Neymar foi excelente. Ponto. Nada do que este blog fale sobre ele será novo ou irá aumentar o seu prestígio e carisma. Três gols e uma assistência em uma vitória de 4 a 0 sobre o Cruzeiro em Belo Horizonte. Falar mais o quê? Sobre o adorado ídolo Neymar, nada. Mas sobre a torcida do Cruzeiro, que bateu palmas para ele e gritou o nome do número 11 do Santos, os meus sinceros parabéns.

Só tinha visto e ouvido isso acontecer há 43 anos, quando neste mesmo mês de novembro, na noite do dia 19, Pelé fez o esperado milésimo gol e o Maracanã, com sua maioria de vascaínos, cantou o nome do Rei do Futebol em um coro de arrepiar.

Pelé – Neymar. Dois santistas amados também por torcedores de boa vontade de todos os times. Como se pode definir esse fenômeno, além de predestinação? Mas momentos únicos assim só podem acontecer diante de pessoas que amam o futebol além da rivalidade rasteira.

Neymar se emocionou com os cruzeirenses, mais do que poderia se emocionar com os santistas. Pois é óbvio que o torcedor do Alvinegro Praiano também ficaria euforicamente agradecido a ele, mas os torcedores do Cruzeiro, que poderiam vaiá-lo ou persegui-lo, como tantos outros do Brasil e do exterior, mostraram por meio de seus aplausos, uma nobreza incomum e deram uma mensagem clara, vinda do coração: nós o amamos, Neymar, pelo seu futebol e por quem você é. Não importa que você jogue pelo Santos. O que interessa é que é brasileiro e joga em nosso País!

O bom, o mais ou menos e o ruim do Santos

Neymar esteve acima de todos, claro, mas Arouca, Bruno Rodrigo e Galhardo também se destacaram. Tiveram ainda boa atuação Rafael, Durval, Adriano, Henrique, André, Miralles, Felipe Anderson, Gérson Magrão. Só não gostei mesmo do Juan, pelos mesmos motivos de sempre: marca mal e é desatento na defesa e perde muito a bola no ataque.

Veja abaixo os quatro gols do Santos contra o Cruzeiro e perceba os detalhes de cada um: No primeiro, Arouca foi esperto para se colocar bem no arremesso lateral (lance em que não há impedimento), proteger a bola, chegar à linha de fundo e tocar para trás, no pé de Neymar. No segundo, André pensou rápido para aproveitar a falha da defesa do Cruzeiro e tocou rasteiro e preciso para Neymar, que matou a bola e bateu entre as pernas do adversário, complicando a vida do goleiro Fábio. No terceiro, André deu um passe de peito para Neymar, que deu um drible de chilena, usou a velocidade para alcançar a linha de fundo, ergueu a cabeça, olhou para trás e deu no pé de Felipe Anderson, que chutou forte, rasteiro e sem defesa. E no quarto, o mais bonito de todos, Miralles e Felipe Anderson (que se entendem muito bem), tabelaram pela linha lateral, Miralles deu um chapéu no zagueiro, penetrou e olhou para trás, serdindo Neymar, que chutou alto, no contra-pé do goleiro.

http://youtu.be/yIg8k8Cqe8Q

E você, o que achou do Santos, de Neymar e da torcida do Cruzeiro?