Hoje as 18:30 o Santos enfrentará a Ponte Preta em Campinas, valendo uma marca inédita no ano. Sem maiores objetivos no campeonato, o time pode emplacar o sétimo jogo seguido sem derrotas, garantindo a melhor sequência invicta no ano. Se a vaga na Libertadores está muito difícil, é fundamental encontrar um esquema de jogo vitorioso e avaliar quais jogadores serão úteis dentro dessa proposta pensando no ano que vem. Seria importante também o técnico já ter ciência de quais reforços seriam contratados para que o planejamento fosse mais preciso, mas aparentemente as coisas estão devagar nesse sentido.

Apenas com a lesão de Léo no último jogo, o time vai com uma formação semelhante à última partida, com Rafael; Bruno Peres, Bruno Rodrigo, Durval e Gérson Magrão; Adriano, Arouca, Henrique e Felipe Anderson; Neymar e Miralles. Neymar poderá atuar graças a um efeito suspensivo, sua suspensão valerá apenas após a análise do recurso e é possível que a pena seja revista.

Ficamos na expectativa de saber se Muricy conseguirá implantar um esquema de jogo com Neymar no time ou se veremos novamente um time com uma única jogada, a bola no Neymar.

Retrospecto de Santos x Ponte Preta
Por Wesley Miranda

Santos FC e Ponte Preta já se enfrentaram 116 vezes ao longo da história, com 66 vitórias praianas contra 27 vitórias campineiras e 23 empates. O Peixe marcou 229 gols e a Macaca 131.

Em Brasileiros, desde o primeiro encontro, no Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970, são 19 jogos, com nove vitórias do Santos contra seis vitórias da Ponte Preta e quatro empates. O time das praias fez 36 gols e o time do interior 23.

O artilheiro santista no confronto
Na liderança da tábua de artilheiros santista está José Macia, o Pepe, com 15 gols, seguido por Pelé, com 12, Tite, com oito, e Coutinho, com sete. Dorval e Vasconcelos, ambos com seis, e Álvaro, com cinco, completam a lista de maiores goleadores do Peixe no confronto contra a Macaca.

Os primeiros confrontos
O primeiro encontro dos alvinegros aconteceu no dia 04/04/1926, na Vila Belmiro. O time campineiro surpreendeu e ganhou por 4 a 3. Aníbal Torres, mais conhecido por Camarão, marcou dois gols do Santos e Requião completou.

O Santos descontou quatro anos depois, no segundo confronto, no dia 20/04/1930, na Vila Belmiro: 5 a 3, com gols de Feitiço (2), Franco II (2) e Paulino. Segundo o pesquisador Guilherme Nascimento, esse jogo foi pró asilo dos inválidos.

No ano seguinte, foi a vez do Santos jogar fora de seus domínios, no dia 18/01/1931, nova vitória santista por 3 a 1, com gols de Camarão, Mario Seixas e um gol contra – o primeiro dos nove gols contra da Ponte Preta na história do confronto.

As maiores goleadas da história do Santos FC
Quando pensamos em Santos e suas goleadas, lembramos especialmente do autor de 1.091 gols na história do time: Pelé. Mas, curiosamente, o Alvinegro tem no seu histórico duas goleadas por 12 a 1, uma frente ao Ypiranga, em 1927, com aquele famoso ataque do 100 gols, e a outra em cima da Ponte Preta, em 1959, e Pelé não esteve em nenhuma das maiores goleadas da história. Contra a Ponte Preta, no dia 19/11/1959, na Vila Belmiro, bastou Coutinho e Pepe estarem em campo.

O jogo
Dalmo, Pagão e Mourão não tiveram preocupação na parte defensiva, e até o defensor Formiga foi mais ao ataque. Zito e Jair, mesmo sem muitas condições físicas, fizeram valer a técnica que tinham. No ataque, Dorval destoou um pouco de seus companheiros e chegou a perder algumas chances. Mas Agnaldo, que teve a enorme responsabilidade de substituir Pelé, foi bem, marcando dois gols. Pepe anotou quatro e Coutinho cinco dos doze gols.

