP) – Pelé substituiu Lalá aos 19 minutos do segundo tempo, depois do arqueiro desmaiar ao se chocar contra a trave.

19/01/1964 – Santos 4×3 Grêmio – Depois de marcar três gols, substituiu Gylmar.

14/11/1969 – Botafogo(PB) 0x3 Santos – Depois de marcar o 999º Pelé substituiu Jair Pessoa. Reza a lenda que o técnico Antoninho Fernandes pediu para o goleiro simular uma contusão para que o rei fosse para o gol. Tudo para evitar que o milésimo gol saísse em um amistoso, longe do eixo Rio-SP.

19/06/1973 – Baltimore Bays (USA) 0x4 Santos – Amistoso nos Estados Unidos em que Pelé substituiu o grande Cláudio Mauriz.

Duelo de artilheiros máximos
Depois desse confronto pela Taça Brasil de 1963, as duas agremiações só foram se encontrar no Robertão de 1967. Jogando no Estádio Olímpico, válido pela segunda rodada do certame, no dia 12 de março, o prélio terminou empatado em 1 a 1 com gols de seus goleadores máximos. Do lado do Santos, Pelé, que é o maior artilheiro santista com 1.091. Do outro lado, Alcindo, até hoje o maior artilheiro da história do Grêmio com 264 gols.

O Santos do técnico Antoninho Fernandes formou com Gylmar; Carlos Alberto Torres, Oberdan, Orlando e Rildo; Lima e Mengálvio; Amauri(Copeu), Pelé, Toninho Guerreiro e Edu.

Mais de 44 mil pessoas assistiram à partida, e a renda de NCr$ 95.375,00 foi recorde no Rio Grande do Sul!

Alcindo Martha de Freitas jogou também no Santos de 71 a 73, marcando 46 gols.

Os últimos gols de Pelé sobre o Grêmio
Em partida válida pelo Campeonato Brasileiro de 1973, no dia 12/12, no estádio do Pacaembu, o Santos goleou o Grêmio por 4 a 0 com gols de Nenê Belarmino, Brecha e Pelé (2). Esses dois tentos foram os últimos do Rei contra o time gremista.

O Santos do técnico José Macia formou com Wilson; Carlos Alberto Torres, Vicente (Hélio Pires), Marinho Perez, Zé Carlos (Turcão); Clodoaldo, Brecha, Nenê Belarmino, Pelé, Edu e Mazinho.

A terceira decisão
Depois de eliminar o São Paulo (time com melhor campanha na primeira fase) pelas quartas de final, o jovem Santos de Emerson Leão agora tinha pela frente o experiente Grêmio do técnico Tite pelas semifinais do Brasileiro 2002. O time gaúcho tinha eliminado o conterrâneo Juventude (0x0 e 1×0).

No primeiro confronto, na Vila Belmiro, o Santos não se intimidou com a força sulina e com gols do príncipe Alberto (2) e do menino Robinho, ganhou de 3 a 0, dando enorme passo para a grande final.

O Peixe do técnico Emerson Leão formou com Fábio Costa; Maurinho, André Luís, Alex e Michel; Paulo Almeida, Renato, Robert (Douglas) e Diego; Alberto e Robinho.

Mas ainda faltava o jogo no Sul, e, mesmo tendo que ganhar por três gols de diferença, a esperança gremista de reverter o resultado era grande.

O time de meninos ofensivos e inexperiente deu lugar a um time cauteloso e experiente. A tática certeira de segurar o ímpeto gaúcho, que só conseguiu o único gol do jogo aos 23 minutos do segundo tempo, com o ex-santista Rodrigo Fabri, deu certo, e o Santos voltava a disputar uma final de brasileiro depois de sete anos e garantia a volta a Libertadores depois de 18 anos.

O Peixe formou com Fábio Costa; Maurinho, Alex, André Luís e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego (Alexandre); Robinho (Robert) e Alberto.

Campeonato Brasileiro 2004 – Goleada em vão?
Na épica disputa do Brasileirão 2004, Santos e Grêmio se enfrentaram no Estádio Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto, no dia 05/12, pela antepenúltima rodada. E o Peixe goleou o Grêmio por 5 a 1 com gols de Ricardinho (2), Ávalos, Deivid e Basílio.

