O elástico Victor Andrade no treino de sexta (Foto: Ivan Storti, Divulgação Santos FC)

Santos e Portuguesa, em um Pacaembu com um bom público, significam um grande momento do futebol paulista. É um clássico? Sim. Já definiu títulos, já deteve o recorde de público do Estado (116.156 pagantes na final do Paulista de 1973), já reuniu o Rei Pelé e o príncipe Ivair. O adversário é um grande? Sim. Pela história, pelo estádio, pelo belo ginásio, pelo clube e pela torcida de cerca de 300 mil paulistanos, a Portuguesa – que há pouco ganhou do Palmeiras por 3 a 0 – merece respeito. E tem um técnico que nunca posou de gênio, apesar do nome, mas está acostumado a tirar leite de pedra, tanto é que foi campeão brasileiro com o Atlético Paranaense em 2001.

Inicio este artigo falando do adversário porque às vezes a chave da vitória está em alertar seu time para as qualidades do antagonista. E vejo na Lusa uma equipe e um clube talvez mais humildes do que poderiam ser. Há outros, por exemplo, que comem mortadela e arrotam presunto, como é o caso do tricolor paulistano, que nesta semana contou vantagem por ter contratado Paulo Henrique Ganso – que, diga-se de passagem, o Santos estava louco para vender.

Como uma mentira dita muitas vezes pode parecer verdade, deve ter gente que acredita mesmo que o São Paulo seja um clube de elite. Ora, ora, ora, pois trata-se de uma agremiação mediana, historicamente preferida pela classe média baixa. Meu saudoso amigo Sérgio Baklanos, são-paulino consciente, dizia que o São Paulo era conhecido como o clube dos funcionários públicos.

Antes de adquirir o terreno no então desértico Jardim Leonor, com grandes facilidades e ajudas dadas pelo governo estadual de Laudo Natel, o tricolor possuía o Canindé, que tinha estádio de madeira e antes tinha sido de um clube alemão, oportunisticamente despojado de seu patrimônio durante a Segunda Guerra Mundial.

A origem do mito de que o São Paulo seria um clube de elite surgiu quando o Clube Atlético Paulistano, este sim um clube aristocrático e de pessoas endinheiradas, fechou suas portas para o futebol profissional, no início da década de 1930. Alguns de seus jogadores, sem eira nem beira, fundaram o São Paulo da Floresta, que viveu pouco. Depois é que surgiu o São Paulo Futebol Clube, que nasceu com uma mão na frente, outra atrás.

O são-paulino gosta de citar o Paulistano como sua origem, mas não tem nada a ver. O Paulistano ainda existe, firme e forte, localiza-se no elegante bairro dos Jardins e seu título familiar não tem preço. Isso mesmo. Está cotado em mais de meio milhão de reais, mas não tem preço porque não há mais títulos à venda. Alguém só consegue se tornar sócio do Paulistano quando um associado morre.

Enquanto isso, um título do São Paulo pode ser comprado, a qualquer dia ou hora, por 10 mil reais. Perceberam o tamanho da diferença entre o Paulistano e o São Paulo? Pois bem, como clubes, São Paulo e Portuguesa se assemelham, com a diferença de que a Portuguesa não precisou da ajuda do governo estadual para erguer o Canindé e se valeu de sua poderosa comunidade.

Santos vai de Magrão e Patito Mio

Este é o adversário do Santos sem Neymar. E o Santos sem seu principal jogador ainda está devendo uma grande exibição neste campeonato. Quem sabe, hoje. Mas vejo a provável escalação e me belisco. Muricy Ramalho deve começar a partida com Gérson Magrão no meio e deixar o garoto Victor Andrade no banco. Na lateral-esquerda, posição que parece ser a que Magrão ocupa com menos dificuldade, estão previstos Léo ou Juan. Por que, só por uma vez, o técnico não escala o time que o torcedor quer?

De qualquer forma, o time para o clássico de hoje, às 21 horas, contra a Lusa, é mais ou menos o esperado: Rafael, Douglas, Bruno Rodrigo, Durval e Léo (Juan); Éwerthon Páscoa (Adriano), Arouca, Gérson Magrão (Victor Andrade) e Felipe Anderson; Patito Rodríguez e André.

