Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: novembro 2012 (page 1 of 5)

Mande sua pergunta para Alvaro de Souza


Alvaro de Souza, presidente do conselho da Gol e importante membro do comitê gestor do Santos

Neste final de ano a entrevista com Alvaro de Souza, importante membro do Comitê gestor do Santos, não poderá ser feita ao vivo. A explicação dada pela assessoria de imprensa do clube é a de que Alvaro “está com a agenda complicada neste fim de ano” por ser “membro do conselho de administração de uma série de empresas” (entre elas, sabemos, a da Gol, que passa por sérios problemas).

Parece que não sobrará tempo para responder às perguntas dos santistas por, no máximo, uma hora. Tudo bem. Vamos trabalhar com o que temos. Então, peço que elabore sua pergunta ao dirigente.

A assessoria de imprensa do Santos sinalizou que as respostas de Alvaro de Souza não serão evasivas. Ótimo. O torcedor do Santos merece, ao menos, a sinceridade de quem comanda o clube.

Assim, envie sua pergunta. Assine com seu nome e sobrenome, por favor. Eu selecionarei 15 delas para encaminhar ao dirigente. Reservarei outras cinco para mim, totalizando 20 questões.

Peço que se concentre nos grandes problemas do clube, ou em casos relevantes, e não em detalhes, como a situação de um ou outro jogador da base. O que de mais importante podemos extrair do Alvaro de Souza é a filosofia de administração que está sendo adotada no Santos e os porquês da política salarial e de investimentos do clube.

Morreu Joelmir Beting. Uma perda para a memória do futebol


Placa do jornal O Esporte confeccionada a pedido do então repórter esportivo Joelmir Beting em homenagem ao gol de Pelé contra o Fluminense, no Maracanã. Daí surgiu a expressão “Gol de Placa”.

As pessoas se acostumaram a ouvir Joelmir Beting destrinchando os termos complicados da Economia para o homem comum. Nenhum jornalista teve o dom de transformar algo tão chato em tão acessível e atraente. Mas, poucos sabem, Joelmir também trabalhou como repórter esportivo no início da carreira e foi dele a sugestão para que um gol de Pelé na vitória do Santos sobre o Fluminense por 3 a 1, pelo Torneio Rio-São Paulo de 1961, fosse homenageado com uma placa no Maracanã.

Tive a oportunidade de conhecer Joelmir nas duas vezes em que participei do programa Beting & Beting, que ele apresentava ao lado de seu filho, Mauro Beting, na Band News. Na oportunidade eu divulgava o “Dossiê pela Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959” e encontrei em Joelmir um importante apoio à causa. Ele, que chegou a cobrir a Taça Brasil, nunca teve qualquer dúvida de que o vencedor daquela competição era, consequentemente, o campeão brasileiro.

Se eu já o admirava, fiquei ainda mais empolgado com sua personalidade, de quem trata o jornalismo com a seriedade e a precisão que ele merece. Nosso Joelmir se foi ontem, aos 75 anos, vítima de um AVC. Dizem que nenhuma pessoa é insubstituível, mas a gente sabe que isso não é verdade.

O que você perguntaria ao Alvaro de Souza?


Desta vez os Meninos jogaram com vontade

Com uma vontade bem maior do que nos últimos jogos, o time Sub-20 do Santos venceu o São Paulo por 1 a 0, hoje à tarde, na Vila Belmiro, e agora tem a vantagem do empate no próximo sábado, às 11 horas, no Pacaembu, para ficar com o título estadual da categoria.

Desta vez gostei do time. Não que tecnicamente tenha sido um primor. Ainda errou muito no último passe e na conclusão a gol, mas a disposição da equipe superou as deficiências e acabou resultando nesse triunfo sobre a boa equipe do São Paulo, que tocou bem a bola, mas não foi tão objetivo quanto o Santos.

Destaco Geuvânio, Gustavo Henrique, Leandrinho, Pedro Castro e Lucas Otávio – este, o autor do gol, aos 42 minutos do primeiro tempo, aproveitando uma boa jogada de Leandrinho pela esquerda.

Lucas Otávio é um volante baixinho. Bem baixinho mesmo. Talvez se desse até melhor como lateral. O certo é que foi um dos melhores do time. Gostei também do empenho de Pedro Castro. Ele não tem categoria e precisa melhorar o chute a gol, mas é um determinado, tem personalidade, e isso também se conta no futebol.

O zagueirão Gustavo Henrique melhorou. Só precisa tomar cuidado para não fazer faltas na entrada da área. Mas também mostrou determinação – algo que falta, por exemplo, a Leandrinho, que tem tudo para se tornar um grande jogador. Só precisa se entregar mais ao jogo.

