O Santos enfrentará o Vasco neste domingo na Vila Belmiro às 16:00 horas, um confronto direto para quem ainda mantém esperanças de uma classificação para a Libertadores. A distância que hoje é de 12 pontos passará a ser de 9 pontos em caso de vitória santista, com 8 rodadas e 24 pontos a serem disputados.

O sonho é alimentado por alguns fatores importantes. Amanhã jogaremos em casa, depois teremos 4 jogos em casa e 4 fora. Os 4 jogos fora serão com equipes que não têm mais nenhum objetivo ou já estão praticamente rebaixadas. Provavelmente também teremos Neymar em todos esses jogos caso ele não receba nenhuma suspensão.

Considerando os aproveitamentos atuais e a hipótese de que o Vasco não será ultrapassado por nenhuma outra equipe enquanto estiver na 4ª colocação, o Vasco marcará mais 12 pontos nas 8 rodadas finais. O aproveitamento do Santos com Neymar nos leva a projetar 17 pontos ganhos, uma diferença de 5 pontos, faltando 4 na conta hipotética. Portanto seria fundamental uma melhora de aproveitamento, com uma sequência de 7 vitórias, fora a de amanhã, para projetar uma classificação. Corremos ainda o risco de um brasileiro vencer a Sulamericana e tudo ir por água abaixo, mas enquanto for possível é fundamental que o time batalhe por este objetivo.

Pensando no time que enfrentou o Botafogo, é provável que retornem Bruno Peres e Léo, além de Henrique garantir uma vaga no meio caso não tenha risco de se lesionar novamente. André, suspenso, dará vaga para Bill. O segundo tempo do jogo contra o Botafogo credencia esse time a um voto de confiança. Jogando em casa não esperamos nada além de uma vitória, e que assim o sonho se encaminhe para se tornar cada vez mais real.

Pensando no adversário, o Vasco perdeu os principais jogadores daquele time que fez excelentes campanhas nos últimos meses. O meio campo segue sendo comandado pelo Juninho, último remanescente que se destaca pela qualidade técnica, mas o mesmo está lesionado, portanto o Santos tem tudo para ter amplo domínio do jogo se pensarmos na qualidade dos jogadores escalados.

A insatisfação que tivemos com os rumos do time durante esse ano não podem entrar em campo nessa “decisão”. O apoio da torcida pode ser fundamental para virarmos essa maré e voltarmos a ver na realidade o Santos forte que no momento está nos nossos sonhos.

Histórico de Santos x Vasco
Por Wesley Miranda

Santos FC e Vasco da Gama já se enfrentaram 110 vezes na história. O Peixe obteve 37 vitórias, contra 41 vitórias vascaínas e 32 empates. O Santos FC marcou 177 gols e o Vasco 176.

Em Brasileiros, desde o primeiro confronto, na Taça Brasil de 1965, foram 58 jogos, com 21 vitórias paulistas, contra 18 cariocas e 19 empates. O time de Vila Belmiro marcou 82 gols e o time Cruzmaltino 79.

Artilheiros do Santos FC
O maior artilheiro do Santos no confronto contra o Vasco é o maior jogador de todos os tempos: Pelé, com nove gols. O Rei enfrentou o Vasco em 21 oportunidades, vencendo nove, perdendo oito e empatando quatro.

Em seguida, vem o gênio Coutinho com oito gols. O grande ponta Dorval e o goleador Toninho Guerreiro vêm em seguida com seis gols cada. José Macia, o Pepe, e Alessandro Cambalhota aparecem com cinco gols.

O primeiro jogo
O primeiro encontro entre Santos e Vasco da Gama aconteceu justamente na inauguração do palco da próxima partida, o Estádio São Januário. O jogo, disputado no dia 24/04/1927, terminou 5 a 3 para o Santos, com gols de Evangelista (3), Araken Patusca e Omar.

O Peixe formou com Tuffy; Bilú e David Pimenta; Hugo, Julio e Alfredo; Omar, Camarão, Feitiço, Araken e Evangelista.

A direção do Vasco pediu uma revanche, que aconteceu no dia 14/07/1927, no estádio das Laranjeiras. Uma nova vitória do Santos, essa por 4 a 1, com gols de Araken Patusca (2), Evangelista e Feitiço.

