Hoje o Santos jogará contra o Náutico na Vila Belmiro às 21:00 horas, o primeiro jogo após a vexaminosa partida contra a Ponte Preta. Infelizmente sem maiores objetivos no campeonato, estamos naquela situação em que todo jogo avaliamos cada detalhe dos jogadores, já pensando no ano que vem. Pensamentos como “Que jogador tem condições técnicas de fazer parte do elenco em 2013?” e “Que jogador está honrando a camisa do Santos?” não saem de nossas cabeças quando nos vemos com um time jogando apático, desmotivado e sem uma proposta de jogo definida como vimos no domingo. Nessa hora também não tem como não avaliar o trabalho realizado pela comissão técnica.

Bruno Peres está suspenso com 3 cartões e com isso poderemos ter a estreia de Galhardo. Digo estreia pois os dois primeiros jogos do garoto foram com o time reserva, e como ele se lesionou rapidamente pouco se pode ver de seu futebol. Eu particularmente espero muito desse garoto, que apesar de ter tido uma má fase no Flamengo, com a torcida pegando no seu pé, mostrou no Sulamericano Sub-20 que tem muito potencial, sempre substituindo o ex-santista Danilo muito bem.

Outra mudança é a saída de Miralles, que se lesionou, para a entrada de André. Este é outro que me chama a atenção, mas dessa vez no aspecto negativo. Como pode um jogador ágil, rápido e com boa movimentação ter uma mudança em sua constituição física tão drástica em tão pouco tempo? Sempre o achei meio caneludo, incapaz de conduzir a bola e tentar dribles, mas sua presença no ataque com bom posicionamento e oportunismo compensava isso, algo que agora está claramente prejudicado pela sua forma física. Esperamos que a comissão técnica esteja atenta à essa questão e consiga recuperar o jogador que já nos deu tantas alegrias.

Muricy também fez uma mudança no treino em formato de experiência, substituindo Henrique por Patito, visando dar maior mobilidade ao time. Veremos se o treinador tem coragem de abandonar o esquema de 3 volantes para esta partida.

O Santos irá com Rafael; Galhardo, Bruno Rodrigo, Durval e Gérson Magrão; Adriano, Arouca, Henrique (Patito) e Felipe Anderson; Neymar e André.

Mais do que torcer, esperamos hoje que esses jogadores voltem a honrar a gloriosa camisa do Santos FC.

Retrospecto de Santos x Náutico
Por Wesley Miranda

Santos e Náutico se enfrentaram 29 vezes ao longo da história, com 14 vitórias santistas contra nove vitórias pernambucanas e seis empates. O Alvinegro Praiano marcou 48 gols e o Alvirrubro 33.

Em Brasileiros, desde o primeiro encontro, nas semifinais da Taça Brasil 1966, aconteceram a maioria dos confrontos. Em 27 jogos, foram 14 vitórias do Peixe contra nove vitórias do Timbu e quatro empates. O Alvinegro marcou 47 gols e o Alvirrubro 32.

Quem fez gol
O artilheiro santista do confronto é Toninho Guerreiro, com sete gols. Ele marcou os gols nas semifinais de 1966. Em seguida, Edu e Dino Furacão, com quatro gols cada. Pelé, Paulo Isidoro, Chulapa, Paulinho Maclaren, Kléber Pereira e Neymar com três tentos cada. Claudio Adão e João Paulo, o Papinha, com dois gols, são os principais artilheiros do Santos FC no confronto. Tite, Pepe, Zé Carlos, Eusébio, Camargo, Miro, Aluísio Chaves, Gersinho, Dunga, Pedrinho e Rodrigo Souto tem um gol cada.