Do ponto de vista técnico, a grande expressão santista é Geuvânio. O rapaz dribla bem e tem um arranque formidável. Só precisa passar a bola em alguns momentos e aprimorar o chute a gol. Porém, isso se aprende rapidamente, quando se quer. É só treinar, ora.

Só espero que a torcida do Santos não abandone seus garotos no jogo decisivo do próximo sábado. Pode parecer que não, mas esse título é importante, principalmente porque o Santos não tem dinheiro para grandes contratações e deverá olhar com mais carinho para os jogadores vindos da base.

Em que pé anda o pedido de entrevista com um dirigente

Como se sabe, em nome deste blog estou tentando marcar uma entrevista com um importante dirigente do Santos. A assessoria de imprensa do clube sugeriu que as perguntas fossem enviadas por e-mail, e seriam respondidas pelo mesmo processo. Agradeci, porém prefiro fazê-las pessoalmente.

Ao vivo podemos explicar melhor alguma questão, ou pedir o complemento de uma resposta, o que é impossível nas entrevistas por e-mail.

Espero que o dirigente santista se sensibilize com a oportunidade de solucionar algumas dúvidas dos torcedores e marque a entrevista. Fui avisado de que se trata de uma pessoa que evita dar entrevistas presenciais e que só concedeu esse privilégio a Wanderley Nogueira porque “é um profissional que ele já conhecia há algum tempo”. Bem, espero que esse dirigente ao menos me conheça por intermédio de algum livro do Santos que eu escrevi e que ele, como santista, tenha lido.

E você, que pergunta faria ao dirigente do Santos?


Blog quer entrevista exclusiva com um dirigente do Santos

Este blog tinha prometido a alguns leitores que, como é tradicional ao final das temproadas, faria uma enquete nesses dias para saber do santista quem ele quer que continue, ou saia do Santos. Porém, pelas notícias que temos, o clube está sem dinheiro para contratações, o que obriga o torcedor a ser menos exigente: será que valeria a pena mandar embora o Miralles e ter no seu lugar o Roger, da Ponte Preta?

Por isso, não dá simplesmente para fazermos uma lista de dispensa sem saber das reais possibilidades financeiras do Santos, que, ou consegue patrocinadores suficientes para pagar o astro Neymar, ou terá de usar boa parte de seus recursos para isso, comprometendo as contratações.

É necessário ouvir alguém da diretoria

Desde ontem iniciei os contatos para obter uma entrevista com um membro importante do comando do Santos. Creio que não haverá problema, pois imagino que a direção do clube saberá respeitar a vontade e o interesse dos mais de 40 mil santistas que frequentam este blog.

Sem sabermos quais as reais possibilidades, ou conhecermos a estratégia do clube na área das contratações e reforço de elenco, tudo o que dissermos ou sugerirmos aqui poderá ser em vão.

Minha ideia é a de que logo que a entrevista seja marcada, os leitores do blog sejam consultados sobre as perguntas que deverão ser feitas ao dirigente santista. Seria uma forma de darmos voz ao torcedor. Também tenho as minhas questões, claro, mas gostaria de transformar essa entrevista em uma forma livre e direta de participação do santista nos destinos do clube.

Tudo, evidentemente, com o respeito que as pessoas que dirigem o clube merecem. Não podemos julgar o que não entendemos. Por isso, antes de mais nada, ouçamos o que eles têm a dizer.

Você não acha que está na hora de ouvir alguém da direção do clube?


O medo de Muricy impediu essa vitória

Jogo difícil, adversário querendo vencer para completar a festa programada por sua torcida, que lotou o Pacaembu. Mas, em campo, o Santos vencia por 1 a 0 – gol de Felipe Anderson aos 35 minutos do primeiro tempo – e na metade da segunda etapa começava a bloquear bem o ataque corintiano e, ao mesmo tempo, criar bons espaços para contra-atacar.

Por incrível que pareça, Patito Rodriguez já tinha feito duas ou três boas jogadas pela direita, apoiado por Felipe Anderson. Na direita, Bruno Peres encostava em Victor Andrade e, com o apoio de Arouca, o Santos conseguia por ali algumas brechas para chegar à linha de fundo, ou mesmo penetrar pela área adversária. Era possível prever que a qualquer momento o Alvinegro Praiano teria uma oportunidade para chegar ao segundo gol e deixar a vitória bem encaminhada.

Mas eis que por volta de 30 minutos do segundo tempo o técnico Muricy Ramalho resolveu tirar Patito Rodriguez e colocar o volante Adriano, com a clara intenção de “fechar mais o meio”. Ora, imediatamente o alvinegro de Itaquera adiantou a sua defesa – já que Patito era o único atacante santista que estava realizando alguma coisa – e comprimiu o Santos no seu campo.