Na ocasião, os jogadores do Vasco não admitiam mais uma derrota para o quadro santista e jogaram uma partida com entradas duras e violentas. Com receio da famosa disciplina do presidente Antônio Guilherme Gonçalves, os jogadores santistas não revidaram as duras jogadas do time carioca, proporcionando ao espetáculo a sua grande marca: belas jogadas, ofensividade e gols. O episódio rendeu ao Santos FC a alcunha de time da técnica e da disciplina dada pelo jornalista Carlos Gonçalves do jornal O Globo.

Goleada na Vila antes da excursão
Antes da famosa excursão de 1946, em que o Santos recebeu a alcunha de Rei do Norte do Brasil, quando ganhou 12 partidas e empatou as outras três, o Peixe fez dois amistosos na Vila Belmiro contra equipes cariocas. No primeiro jogo, perdeu para o seu coirmão São Cristovão por 2 a 1. Na segunda partida, no dia 17/11/1946, o Santos, do técnico argentino Abel Picabéa, ganhou do forte Vasco da Gama por 4 a 1, com gols de Adolfrises (2), Rui e Caxambu. Friaça diminuiu para o clube Cruzmaltino.

O Vasco havia sido campeão carioca invicto de 1945 e conquistaria da mesma maneira o título em 1947. Era o começo do expresso da vitória.

O Santos do técnico Abel Picabéa formou com Leonídio; Artigas e Expedito; Nenê, Dacunto (Alfredo) e Albertinho; Pirombá, Canhoto (Zeferino), Caxambu (Maracaí), Adolfrises e Rubens.

Combinado Santos FC / Vasco da Gama
Em meados de 1957, um torneio internacional foi criado para angariar fundos para a construção do Estádio do Morumbi. Times como Sevilla (Espanha), Lazio (Itália), Belenenses (Portugal), Dínamo Zagreb (Iugoslávia) e os brasileiros São Paulo, Flamengo, Corinthians e um combinado de Santos e Vasco da Gama disputaram o torneio.

Seria apenas mais um desses torneios que sequer entram nas estatísticas do Santos por usar jogadores de outros times. Mas o torneio teve um “detalhe” especial. No primeiro jogo, contra o Belenenses, no dia 19/06/1957, o combinado se apresentou com a camisa vascaína por jogar no Maracanã. Vitória por 6 a 1, com gols de Pelé (3), Álvaro (2) e Pepe (todos jogadores do Santos). No segundo jogo, no dia 22/06/1957, empate contra o Dínamo de Zagreb em 1 a 1, tendo Pelé anotado o tento do combinado. No terceiro jogo, no dia 26/06/1957, contra o Flamengo, novo empate em 1 a 1, e novo gol de Pelé. Na quarta partida, o combinado jogou em terras paulistanas. Agora com a camisa do Santos, empatou com o São Paulo, também em 1 a 1, em mais um tento anotado pelo menino Pelé, e outro legal anulado pelo árbitro.

Com a desclassificação dos times internacionais na primeira fase, os clubes decidiram encerrar o torneio sem que houvesse um vencedor. Mas quem ganhou mesmo foi o futebol brasileiro, já que com as boas apresentações do então menino Pelé no influente Rio de Janeiro, fez com que ele passasse a figurar nas convocações da Seleção Brasileira e se juntou aos companheiros de clube Zito, Urubatão, Del Vecchio, Pagão e Tite na disputa da Copa Roca de 1957. Era só o começo.

Rio-São Paulo 1959
Santos e Vasco da Gama se enfrentaram pela última rodada do Rio-SP no dia 17/05/1959, no Pacaembu. Para o invicto time carioca, bastava apenas o empate para ser campeão. O Santos precisava vencer novamente, depois de perder para Palmeiras e América (RJ).

O jogo
Culpado pela derrota do Brasil na Copa de 1950, o goleiro Barbosa, do Vasco da Gama, mesmo aos 38 anos, mostrou no primeiro tempo que era um grande goleiro, e segurou o empate em 0 a 0 que dava ao Vasco o título de bicampeão do torneio.

