Quando pensamos no clássico alvinegro Santos e Botafogo a primeira coisa que nos vem a cabeça são os grandes jogos da década de 60, que envolviam grande expectativa por parte de todos e sempre retribuía com um desfile de técnica em campo.

Para nossa infelicidade a realidade é bem mais dura, e o jogo de hoje provavelmente será mais um teste de paciência para o torcedor santista. Muricy ainda está em dúvida se escalará um ferrolho com Rafael; Éwerton Páscoa, Bruno Rodrigo, Durval e Gérson Magrão;  Adriano, Arouca, Henrique, Felipe Anderson e Bernardo; André ou se será apenas um semi-ferrolho, trocando Adriano por Miralles.

Pensando na escalação adversária, onde o questionadíssimo Oswaldo de Oliveira tenta implementar um sistema de ataque de troca de passes e movimentação em velocidade, sem um centroavante fixo de área, o excesso de jogadores defensivos lentos e altos pode nos custar caro. A ideia de Muricy parece ser aquela dos treinadores de equipes pequenas do campeonato paulista quando jogam fora de casa contra um dos grandes, se retrancar e procurar um golzinho no contra ataque ou bola parada. Pode até dar certo, mas é muito pouco perto do que esperamos pro nosso Santos.

Como dizem que tudo de ruim e inesperado acontece com o Botafogo, é bem provável que uma vitória com gol de Bill caia no nosso colo. Fiquemos na torcida.

 


Histórico de Santos e Botafogo
Por Wesley Miranda

Santos e Botafogo já se enfrentaram 96 vezes em jogos oficiais. O Santos obteve 35 vitórias contra 33 vitórias botafoguenses e 28 empates. O Peixe marcou 164 gols e sofreu 145.

Em Brasileiros, desde o primeiro confronto, na Taça Brasil de 1962, foram 51 jogos, com 17 vitórias paulistas, 16 vitórias cariocas e 18 empates. O time de Vila Belmiro marcou 70 gols e o time de General Severiano 56.

Artilheiros do Santos
Para variar, Pelé é o artilheiro, com 13 gols. o Rei do Futebol enfrentou o Botafogo em 23 oportunidades, com nove vitórias, seis empates e oito derrotas.

Em seguida, vem o pé de valsa Dorval, com nove, o canhão Pepe, com oito, e o gênio Coutinho, com sete. Com cinco gols, vem o ponteiro Tite.

 

Os primeiros confrontos
O primeiro encontro entre os alvinegros aconteceu no dia do aniversário de seis anos de fundação do Santos FC: 14/04/1918, na Vila Belmiro. O Botafogo já havia conquistado dois campeonatos cariocas – 1910 e 1912 –, por e via judicial, nove décadas depois, conquistaria o título de 1907. O Santos tinha sido bicampeão santista em 1913 e 1915.

Em campo, o Alvinegro Praiano deu um baile no clube carioca, aplicando um sonoro 8 a 2, com gols de Ary Patusca (3), Millon (2), Haroldo, Marba e Arnaldo Silveira. Petiot e Menezes marcaram os gols botafoguenses.

Misericordioso
A grande nota do jogo é impensável para os dias atuais: quando a partida estava 6 a 1 para o Santos, o árbitro marcou um pênalti duvidoso em favor dos santistas e Arnaldo Silveira, propositalmente, cobrou a penalidade para fora. Foi abraçado pelos jogadores cariocas pelo gesto.

Sete anos depois
Demorou mais sete anos para os dois clubes se enfrentarem, até que em 06/12/1925, em outro amistoso na Vila Belmiro, o Santos goleou por 4 a 1, com gols de Omar (2), Alfredo e Camarão.

Quase dez anos depois foi a vez do Santos conhecer os domínios do clube carioca, e, dessa vez, em 03/08/1935, foi a vez do Botafogo golear: 9 a 2, tendo Junqueirinha anotado os tentos santistas.

Apesar de viver ótima fase com o título Carioca em 1930, que não vinha desde 1912, e o Tetra de 32 a 35, o resultado chama atenção até os dias atuais como a maior goleada do confronto. O pesquisador Guilherme Nascimento conta que a partida foi noturna e a iluminação de General Severiano era a famosa luz de “boate”, o que gerou reclamação por parte dos jogadores santistas, que literalmente não viram a cor da bola.

