Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Month: dezembro 2012 (page 1 of 4)

O branco e o negro, em perfeita harmonia!

O que mais podemos desejar para 2013, além de harmonia? Harmonia entre as pessoas, mesmo as de credo, costumes, línguas e times diferentes. Nem direi de raças, pois somos todos da raça humana, com o DNA igualzinho, só um pouquinho diferente do DNA de um chimpanzé. Sim, somos todos chimpanzés melhorados. Uns mais, outros menos, mas hoje as diferenças não interessam.

Estamos todos querendo desesperadamente ser felizes e fazer alguma coisa de útil. Quanto a este último objetivo, não creio que baste criar um filho, plantar uma árvore e escrever um livro. Já cumpri essa trilogia, mas percebo que ainda falta tanto…

E não falta só fazer, mas sentir. Talvez sentir seja até mais importante, pois só os sentimentos podem nos colocar no lugar dos outros e descobrir porque devemos ser justos e generosos com aqueles que dividem esse cantinho do Universo conosco.

Um cantinho tão frágil, uma lâmina de vida restrita a esta faixa azul que concentra o oxigênio e a água de que precisamos para manter nossos corpos e nossos sonhos vivos.

Neste último dia do ano eu já tinha um post engatilhado sobre o Santos e as competições de 2013, mas o deixei de lado. É certo que o futebol faz parte de nossas vidas, que quase todos os leitores deste blog se identificam com a alma e a cultura do nosso querido Santos, mas hoje é dia de dirigir o pensamento para algo ainda mais sublime.

Impossível não desejar decididamente a paz – que traz a verdadeira felicidade – em uma noite de reflexão como a de hoje. E, repito, não há paz sem harmonia, assim como não há harmonia sem respeito.

Por isso, como presente aos freqüentadores deste blog – em média mais inteligentes e elegantes do que o blogueiro – escolhi uma música composta por uma dupla digna de Pelé e Coutinho, que fala da harmonia entre as pessoas e, sintomaticamente, da união entre o branco e o negro.

Feliz 2013! Posso contar com você no ano novo?

Ebony And Ivory

De Paul Mccartney e Stevie Wonder

Ebony and ivory live together in perfect harmony. Side by side on my piano keyboard, oh lord, why don’t we? We all know that people are the same where ever we go.

There is good and bad in ev’ryone. We learn to live, we learn to give each other. What we need to survive together alive?

Ebony and ivory live together in perfect harmony. Side by side on my piano keyboard, oh lord why don’t we?

Ebony, ivory living in perfect harmony. Ebony, ivory, ooh…

We all know that people are the same where ever we go.
There is good and bad in ev’ryone. We learn to live, we learn to give each other what we need to survive together alive.

Ebony and ivory live together in perfect harmony.
Side by side on my piano keyboard, oh lord why don’t we?

Ebony, ivory living in perfect harmony (repeat and fade).

Ébano e Marfim

Ébano e marfim vivem juntos em perfeita harmonia. Lado a lado no teclado do meu piano, Oh, Senhor, por quê nós não? Nós todos sabemos que as pessoas são iguais onde quer que você vá. Existe o bem e o mal em todos.

Nós aprendemos a viver, aprendemos a dar um ao outro.
O que precisamos para sobreviver juntos, vivos?

Ébano, Marfim, vivendo em perfeita harmonia. Lado a lado no teclado do meu piano, Oh Senhor, por quê nós não?

Ébano, Marfim, vivendo em perfeita harmonia. Ébano, marfim, ohh…

Nós todos sabemos que as pessoas são iguais onde quer que você vá. Existe o bem e o mal em todos. Nós aprendemos a viver, aprendemos a dar um ao outro. O que precisamos para sobreviver juntos, vivos?

Ébano, Marfim, vivendo em perfeita harmonia. Lado a lado no teclado do meu piano. Oh Senhor, por quê nós não?

Ébano, Marfim, vivendo em perfeita harmonia…


Mentiras sobre Neymar, contratações, perguntas ao Alvaro de Souza

Sexta-feira passada, 28 de dezembro, em que a Espanha comemorou o “Dia dos Inocentes”, uma espécie do nosso “Dia da Mentira”, o jornal Sport, da Catalunha, região em que se localiza a cidade de Barcelona e, conseqüentemente, o time de mesmo nome, publicou uma entrevista com Neymar pai, em que ele teria dito que após a Copa de 2014 o filho irá para a Europa e, provavelmente, para o time catalão. Como para muitos formadores de opinião do Brasil mentira ou verdade é a mesma coisa, a “entrevista” teve grande repercussão por aqui.

Bem, eu já escrevi várias vezes que o que é bom para o futebol europeu não é bom para o Brasil. A ausência de Neymar não será ruim apenas para o Santos, mas também para o futebol brasileiro, que já começa a ter uma visibilidade que incomoda os europeus.

Com Neymar mais crianças e adolescentes gostarão do futebol e as competições internas serão mais valorizadas, darão mais ibope e tornarão o Campeonato Brasileiro um produto mais caro e mais requisitado pelo mercado internacional. Sem Neymar, tudo será mais árido, mais difícil, mais pobre.

Mas um pool de empresas patrocinadoras, o próprio Santos e, quem sabe, a Rede Globo – que teria um show de melhor qualidade para vender – podem impedir que o maior astro do nosso futebol vá embora. É só querer. Neymar é uma atração que se paga. Perdê-lo para o mercado espanhol será constrangedor em uma época na qual o Brasil tem uma economia mais forte do que a do país ibérico.