Apesar da estonteante goleada, que até poderia ser maior, já que antes dos 30 minutos Deivid anotava o quarto tento, o time jogou com as atenções voltadas para o confronto entre Atlético PR e São Caetano, em Curitiba, que terminou com o rival direto na disputa do título vencendo de virada por 5 a 2.

Para o Grêmio, a derrota nada interferiu, já que o time se encontrava na lanterna e matematicamente rebaixado.

O Peixe do técnico Vanderley Luxemburgo formou com Mauro; Paulo César, Ávalos, Leonardo e Léo; Fabinho, Preto Casagrande (Zé Elias), Marcinho e Ricardinho (Bóvio); Deivid (Luizinho) e Basílio.

Curiosidade: Santos FC campeão Brasileiro em 2004
O Santos foi campeão Brasileiro de 2004 com 89 pontos. Em 46 jogos, foram 27 vitórias, oito empates e 11 derrotas. Com 103 gols marcados e 58 gols sofridos.

Mesmo com os inúmeros gols mal anulados, o Santos detém até hoje o recorde de gols marcados em uma edição de um Campeonato Brasileiro.

Os principais artilheiros do oitavo título Brasileiro foram: Robinho e Deivid com 21 gols cada, Elano com 16, Basílio com 15 e Ricardinho com 11 gols.

A quarta decisão contra o Grêmio – nosso único revés
Depois de uma irretocável primeira fase de Libertadores, quando ganhou os seis jogos e sofreu apenas um gol, o invicto Santos, que tinha eliminado o Caracas nas oitavas e o América do México nas quartas, era o favorito na disputa com o irregular Grêmio pelas semifinais da Libertadores 2007.

Mas em casa o time gaúcho tinha perdido apenas uma partida no ano.

O jogo de ida
O jogo seguiu equilibrado até o zagueiro Ávalos segurar Diego Souza dentro da área e cometer pênalti. Na cobrança, Tcheco deslocou Fábio Costa e abriu o marcador. O segundo gol do Grêmio foi uma grande vacilada do zagueiro Adaílton, que errou o passe e perdeu bola para o atacante Carlos Eduardo, que puxou o ataque e marcou. A situação do Santos de Zé Roberto e Luxemburgo ficava delicada para o segundo jogo.

O jogo da volta
Apesar do Alçapão ferver, Diego Souza marcou em rara chance do Grêmio aos 23′ minutos. O gol gremista aumentava a missão santista, que precisava reverter para 4 a 1 devido aos gols qualificados.

Nos acréscimos da primeira etapa, o atacante Renatinho empatou. Logo aos 15′ minutos do segundo tempo, de novo Renatinho marcava, virando para o Santos. Aos 32′ minutos foi a vez de Zé Roberto marcar em rebote. Faltando 15 minutos para o termino do prélio era possível sonhar com mais um gol. Mas ele não veio e o Santos teve o único revés diante do Grêmio em disputas eliminatórias.

A última decisão
Com 10 anos de invencibilidade jogando no Olímpico contra o Santos, o Grêmio do técnico Silas recebeu o Peixe por mais uma semifinal de campeonato, dessa vez por uma Copa do Brasil.

O jogo
Ganso bateu corner da esquerda para André abrir o marcador de cabeça. Apenas cinco minutos depois, PH puxou contra ataque e colocou André para bater na saída de Victor! Em 20 minutos de jogo, o Santos abria 2 a 0 e ficava a impressão de que poderia ampliar ainda mais, mesmo na casa do adversário. E essa impressão aumentou quando Durval cometeu pênalti em Willian Magrão e, na cobrança, Jonas, ex-Santos, bateu e Felipe defendeu. O goleiro santista fez uma de suas melhores partidas pelo Santos.

Na etapa complementar, Dorival Jr tirou Marquinhos para a entrada de Rodrigo Mancha. A substituição custou caro para equipe e para a carreira do volante. Em dois lances perdidos por ele no meio, o atacante Borges marcou dois gols. Dorival tentou corrigir tirando o volante 10 minutos depois para entrada de Rodriguinho, mas Jonas virou aos 21′ e de novo Borges ampliou aos 30′. Com o 4 a 2 foi a vez dos tricolores pensarem que a fatura estava liquidada. Mas a sobrevida santista veio com Robinho aos 37′ em bela assistência de Paulo Henrique Ganso. Santos 4×3 Grêmio.