Tanto é que, no dia 25/08/1935, o clube carioca jogou na Vila e saiu derrotado por 2 a 1 com dois gols de Delso, e, no dia 27/08/1935, empate em 2 a 2, tendo Logu anotado os dois tentos do Santos.

O primeiro jogo no Maracanã
Ausente das edições do Rio-SP 1950 e 1951, o Santos participou da edição do Rio-SP 1952. E sua estreia no neófito estádio, o Maracanã, construído para a disputa da Copa do mundo de 1950, aconteceu frente ao Botafogo no dia 03/02/1952. O Alvinegro Carioca venceu o Alvinegro Paulista por 2 a 1, tendo Pascoal anotado o tento santista.

O Peixe formou com Manga, Hélvio e Olavo; Nenê, Formiga e Pascoal; Alemãozinho (109), Antoninho Fernandes, Nicácio, Odair Titica e Tite.

O Santos jogou mais duas vezes no Maracanã no Rio-SP 52: 2×3 Bangu e 1×3 Vasco. E atuou mais duas vezes no Rio-SP 1953, 2×3 Fluminense e 2×3 Flamengo.

O primeiro triunfo santista no maior estádio do mundo aconteceria em uma ocasião mais especial.

A estreia do técnico Lula
Ainda com o técnico italiano Giuseppe Ottina, o Santos estreia no Rio-SP 1954 contra o América-RJ no Maracanã, com uma nova derrota, 2 a 1. Jogando no Pacaembu perde para Fluminense por 2 a 1 (estreia de Pepe), para o Palmeiras por 4 a 3 e São Paulo 2 a 1.

Insatisfeito com o desempenho do comandante, Athiê resolve promover o técnico da base santista interinamente.

E sob o comando do novo técnico, o Santos vence o Botafogo no Maracanã por 3 a 2, com gols de Tite (2) e Joel, e consegue sua primeira vitória no Maracanã.

Nesse dia 05/06/1954, o Santos formou com Manga; Hélvio e Feijó; Urubatão, Formiga e Zito; Joel, Walter Marciano, Alvaro Valente,Válter Vasconcelos (Hugo) e Tite.

No dia 18/06, o Santos voltou a atuar no Maracanã, e voltou a vencer: 1 a 0 frente ao Vasco da Gama.

O Maracanã seria palco de muitas glórias do Santos na década seguinte.

Final Internacional
Em solo espanhol, no Estádio Municipal de Riazor, em Lã Coruna, no dia 21/06/1959, as duas equipes deram uma prévia do que se tornaria rotina anos depois, já os dois alvinegros estavam entre os melhores do mundo. Foi com 40 mil pessoas no estádio que o Santos goleou o Botafogo de Nilton Santos, Garrincha, Didi, Quarentinha e Zagallo por 4 a 1, com gols de Pepe (2), Pelé e Coutinho e conquistou o rico troféu Tereza Herrera.

O Peixe de Lula formou com Lalá; Pavão (Formiga) e Mourão; Getúlio, Ramiro Valente e Zito; Dorval (Alfredinho), Jair Rosa Pinto (Álvaro), Afonsinho (Coutinho), Pelé e Pepe.

Excepcionalmente nesse ano de 1959, o torneio foi realizado nessa partida única já que o poderoso Milan evitou o confronto alegando que seus principias atletas estariam contundidos.

Antes do fim da excursão, o Santos bateu a Internazionale de Milão por 7 a 1 e o Barcelona por 5 a 1 e chamou a atenção do mundo. Era apenas o começo…..

O maior jogo do mundo
Então atual campeão Brasileiro de 1961, o Santos teve que eliminar nas semifinais o Sport Recife (1 a 1 em Recife e 4 a 0 no Pacaembu com 4 gols de Coutinho) para decidir a final contra o forte Botafogo de Manga, Rildo, Nilton Santos, Garrincha, Quarentinha, Amarildo e Zagallo.

No primeiro duelo, disputado no Pacaembu, a tônica foi o equilíbrio, e o placar de 4 a 3 mostrou bem isso. Os tentos marcados por Pepe (2), Coutinho e Dorval abriram a vantagem do Santos para o título. Bastaria apenas um empate no segundo jogo, no Rio, para a conquista do binacional.