O Santos do técnico Lula formou com Manga; Dalmo, Pavão, Mourão, Formiga e Zito; Dorval, Jair, Coutinho, Agnaldo e Pepe.

No ano de 1959, o Santos estabeleceu o ataque mais arrasador de sua história, com 342 gols nos 99 jogos realizados naquele ano!

Vinte e dois gols em três jogos contra a Ponte Preta
Depois da goleada de 12 a 1, em 1959, os times voltaram a se enfrentar na Vila Belmiro na estreia do Campeonato Paulista de 1960, no dia 17/07. O Santos goleou novamente, de uma forma mais “contida”: 6 a 3, com gols de Pepe (2), Pelé, Mengálvio, Dorval e Darci, que marcou contra a favor do Santos.

No dia 23/10/1960, Santos e Ponte se enfrentaram no Moisés Lucarelli pelo returno do Paulistão. O Peixe abriu o marcador no primeiro minuto de jogo com o fenomenal Pagão. Pelé ampliou aos 27 minutos, e estabeleceu a vitória parcial de 2 a 0. Logo no começo da segunda etapa, Armandinho devolveu o gol relâmpago e diminuiu antes do primeiro minuto. Mas Pepe, de pênalti, aos 14 minutos, e o gênio Coutinho, aos 42, decretaram a goleada por 4 a 1. Ninguém poderia imaginar que esse confronto ficaria tanto tempo sem acontecer depois dessa goleada.

O Peixe de Lula formou com Laércio; Fioti, Calvet e Dalmo; Formiga e Zito; Sormani, Jair (Coutinho), Pagão, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.

Pelé e o recorde de público
Com ausência de uma década de duelos, o primeiro confronto do Santos de Pelé depois do longo jejum no Moisés Lucarelli fez o estádio receber um público oficial de 33.500 torcedores. Porém, mais de 40 mil torcedores estavam presentes na vitória do Santos por 1 a 0, com gol de Douglas Franklin, em 16 de agosto de 1970. E esse é o recorde de público do Majestoso.

O Santos formou com Joel; Carlos Alberto, Ramos Delgado, Joel e Rildo; Clodoaldo e Lima; Manuel Maria, Douglas, Pelé e Edu (Abel).

A despedida do Rei
Na partida do Paulistão do dia 02/10/1974, justamente contra a Ponte Preta, que Pelé decidiu até então encerrar a carreira. Estádio que foi palco de muitas alegrias, a Vila Belmiro lotou para ver pela última vez o Atleta do Século em ação com a camisa santista. O Rei, que jogou contundido, aguentou só até aos 23 minutos da primeira etapa. Pelé se ajoelhou no centro do gramado, abriu os braços em uma forma de agradecimento, se despediu emocionado e emocionando.

Nesse jogo o Peixe atuou com Cejas, Wilsom, Vicente, Bianque e Zé Carlos. Léo e Brecha. Cláudio Adão, Da Silva, Pelé (Gilson) e Edú. Técnico Elba de Pádua Lima, o Tim.

Pelé, que decidiu encerrar a carreira jovem, aos 34 anos, para parar no auge, poderia, sim, jogar no Santos no mínimo por mais quatro, cinco anos. Reveja esse jogo contra a Ponte Preta, no dia 20/05/1973, no último título Paulista do Rei e tire suas conclusões (o número 9 é Eusébio, que faleceu aos 58 anos, em 2010, em um acidente automobilístico).

O Santos do técnico José Macia, o Pepe, formou com Cejas; Zé Carlos, Marinho, Vicente e Turcão; Clodoaldo e Brecha; Jair (Alcindo), Pelé e Edu.

