Alguns de vocês devem ter sido surpreendidos por um e-mail do amigo Luciano, do Arujá, presidente de uma empresa na área de cosméticos, que está arregimentando pessoas para lançar minha candidatura à presidência do Santos, nas eleições de 2014.

Provavelmente bem impressionado com as ideias e atitudes que demonstramos principalmente neste espaço, o Luciano está convicto de que sou a pessoa certa para comandar os destinos do Santos, amparado pela estrutura que já existe no clube e pelas pessoas que trabalham ou que estejam dispostas a trabalhar – bastante – pelo sucesso do nosso Alvinegro Praiano. É claro que não posso me opor a isso.

A presidência é um cargo especial, mas exige o mesmo que um outro cargo qualquer: competência, ética, honestidade e dedicação. Mas não creio que eu seja o único que possa encabeçar um trabalho consistente para levar o Santos, definitivamente, ao lugar que ele merece.

A revolução pela democracia

Na verdade, não creio que a solução dos problemas dos clubes brasileiros esteja em um ou outro nome, mas em milhares de nomes. Ou seja: o aficionado, os milhares, milhões de torcedores (sócios, principalmente) é que precisam ser ouvidos. Essa entidade coletiva é sábia e geralmente encontra as melhores soluções para cada etapa da vida de um clube. Veja o caso do Santos…

A torcida torceu o nariz para Bill e João Pedro, que foram contratados mesmo assim. E o que está acontecendo com eles? Nada. Despesas inúteis, dinheiro jogado fora por arrogância, por se achar que a opinião do torcedor não tem importância alguma.

Assim como esse blog andou praticamente sozinho (bem coordenado pelo amigo Vítor Queiroz de Abreu, é verdade) durante as minhas férias, tocado pela opinião sensata dos santistas, o que impede um clube de basear suas ações na opinião da maioria de seus torcedores?

Fala-se muito em democracia, mas quem a pratica? Quem comanda o futebol brasileiro, paixão de tantos milhões, a não ser algumas raposas pingadas que assumiram a CBF?

Nos clubes se vê o mesmo panorama. É só assumir o poder e o novo líder dá as costas a quem o elegeu. Bem, para mim esse é um dos maiores erros que um clube pode cometer e a razão de muitos estarem em uma situação tão difícil. Falta ouvir o torcedor.

E o santista não é qualquer um. Convivo com a opinião dos torcedores do Santos há muitos anos e sei exatamente o que ele quer e o que ele espera do time, dos jogadores e dirigentes. Acho que sei exatamente em que ponto de sua história o Santos está e em qual pode chegar.

Mas, fique tranquilo, não estou fazendo campanha. Apenas redigi este post para dizer que sei bem do interesse de alguns santistas para que eu organize uma chapa e me candidate em 2014. Não serei falso modesto. É uma honra ser lembrado para cargo tão importante. Mas, se um dia eu chegar lá, amparado pelos que acreditam em mim, vocês tocarão o Santos comigo. Esse time é de todos nós.

Você não acha que o santista deve participar mais das decisões do clube?