A segunda partida foi disputada doze dias depois, no Maracanã, e, para cumprir tabela, foi válida também pelo Torneio Rio-SP, conquistado antecipadamente pelo Santos.

Imprimindo um forte jogo, o Botafogo virou o primeiro tempo ganhando por 1 a 0 com gol de Edison. Na segunda etapa ampliou para 3 a 0 com gols de Quarentinha e o possesso Amarildo. O único tento santista foi marcado contra por Rildo já perto do final. O resultado provocou a terceira partida, que seria disputada dois dias depois, no mesmo Maracanã.

Injustamente lembrado sempre como técnico de vida fácil por dispor de melhor time de todos os tempos, Lula mostrou nesse jogo sua força no comando. Incumbiu o ponta Dorval de marcar Zagallo quando o Santos tivesse sem a bola. A estratégia surpreendeu a equipe carioca e o Santos virou o primeiro tempo ganhando por 2 a 0, com gols de Dorval e Pepe. Na etapa complementar, Coutinho e Pelé (2) completaram a goleada! Santos 5, Botafogo 0.

Sem reação, a torcida adversária aplaudiu de pé aquele que foi chamado pela imprensa como o maior jogo do mundo.

O Peixe formou com Gylmar, Lima, Mauro, Calvet, Dalmo e Zito; Dorval, Mengálvio, Coutinho (Tite), Pelé e Pepe.

Libertadores 1963

O Botafogo “herdou” a vaga na Libertadores de 1963 mesmo com o vice na Taça Brasil de 1962, já que o Santos era o atual campeão do torneio sul-americano.

Novamente, os dois maiores times do mundo na época se enfrentaram em uma decisão, desta vez a semifinal da Libertadores. Jogando no Pacaembu, no dia 22 de agosto de 1963, o Santos só empatou com o Botafogo. Jair Felix marcou para o time carioca, e Pelé marcou o gol de empate aos 45 minutos do 2º tempo.

Na 2ª partida, no dia 28/08/1963, o Santos enfrentaria Garrincha, Nilton Santos, Manga e Rildo fora de seus domínios, e precisando vencer para ir à final contra o Boca Juniors.

Antes dos 35 minutos da primeira etapa, o Santos já vencia por 3 a 0, com três gols de Pelé. O curinga Lima aumentou no segundo tempo. Santos 4 a 0, mantendo a sina de golear o rival em jogos decisivos.

O Santos de Luis Alonso Peres, o Lula, formou com Gylmar; Dalmo, Mauro Ramos, Calvet, Geraldino e Zito; Lima, Dorval, Coutinho(Almir Pernambuquinho), Pelé e Pepe

Disputa na Venezuela
Os dois times se enfrentaram na Copa Circuito de Jornalistas no início de 1966. E dessa vez o Botafogo levou a melhor vencendo os dois jogos: 2×1 e 3×0. O Santos estava em fase de transição, muitos veteranos estavam parando e alguns meninos surgindo, como Clodoaldo, Edu e Joel Camargo.

Rio-SP divididos
Santos e Botafogo dividiram dois torneios Rio-SP em sua história. O primeiro, em 1964, terminou com os dois times rigorosamente empatados com 14 pontos. Houve a necessidade de jogos de desempate. Na primeira partida, em 10/01/1965, o Botafogo ganhou do Santos por 3 a 2 no Maracanã. Como o calendário das equipes já era preenchido com excursões internacionais (principal fonte da época), não teve o segundo jogo em São Paulo. Sendo assim, as federações declaram as duas equipes campeãs.

Em 1966, o Santos sem Pelé e com dois jogadores expulsos desde os 30 minutos do primeiro tempo, empatou em 0 a 0 com o Corinthians, no Pacaembu. No Rio de Janeiro o Botafogo evitou a conquista do Vasco da Gama com a vitória de 3 a 0. Sendo assim, houve um quadruplo empate entre os quatro alvinegros: Santos, Botafogo, Vasco e Corinthians com 11 pontos. Não houve desempate devido aos preparativos da Copa de 1966.

No Rio-SP o Santos é um dos maiores vencedores com cinco conquistas: 1959, 1963, 1964, 1966 e 1997. O Botafogo tem quatro títulos: 1962, 1964, 1966 e 1998.