Os Meninos da Vila X maior Ponte da história
A Ponte era um timaço em 1978, tinha Dicá e três jogadores que foram para a Copa de 78, na Argentina: o goleiro Carlos e os zagueiros Oscar e Polozzi. Um excelente time, um dos maiores do Brasil no fim dos anos 70. Esse time fez alguns grandes duelos decisivos com os meninos da Vila de Chico Formiga no longo Campeonato Paulista de 1978.

Semifinal do primeiro turno: com um golaço de falta de Ailton Lira, o Santos venceu por 1 a 0 e foi para a final do turno contra o Corinthians.

O Santos do técnico Formiga formou com Vitor; Nélson, Joãozinho, Neto e Gilberto; Clodoaldo, Ailton Lira e Pita; Nilton Batata, Claudinho (Célio) e João Paulo.

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Semifinal do segundo turno: a Ponte venceu por 2 a 1, com gols de Lúcio e Jorge Campos. Claudinho fez o gol santista.

Na penúltima rodada do terceiro turno, o Santos bateu a Ponte por 2 a 0, com gols de Juary e, de novo, Ailton Lira, de falta, marcando outro golaço.

O Santos ainda contou com uma vitória da Ponte sobre o Juventus para se classificar para a semifinal como o segundo do grupo.

O Santos formou com Vitor; Nelson, Joãozinho, Neto e Gilberto; Toninho Vieira e Ailton Lira; Nilton Batata, Pita, Juary e João Paulo. Técnico: Chico Formiga

Além desses três confrontos, Santos e Ponte se enfrentaram no início do Paulista. No dia 03/09, no Moisés Lucarelli, mais de 33 mil pessoas viram o empate em 2 a 2. Os gols do Santos saíram já perto do fim do jogo, com João Paulo, aos 38 minutos, e Juary, aos 40.

Goleada santista
Em jogo válido da 34ª rodada do Paulistão de 1987, o Santos goleou impiedosamente a Macaca por 6 a 1 na Vila Belmiro. O atacante Luis Carlos marcou quatro tentos nessa partida, e Mendonça os outros dois.

Rodolfo Rodriguez; Paulo Vargas, Nildo, Pedro Paulo e Claudinho; Cesar Sampaio, Mendonça e Hugo de León (Marquinhos); Osvaldo (Osmarzinho), Luis Carlos e Arizinho. Técnico: Candinho.

Números amarelos
Em partida do Campeonato Brasileiro de 1999, no dia 09/10, o Santos foi ao Moisés Lucarelli e perdeu para a Ponte Preta por 2 a 0 com gols de Piá (ex-Santos) e Vaguinho.

A curiosa nota do jogo foi a entrada dos dois times com suas camisas brancas. O árbitro da partida, Edílson Pereira de Carvalho, solicitou a troca de uniforme, e o Santos, por ser o visitante, jogou com o seu uniforme preto com números e patrocínio amarelos. O jogo teve seu inicio retardado.

O Peixe treinado por Paulo Autuori formou com Zetti; Ceará, Cláudio, Valdir e Gustavo Nery (Rodrigão); Élson, Marcos Basílio, Eduardo Marques (Caíco) e Aílton; Lúcio e Dodô.

Duplo 4 a 0 em 2004
Nos dois jogos em que o Santos enfrentou a Ponte Preta no épico Brasileiro de 2004 ganhou os dois jogos por 4 a 0!

No primeiro confronto no dia 07/07, mesmo jogando no Moisés Lucarelli, o Santos goleou com gols de Elano, Preto Casagrande, Basílio e Robinho e aproximou dos líderes. Essa foi quinta vitória do Santos que tinha batido Corinthians, Vitória, Internacional e Guarani.

