Como já escrevi antes na minha coluna do jornal Metro de Santos, o melhor que a diretoria do Alvinegro Praiano faz é não colocar empecilhos para que o Ganso possa bater as asas. Desde que um clube brasileiro pague a multa, claro. E fiquei sabendo que não é só o São Paulo que está interessado no grande meia santista. Ganso pode até ir para outro grande brasileiro que não é paulista. O telefone de Luis Álvaro não para de tocar…

Também como já escrevi, acho que Ganso e Neymar se afinaram tão bem que nunca deveriam se separar. Porém, enquanto o Menino de Ouro é feliz da vida e muito bem orientado pelo pai, Ganso seguiu os maus conselhos de seus mentores da Dis. E, como diz minha sábia mãe, “quando a cabeça não pensa, o corpo padece”.

É um craque, muito jovem ainda, e saberá superar esse momento difícil de sua carreira e ainda colocar muitos atacantes na cara do gol. Seremos eternamente gratos pelo que já fez pelo Santos, assim como esperamos que ele saiba mostrar gratidão – o que parece não ser o seu forte – pelo time que lhe permitiu ser alguém no futebol e na vida.

Prós e contras do Fundo que vem por aí

Esta semana, talvez para amenizar a crise que começou a se instalar com a derrota vexatória para o Bahia na Vila Belmiro, a diretoria do Santos anunciou que o fundo para contratar jogadores, prometido há quase três anos, finalmente sairá do papel. Num primeiro momento isso parece ótimo. Mas na verdade esse fundo é uma moeda de duas faces.

Antes, presidentes ricos colocavam dinheiro no Santos e depois o recebiam de volta. Milton Teixeira e seu filho, Marcelo, cansaram de fazer isso e conseguiram montar alguns grandes times, como o Santos de 1983/84 e a partir de 2001. Os Teixeira afirmam que perdoaram parte da dívida ou receberam juros bem menores do que um banco cobraria.

Agora, um grupo de investidores colocará dinheiro no clube e, é claro, quererá recebê-lo de volta com algum lucro. Investidores estão longe de ser padres franciscanos. As duas questões que deverão ser esclarecidas são:

1 – Quais serão os juros a serem pagos pelo Santos e o prazo de pagamento?

2 – Quem decidirá quais jogadores serão contratados? Se for para trazer apostas desesperadas como Bill, sinto que, só para usar mais um ditado popular, o tiro poderá sair pela culatra.

50 anos do primeiro título da Libertadores


Imagens de uma conquista histórica do futebol brasileiro

Na quinta-feira, 30 de agosto, completaram-se 50 anos do primeiro título do Santos na Copa Libertadores. Tratou-se da conquista mais importante de um time brasileiro até aquele momento, pois até ali não eram disputadas competições oficiais para definir o campeão sul-americano. E o Santos enfrentou nada menos do que o bicampeão do continente e campeão mundial: o clássico e aguerrido Penãrol, do Uruguai.

O futebol brasileiro e sul-americano vivia seu período áureo. Naquele mesmo ano a Seleção Brasileira tinha conquistado o bicampeonato mundial, no Chile. Nas disputas intercontinentais entre os clubes campeões da América do Sul e da Europa, o domínio era sul-americano (nos dez anos iniciais de decisões do Mundial Interclubes, de 1960 a 1969, os times do continentes somaram seis títulos, contra quatro dos europeu).

Algo impensável hoje, foi comum, até pouco mais da metade da década de 1960, assistir aos grandes europeus excursionando pela América do Sul. Aqui estava o melhor futebol, os craques, a referência técnica do esporte no planeta. Como o valor de cada conquista não pode ser avaliada apenas pela frieza burra dos números, mas sim pela época em que está inserida e pelo nível dos contendores, pode-se afirmar que aquela conquista do Santos, que seria sacramentada logo depois com o primeiro título Mundial de um time brasileiro, colocou o nosso futebol em um patamar que jamais foi alcançado novamente.

O amigo e colaborador deste blog, Wesley Miranda, produziu um vídeo sobre o primeiro este título histórico do Santos e me enviou em tempo hábil para que fosse postado na quinta-feira, dia do cinqüentenário da conquista. Porém, o blog fervia com as discussões após a derrota para o Bahia e resolvei deixar o vídeo para este sábado, um dia mais light por aqui. Divirta-se:

E amanhã, o que esperar do time contra o Sport?

Os chineses já dizem que crise é sinônimo de oportunidade. Acho que o técnico Muricy Ramalho deveria usar um pouquinho de seu salário para fazer um cursinho que ao menos mude o seu discurso. “É difícil… não é fácil… sem o Neymar e o Arouca não dá… sem o Ganso não dá…”. Isso já encheu o torcedor. Trabalha, pô!

Sem o Ganso escale o Felipe Anderson, que apesar de inexperiente ao menos mostra mais vontade e não foge das divididas. Se o Patito não estiver bem, coloque o Victor Andrade. Se os garotos seguraram as pontas nas horas difíceis, por que não podem voltar ao time agora? Será que jogando ao lado de Neymar não renderão muito mais?

Bem, e você, o que acha destes assuntos do sábado?