O adversário, que tem conseguido resultados surpreendentes neste Brasileiro, deverá atuar com Dida, Luis Ricardo, Valdomiro, Gustavo e Marcelo Cordeiro; Ferdinando, Léo Silva, Moisés e Boquita; Ananias e Bruno Mineiro. A arbitragem será de Raphael Claus, auxiliado por Rogério Pablos Zanardo e Bruno Salgado Rizo.

Pedimos que a diretoria do Santos fizesse promoções para atrair os torcedores e ela fez: ingressos a um real para os sócios é mais do que eu esperava. Acho que nem precisaria ser tão simbólico. Mas valeu. Oxalá essas promoções prossigam até o final do Brasileiro.

Retrospecto de Santos x Poruguesa

Por Wesley Miranda

Santos e A. Portuguesa de Desportos se enfrentaram 233 vezes com 110 vitórias do Santos contra 64 vitórias da Portuguesa e 59 empates. O Peixe marcou 456 gols e a Lusa 329.

Em Brasileiros, com o primeiro confronto no Roberto Gomes Pedrosa, de 1967, foram 27 jogos com 10 vitórias do Santos contra quatro vitórias da Portuguesa e 13 empates. O alvinegro marcou 33 gols e o rubro-verde 20 gols.

O artilheiro do confronto
O Rei é o goleador máximo do confronto com 41 gols. Contra a Lusa, Pelé jogou 42 partidas, vencendo 22 contra 12 derrotas e oito empates. No texto vamos contar algumas histórias do nosso artilheiro mor! Em segundo está Luís Matoso, o Feitiço, com 16 gols. Em terceiro, Aníbal Torres, o Camarão, com 15 gols. O gênio Coutinho, o homem que dentro da área era superior ao Rei, segundo o próprio Pelé, aparece com 14 gols.

Os primeiros encontros
Com a fusão de cinco agremiações portuguesas (Luzíadas Futebol Club, Associação 5 de Outubro, Esporte Club Lusitano, Associação Atlética Marquês de Pombal e Portugal Marinhense) foi fundada, em 1920, a Associação Portuguesa de Desportos. Sem tempo hábil para regularizar a documentação para participar do Paulista daquele ano, a Portuguesa se viu obrigada a se filiar com mais um clube, esse já inscrito na competição, a A.A.Mackenzie C. E, com essa denominação (Portuguesa/Mackenzie), o time disputou seu primeiro Paulista.

Entretanto, o confronto contra o Santos, na última rodada, não aconteceu. O time da Vila Belmiro pediu afastamento da competição e perdeu a partida por W.O. Por isso, os times se confrontaram apenas no Paulista de 1921, com duas vitórias do Santos. A primeira no dia 01/05, por 3 a 0, com gols de Constantino e Adolpho Millon Jr (2), e no segundo turno, no dia 11/12, por 2 a 0 com gols de Ary Patusca e Constantino.

No Paulista de 1922, no último jogo contra a Portuguesa/Mackenzie, Constantino marcou os dois gols do Santos na derrota por 3 a 2, no dia 30/07.

Em 1923, já com a denominação de Associação Portuguesa de Desportos, o time lusitano venceu o Santos no Parque Antártica, por 2 a 0, em partida válida pelo Paulista.

No Paulistão de 1924, o Santos goleou a Portuguesa na Vila Belmiro por 7 a 1, com gols Camarão (3), Siriri (3) e Araken Patusca. O Santos FC formou com Agne, Bilú e David; Rosa, Alfredo e Renato; Omar, Camarão, Siriri, Araken e Hugo.

Era o começo do grande ataque dos anos 20, mas ainda faltava mais uma importante peça nesse ataque…

A volta de Feitiço e a maior goleada do Santos no confronto
Depois que Feitiço foi suspenso pelo rigoroso presidente Guilherme Gonçalves, no famoso episódio com Washington Luis, no fim de 1927, foi contra a Portuguesa, em 08/07/1928, que ele voltou.

