A Seleção Sanguessuga está formada de novo e hoje enfrentará o time B da Argentina, logo depois da novela, em Goiânia. Neymar, que está perdendo peso por ser sugado pelos vampiros da CBF, mais uma vez será obrigado a trabalhar – e apanhar – para quem não lhe paga o salário.

A Globo tentará vender o jogo como o superclássico das Américas, mas não se iluda. Será mais uma pelada totalmente dispensável. Como só podem ser utilizados jogadores em atividade no continente, o adversário é tão fraco que nos comentários do jornal Olé os leitores argentinos prevêem que o time do retranqueiro Alejandro Sabella vai tomar de quatro ou cinco. Aliás, lá, como aqui, tem muita gente torcendo contra sua seleção, justamente para que seus técnicos caiam.

Se a Seleção Brasileira já era um balcão de negócios nos tempos de Ricardo Teixeira, hoje com o titio José Maria Marin, Andrés Sanchez e Lula, virou uma máquina insaciável de fazer dinheiro e moer carne. Neymar já deixou de fazer 14 jogos pelo Santos devido às convocações para a Seleção. Ou seja, o Alvinegro Praiano está perdendo a chance de disputar a Copa Libertadores no ano que vem e ainda corre o risco de ser rebaixado este ano por causa dos conluios entre os homens que dividem o poder na Seleção Brasileira.

A orientação política da CBF é totalmente anti-santista. O que, por um lado, é bom. Pois pelos inimigos é que se conhece o caráter de um homem. Creio que o início de um movimento para que Luis Álvaro se tornasse presidente da entidade despertou a ira dos que estão se lambuzando com o poder e não querem perder o mel. Pior para o Santos, que está sendo prejudicado acintosamente por uma confederação que deveria preservar os grandes clubes e os grandes jogadores brasileiros, ao invés de exauri-los.

Uma grande diferença entre Neymar e Messi

Para quem gosta de fazer comparações entre Neymar e Messi, é importante informar que o craque do Barcelona não perdeu uma única partida do seu clube por causa da Seleção Argentina e só precisou dedicar 26 dias de 2012 à Seleção, enquanto Neymar já passou 63 dias na convivência desagradável de Menezes, Sanchez e quetais (informações do leitor Wilson de Polli).

Para este ano o Brasil teria de jogar só mais uma partida, contra a Argentina, fora de casa, em 3 de outubro. Mas a gananciosa CBF já aceitou mais dois amistosos inúteis e endinheirados: dia 11 de outubro, contra o Iraque, treinado por Zico, na Suécia, e dia 16 de outubro, contra o Japão, em Wroclam, na Polônia. E lá se vai Neymar de novo, forçado a se expor física e psicologicamente para manter o emprego de Mano Menezes e o esquema inescrupuloso que hoje controla a CBF.

Como já estava no script, Mano Menezes nega que a Seleção seja a culpada pelo cansaço de Neymar e alega, com a maior cara de pau do mundo, que lá é o lugar em que o jogador descansa mais. Ainda seguindo o script, agora que o alvinegro de Itaquera não tem mais pretensões no Campeonato Brasileiro, chegou a hora de convocar seus jogadores em massa. Portanto, esse Brasil cometerá a temeridade de ter cinco jogadores do alvinegro da Zona Leste paulistana.

A pelada nas Américas

Para este jogo inusitado, em que muitos torcedores de Brasil e Argentina torcerão contra suas Seleções, o Brasil jogará com Jefferson, Lucas Marques, Dedé, Rever e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Jadson; Lucas, Luis Fabiano e Neymar.

A Argentina, treinada por Alejandro Sabella, o Mano Menezes deles, deverá iniciar a partida com Ustari, Desábato, Seba Domínguez e Vergini; Peruzzi, Maxi Rodríguez, Braña, Guiñazu e Clemente Rodríguez; Mori (Martínez) e Mugni (Barcos).

Para comandar este falso superclássico das Américas, nada melhor do que um trio paraguaio, formado pelo bom árbitro Carlos Amarilla e seus auxiliares Rodney Aquino e Carlos Cáceres.

O jogo está armado para o Brasil ganhar bem e fortalecer a posição de Mano Menezes, Andrés Sanchez, José Maria Marin, o conselheiro Lula e o organizador da Copa Ronaldo “Femômeno”.

A nós, santistas, só nos resta torcer para que Neymar sobreviva aos pontapés adversários e às artimanhas de Mano Menezes para jogá-lo às feras se a vaca for pro brejo. Jamais torci para a Argentina, mas que uma derrota por 5 a 4, com quatro gols de Neymar, seria interessante, ah, como seria…

E você, o que espera da pelada das Américas, hoje, em Goiânia?