Nos útimos dias os santistas ficaram de cabelo em pé com os boatos de que Hugo e Richarlyson seriam duas das novidades do Santos em 2013 anunciadas pelo vice-presidente Odilio Rodrigues. Depois das contratações de Bill, Patito, Gérson Magrão e uma baciada de jogadores no máximo medianos, o torcedor ficou traumatizado e perdeu a confiança no poder de análise técnica e nos demais critérios adotados pelos responsáveis por “reforçar” o Santos.

Fases difíceis, de penúria financeira e futebol medíocre, o Alvinegro Praiano, como qualquer outro clube, sempre viveu. Mas o que mais incomoda o torcedor neste momento é que a diretoria vende uma imagem de sucesso e prosperidade, mas na prática o Santos – com a exceção maravilhosa de Neymar – tem sido nesse segundo semestre de 2012 um clube limitado no campo das contratações, e nada indica, ainda, que haverá mudanças substanciais em 2013.

Acredito que a frustração seria menor se o comando do clube tratasse o torcedor com mais respeito, sinceridade e consideração. Se se sentisse parte do processo, se estivesse a par de tudo o que se passa no clube, o santista ao menos estaria ao lado dos dirigentes, na alegria e na tristeza. Hoje, porém, é como se o torcedor fosse uma coisa, e a direção do clube, outra.

Se o seu departamento de marketing é tão bom e se houve um aumento substancial na verba recebida da tevê, por que o Santos, no precioso ano de seu Centenário, tem apenas a décima-segunda folha de pagamentos entre os 20 clubes da Série A? Não valeria a pena investir mais para ao menos conseguir uma vaga na Libertadores em 2013, na qual será o único time grande de São Paulo a ficar de fora? Está faltando dinheiro? Ora, mas não estava sobrando? Qual é a situação real das finanças do clube?

As decisões são tomadas por um comitê gestor no qual não há uma única pessoa que realmente entenda o futebol. E a vontade do torcedor – como ficou evidente no caso da contratação de Bill – é solenemente ignorada. Ora, mas não foi para este mesmo torcedor que se pediram os votos que colocaram essa confraria no poder? Quando votou o santista era inteligente, agora virou idiota?

Enfim, o Santos de hoje tem vários problemas, muitos deles comuns à maioria dos clubes de futebol, mas o que mais incomoda é essa arrogância de sua direção, essa prepotência, essa prática de ignorar o torcedor, que é a razão maior da existência de um clube de futebol.

E para você, a direção do Santos peca pela arrogância? Ou não?