O Santos ganhou por 4 a 0, com três gols de Aníbal Torres, o Camarão, e um dele: Luís Matoso, o Feitiço. A anistia de sua suspensão veio por conta da CBD, que contava com o jogador para o amistoso contra o time escocês do Motherweel. Feitiço jogou e marcou “só” quatro gols na vitória do Brasil por 5 a 0.

No segundo turno do Paulista de 1928, na Vila Belmiro, aconteceu a maior goleada do confronto, 10 a 0 para o Santos. Quem brilhou foi o atacante Wolf, com 5 gols. Feitiço (2), Camarão (2) e Evangelista completaram a goleada!

O Santos formou com Athiê; Bilu e Aristides; Osvaldo, Júlio e Alfredo; Siriri, Camarão, Feitiço, Wolf e Evangelista.

Dois campeões no mesmo ano
Quando o Santos conquistou o seu primeiro Paulistão, em 1935, pela Liga Paulista de Futebol (LPF), ao bater o Corinthians no Parque São Jorge – por 2 a 0 – com gols de Raul Cabral e Araken Patusca, a Lusa conquistava no mesmo ano o Paulista com menos brilho, a da Associação Paulista de Esportes Atléticos (APEA), ao bater o Ypiranga.

A Apea organizou o Paulista entre 1913 até 1936, mas perdeu forças com o profissionalismo e com a ascensão da LPF, que era apoiada pela CBD.

O troco lusitano e uma lição
Demorou 28 anos para a Portuguesa aplicar a sua maior goleada em cima do Santos, um sonoro 8 a 0, no estádio do Pacaembu. O time do Canindé era um timaço com Djalma Santos, Julinho e Edmur. O jogo foi apenas três meses após a conquista do seu segundo Rio-SP, quando o time também ganhou do Santos por 5 a 1 durante a conquista.

Depois dessa goleada de 8 a 0, os jogadores santistas temiam que a direção tomasse uma medida de punição no grupo. Mas, Athiê teve a calma para deixar o trabalho fluir. No jogo seguinte, o Santos goleou o Guarani por 5 a 0 e manteve o foco no título que conquistaria dois meses depois, quebrando um jejum de 20 anos!

E se tivesse mandando o Lula embora? E com ele o Zito, o Pepe, o Urubatão, o Formiga, o Manga…

Começo da Era Pelé
Santos e Portuguesa se encontraram no mesmo Pacaembu, no dia 15 de dezembro de 1957, pelo Campeonato Paulista. O Santos já vinha sendo a sensação do campeonato por suas belas apresentações e elevado número de gols. Confirmando o melhor ataque do campeonato, Dorval abriu o marcador aos quatro minutos; Jair o homem bomba, aumentou aos 5 minutos, e Pelé marcou seu primeiro gol contra a Lusa aos 18 minutos. Antes do termino da primeira etapa, Afonsinho fez o quarto gol.

Na segunda etapa, Dorval ampliou a goleada aos 5 minutos e Pelé chegou ao seu 16º gol no campeonato aos 29 minutos! Santos 6 a 0.

Apesar da goleada, o jogo foi considerado “só” bom pelo que o atual bicampeão paulista vinha apresentando no certame. O Peixe chegava ao 56º gol no campeonato.

Reparem que no gol santista houve um revezamento de goleiros em 1957. Nesse jogo, Veludo foi o arqueiro. Ele jogou até 1958 em 24 oportunidades. As outras opções na meta santista eram Agenor Gomes, o magnífico Manga, que estreou contra a Lusa em 1951, e foi o goleiro que mais atuou na meta santista, com 404 jogos até 1959. Já o fundamental Laércio Milani que chegou junto com o veterano Jair Rosa Pinto, do Palmeiras, em 1957, em uma troca com o zagueiro Formiga e foi o terceiro goleiro que mais atuou na meta santista, 335 jogos até 1969.

Até o jogo contra a Lusa a defesa santista havia sofrido 28 gols, Veludo (15) Manga (7) e Laércio (6).

E a Lusa quase atrapalhou
Santos e Portuguesa travaram um duelo particular pela conquista do estadual de 1960. Peixe e Lusa empataram a primeira partida no Canindé por 1 a 1. No segundo turno, a Portuguesa venceu o timaço do Santos por 4 a 3 em plena Vila Belmiro. E o equilíbrio seguiu na tábua de classificação, sendo decidido apenas na última rodada, quando o Santos ganhou do então campeão Palmeiras por 2 a 1. A Portuguesa torcia por uma vitória alviverde, o que deixaria Santos e Portuguesa com 48 pontos e a necessidade de um jogo decisivo.

