Com uma vontade bem maior do que nos últimos jogos, o time Sub-20 do Santos venceu o São Paulo por 1 a 0, hoje à tarde, na Vila Belmiro, e agora tem a vantagem do empate no próximo sábado, às 11 horas, no Pacaembu, para ficar com o título estadual da categoria.

Desta vez gostei do time. Não que tecnicamente tenha sido um primor. Ainda errou muito no último passe e na conclusão a gol, mas a disposição da equipe superou as deficiências e acabou resultando nesse triunfo sobre a boa equipe do São Paulo, que tocou bem a bola, mas não foi tão objetivo quanto o Santos.

Destaco Geuvânio, Gustavo Henrique, Leandrinho, Pedro Castro e Lucas Otávio – este, o autor do gol, aos 42 minutos do primeiro tempo, aproveitando uma boa jogada de Leandrinho pela esquerda.

Lucas Otávio é um volante baixinho. Bem baixinho mesmo. Talvez se desse até melhor como lateral. O certo é que foi um dos melhores do time. Gostei também do empenho de Pedro Castro. Ele não tem categoria e precisa melhorar o chute a gol, mas é um determinado, tem personalidade, e isso também se conta no futebol.

O zagueirão Gustavo Henrique melhorou. Só precisa tomar cuidado para não fazer faltas na entrada da área. Mas também mostrou determinação – algo que falta, por exemplo, a Leandrinho, que tem tudo para se tornar um grande jogador. Só precisa se entregar mais ao jogo.

Do ponto de vista técnico, a grande expressão santista é Geuvânio. O rapaz dribla bem e tem um arranque formidável. Só precisa passar a bola em alguns momentos e aprimorar o chute a gol. Porém, isso se aprende rapidamente, quando se quer. É só treinar, ora.

Só espero que a torcida do Santos não abandone seus garotos no jogo decisivo do próximo sábado. Pode parecer que não, mas esse título é importante, principalmente porque o Santos não tem dinheiro para grandes contratações e deverá olhar com mais carinho para os jogadores vindos da base.

Em que pé anda o pedido de entrevista com um dirigente

Como se sabe, em nome deste blog estou tentando marcar uma entrevista com um importante dirigente do Santos. A assessoria de imprensa do clube sugeriu que as perguntas fossem enviadas por e-mail, e seriam respondidas pelo mesmo processo. Agradeci, porém prefiro fazê-las pessoalmente.

Ao vivo podemos explicar melhor alguma questão, ou pedir o complemento de uma resposta, o que é impossível nas entrevistas por e-mail.

Espero que o dirigente santista se sensibilize com a oportunidade de solucionar algumas dúvidas dos torcedores e marque a entrevista. Fui avisado de que se trata de uma pessoa que evita dar entrevistas presenciais e que só concedeu esse privilégio a Wanderley Nogueira porque “é um profissional que ele já conhecia há algum tempo”. Bem, espero que esse dirigente ao menos me conheça por intermédio de algum livro do Santos que eu escrevi e que ele, como santista, tenha lido.

E você, que pergunta faria ao dirigente do Santos?