O Santos desfalcado de Diego formou com Tápia, Flávio, André Luis, Domingos e Paulo César; Bóvio, Preto Casagrande, Ricardinho (Luis Augusto) e Elano (Marcinho); Deivid (Basílio) e Robinho.Técnico: Vanderlei Luxemburgo

No segundo turno, no dia 16/10 o Santos goleou com gols de Ricardinho (2), Deivid e Preto Casagrande e se despediu da Vila Belmiro no certame devido as punições do STJD que tanto atromentaram o torcedor.

O Peixe formou com Mauro; Paulo César, Leonardo, André Luís e Léo; Fabinho, Preto Casagrande (Ricardo Bóvio), Ricardinho (Zé Elias) e Elano (Marcinho); Robinho e Deivid. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Kléber Pereira em dia de Pepe
Em 5 de abril de 2009, no Majestoso, o Santos precisava vencer a Ponte, vice do Paulista de 2008, para se classificar para as semifinais. Kléber Pereira marcou primeiro aos 38 minutos de jogo, colocando o Santos em vantagem no primeiro tempo. Na volta do intervalo, a Ponte Preta do goleiro Aranha fez mais que só cumprir tabela ao fazer dois gols relâmpagos e virar o jogo. O resultado eliminava o Santos e classificava a Portuguesa. Mas, aos 37 minutos do segundo tempo, Kléber Pereira iniciou a reação com o gol de empate e consolidou a classificação ao converter um pênalti aos 43 minutos! Um jogo histórico do time das viradas.

O Santos do técnico Vagner Mancini formou com Fábio Costa, Luizinho, Domingos, Fabiano Eller e Pará; Roberto Brum (Roni), Rodrigo Souto, Paulo Henrique (Molina) e Madson; Neymar (Robinho) e Kleber Pereira

A última decisão
Apesar de estar dividindo a atenção com a Libertadores, o Santos era o grande favorito das quartas de final do Paulista de 2011. Mas a Ponte, invicta contra os grandes, vendeu caro a derrota, mesmo jogando na Vila Belmiro. O gol da classificação saiu aos 20 minutos, dos pés do iluminado Neymar.

O Santos do técnico Muricy Ramalho formou com Rafael; Jonathan, Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro); Arouca, Danilo, Elano (Adriano) e Ganso; Neymar e Zé Eduardo (Keirrison).

A última goleada
Pela primeira fase do Campeonato Paulista 2012, Santos e Ponte se enfrentaram no dia 25/02, na Arena Barueri. O Peixe queria confirmar sua boa fase e conseguir a quinta vitória consecutiva. A Macaca lutava para se manter no G8.

Um dos maiores jogos do Santos no ano de 2012 só teve gol aos 27 minutos, com Neymar, e ampliado com Ganso, aos 34.

Na segunda etapa, Uendel, aos seis minutos, diminui para a Ponte, mas Ferron, aos 11, marcou contra o terceiro do Peixe! O zagueiro Edu Dracena ainda marcou dois gols e Neymar completou a goleada com mais um gol!

No fim, 6 a 1 para o Santos e a Ponte teve três jogadores expulsos: Cicinho, Guilherme e Renato Cajá.

Apesar da goleada, a Ponte Preta fez boa campanha, e só foi eliminada no derby campineiro nas semifinais.

O Santos formou com Rafael; Fucile (Crystian), Edu Dracena, Durval e Juan; Henrique (Alan Kardec), Arouca, Ibson (Elano) e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Borges. Técnico: Muricy Ramalho

O último confronto
Pelo primeiro turno do Brasileiro no dia 29/07 o Santos ganhou por 2 a 1 com gol de Bruno Peres e Miralles aos 40 do segundo tempo! Com esse resultado o Santos quebrou uma sequencia negativa de quatro jogos sem vitórias e deixou a zona de rebaixamento.

O desfalcado Santos formou com Aranha; Bruno Peres, Bruno Rodrigo, Durval e Léo; Adriano, Henrique, Arouca e Felipe Anderson (David Braz); Victor Andrade (Miralles) e Bill. Técnico: Muricy Ramalho