Esse foi o quinto título paulista do Santos e o passaporte para a disputa e conquista da Taça Brasil de 1961 e, consequentemente, a Libertadores e o Mundial de 62. E a Lusa poderia ter atrapalhado.

O primeiro confronto em Brasileiro e a estreia de Corró
Um dia após completar 55 anos, o Santos FC entrou para o confronto contra a Lusa no Pacaembu. O duelo válido pelo Roberto Gomes Pedrosa foi o primeiro encontro na história válido por campeonatos brasileiros. O jogo marcou também a estreia de Clodoaldo Tavares Santana como titular em jogos de competição. Segundo Corró, foi nesse jogo que outro grande ídolo, o capitão Zito, lhe entregou a consagrada camisa cinco. Que geração de volantes!

O jogo
Logo com um minuto de jogo, Lorico, da Portuguesa, abriu o marcador. Pelé, aos 23 minutos, marcou um golaço que poderia até gerar dúvida se foi um chute ou um cruzamento, mas vindo do melhor jogador de todos os tempos… Antes do fim da primeira etapa, aos 44 minutos, Basílio, da Portuguesa, marcava 2 a 1. Quando a derrota parecia inevitável, o árbitro Anacleto Pietrobon, o Valussi, anotou penalidade máxima para o Santos. Na cobrança, o Rei bateu, o goleiro Félix espalmou e no rebote Pelé empatou. Santos FC 2 x 2 Portuguesa.

O Santos do técnico Antoninho Fernandes formou com Gylmar, Carlos Alberto Torres, Joel Camargo, Oberdan e Rildo; Clodoaldo, Buglê, Copeu(Dorval), Ismael. Pelé e Abel.

O último título Paulista do Rei Pelé
Ao invés de ser lembrado como uma das maiores lambaças da arbitragem no futebol mundial, por que não contar que a conquista dividida em 1973 representou o último de uma série de 10 títulos estaduais de Pelé? E, com 11 gols, sua última artilharia do estadual de uma série de 11 – sendo nove seguidas, de 1957 a 1965.

O Peixe do técnico José Macia, o Pepe, formou com Cejas; Zé Carlos, Carlos Alberto, Vicente e Turcão; Clodoaldo e Léo; Jair (Brecha); Eusébio, Pelé e Edu.

O tira-teima
Os dois times já haviam se enfrentado três vezes em 1973. Uma vitória do Santos, uma da Lusa e o categórico empate na disputa do título. E pouco mais de dois meses depois, em 04/11/1973, pelo Brasileirão, o tira-teima. Era mais do que um simples jogo, era questão de honra mostrar que a divisão do título não tinha sido justa! Mas foi a Portuguesa que abriu o marcador com Tatá e ampliou com Enéas, ainda antes do fim do primeiro tempo.

Na volta do intervalo, com outro ânimo, o Santos FC diminuiu aos quatro minutos. O suficiente para despertar Pelé que, um minuto depois, empatou e, aos 19 minutos, do segundo tempo deixou mais uma de suas pinturas, ao receber belo passe do magnífico Clodoaldo.

O Santos de Pepe formou com Carlos; Carlos Alberto Torres, Vicente, Roberto, Hermes; Clodoaldo, Leo Oliveira; Mazinho, Pelé, Edu e Eusébio (Cláudio Adão).

Os dois tentos anotados pelo Rei foram os de número 79 e 80 em Brasileiros. De 1959, na Taça Brasil, até o Campeonato Brasileiro de 1974, Pelé marcou 101 gols só em nacionais.

Meninos da Vila: A definição
Quem se esquece ou nunca ouviu falar das arrancadas de Juary e suas finalizações “mortais”, os passes milimétricos de Ailton Lyra, os arremates precisos de Pita e a explosão do papinha João Paulo? A Portuguesa nunca se esquecerá do jogo do dia 17/09/78, sonoro 4 a 0 com gols de João Paulo (2), Juary e Pita.

