Por Athos Pomerode

Um Santos medíocre. A pior partida do ano. Um Muricy morto. Um time sem um pingo de garra de vencer. Para um técnico que assume publicamente que quaisquer trabalhos de motivação são bobagens e sandices, um time sem perspectiva nenhuma no Campeonato Brasileiro tem que ser, portanto, … medíocre! Yes, nós temos Muricy. E, a mediocridade de fora passa para dentro de campo, em prosa e verso. E com que talento! O time conseguiu, em 90 minutos, chutar ao gol da Ponte uma vez. Chutar não, cabecear. Aos 28′ do segundo tempo, mais precisamente, quando André (que substituiu Miralles no intervalo) conseguiu cabecear para fora, sozinho, da pequena área, a única chance do Santos no jogo.

A Ponte Preta dominou o jogo do começo ao fim, tantas vezes chegou, tanto pressionou, que mais pareceu jogo típico de time grande contra time pequeno. Impossível se falar de um Santos mais previsível e acovardado do que este. Volantes que não saem pro jogo, laterais que não chegam a linha de fundo: tem-se um time amarrado, sem saída de jogo, sem opções, que se resume em tocar a bola de lado até chegar em Durval, para que o zagueiro, de notável habilidade técnica, faça lançamentos de 30, 40 metros pra Neymar tentar dominar no meio de 3 adversários. A única coisa que Durval deve saber é jogar pedra em avião (e isso quando estiver num dia bom). Agora, em que universo é possível nulidades do porte de Bruno Peres e Gérson Magrão jogarem no Santos?

Falar da partida é perder tempo e sentido. Medíocre. O Santos medíocre de Muricy tomando um vareio de um time pra lá de limitado da Ponte, que conseguiu seu gol num bate-rebate dentro da área santista aos 13′ do primeiro tempo, gol do abilolado Luan. Como a bola nunca chegava no ataque, se o Santos jogasse com 12, não ia fazer diferença alguma. Pensando bem, jogando quem joga, nem com 15 ia fazer diferença. Porque quem faria a diferença tá de saco cheio com tanta mediocridade. E, do lado de fora, o treineiro-mor assiste de camarote o desastre, sob a tutela de uma diretoria amadora que considera esse elenco “de alto nível”. Derrota vergonhosa, não pelo placar, mas pela mediocridade da obra.