Por baixo havia mesmo muitas pernas, mas nos cruzamentos pelo alto a defesa santista não inspirava confiança. Rafael, que já tinha falhado bisonhamente em uma saída no primeiro tempo, no segundo soltou uma bola fácil dentro da pequena área. Parecia mesmo bastante improvável que o Santos garantisse a vitória jogando os últimos minutos exclusivamente na defesa.

Aos 34 minutos, como era de se esperar, o adversário chegou ao empate com um gol de cabeça do zagueiro reserva Wallace, após cobrança de falta. O rapaz saltou no meio de dois zagueiros do Santos e cabeceou no canto, diante de um estático Rafael.

O gol animou o alvinegro da capital, enquanto o Santos parecia sem forças para reagir. Uma das últimas esperanças de gol era Felipe Anderson. Mas pouco depois Muricy o tirou para a entrada de Gérson Magrão. Nesse gesto ficou evidente que o máximo que o técnico almejava era mesmo o empate o empate de 1 a 1.

Destaques e decepções

Creio que o destaque do Santos tenha sido Arouca, que parece muito motivado com o prestígio de ser convocado para a Seleção. Acho também que Felipe Anderson está cada vez mais maduro. E estava gostando do Patito Rodriguez quando ele foi substituído.

Desculpe se não cito ninguém da defesa, mas é um bolo lá trás, com tanto encontrão e chutão pra frente, que não sei se podemos chamar a isso de jogar bem. Quanto aos laterais, tiveram espaço, principalmente Bruno Peres, e não souberam o que fazer com ele. E vi ambos – ele e Juan – tomarem dribles desconcertantes, que poderiam ter gerado outros gols ao adversário.

Nem vou falar do goleiro Rafael, que esteve muito inseguro. Outra decepção, de novo, foi André. Tabelou com Felipe Anderson no lance do gol. Só. Muito lento, parece um jovem-velho, outro investimento ruim dessa diretoria. O garoto Victor Andrade não conseguiu muito, mas ao menos fuçou bastante e segurou uns dois zagueiros do adversário na defesa. E tem a indiscutível desculpa de ter apenas 17 anos.

Aliás, esse é um detalhe que merece atenção: com três atacantes, como começou a partida – Patito, André e Victor Andrade –, o Santos ao menos manteve o adversário temeroso de sofrer gols. A partir do momento em que se tornou um time preocupado apenas com a defesa, abdicando do seu decantado DNA, o Santos perdeu também a vontade de ganhar e não inspirou nenhum temor ao oponente, que passou a atacar sem qualquer receio.

Essa falta de vontade de chegar ao segundo gol ficou evidente justamente dos 15 aos 30 minutos do segundo tempo, quando havia espaço – principalmente para fazer o manjado um-dois pela direita –, mas o Santos só girava a bola, até recuá-la para o seu próprio campo. Faltou a ordem de ir pra cima deles quando estivesse próximo da área adversária.

O empate foi um castigo ao time mais medroso. O adversário, mesmo aos trancos e barrancos, quis mais a vitória e por isso mereceu o empate. Muricy começou fazendo a coisa certa e por isso seu time estava ganhando. Pena, porém, que seu lampejo de coragem não tenha durado os 90 minutos.

Veja o gol de Felipe Anderson.Lembra o de Ghiggia, o segundo do Uruguai na decisão da Copa de 1950. A bola passa entre o goleiro e a trave:

http://youtu.be/y6O2XaYI5lQ

E você, o que achou do empate do Santos com o alvinegro de Itaquera?


Santos e Corinthians jamais será um jogo amistoso


Hoje é jogo para você se consagrar, garoto. Vai com fé! (Felipe Anderson no treino de ontem no CT Rei Pelé – foto de Ricardo Saibun/Divulgação Santos FC).

Li em um site que hoje Santos e Corinthians, às 19h30m, no Pacaembu, farão um jogo amistoso, já que ambos nada almejam no campeonato. Ora, quem define o quanto vale uma partida não é a fria tabela de classificação, mas a paixão dos torcedores, e garanto que para os aficionados dos dois alvinegros não há jogo amistoso quando eles se enfrentam. Ao contrário. É sempre uma batalha.

Se o técnico Tite resolveu poupar meio time, o problema é dele. Muricy Ramalho tem obrigação de convocar sua melhor equipe e gritar muito na beira do gramado para conseguir um resultado que apague um pouco a péssima campanha que o Alvinegro Praiano faz neste Brasileiro.

Dizem por aí que, “para não correr risco de lesão”, Tite não escalará Ralf, Paulinho, Fábio Santos e Martinez, envolvidos no superclássico das Américas no meio da semana. Outros desfalques serão Chicão e Douglas, suspensos.

O Santos não terá Neymar, suspenso devido a um cartão amarelo mandrake no último jogo, e também não contará com Adriano, machucado. No mais, Muricy poderá selecionar o que tem de melhor.