Base do Tri da Copa do Mundo
Mais do que esquadrões que encantaram o mundo, Santos e Botafogo cederam muitos atletas para o selecionado brasileiro. Em especial nas três primeiras conquistas de Copas do Mundo.

1958: Pelé, Zito e Pepe (Santos); Garrincha, Didi e Nilton Santos (Botafogo).

1962: Pelé, Zito, Gylmar, Mauro Ramos, Mengálvio, Coutinho e Pepe (Santos); Garrincha, Didi, Nilton Santos, Amarildo e Zagallo (Botafogo)

1970: Pelé, Carlos Alberto Torres, Clodoaldo, Joel Camargo e Edu (Santos) Jairzinho, Roberto Miranda e Paulo César Caju (Botafogo).

Clubes que mais cederam campeões
O Santos lidera no Brasil no quesito de ceder jogadores campeões, com 15 convocações. No mundo, o Peixe é o quinto, atrás de Juventus (ITA) com 24, Internazionale (ITA) com 20, Bayer de Munique (ALE) e Roma (ITA) com 16. O Botafogo é o nono cedendo 11 atletas.

O Botafogo lidera no quesito de liberar jogadores para disputar Copas. Foram 46 ao longo da história, o Santos liberou 24.

Além dos citados acima, o Peixe liberou:

1966: Pelé, Gylmar, Zito, Lima, Orlando Peçanha e Edu

1974: Marinho Peres e Edu

2010: Robinho

Paulinho, vira Paulinho “Maclaren”
Sem o mesmo brilho da década de 1960, Santos e Botafogo se enfrentaram no Maracanã no dia 23/03/1991, em partida do Campeonato Brasileiro. O Peixe venceu o Botafogo por 3 a 0 com três tentos de Paulinho ainda na primeira etapa. Nesse jogo, o centroavante do Santos, que acabaria artilheiro do certame com 15 gols, comemorou como se tivesse manobrando um carro de F1. Vivia a expectativa do GP Brasil, e Ayrton Senna largaria na pole no dia seguinte. Virou Paulinho McLaren.

O Santos do técnico Cabralzinho formou com Sérgio; Marcelo Veiga, Camilo, Pedro Paulo e Flavinho; César Sampaio, Zé Renato e Edu Marangon; Almir, Paulinho e Sérginho Manoel (Axel).

Um novo camisa 10
A grande esperança do Santos para o Brasileiro de 1994 foi a contratação do experiente meia Neto. Mas o camisa 10 não correspondeu a expectativa, e, antes do fim do certame estava cedendo lugar para um jogador então desconhecido: o paraense Giovanni.

A primeira grande exibição da promessa foi em um Santos e Botafogo na Vila Belmiro no dia 22/10/1994 em partida valida pela segunda fase do Brasileiro. Comandando o meio campo, ele fez a jogada do primeiro gol aos 19 minutos da primeira etapa, gol de Guga, um dos últimos do matador da Vila. Na etapa complementar, Marcelo Fernandes (hoje integrante da comissão técnica) fez de cabeça o gol que deu números finais ao prélio. Santos 2×0 Botafogo.

Nessa partida apitada pelo árbitro Marcio Rezende de Freitas, o Santos formou com Edinho; Índio, Narciso, Marcelo Fernandes e Silva; Dinho, Gallo, Ranielli (Paulinho Kobayashi) e Giovanni (Cerezo); Guga e Macedo.Técnico: Serginho Chulapa.

Épicas partidas em 1995
Santos e Botafogo se enfrentaram três vezes no Brasileiro de 1995. A primeira partida no dia 29/11/1995 fez parte de uma incrível sequência de cinco vitórias que resultaram na classificação do Santos para as semifinais. O Santos ganhou na Vila Belmiro por 3 a 1, com gols de Vágner, Giovanni e Jamelli. Parecia que nada tiraria o título do Alvinegro Praiano.

Até a derrota na primeira partida da final no Rio de Janeiro por 2 a 1, foi visto como bom resultado, já que o Santos tinha feito melhor campanha e necessitava apenas inverter o resultado.