Mas logo no primeiro minuto da etapa complementar, um jovem de apenas 15 anos, que vinha conquistando seu espaço no time titular, cabeceou e venceu o veterano Barbosa. Coutinho abriu o marcador aos 19 minutos. Outro jovem, esse já consagrado com a conquista da Copa de 1958 e ostentando a alcunha de Rei do Futebol, bateu na saída de Barbosa e ampliou para 2 a 0. Pelé marcou o segundo. Mesmo com a vantagem de dois gols, o Santos seguiu pressionando, mas só ampliou aos 42 minutos, novamente com Coutinho, para sacramentar a vitória e garantir o primeiro Rio-SP da sua história.

O Peixe terminou também com o melhor ataque da competição, ao lado do Flamengo, ambos com 24 gols. O jovem Coutinho foi o artilheiro do Santos com sete gols, seguido do Rei Pelé com seis, o fenomenal Pagão com quatro, o canhão Pepe com três, o bomba Jair Rosa Pinto com dois, e o pé de valsa Dorval e o eterno capitão Zito com um gol cada.

O Peixe do técnico Lula formou com Laércio; Ramiro, Getúlio e Mourão; Álvaro e Zito (Fioti); Dorval, Jair Rosa Pinto, Coutinho, Pelé e Pepe.

Prazer, eu sou o Rei
Maracanã, sábado, dia 16/02/1963, Santos e Vasco se enfrentavam pelo Rio-SP. Era a estreia do time santista no torneio. Com 12 minutos do segundo tempo, Sabará ampliava o marcador para Vasco. Dois a 0 sobre o Santos (Ronaldo tinha marcado o primeiro aos 38′ do primeiro tempo). Entra em “campo” mais uma das grandes histórias do Rei do Futebol.

Não contente em apenas ganhar do atual campeão mundial, o zagueiro Fontana, que havia entrado no lugar de Barbosinha, passou a provocar Pelé, perguntando para o seu companheiro de zaga Brito: “Me disseram que tinha um rei em campo, você viu? E era assim, toda vez que passava na frente do camisa 10 santista”.

A partida parecia perdida quando, aos 41 minutos, Pelé diminuiu para 2 a 1. Aos 42, Pelé passou por Brito, passou por Fontana e empatou o jogo, calando os mais de 29 mil vascaínos presentes no Maracanã.

Ao invés de comemorar com seu gesto habitual de socar o ar, Pelé foi até os barbantes do gol de Ita, pegou a bola, se dirigiu a Fontana, e disse: “Prazer, eu sou o Rei”.

Outra versão da história conta que Pelé ofereceu a bola de presente para a mãe de Fontana. Lenda ou fato, essa foi a única vez que Pelé marcou 2 tentos em cima do time Cruzmaltino. Já da para imaginar o motivo.

O Peixe formou com Gylmar; Dalmo, Mauro e Zé Carlos (Tite); Calvet e Lima; Dorval, Mengálvio, Pagão (Toninho), Pelé e Pepe

O Santos terminou campeão do Rio-SP 1963 com uma rodada de antecedência ao vencer o Flamengo no Maracanã por 3 a 0, com gols de Coutinho, Dorval e Pelé, que terminou como artilheiro do certame com 14 gols.

Pentacampeão exclusivo
O primeiro encontro entre Santos e Vasco em Brasileiros aconteceu na decisão da Taça Brasil de 1965.

Até então, atual Tetracampeão Brasileiro, o Santos eliminou nas semifinais o Palmeiras (4 a 2 e 1 a 1). O Vasco da Gama chegou à final depois de eliminar o Náutico (2 a 2 e 1 a 0) do artilheiro da competição Bita (nove gols).

A primeira partida, disputada no Pacaembu no dia 01/12/1965, terminou com uma goleada para a equipe santista: 5 a 1 com gols de Dorval (2), Toninho Guerreiro (2) e Coutinho. Célio anotou o único gol carioca.

O Peixe de Lula formou com Gylmar; Carlos Alberto Torres, Mauro Ramos de Oliveira e Geraldino; Lima e Orlando Peçanha; Dorval, Mengálvio, Coutinho (Toninho), Pelé e Pepe.

Mesmo com a goleada sofrida em São Paulo, bastava um vitória simples para o clube da Colina provocar uma terceira partida. Ela não veio, “lá atrás”, Gylmar, em ótima jornada, fez belas intervenções. “Lá na frente”, Pelé, que havia sido muito bem marcado no primeiro jogo, marcou o gol do título aos 21′ minutos do segundo tempo.