Os primeiros encontros
Mesmo disputando o Campeonato Paulista, o Santos conciliou o calendário para “dar um pulo” em Pernambuco em 1955 para enfrentar a elite do estado: Náutico, Santa Cruz e Sport. O primeiro jogo foi contra o Timbu, na Ilha do Retiro, no dia 21/10/1955, empate em 1 a 1, tendo o ponteiro Tite anotado o tento santista. Na excursão, o futuro campeão paulista de 55 empatou com o Santa Cruz em 1 a 1 e o Sport Recife em 2 a 2.

O segundo encontro entre Santos e Náutico aconteceu da mesma forma, uma rápida excursão no Nordeste em plena disputa do Campeonato Paulista de 1957. O jogo aconteceu no dia04/10/1957 e novamente um empate, esse sem gols.

Na excursão, o Santos também enfrentou duas vezes o Sport Recife, vencendo uma por 2 a 1 e empatando a outra por 1 a 1. No intervalo dessas partidas, foi até São Luis, no Maranhão, enfrentar o Sampaio Corrêa e venceu por 2 a 1, com dois tentos do iniciante Pelé. Essa foi a primeira excursão no Nordeste da então promessa santista.

Toninho Guerreiro x Bita
Se os primeiros encontros entre Santos e Náutico aconteceram amistosamente, nove anos depois os confrontos foram decisivos: as semifinais da Taça Brasil de 1966.

Para chegar às semifinais, o então atual campeão Brasileiro, o Santos, conquistou o Campeonato Paulista de 1965. O Náutico eliminou o Vitória da Bahia vencendo os dois jogos (3 a 0 e 3 a 2) na final do Grupo Norte/Nordeste. E quando todos esperavam mais uma semifinal entre Santos e Palmeiras (a terceira consecutiva), o time pernambucano surpreendeu e eliminou o alviverde em uma série de três jogos (0x0, 0x0 e 3×0).

A primeira partida das semifinais da Taça Brasil de 1966 aconteceu em Recife no dia 09/11. Com recorde de público em Recife, o Santos venceu por 2 a 0, com gols de Pelé e Pepe.

O Peixe formou com Gylmar; Carlos Alberto Torres, Mauro Ramos, Oberdan e Geraldino; Zito e Lima; Dorval, Toninho Guerreiro, Pelé e Pepe.

Com esse resultado, bastava apenas um empate no jogo da volta, no Pacaembu, para os comandados de Lula se qualificarem para a grande final.

Mas o time Alvirrubro endureceu a disputa e ganhou por 5 a 3, com quatro gols do artilheiro Bita e um de Miruca. Toninho Guerreiro marcou os três gols do Santos nessa partida do dia 17/11. Essa é considerada pelo torcedores do Timbu como uma das maiores glórias do Náutico.

O Peixe formou com Gylmar; Carlos Alberto Torres, Mauro Ramos e Geraldino (Lima); Zito e Oberdã; Dorval, Lima (Joel Camargo), Toninho Guerreiro, Pelé e Pepe.

Dois dias depois, no mesmo Pacaembu, as duas equipes voltaram para a grande decisão. Mais uma vez, brilhou a estrela de Toninho Guerreiro, que marcou os quatro gols da vitória por 4 a 1. Bita anotou o tento do Náutico, chegando ao décimo.

O Santos formou com Gylmar; Carlos Alberto Torres, Mauro Ramos, Oberdan e Zé Carlos; Zito e Lima; Dorval, Toninho, Pelé e Pepe.

Com os outros três gols na grande final contra o Cruzeiro, Toninho Guerreiro também chegou ao décimo tento e terminou artilheiro do certame junto com o artilheiro pernambucano.

O Santos já teve por 10 vezes o artilheiro de uma edição de Brasileiro, e é o recordista.

http://www.santosfc.com.br/historia/default.asp?c=Hist%F3ria&id=28356

Os opostos
Na conquista do Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão de 1968, o Santos enfrentou o Náutico na Ilha do Retiro e ganhou por 3 a 0, com gols de Edu (2) e Pelé.

