Quando Neymar foi expulso, aos 6 minutos do segundo tempo, e o Santos, dominado, já perdia por 1 a 0 em um Olímpico lotado e hostil, creio que nem mesmo os mais fanáticos poderiam acreditar que o Alvinegro Praiano evitaria a derrota. Porém, como se estivesse preparado para enfrentar o Santos apenas com Neymar, o Grêmio de Luxemburgo bambeou, enquanto os santistas se tornaram leões e, com gol de Bruno Rodrigo aos 12 minutos, foram buscar um empate importantíssimo.

Mais do que o resultado, o desempenho de alguns santistas provou que o time pode sobreviver, sim, sem a sua maior estrela. Arouca voltou a ser um monstro no meio-campo, Adriano e Bruno Rodrigo também se destacaram na marcação, Felipe Anderson novamente jogou bem, desta vez com mais consciência, acelerando ou cadenciando o jogo de acordo com o momento, e Bernardo – aquele que o Santos vai devolver ao Vasco – deu outra personalidade à equipe depois que substituiu o errático Patito Rodríguez.

É duro ver Gérson Magrão desperdiçar ataques com chutes pra Lua, Ewerton Páscoa não conseguir dar um passe paralelo para a extrema direita e Adriano se perder sempre que se aproxima da área adversária, mas era o tipo de jogo que valia mais a luta do que a categoria, e nisso não se pode dizer um “a” de nenhum santista. Garra não faltou.

Neymar estava com tanta vontade de acertar que se irritou com as faltas seguidas dos gremistas – nem os ex-santistas Zé Roberto, Elano e Pará o pouparam. Reclamou ao árbitro Nielson Nogueira Dias e levou amarelo. Em seguida se enroscou com Pará e teve vermelho direto, enquanto Pará nem recebia o amarelo.

Não acho que Neymar agiu bem. Deveria ter se controlado. Se com ele já é difícil, sem ele o Santos só consegue bons resultados às custas de muito heroismo. Porém, é inadmissível que tenham escalado o mesmo árbitro que atuou no jogo entre os dois times no primeiro turno, quando o Grêmio perdeu por 4 a 2 e jogou toda a culpa na arbitragem. Era óbvio que, na dúvida, Nielson Dias apitaria a favor do time da casa.

O curioso é que o zagueiro Bruno Rodrigo, que já tinha feito um gol decisivo na final da Recopa, marcou de novo hoje. Assim como ele, Felipe Anderson voltou a se destacar, como já o fizera na quarta-feira. A Suzana acha que sem a sombra permanente do Ganso, Felipe vai desencantar. Também começo a pensar da mesma forma. Quanto a Bernardo, não há duvida de que compõe melhor o meio-campo do que Patito.

Não sei se o meia emprestado pelo Vasco tem fôlego para os 90 minutos. Pela sua barriguinha, talvez não. Mas que é muito mais jogador do que Patito, não há a menor dúvida. Para começar, Patito perde todas as divididas, assim como perde a maioria das bolas que lhes são passadas.

Quanto a Bill, ao menos lutou muito e segurou dois becões do Grêmio lá na frente. Chegou a ganhar na força duas bolas chutadas a esmo pelos zagueiros do Santos. Enfim, hoje Bill foi um búfalo.

Esse pontinho foi importante na fuga do rebaixamento. Agora, se ganhar do Internacional, sua próxima partida, em casa, o Alvinegro Praiano começa a respirar um pouco mais e, quem sabe, ganhe ânimo para sonhos mais ousados. Esse empate no Olímpico provou que o time não morre quando fica sem Neymar.

Reveja os melhores momentos da partida:

http://youtu.be/_susqYGLK38

E você, o que sentiu ao ver Grêmio 1 x 1 Santos?