Depois do gol santista, o nervosismo tomou conta dos jogadores cariocas e contagiou os santistas. O árbitro da partida, Armando Marques, expulsou Zezinho, Ananias e Luizinho pelo Vasco e o Curinga Lima, o lateral esquerdo Geraldino, o zagueiro Orlando Peçanha e o Rei Pelé pelo Santos.

As expulsões não mudaram o marcador e o Santos se sagrou o legítimo Pentacampeão Brasileiro, feito inalcançável até o presente momento.

Conquista do sexto título Brasileiro
Três anos depois de decidirem a Taça Brasil de 1965, Santos e Vasco voltavam para o mesmo Maracanã para a decisão do Roberto Gomes Pedrosa 1968. A partida foi válida pelo quadrangular que tinha, além de Santos e Vasco, Palmeiras e Internacional.

Na última rodada, Palmeiras e Inter tinham chances de conquistar o título desde que o Vasco ganhasse do Santos. Para o time carioca ficar com a taça, a vitória tinha que ser por três gols de diferença, e uma combinação do resultado do jogo entre Inter e Palmeiras, que acontecia simultaneamente no Sul.

Tranquilo na disputa, o Santos abriu 2 a 0 ainda no primeiro tempo, com gols de Toninho Guerreiro e Pelé. Bianchini ainda diminuiu para o Vasco no começo da segunda etapa, mas o resultado de 2 a 1 deu ao Santos FC o sexto título nacional!

O Santos do técnico Antoninho Fernandes formou com Cláudio; Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado, Marçal e Rildo; Clodoaldo e Lima; Edu, Toninho (Douglas), Pelé e Abel (Laércio)

O milésimo do Rei
A partida do dia 19/11/1969 poderia ter sido só mais uma na história entre Santos e Vasco, já que não valia título e as duas equipes não vinham bem no campeonato. Mas o “simples” detalhe de ser esse o jogo em que Pelé marcou o seu milésimo gol transforma a partida na mais importante da história!

Pela expectativa do milésimo gol, 65 mil torcedores estiveram presentes no maior estádio do mundo. Mas foi o Vasco da Gama que abriu o marcador, aos 16 minutos, com Benetti. Pelé ainda acertou o travessão, mas o primeiro tempo terminou 1 a 0 para o Vasco.

Logo aos 10 minutos da segunda etapa, Renê marcou contra o gol de empate santista. E Pelé seguiu pressionando em busca do tento. O time santista jogou para que Pelé marcasse. Carlos Alberto Torres, Rildo, Lima, Manoel Maria, Edu, Abel todos procuravam colocar o Rei em condições de marcar. Até que, do pé de Clodoaldo Tavares Santana, sai o passe que colocou o Rei na cara do goleiro Andrada. O zagueiro Renê derrubou Pelé e cometeu o pênalti. Expectativa no Maracanã.

Como em uma disputa de penalidade, o restante dos jogadores do Santos se posicionaram em cima da linha de meio campo. Naquele momento, eram só o Rei, a bola, as traves e o goleiro argentino Andrada. Pelé, ao seu estilo, bateu no canto esquerdo do arqueiro e marcou o tão sonhado milésimo gol.

O Santos do técnico Antoninho Fernandes formou com Agnaldo; Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado, Djalma Dias (Joel Camargo) e Rildo; Clodoaldo e Lima; Manoel Maria, Edu, Pelé (Jair Bala) e Abel

O último gol do rei em Brasileiro
Há exatos 38 anos, em 21/07/1974, que Pelé marcou seu último gol em um Campeonato Brasileiro. A partida contra o Vasco da Gama, o mesmo adversário do milésimo gol, no mesmo Andrada, no mesmo Maracanã, só que com o placar inverso: 2 a 1 para os cariocas. O jogo era válido pela primeira rodada do quadrangular final do Brasileiro de 1974.