Para o lugar de Neymar, o técnico diz estar em dúvida entre Victor Andrade e Crystian. Então eu penso aqui comigo: será que há opção mais óbvia do que dar ao garoto Victor Andrade, que também é meia atacante, como Neymar, a oportunidade de enfrentar um adversário tradicional e revelar suas qualidades, tão valorizadas pelo contrato com o Santos? Por que pensar em escalar Crystian, um lateral?!

Bem, só espero que os dois times respeitem o torcedor e não façam um jogo de compadres, que termine com um 0 a 0 ou 1 a 1 sem criatividade e poucos sobressaltos. Já que o confronto “não vale nada”, que valha pela rivalidade e pela emoção – propriedades que são a essência do futebol.

E se não há muito mais o que almejar nesse campeonato, que os dois técnicos, famosos por adorar o estilo retrancado, liberem suas equipes e proporcionem uma partida mais aberta, com cara de futebol brasileiro nos bons tempos. Até porque ambos são cotados para assumir, em janeiro, o comando da Seleção.

Mano Menezes foi apenas o primeiro dominó a cair?

Há quem assegure que Mano Menezes será substituído por Tite, o que manteria o esquema alvinegro itaquerense, cujos pilares são o técnico da Seleção, o diretor de Seleções da CBF (Andrés Sanches), o coordenador da Copa do Mundo (Ronaldo Nazário) e o “conselheiro” sênior da CBF (ex-presidente Lula).

Mas pode ser, também, que Mano Menezes tenha sido o primeiro dominó a cair. Em seguida irá por terra Andrés Sanches, o diretor de seleções que mal fala o português, substituído por Marco Polo del Nero. Ronaldo Nazário, mais preocupado em tentar (inutilmente) perder peso para um programa de tevê, talvez continue em uma função apenas decorativa na comissão da Copa, e as opiniões de Lula, que não conseguiu evitar o julgamento do Mensalão, provavelmente serão cada vez menos ouvidas por José Maria Marin.

Escritório da Presidência da República é foco de corrupção

A propósito, o UOL destaca que ontem a Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, prendeu seis pessoas e indiciou outras 12 ao realizar uma ação de busca e apreensão no escritório da Presidência da República em São Paulo. Entre os investigados está a chefe do gabinete, “Rosemary Novoa de Noronha, que conheceu Lula na década de 1990, quando trabalhava para o então presidente nacional do PT, José Dirceu, a quem assessorou por 12 anos. Rosemary começou no governo federal em fevereiro de 2003, como assessora especial do gabinete regional, e passou a chefe da unidade em 2005.”

“Rosemary secretariava o então presidente Lula em viagens internacionais e foi responsável pela nomeação dos diretores Paulo Vieira (Agência Nacional de Águas) e Rubens Vieira (Agência Nacional de Aviação Civil). Os dois e o empresário Marcelo Rodrigues Vieira, todos irmãos, estão entre os presos. Também foram presos temporariamente os advogados Marcos Antônio Negrão Martorelli e Lucas Henrique Batista, ambos em Santos, e Patricia Santos Maciel de Oliveira, em Brasília. Patrícia já foi posta em liberdade.”

“Para a Polícia Federal, há comprovação da participação de servidores corrompidos da ANA, Anac, Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antac), AGU, Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério da Educação e Cultura (MEC). A investigação começou após um servidor do TCU ter procurado a polícia para confessar que havia sido cooptado por criminosos interessados em comprar um parecer técnico. A recompensa seria o pagamento de R$ 300 mil. Ele chegou a elaborar o documento e receber a primeira parcela, de R$ 100 mil, mas se arrependeu posteriormente.”

A princípio, o fato de Rosemary ter trabalhado 12 anos para José Dirceu e estar há nove anos a serviço de Lula – o que dá 21 anos convivendo com a cúpula do Partido dos Trabalhadores – não quer dizer que o ex-presidente conheça suficientemente e nem saiba das falcatruas de sua funcionária. Muito ocupado com palestras, viagens e reuniões como conselheiro da CBF, já que também é um expert em futebol, certamente Lula não sabe, não viu e sequer percebeu as manobras de sua chefe de gabinete.

Porém Rosemary era tida como pessoa de confiança de Lula e por isso a Polícia Federal acha muitíssimo improvável que o presidente, sagaz como sempre foi, não tivesse ao menos desconfiado das atividades de sua subordinada. Bem, as investigações estão apenas começando, mas já preocupam o Planalto.

Retrospecto de Santos x Corinthians

Por Wesley Miranda

O clássico mais antigo de São Paulo completará ano que vem 100 anos, e já chegou ao confronto oficial de número 304 na história, com 97 vitórias do Santos contra 123 vitórias do Corinthians e 84 empates. O Alvinegro Praiano marcou 475 gols e o da capital 559.