No dia 17/12/1995, Santos e Botafogo se enfrentaram no Pacaembu na disputa do título. O Botafogo saiu na frente aos 24 minutos com um gol irregular, com Túlio em impedimento. O Santos só empatou aos dois minutos da segunda etapa, com Marcelo Passos depois de Marquinhos Capixaba fazer assistência com a mão. Já perto do fim do jogo e do campeonato, veio o gol que daria o título para o Peixe. Marcelo Passos cobrou falta e Camanducaia, em posição legal, marcou de cabeça. Curiosamente, aquele que foi o único tento legal da partida foi anulado pelo árbitro Márcio Rezende de Freitas, aumentando por mais alguns anos a agonia da torcida santista e alegrando a torcida do Botafogo, que não conquistava um título Brasileiro desde a Taça Brasil de 1968, mesmo ano em que o Santos tivera sua última conquista nacional, a do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, ou Robertão.

Outras decisões de Rio-SP
Em 1998, de novo uma semifinal, essa pelo Rio-SP, o Santos empatou no Rio a primeira partida por 0 a 0 e na segunda houve novo empate, por 2 a 2. Marcos Assunção e Ronaldo Marconato para o Santos, Túlio e Djair para o Botafogo. Nos pênaltis deu Botafogo por 4 a 3.

No ano seguinte foi a vez do Santos eliminar o time de General Severiano, também no Rio-SP e também na semifinal. Na primeira partida, no Morumbi, o Santos ganhou por 1 a 0, gol de Marcos Assunção. No Maracanã o Alvinegro Praiano venceu novamente, e por 2 a 0, gols de Alessandro Cambalhota e Viola.

Os melhores do mundo
No fim de 2000, a FIFA elegeu os melhores times do século XX . O Santos ficou em 5º no geral e primeiro nas Américas. O Botafogo em 12º empatado com outros seis times.

Início da conquista
Após 1995, a torcida do Santos demorou sete anos para soltar da garganta o título de Campeão Brasileiro, que veio com a conquista de 2002. E quis o destino que essa conquista começasse em cima do Botafogo na Vila no dia 10/08/2002. Vitória de 2 a 1, com gols de Elano e do garoto Diego na partida de estreia do Brasileiro. O Botafogo terminou aquele campeonato rebaixado para série B. Pura ironia do destino…

O Peixe do técnico Emerson Leão formou com Júlio Sérgio; Maurinho, Preto, André Luís e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano (Wellington) e Diego (Alexandre); Robinho (Fabiano Souza) e Alberto.

A primeira vitória no Engenhão
O Estádio Olímpico João Havelange foi construído para sediar as competições de atletismo e futebol dos Jogos Pan-americanos de 2007. Arrendado para o time de General Severiano o estádio passou a ser a casa do time botafoguense.

O primeiro encontro do Santos na nova casa do time carioca aconteceu no dia 06/10/2007 pelo Brasileiro, com vitória santista por 2 a 1 com gols de Rodrigo Tabata e Renatinho, já perto do fim do prélio. Essa foi a primeira derrota do Botafogo em seu novo estádio. O time carioca já tinha vencido o Fluminense por 2 a 1 e o River Plate por 1 a 0.

O Peixe formou com Fábio Costa; Alessandro, Adaílton, Marcelo e Dionísio (Petkovic); Maldonado, Rodrigo Souto, Kléber e Rodrigo Tabata (Vitor Junior); Marcos Aurélio (Renatinho) e Moraes.Técnico: Vanderlei Luxemburgo

No Brasileiro de 2008 o Santos voltou a jogar no Engenhão com nova vitória; 1 a 0 para o Peixe com gol de Molina.

O Santos já enfrentou o Botafogo no Estádio João Havelange em cinco oportunidades, com duas vitória, duas derrotas e um empate.

A última vitória
Santos e Botafogo se encontraram no dia 19/10/2011 em partida adiada da 21ª rodada. Focado na disputa do Mundial Interclubes, o Santos não disputava o Brasileiro com a mesma força do adversário. O Botafogo lutava para ser líder de um campeonato que não conquistava há 16 anos.

Logo aos 15 minutos, Neymar, em bela jogada individual marcou mais um de seus golaços. Borges aos 28?, ainda na primeira etapa, deu números finais e marcou o seu 22º gol no campeonato, igualando Serginho Chulapa, artilheiro do Brasileiro de 1983 com 22 gols. Borges terminaria na artilharia com 23 gols.

Esse resultado quebrou um jejum de três anos sem vitória em cima do Botafogo. Em cinco partidas, foram três vitórias do Botafogo e dois empates.