O Santos do técnico Antoninho Fernandes formou com Cláudio, Carlos Alberto , Ramos Delgado, Marçal (Oberdan) e Rildo: Clodoaldo (Lima) e Negreiros; Edu, Douglas, Pelé, e Abel

Se o Santos terminou como campeão do certame (o sexto título nacional), o Náutico ficou com última posição da tabela. Em 16 jogos, foram duas vitórias, quatro empates e 10 derrotas.

Papinha da Vila
Na Vila Belmiro, no dia 23/03/1980, o Santos goleou o Náutico por 4 a 1 com gols de João Paulo, o Papinha(2) Aluísio Guerreiro e Miro.

O Santos de José Macia formou com Marola; Paulinho, Joãozinho, Neto(Márcio Rossini) Pita(Rubens Feijão)Mir, Toninho Vieira, Nélton Batata, João Paulo e Aluísio Guerreiro.

Chulapa
Em jogo válido pela Copa Brasil, o Campeonato Brasileiro de 1984, Santos e Náutico se enfrentaram na Vila Belmiro. O Peixe contava com a volta de Serginho Chulapa, que desfalcara a equipe nos dois jogos na Colômbia válidos pela Libertadores (3 a 0 Atlético Jr e 0 a 1 América de Cali).

O time do técnico Chico Formiga ganhou por 4 a 2 de virada com gols de Serginho Chulapa (2) Paulo Isidoro e Gersinho, que faleceu no último dia 02.

O Peixe formou com Rodolfo Rodriguez; Betão, Davi, Toninho Carlos e Paulo Róbson; Lino e Paulo Isidoro; Gersinho, Luis Gustavo, Serginho Chulapa, Márcio Fernandes (Ronaldo Marques).

Veja os gols da partida e, ao final, uma entrevista com o irreverente e polêmico Chulapa, então novo artilheiro da competição com 12 gols.

Classificação com show de Dino Furacão
Sem contar com o gripado Serginho Chulapa, o técnico Chico Formiga escalou em seu lugar Dino Furacão, que estava na Vila Belmiro por empréstimo junto ao São Bento de Sorocaba. E foi com o desconhecido atacante que o Santos goleou o Náutico por 5 a 0 na Vila Belmiro pela Copa Brasil, Campeonato Brasileiro 1986.

O jogo
O Peixe abriu o marcador só aos 28 minutos do primeiro tempo, com Dunga. O capitão do Tetra acertou um belo chute cruzado. Aos 46 minutos, entrava em cena Dino Furacão. O atacante partiu do meio campo, deixando o lateral Beto para trás e driblando o goleiro Rafael para marcar o segundo tento santista. Na segunda etapa, Dino marcou aos 10′, 24′ (pênalti) e aos 40′, fechando a goleada de 5 a 0 e chegando a artilharia do Santos no campeonato, com cinco gols. O atacante já tinha marcado um na vitória de 3 a 0 sobre o Operário MT.

Com o resultado, o Santos garantiu a classificação para a outra fase do Campeonato Brasileiro.

O Peixe de Formiga formou com Rodolfo Rodriguez; Ijuí, Pedro Paulo, Nildo, Paulo Robson (Gilmar) e Dunga; Juninho e Ribamar; Jussiê (Serginho Dourado), Dino Furacão e Santin.

Curiosidades
Os quatro gols de Dino Furacão nos 5 a 0 de 1986 fizeram o glorioso baiano ser um dos maiores goleadores santistas de um jogo de Brasileiro.

Neymar, na vitória de 4 a 1 contra o Atlético-PR, em 2011, igualou a façanha.

Antes, Coutinho marcou os quatro tentos na vitória de 4 a 0 sobre o Sport Recife na Taça Brasil 1962 e Toninho Guerreiro, também contra o Náutico, na Taça Brasil de 1966, na vitória de 4 a 1. Guerreiro também marcou quatro gols contra o Bahia na vitória de 9 a 2 do “Robertão” de 1968. E Pelé com quatro gols contra a Portuguesa na vitória de 6 a 2 do “Robertão” de 1969.