Em partidas válidas pelo Campeonato Brasileiro, o Santos já enfrentou a equipe do Corinthians em 51 oportunidades tendo vencido 18 empatado 15 e perdido 18 marcando 71 e sofrido 70 gols.

Artilheiros santistas do confronto
O artilheiro do confronto é Pelé com 50 gols! O Corinthians é a maior vítima do Rei do Futebol, que disputou 48 jogos, vencendo metade deles, empatando 15 e perdendo apenas nove. Marcar 50 gols em um mesmo time é um recorde sul-americano. Pelé marcou quatro gols na mesma partida em três oportunidades: 6 a 1 em 1958, 7 a 4 em 1964 e 4 a 4 em 1965.

O vice-artilheiro do confronto é o gênio Coutinho, que nunca perdeu para o rival atuando com Pelé. Ele marcou 13 gols em 16 jogos disputados (média de 0,81 gols por jogo). Em seguida vem José Macia, o Pepe, com 12 gols em 26 jogos (média de 0,46 gols por jogo). Feitiço, Odair Titica e Válter Vasconcelos, todos com nove gols, e Camarão, Antoninho Fernandes e Guga, com oitos gols, fecham a lista de maiores artilheiros contra o Corinthians.

Veja um vídeo com o maior artilheiro desse duelo:

www.youtube.com/watch?v=qa19MEY6Fa8

O primeiro encontro
Depois da derrota na estreia em Campeonatos Paulistas frente ao Germânia por 8 a 2, o técnico e zagueiro do Santos, Urbano Caldeira, decidiu fazer algumas alterações no “team”. A grande alteração foi a substituição do goleiro francês Julien Fauvel para a entrada de Durval Damasceno. Deu certo, e, no dia 22 de Junho de 1913, o Santos venceu o Corinthians por 6 a 3 com quatro gols dos futuros selecionáveis (a seleção brasileira só começou em 1914) Adolpho Millon Jr (2), Arnaldo Silveira (2) e, completando a goleada, Nilo e o próprio Urbano Caldeira.

Jogo insólito
Nos 100 anos de história, o Santos já jogou alguns jogos não oficiais combinado com Vasco, Flamengo, seleções de Argentina, Chile, Paraguai…. mas nenhum jogo foi tão insólito quanto o de 1925. Um combinado Santos/Corinthians.

Um amistoso no Parque Antártica com um duplo combinado entre Palestra Itália/Sirio contra Santos/Corinthians….

Vitória do primeiro combinado por 3 a 2. Os gols do segundo combinado saíram de jogadores santistas, Camarão e Hugo. O zagueiro do time da capital Pinheiro marcou contra o gol que deu números finais no placar, no segundo tempo da prorrogação.

Forasteiro Campeão
Depois de perder a decisão do Paulista de 1930 para o rival por 5 a 2 na Vila Belmiro, o Santos tinha a enorme chance de se redimir e conquistar o Paulista de 1935 contra o Corinthians no Parque São Jorge. O Santos FC e sua torcida temiam muito por um costumeiro favorecimento para os times da capital, pratica muito comum especialmente no período pré-profissional (antes de 1933). Para garantir que a marmelada não acontecesse, um grupo de estivadores santistas foram juntos com o time dispostos a tacar fogo no estádio se preciso!

Mas em campo o Santos se impôs e conquistou a vitória por 2 a 0 com gols de Raul Cabral aos 35 do primeiro tempo e Araken Patusca aos 17 do segundo tempo. Pela primeira vez, um clube fora da cidade conquistava o Paulistão.

www.youtube.com/watch?v=RrpgYW7Wk-8

A quebra do jejum
Depois da conquista de 1935, o Santos ficou 20 anos esperando por um novo título Paulista. E ele veio com a vitória em cima do Taubaté na Vila por 2 a 1, com gols de Álvaro aos 15 minutos e Pepe com o gol do desempate aos 20 minutos do segundo tempo! E a disputa era contra o Corinthians, que venceu o rival Palmeiras, mas ficou com o vice.

www.youtube.com/watch?v=jzbeVjJWDxE

Para a imprensa e para os torcedores dos clubes da capital, tinha dado zebra e, no ano seguinte, voltariam a ser campeões e o Santos pegaria mais 20 anos de fila. Ledo engano, porque vinha o Bicampeonato Paulista, e depois começava a Era Pelé sob o comando de Luis Alonso.

Nenhum time sofreu tanto com o Santos de Pelé no comando de Lula do que o Corinthians. De principal time do estado, passou a lutar com o São Paulo para ser a terceira força.