O Peixe do técnico Chico Formiga, que venceu a Lusa dirigida por Urubatão Calvo Nunes, formou com Vitor; Nelson, Joãozinho, Neto e Fernando; Clodoaldo (Zé Carlos) e Ailton Lira; Nilton Batata, Juary, Pita e João Paulo.

Rodolfo Rodrigues do outro lado
No Campeonato Brasileiro de 1992, em jogo válido pela primeira fase, Santos e Portuguesa se enfrentaram na Vila Belmiro. No gol lusitano, um velho conhecido nosso e muito importante na história santista: Dom Rodolfo Rodriguez. No comando da Lusa, outra figura importante na história do Santos, só que dez anos depois: Emerson Leão!

O jogo
O ponta Almir abriu o marcador, aos 14 minutos, do primeiro tempo e o atacante Cilinho ampliou aos 41 do segundo tempo, dando números finais.

Em jogo contra o herói de 1984, o Santos tinha em campo o zagueiro Pedro Paulo e outro herói da história do Santos, esse de 1978, que entrou no lugar do jovem Sérgio Manoel, o veterano João Paulo, o papinha da Vila!

O Santos dirigido por Geninho formou com Sérgio; Dinho, Pedro Paulo, Luís Carlos (Marcelo Fernandes) e Marcelo Veiga; Bernardo, Axel e Sérgio Manoel (João Paulo); Almir, Paulinho e Cilinho.

O primeiro gol de Robert
Ninguém fazia ideia do que seria o Santos na campanha do Brasileiro de 1995. Mas a vitória por 2 a 0, no Canindé, em cima da Portuguesa, no dia 16/09, já dava sinais de que aquele time já não era mais o mesmo que tinha perdido os dois jogos contra a Lusa, pela fase final do Paulistão daquele mesmo ano. Os gols da partida foram de Robert (seu primeiro gol oficial com a camisa do Santos) e do Messias G10vanni.

O Santos já comandando por Cabralzinho formou com Edinho, Marquinhos Capixaba, Narciso, Jean e Marcos Adriano; Gallo, Carlinhos (Wellington), Giovanni e Robert; Jamelli e Camanducaia.

Robert jogou 251 partidas pelo Peixe e marcou 47 gols. Giovanni jogou 138 partidas e marcou a expressiva quantidade de 73 gols – só em 1995 o ídolo paraense balançou a rede 40 vezes!

Fim do jejum e rebaixamento rubro-verde
Em 2006, pela última rodada do Paulistão, os dois times se enfrentaram com objetivos bem distintos. O Alvinegro tentava quebrar um jejum de 22 anos sem o título estadual. O rubro-verde lutava para não descer de divisão. E, o segundo pior ataque da competição, não superou a defesa menos vazada. Sorte dos quase 20 mil santistas que estavam presentes na Vila Belmiro e viram Cléber Santana abrir o marcador aos 23 minutos e Leonardo, contra, ampliar aos 29 minutos do primeiro tempo.

Santos, 16º título Paulista, e a Portuguesa amargando o rebaixamento!

O Santos do técnico Luxemburgo formou com Fábio Costa, Ronaldo, Ávalos e Wendel; Fabinho, Maldonado (Heleno), Cléber Santana, Léo Lima (Tabata) e Kléber; Geílson (Magnum) e Reinaldo.

Em 2011, dois de Neymar
Depois de quatro jogos sem vitória e sem marcar, Neymar escolheu a Portuguesa para enfim desjejuar pelo Santos FC em 2011. O confronto válido pela 12ª rodada, terminou 3 a 0 para o Peixe, com dois de Neymar e um de Léo.

O Santos FC, do interino Marcelo Martelotte, formou com Rafael, Jonathan, Edu Dracena (Bruno Aguiar), Durval e Léo; Adriano, Danilo, Elano (Possebon) e Diogo; Neymar e Zé Eduardo (Maikon Leite).

Jejum
A Portuguesa não vence o Santos desde o Paulista de 2008, quando no dia 16/01 fez 2 a 0. Desde então são sete confrontos com três vitórias do Santos e quatro empates.

E você, o que tem a dizer sobre isso?