O primeiro tempo foi amplamente dominado pelo time Cruzmaltino, que saiu na frente aos 15 minutos com Luis Carlos. Na volta do intervalo, com a entrada de Claudio Adão no lugar de Nenê, o domínio foi do Santos. O gol de empate saiu aos 30 minutos em cobrança de falta de Pelé. Porém, aos 43 minutos, em cobrança de escanteio, Roberto Dinamite desviou e garantiu os 2 a 1. Mais de 98 mil pessoas estiveram presente nas arquibancadas do Maracanã.

O Vasco terminou como campeão Brasileiro daquele ano, o primeiro de seus quatro títulos.

Um centroavante chamado EDU
Já sem chances de título, Santos e Vasco se enfrentaram no Pacaembu no dia 09/12/1971. Promovendo alterações na equipe o técnico do Santos, o ídolo Mauro Ramos de Oliveira, deslocou o ponta Edu para o meio do ataque para fazer dupla com Pelé. Deu certo, e o Santos goleou o time cruzmaltino por 4 a 0 com gols de Edu(2) Jader e Léo.

O Peixe formou com Cejas; Orlando (Pitico) , Paulo , Oberdan e Rildo ;Léo e Dicá ; Jader, Edu, Pelé (Mazinho) e Ferreira

Paulinho Maclaren 3 x 3 Bebeto
Mesmo em tempos difíceis, chamados como épocas das vacas magras, o Santos fez grandes jogos que não saem da memória da torcida. Um desses jogos foi um Santos e Vasco da Gama no estádio do Maracanã, no dia 07/06/1992, válido pela segunda fase do Brasileiro.

O duelo de gols entre o centroavante Paulinho Maclaren (artilheiro do Brasileiro 1991 com 15 gols) e o consagrado atacante Bebeto (artilheiro do Brasileiro 1992 com 18 gols), com três gols cada. Empate um jogo histórico em que o futebol saiu o vencedor.

O Santos do técnico Geninho formou com Sérgio, Dinho, Pedro Paulo, Luis Carlos (Guga) e Flavinho; Axel, Bernardo e Ranielli (Serginho Fraldinha); Cilinho, Paulinho e Almir.

Rio-São Paulo 1997
A estreia do Rio-SP 97 foi no estádio do Morumbi, empate em 2 a 2 com o Vasco da Gama. O resultado foi injusto, o Vasco era um bom time, ganharia o Brasileiro naquele ano, mas o Santos dominou o jogo do começo ao fim. Carlinhos e Macedo marcaram para o Santos, que sairia com a vitória por 2 a 1. Porém, o regulamento inovador para diminuir o número de faltas no futebol, favoreceu o time Cruzmaltino. Após a 15ª falta, fosse onde fosse, gerava um tiro livre direto da entrada da grande área. E foi assim que o Vasco chegou ao empate. Injusto, mas o torcedor saiu satisfeito com o que viu. Era o começo do trabalho de Luxemburgo.

O jogo da volta
O segundo jogo foi disputado em São Januário, e o resultado foi outro empate, esse 3 a 3, com gols de Alessandro Cambalhota (2) e Macedo. O Vasco fez dois gols com o inovador tiro livre. O resultado levou a disputa para os pênaltis e o Santos venceu por 4 a 3.

O Santos de Luxemburgo que venceu o Vasco de Felipe e Juninho formou com Zetti, Anderson, Sandro, Ronaldão e Dutra; Marcos Assunção, Vágner, Piá (Juari) e Robert; Alessandro e Macedo (Fumaça).

O Santos terminou como campeão do Rio-SP 1997. Foi a quinta conquista santista no torneio.

Supercopa da Libertadores 1997
Santos e Vasco da Gama nunca se enfrentaram em uma Libertadores. Mas, em 1997, os times se encontraram pela última edição da Supercopa da Libertadores. O torneio que reunia os campeões da América ganhou, nessa edição, a participação do clube carioca graças ao reconhecimento da Conmebol a conquista do título Sul-Americano de 1948 – torneio antecessor a Libertadores de 1960.

Santos, Vasco, River Plate e Racing integraram o grupo 3. Em jogos de turno e returno, só o melhor se classificava para a segunda fase.

No dia 28/08, o Santos perdeu de 2 a 1 para o Vasco jogando em São Januário. Marcelo Passos fez o gol do Santos.

No dia 16/10, na Vila Belmiro, o Vasco triunfou novamente por 2 a 1. O paraguaio Baez marcou o gol santista.