O jogo da volta
Cercado por muitas provocações gaúchas, os jogadores do Santos FC entraram mais motivados para o segundo jogo na Vila Belmiro. Mas o gol não saiu no amarrado primeiro tempo, e apenas no segundo tempo com PH Ganso aos seis minutos com um belo chute da intermediária. O gol desmantelou o esquema defensivo do time gaúcho e aos 24 minutos Robinho marcou um golaço de cobertura. Com os dois gols de vantagem, a fatura parecia liquidada. Então, após rebote do goleiro Felipe, Rafael Marques pegou a sobra e diminuiu aos 29 minutos. A tensão na Vila Belmiro só foi quebrada aos 40 minutos, quando, em contra ataque, Wesley fintou o selecionável Victor para dar números finais. Santos 3 x 1 Grêmio.

Quebra de 10 anos de invencibilidade gremista no Olímpico
O jejum de vitórias do Santos no Olímpico acabou no dia 25/08/2010, com a vitória de 2 a 1 com gols de Neymar e Rodriguinho.

O último encontro
Pela primeiro turno do Brasileiro de 2012, em jogo realizado na Vila Belmiro no dia 08/07, o Santos goleou o time gaúcho por 4 a 2 e conseguiu sua primeira vitória no certame, em bela atuação de Felipe Anderson e de Neymar. Os tentos foram anotados por Felipe Anderson (2), Edu Dracena e Neymar.

O Peixe formou com Rafael; Bruno Peres, Edu Dracena (Bruno Rodrigo), Durval e Juan; Adriano, Henrique, Arouca e Felipe Anderson (Ewerton Páscoa); Neymar e Victor Andrade (Geuvânio). Técnico: Muricy Ramalho.

E você, o que acha desse Santos e Grêmio?


Santistas lançam abaixo-assinado para a saída de Muricy Ramalho

Corre na Internet uma petição pública pedindo que o técnico Muricy Ramalho deixe de dirigir o Santos Futebol Clube. Seu estilo retrancado, que não condiz com o DNA ofensivo do Alvinegro Praiano, sua dificuldade de trabalhar com jogadores oriundos das divisões de base do clube, sua dificuldade de respeitar as críticas e mudar seu ponto de vista e, finalmente, suas eternas desculpas nas derrotas – jogando a culpa nos jogadores ou na diretoria – fizeram com que boa parte dos santistas perdessem a paciência com o treinador, apesar de este já ter conquistado quatro títulos em dois anos no Santos.

Como o técnico acaba de renovar contrato com o clube até o final de 2013, prevê-se que será muito difícil que a diretoria tome a decisão de demiti-lo, ou de que ele peça demissão. De qualquer forma, como este blog tem a incumbência de retratar a vontade do torcedor do Santos, não poderia deixar de noticiar esse abaixo-assinado. Se você quiser assiná-lo, é só entrar no link abaixo.

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N29160

O que você acha desse movimento pela saída de Muricy?


Chupa Rede Globo! É o meu Santos campeão de novo!

Olha o Rachid no Pacaembu registrando mais uma conquista do Peixe:


Santos conquista Recopa e lidera ranking da Conmebol

Segundo título no ano do Centenário, liderança absoluta no ranking da Conmebol, nono título internacional oficial; nova exibição primorosa de Neymar, escolhido o melhor em campo; média mantida de duas taças por ano desde 2010… Isso tudo não é pouco e justifica a comemoração pela conquista da Recopa Sul-americana, com a vitória de 2 a 0 sobre a bela equipe da Universidad de Chile, no mesmo Pacaembu em que o Santos é o time mais vezes campeão.

Porém, o que me agradou mais na noite aquecida pela paixão dos santistas foi a esperança de que André ainda se torne um grande centroavante e Felipe Anderson, que fez sua melhor partida como profissional, possa preencher a vaga deixada por Paulo Henrique Ganso.

Como disse o comentarista Mário Sérgio, da Fox, Felipe não é de prender a bola, pensar o jogo e enfiar passes precisos, como o Ganso, mas, a exemplo de Kaká, sabe dinamizar a partida, é rápido e pode se especializar em bater bem a gol. Contra La U ele até ajudou na marcação.

André se entende bem com Neymar e o lance do primeiro gol mostrou isso. Porém, é inadmissível que um jovem como ele tenha tanta dificuldade de se movimentar. Parece acima do peso, ou fora de forma. Tornando-se mais ágil e rápido, pode se tornar até melhor do que era em 2010, pois agora está mais experiente e sabe proteger a bola, fazendo a parede para quem chega de frente.