Da estreia do Rei no time titular em 1957 até a saída de Lula foram 34 jogos, com 20 vitórias santistas, contra cinco vitórias do Corinthians e nove empates.

A diferença que refletia nos confrontos consequentemente refletia nas conquistas! Enquanto o Santos conquistava títulos com enfadonha tranquilidade, o Corinthians colecionava vexames! O mais puro contraste de alvinegros.

Os grandes triunfos do Santos sobre o rival foram o Paulista de 64, quando os times terminaram o primeiro turno empatado, mas, já quase no fim do segundo turno, o Santos aplicou uma sonora goleada de 7 a 4 com quatro de Pelé e três de Coutinho e praticamente garantiu o título e eliminou o rival! O outro “triunfo” foi um empate na decisão do Rio-São Paulo 66. Sem Pelé, com Coutinho e Mengálvio expulsos, o Santos empatou contra o Corinthians de Garrincha no Pacaembu em 0 a 0 e impediu o título do rival. Flávio, do Corinthians, ainda perdeu um pênalti! Sem datas para continuar a disputa foram declarados campeões, Santos, Corinthians, Botafogo e Vasco, todos empatados com 11 pontos!

A era Pelé sob o comando de Antoninho
O auxiliar de Lula assumiu o Santos em 1967 com uma enorme responsabilidade: renovar um elenco vencedor. Jogadores como Zito, Coutinho, Pepe, Mauro Ramos e Gylmar tinham que ser substituídos por nomes equivalentes. Com isso, o rival passou a equilibrar um pouco mais nos confrontos.

Sob o comando de Antoninho Fernandes, foram 21 jogos com oito vitórias do Santos, seis vitórias do Corinthians e sete empates.

Mas uma dessas derrotas foi para o técnico Lula, então técnico do rival. E foi depois de 11 anos sem vitórias em campeonatos Paulistas.

Apesar do equilíbrio, o Santos seguiu contrastando com o rival no quesito títulos. Inclusive foi com a ajuda do rival que o Santos conquistou o Paulista de 1967. O Corinthians de Lula e São Paulo se enfrentaram na última rodada, e uma vitória dava o título ao tricolor depois de 10 anos de jejum. O jogo seguiu 1 a 0 para o São Paulo até os 44 do segundo tempo, quando Benê empatou e provocou uma partida extra de desempate entre Santos e São Paulo. O Peixe venceu por 2 a 1 e se sagrou campeão!

O grande triunfo santista em cima do rival foi no Paulistão 69. Depois de terminar a primeira fase em primeiro lugar, o Corinthians enfrentou o Santos no primeiro jogo do Quadrangular que tinha os quatro grandes de São Paulo. Confiante, Paulo Borges chegou a declarar que o grande adversário era o Palmeiras de Ademir e se esqueceu do Santos de Pelé. Resultado: Santos 3 × 1 Corinthians, com um de Edu e dois de Pelé! Todos golaços!

www.youtube.com/watch?v=FVOMMZPLoLw

A era Pelé sob os comandos de Mauro Ramos e Pepe
Era o fim de uma era do Santos, era o fim de uma era do futebol brasileiro!

A diretoria santista promoveu ex-jogadores e ídolos como técnicos: o zagueiraço Mauro Ramos e o eterno Pepe. Sob o comando dos dois, frente ao Corinthians foram duas vitórias, quatro derrotas e quatro empates. Desvantagem nos confrontos, mas vantagem em títulos, já que o Peixe ainda conquistou o título Paulista de 73!

Feios, Sujos e Malvados
Os Meninos da Vila de Chico Formiga formavam um time excepcional, dono de um futebol total, discoteca, irreverente… Mas ficaram um tempo sem vencer o alvinegro da capital, o que só aconteceu no final de 1983: 2 a 0 com gols de Pita, que jogou muito, e Vagner, contra.

Mas foi mesmo com um grupo experiente que o Santos conseguiu seu maior triunfo. Comandado por um conciliador (Castilho) que contava com uma muralha no gol (Rodolfo Rodrigues), um cão de guarda no meio (Dema), um matador no ataque (Serginho Chulapa), sem falar de Paulo Isidoro, Humberto, Zé Sergio, Lino, Toninho Vieira, Marcio Rossini… Um simples empate, e a taça desceria a serra. Quando a bola rolou, quase 112 mil pessoas viram um jogo truncado, sendo decidido pelos dois principais nomes do time: a muralha funcionou como sempre e o matador apareceu aos 27 minutos do 2º tempo para marcar o gol do título! E o Santos acabava com o jejum de seis anos sem títulos paulistas, de novo contra o adversário!