Chulapa e Paulinho
Mesmo em seus tempos mais difíceis, o Santos nunca deixou de ter um centroavante goleador. Nesse confronto valido pelo Brasileiro no dia 29/11/1989, na Vila Belmiro, o Peixe venceu por 2 a 1 com gols de dois exímios goleadores; Serginho Chulapa e Paulinho.

O Peixe do técnico José Macia formou com Sérgio; Ditinho, Camilo, Pedro Paulo e Wladimir; César Sampaio, Jorginho, Axel, Putinatti (Carlinhos) e Serginho Manoel (Totonho); Paulinho e Serginho Chulapa.

Vitória nos Aflitos em 92
Em partida válida pelo Brasileiro de 1992, Santos e Náutico se enfrentaram no Estádio dos Aflitos. Depois de um primeiro tempo sem gols, o placar só foi movimentado aos 24 minutos do segundo tempo, quando o recém chegado Guga fez assistência para Paulinho Maclaren marcar e se redimir do pênalti que tinha perdido aos 5 minutos do segundo tempo. Nos acréscimos, João Paulo, o papinha da Vila, tocou para Paulinho fechar o marcador.

O Santos do técnico Geninho formou com Sérgio; Dinho, Marcelo Fernandes, Pedro Paulo e Marcelo Veiga; Bernardo, Zé Renato e Serginho Manoel (João Paulo); Almir (Guga), Paulinho Mclaren e Cilinho.

De virada em 2007
Santos e Náutico se enfrentaram pela 34ª rodada do Brasileiro de 2007, e o Santos venceu de virada, 2 a 1, com gols de Kleber Pereira e Pedrinho, ficando bem perto de conseguir classificação para a Libertadores 2008.

O Santos treinado por Vanderlei Luxemburgo formou com Fábio Costa; Dionísio, Marcelo, Domingos e Kléber; Rodrigo Souto, Adriano, Petkovic (Pedrinho) e Tabata (Vítor Júnior); Marcos Aurélio (Renatinho), Kléber Pereira.

Vitória nos acréscimos
No encontro das duas equipes no estádio dos Aflitos, no dia 29/07/2009, o Santos contou com gols de Neymar e de Rodrigo Souto, aos 46 minutos do segundo tempo, para vencer o Náutico por 2 a 1.

Felipe; Pará, Eli Sabiá, Fabão e Léo (Luizinho), Germano, Rodrigo Souto, Róbson (Neymar) e Paulo Henrique (Felipe Azevedo); Kléber Pereira e Madson. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Neymar volta e dá vitória ao Santos
Sem vencer nas últimas cinco rodadas e com risco de rebaixamento, o Santos contava com a volta de Neymar, que servira a Seleção Brasileira Sub-17. Mas foi o experiente Kleber Pereira, convertendo penalidade aos 19 minutos do primeiro tempo, que abriu o marcador no Pacaembu. No segundo tempo, Neymar, que havia entrado no lugar de Jean, marcou o segundo tento santista depois de assistência de Madson. O Timbu ainda assustou quando Airton diminuiu na cobrança de pênalti aos 22 minutos. Mas Neymar, aos 43 minutos, marcou mais um golaço depois de nova assistência de Madson e definiu a vitória por 3 a 1.

O Peixe formou com Felipe; Pará, Adaílton, Eli Sabiá e Léo; Rodrigo Souto, Rodrigo Mancha, Róbson (Madson) e Paulo Henrique; Jean (Neymar) e Kléber Pereira (Felipe Azevedo).

Técnico: Vanderlei Luxemburgo

O Santos chegou aos 45 pontos e afastou o risco de rebaixamento. O time pernambucano terminou o Brasileiro de 2009 rebaixado para série B.