Espero que André encare esse comentário não como uma crítica, mas como um conselho. Afinando o corpo, ganhando mais leveza e velocidade, ele será um dos melhores centroavantes do Brasil.

O primeiro gol, uma obra-prima coletiva

Falei tanto do primeiro gol do Santos, aos 27 minutos do primeiro tempo, porque foi uma obra-prima de trabalho coletivo. Léo, um leão em campo enquanto teve condição física, roubou a bola na defesa, dominou com a esquerda, com o mesmo pé esquerdo passou a bola entre as pernas de seu marcador e logo, de direita, esticou na ponta para Felipe Anderson.

O garoto de 19 anos dominou com a direita e com o mesmo pé jogou a bola na frente, ganhando a frente do adversário. Seu próximo toque, de esquerda, foi um passe medido, para trás, nos pés de Neymar.

O Menino de Ouro dominou, parou a bola e tocou para André, que, dentro da área, de costas para a meta, deu um toque de volta e ao mesmo tempo saiu da frente, deixando ângulo para o chute de Neymar, que mais uma vez foi preciso, no canto direito de Jhonny Herrera.

Depois ainda houve o pênalti desperdiçado por Neymar ao final do primeiro tempo, após lance criado por ele. Ainda seguindo a mesma filosofia de aconselhar, eu diria que o melhor seria o Santos ter outra opção de cobrador de penalidades, pois o índice de erros de Neymar supera 30%, o que é muito alto para o chamado cobrador oficial.

Mas, apesar de algumas instabilidades, o Santos continuou criando oportunidades no segundo tempo e o gol de Bruno Rodrigo, após falta cobrada por Felipe Anderson, acabou definindo o jogo e o título da Recopa. Depois, em vários contra-ataques – alguns deles desperdiçados por Patito Rodríguez, outros por Neymar – o Santos poderia ter até goleado, mas não seria justo com o campeão chileno.

Para o Patito, eu diria que é essencial que se fortaleça muscularmente. Não é normal um jogador profissional perder a bola no primeiro esbarrão e muito menos chutar tão fraco. Se continuar assim, logo, logo, perderá a posição para o garoto Victor Andrade.

Bem, mas agora não é hora de admoestações. O time todo correu, lutou e os mais de 20 mil santistas que foram ao Pacaembu sairam felizes e esperançosos. Se mostrar esse espírito nos jogos restantes do Brasileiro, o Santos pode não se classificar para a Libertadores de 2013, mas ao menos mostrará que é um time que merece respeito, com ou sem a presença de Neymar.

Ficha Técnica

Decisão da Recopa Sul-americana de 2012
Pacaembu, São Paulo, 19 horas

SANTOS 2 X 0 UNI­VER­SIDAD DE CHILE

SANTOS – Ra­fael; Bruno Peres (Éwerton Páscoa), Bruno Ro­drigo, Durval e Léo (Gerson Ma­grão); Arouca, Adriano, Fe­lipe An­derson, Pato Ro­drí­guez (Mi­ralles); Neymar e André. Téc­nico: Mu­ricy Ra­malho.
GRÊMIO – Jhonny Her­rera; Ace­vedo (Paulo Ma­ga­lhães), Gon­zález, Rojas, Mena; Mar­tínez, Ro­drí­guez (Fran­cisco Castro), Arán­guiz (Ma­rino) e Lo­ren­zetti; Ubilla e Gu­tiérrez. Téc­nico: Jorge Sam­paoli.
GOLS – Neymar, aos 27 mi­nutos do pri­meiro tempo; Bruno Ro­drigo, aos 15 mi­nutos do se­gundo.
ÁR­BITRO – Martin Vás­quez (URU).
CAR­TÕES AMA­RELOS – Adriano, Durval (Santos); Rojas, Mar­tínez, Gon­zález, Lo­ren­zetti (Uni­ver­sidad de Chile).
PÚ­BLICO – 23.876 tor­ce­dores (22.388 pa­gantes).
RENDA – R$ 651.890,00.

Reveja os melhores momentos da partida

Quer saber por que o santista é tão feliz? Call Me:

E o povo canta: “Chupa Rede Globo, é o meu Santos campeão de novo!”

E você, o que achou de Santos 2 x 0 Universidad de Chile?


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