Vale rever o gol do santista Chulapa e os últimos minutos daquela decisão.

www.youtube.com/watch?v=r7Dy1VuQBBM

O matador
Nas épocas de vacas magras, o torcedor tinha poucos motivos para comemorar, e um deles era o matador Guga! Exímio cabeceador, sempre bem colocado, ganhou o coração da torcida por fazer muitos gols, em especial contra o Corinthians. Em 11 jogos, foram oito gols, média de 0,7 por jogo contra o rival. Uma das maiores da história do Santos.

E em dois jogos, foram seis gols. O primeiro em 25/10/1992, a vitória de virada por 3 a 1 com três gols de Guga. Quebrou um jejum de quatro anos sem vitória em cima do rival, e o seu terceiro gol foi inesquecível!

O outro jogo foi em 1994, e também de virada, o Santos bateu o Corinthians por 4 a 3, com três gols de Guga e um de pênalti do volante Dinho! Outro destaque da partida foi o goleiro Edinho, que fez no mínimo três defesas incríveis!

Veja um vídeo homenagem com o matador Guga

www.youtube.com/watch?v=lojyPrLuQUM

Voltando para casa
Mesmo tendo o seu estádio próprio desde os primórdios de sua história, o Santos, durante muitas décadas, abriu mão de sua casa quase que por completo em confrontos contra o Corinthians.

Só na geração Giovanni, que, depois de muita resistência, a Vila Belmiro foi palco de um novo Santos e Corinthians. No Paulista de 1995, 3 a 1 para o Santos e no Brasileiro 3 a 0. Desde então, a história do confronto se equilibrou e, no novo século, tende ao Santos.

Em uma dessas “voltas para casa”, o Santos conquistou o Torneio de Verão 1996. Um torneio de pré-temporada com as presenças de Santos, vice campeão Brasileiro 1995, Corinthians, campeão Paulista 1995, Cruzeiro, então futuro campeão da Libertadores 1996, e Grêmio, futuro campeão Brasileiro 1996.

Depois de vencer nos pênaltis o time gremista, o Santos chegou na final contra o Corinthians. A vitória santista no dia 24/06/1996 foi por 3 a 1 com gols de Giovanni, Kennedy e Camanducaia, conquistando o torneio!

www.youtube.com/watch?v=e6yZxTBAUfQ

A geração Diego e Robinho
Na maior final entre os dois clubes, deu Santos. Com requintes de genialidade de um adolescente ainda em formação, mas com talento precoce, uma histórica tradição de Vila Belmiro. Aliada com uma exibição de gala de seu número 1, o Santos ganhou as duas partidas da final do Brasileiro de 2002 e quebrou de novo, em cima do rival, seu jejum de título.

www.youtube.com/watch?v=WZFnvPjJP18

Foram cinco vitórias santistas em 2002, o que torna o Santos FC o maior algoz do Corinthians em uma só temporada. Em 1977, a Ponte Preta também ganhou 5 jogos, mas perdeu justamente os 2 decisivos.

O santista não pode reclamar de 2002.

Rio-SP – 1 a 0 – gol de Willian

Amistoso – 3 a 1 – André Luís, William e Renato

Brasileiro – 4 a 2 – Alberto (2) e Elano (2)

1ª Final do Brasileiro – 2 a 0 – Alberto e Renato

2ª Final do Brasileiro – 3 a 2 – Robinho, Elano e Léo!

De quebra, Robinho, em oito jogos, venceu sete e empatou um. Ficou invicto, sem falar no jogo anulado de 2005!

Além disso, o único gol marcado por Léo em um Campeonato Brasileiro frente ao Corinthians foi o da final de 2002.

7 a 1 ou 8 a 1 em quatro vitórias?
Depois de ganhar do Santos por 7 a 1 no Pacaembu no polêmico Brasileiro de 2005, a torcida corintiana passou a festejar o resultado com bandeiras e camisas comemorativas. Mas foi no confronto seguinte que o Santos iniciou uma nova sequência de vitórias.

No dia 12/02/2006, no Morumbi, pelo Campeonato Paulista, todos esperavam uma nova goleada do Corinthians de Tevez, mas o técnico Luxemburgo surpreendeu e armou o time com três zagueiros. A tática do técnico santista apareceu mesmo quando Geílson, aos 33 minutos do segundo tempo, marcou o gol da vitória em rápido contra ataque e garantiu a vitória santista mesmo com um jogador a menos!

www.youtube.com/watch?v=ThZ5CjwuXKo

Importante resultado na conquista em formato de pontos corridos do Paulista de 2006.

2 a 0 – Atuando na Vila Belmiro no dia 28/05/2006 pelo Brasileiro, o Santos ganhou do Corinthians por 2 a 0 com gols de Cléber Santana e Rodrigo Tabata.

3 a 0 – No segundo turno, no dia 05/10/2006, no Pacaembu, o Santos ganhou novamente do Corinthians, dessa vez com o placar mais dilatado: 3 a 0 com gols do lateral Kléber, Leandro e Zé Roberto.