Apesar das duas vitórias, o Vasco foi eliminado junto com o Santos. O River Plate, que terminaria campeão em cima do São Paulo, passou em primeiro lugar no grupo.

A nota é que a única derrota no torneio do time argentino, que tinha sido campeão da Libertadores 1996, aconteceu para o Santos, na Vila Belmiro, no dia 22/10, por 2 a 1, com gols de Élder e Macedo.

Rio-São Paulo 1999
Depois do Santos eliminar o Botafogo nas semifinais vencendo os dois jogos (1 a 0 e 2 a 0) e o Vasco eliminar o São Paulo(2 a 3 e 3 a 1), as duas equipes voltavam a decidir um título do Rio-SP.

No primeiro jogo, no estádio do Maracanã, no dia 28/02/1999, o Vasco da Gama, até então atual campeão da Libertadores, ganhou por 3 a 1 com gols de Mauro Galvão, Juninho Pernambuco e Zezinho, tendo Alessandro Cambalhota anotado o gol santista.

Mesmo tendo que reverter o resultado adverso, mais de 30 mil torcedores santistas compareceram ao Morumbi no dia 03/03. Mas foi o Vasco, no fim da primeira etapa, que abriu o marcador com o lateral Zé Maria. Na segunda etapa, um gol relâmpago do Santos. Antes do primeiro minuto, Alessandro Cambalhota empatava, marcando seu quinto gol na competição e se tornando um dos artilheiros do certame. O Vasco segurou, e ainda ampliou com Juninho Pernambucano aos 29 minutos. Essa foi a terceira conquista de Rio-SP do clube carioca.

O oitavo título Brasileiro
Como esquecer do Vasco da Gama na conquista do título Brasileiro de 2004? Na última rodada, o Santos teve que vencer o clube carioca para assegurar o sofrido título. Na penúltima, teve que torcer muito para o time carioca vencer o adversário direto na corrida pelo certame. Com o gol do zagueiro Henrique, aos 21 minutos do segundo tempo, o Vasco ganhou do Atlético-PR e se livrou da ameaça do rebaixamento. Ao mesmo tempo, o Santos ganhava do São Caetano por 3 a 0 e assumia a liderança do campeonato.

No dia 19/12/2004, o Santos enfrentava o aliviado Vasco da Gama, com a volta do aliviado Robinho. O Santos abriu 2 a 0 ainda no primeiro tempo, com gols de Ricardinho em cobrança de falta e Elano de cabeça. No segundo tempo, Robinho chegou a coroar a sua presença com o seu 22º gol no Brasileiro, mas o bandeira anotou impedimento inexistente. Mais um gol anulado naquele campeonato. Nem mesmo o gol de Marco Brito para o Vasco diminuiu a empolgação da torcida santista, que explodiu no Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto, na conquista do oitavo título Brasileiro da história do Santos. De quebra, o Santos marcou 103 gols e detém o recorde da competição.

O Santos formou com Mauro; Paulo César, Ávalos, Leonardo e Léo; Fabinho, Preto Casagrande (Bóvio), Ricardinho e Elano (Marcinho); Deivid e Basílio (William). Técnico: Vanderlei Luxemburgo

A última vitória
Motivado com as voltas de PH Ganso e Borges, o Santos, em preparação para disputa do mundial, enfrentou o Vasco da Gama na Vila Belmiro no dia 06/11/2011, pela 33ª rodada do Brasileiro. Para Neymar, era a chance de mostrar que poderia ser eleito o melhor do mundo pela FIFA. Para o Santos, era a chance de reverter a derrota do primeiro turno em São Januário por 2 a 0.

O jogo
Neymar abriu o marcador logo aos três minutos em cobrança de falta. Sem apresentar forças para reagir, o time carioca viu Borges ampliar para 2 a 0 aos 28 minutos do segundo tempo, dando números finais ao prélio. O gol de número 23 do centroavante quebrou um recorde santista que era de Serginho Chulapa, que havia marcado 22 gols no Brasileiro de 1983.

O Santos de Muricy Ramalho formou com Rafael; Danilo, Edu Dracena, Bruno Rodrigo e Durval; Adriano, Henrique, Arouca e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Borges (Alan Kardec).