2 a 1 – Fechando a série de quatro vitórias, pela 16ª rodada do Paulista de 2007, o Santos venceu por 2 a 1 na Vila Belmiro com gols de Zé Roberto e Jonas, e praticamente eliminou as chances do rival de disputar a fase semifinal.

Os Meninos cresceram
O Corinthians vinha em ascensão depois de amargar a segunda divisão em 2008. E jogando contra o Santos dos inexperientes Ganso e Neymar conquistou o Paulista de 2009, ganhando na Vila por 3 a 1 e empatando em 1 a 1 no Pacaembu.

Dois anos e muitos jogos depois, os time se enfrentaram na final do Paulista de 2011. Neymar já não era mais nenhum menino. Poucos dias antes de conquistar o Tricampeonato da Libertadores, mesmo com Ganso se contundindo no primeiro jogo da final, 0 a 0 no Pacaembu. O Santos se sagrou bicampeão Paulista ao derrotar o rival por 2 a 1 na Vila Belmiro.

Confira no vídeo, os gols de Arouca e Neymar. Ao final, um tributo a todos os times do Peixe que conquistaram o Paulista até 2011!

www.youtube.com/watch?v=YxfcLDsSq3E

A última decisão

Depois de derrotar o Santos na Vila por 1 a 0 na primeira partida da semifinal da Libertadores de 2012, bastava ao Corinthians o empate para chegar pela primeira vez em uma final de Libertadores. Para o Santos disputar sua quinta final, vitória por dois gols. Neymar abriu o marcador já no fim do primeiro tempo, mas o gol de Danilo na segunda etapa foi o resultado suficiente para garantir ao Corinthians a passagem para final da competição.

Neymar artilheiro da Libertadores
Com o gol marcado contra o Corinthians, Neymar se tornou artilheiro da competição junto com Alustiza, do Deportivo Quito, ambos com 8 gols.

Essa foi quarta vez que um santista terminou artilheiro da Copa Libertadores
1962: 6 gols: Coutinho, Alberto Spencer (Peñarol) e Enrique Raymondi (Emelec)

1965: 7 gols: Pelé

2003: 9 gols: Ricardo Oliveira e Marcelo Delgado (Boca Juniors

2012: 8 gols: Neymar e Alustiza (Deportivo Quito)

Esse gol também colocou o Neymar como vice artilheiro do Santos em Libertadores junto com Robinho, ambos com 14 gols. Pelé é o primeiro com 16 gols.

O último encontro

Pela 18º rodada, Santos e Corinthians se enfrentaram na Vila Belmiro no dia 19/08. Em jogo recheado de polêmicas o Peixe bateu o rival por 3 a 2 com gols de André(2) e Bruno Rodrigo.

CURIOSIDADES

Troca de Alvinegros

Apesar da rivalidade, não foram poucos os jogadores que trocaram de alvinegro ao longo da história. Vamos citar alguns:

Santos – Corinthians
Tuffy Neugen (Satanás Negro), Cláudio Cristóvão Pinho (maior artilheiro da história do rival), o ponta Tite, Edu, João Paulo (Papinha da Vila), Serginho Chulapa, Mauricio Assolini, Jamelli, Alessandro Cambalhota, Gustavo Nery, Deivid, Paulo Almeida, Alberto, Robert, Fábio Costa e os laterais direitos Pedro, Dennis e Alessandro.

Corinthians – Santos
Gylmar dos Santos Neves, Almir Pernambuquinho, Amaral, Ataliba, Sócrates, Hugo de Leon, Wladimir, Viola, goleiro Nei, Rincón, Edmundo, Marcelinho Carioca, Ricardinho, Fábio Baiano, Betão, lateral Kléber, Fabinho, Luizão e Doni.

Sem falar no caso de jogadores que atuaram pelos 4 grandes como Neto, Luizão, Muller, Cesár Sampaio e Antonio Carlos.

Na era profissional: Santos 20 × 18 Corinthians

Muito se fala que o Corinthians é o maior campeão Paulista de todos os tempos, com 26 títulos, mas pouco se comenta um fato importante. Depois que foi instituído o profissionalismo no futebol brasileiro (1933), o rival, que já tinha 8 títulos, conquistou mais 18, enquanto o Santos conquistou 20 paulistas no mesmo período, dois a mais que o Palmeiras (18) e igual ao São Paulo (20).

Homônimo Corinthians
Segundo o pesquisador Evaldo Rodrigues, o Santos já enfrentou quatro Corinthians em sua história além do tradicional rival: o de Presidente Prudente, o de Santo André, o de Salto e um Corinthians gaúcho contra o qual jogou em 1948.

E você, acha que o jogo de hoje é um mero amistoso?


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