O bumbo e a gaita

Não se espante com o sub-título acima, falarei de contratações. Não dizem que um bom time de futebol joga por música? Pois falemos de jogadores-instrumentos. Veja que por mais que gostemos e respeitemos o grave desempenho do bumbo, sabemos que o tal não consegue solar uma canção. Fica naquele bum-bum o tempo todo.

Por outro lado, há os instrumentos harmônicos, como o violão, o piano, a harmônica (ou sanfona), a gaita de boca, que acompanham, solam, fazem o baixo. Estes se bastam, podem, sozinhos, dar um recital. É deste jogador-instrumento que o Santos precisa. Por isso, entre Robinho, Montillo e Nenê, sou obrigado, como alguém que entende música de ouvido, a preferir o argentino. Mas há pontos a ponderar…

Montillo não é um meia prendedor de bola e distribuidor de jogo, como seria o substituto ideal de Ganso. É mais um ponta de lança, como Robinho e Nenê, mas não tem, para o santista, um décimo do carisma de Robinho. O ideal seria mesmo Riquelme, se estivesse em plenas condições clínicas. E, mesmo que não fosse para atuar em todas as partidas, e aceitasse um salário menor, eu chamaria Marcos Assunção para conversar. Está na hora de o Santos transformar faltas na entrada da área em gols.

Há 20 dias enviamos 25 perguntas a Álvaro de Souza

Importante membro do comitê gestor do Santos, Álvaro de Souza recebeu 25 perguntas desde blog no dia 10 de dezembro, portanto, há 20 dias. Como explicou o assessor de imprensa do Santos, Arnaldo Hase, as respostas deveriam demorar mesmo algum tempo, já que Souza é conselheiro de várias empresas importantes – entre elas a problemática Gol – e só depois de cumprir seus compromissos de final de ano com essas empresas é que se debruçaria sobre as perguntas enviadas pelos santistas deste blog.

Continuamos aguardando pacientemente pelas respostas. Sugiro que da mesma forma que presta contas às outras empresas para as quais trabalha, Souza deveria encarar essas respostas como uma prestação de contas à gigantesca comunidade de santistas que ou lê o blog, ou acaba sabendo dos temas tratados aqui.

Para alegrar o domingo, trago uma homenagem dos compositores Ricardo Peres e Bio Peres – e muitos intérpretes de valor – à alegre, orgulhosa e irreverente cidade geradora de craques. Veja e ouça “Santos, obra-prima da mãe natureza”:

E você, o que acha disso tudo?


Um desejo para 2013: Sinceridade!

Os artigos de futebol pela Internet geram em muitos a vontade egoista e única de ganhar a discussão, deixando a verdade dos fatos de lado. Essa atitude é uma erva daninha que cresce e tem de ser ceifada antes que não se distingua mais o real da fantasia, a sinceridade da maledicência.

Neste blog, sempre que um comentário tentar divulgar informações falsas, com o claro intuito de confundir os leitores, diminuir a importância de feitos históricos ou manchar a imagem de alguém, irá, prazerosamente, para a lixeira. Está na hora de tentarmos fazer algo para que a Internet deixe de ser uma terra de ninguém, dominada pela mentira e pelo interesse mais baixo.

À propósito, escrevi sobre o mesmo tema para a edição desta sexta-feira do jornal Metro de Santos. Para ler a coluna, siga este link:
http://www.readmetro.com/en/brazil/metro-santos/

Só posso adiantar que a coluna termina assim:

E o mais importante mesmo, para um cronista, não é contar com a cumplicidade de todos, mas sim com a sinceridade de seus leitores. Esta moda de usar nicknames (pseudônimos) para se expressar pela Internet, favorece os falsos, os mentirosos, os alcoviteiros.

Já dizia Riemer, referendado por Schopenhauer: “Um adversário que mostra sua cara abertamente é uma pessoa honrada, moderada, com a qual é possível se entender…; em compensação, um adversário escondido é um patife covarde e infame, que não tem coragem de assumir seus julgamentos”.

Portanto, que 2013 seja para você um ano de extrema sinceridade, de opiniões autênticas voltadas para construir feitos edificantes, e não para destruir carreiras e reputações. Um ano em que não pensaremos no que o Santos pode fazer por nós, mas sim o que podemos fazer pelo Santos. E pelo futebol. E pela vida.

E você, promete que será sincero(a) ao comentar neste blog?


Sabe quando Messi será melhor do que Pelé?

A imprensa catalã divulgou com estardalhaço, e jornalistas do mundo inteiro repercutiram sem pensar, a informação de que Lionel Messi bateu o recorde de gols de Pelé em uma temporada. Como a notícia, mesmo para quem acompanha o futebol superficialmente, parece inverossímil, ela vem acompanhada com uma errata, ou melhor, uma explicação: só foram contados os gols em “jogos oficiais”. Com 91 gols, Messi teria marcado 16 a mais do que Pelé, que em 1958 marcou 75 “oficiais”.

Excluir os jogos “amistosos” da carreira de um jogador que atuou até a década de 1970 é o mesmo que ceifar dessa carreira de alguns de seus momentos mais grandiosos. Pois o que hoje se entende como “amistoso”, quase um jogo-treino sem importância, antes podia significar duelos lendários, que ficavam definitivamente para a história.

Em 1959, por exemplo, ano em que marcou 101 gols, Pelé foi o autor de quatro tentos na vitória impagável sobre a Internazionale, no Torneio de Valência, por 7 a 1. Você chamaria uma partida contra a Inter de Milão “amistosa”?

E em 1961, quando Pelé chegou à marca, esta sim um recorde, de 110 gols na temporada, dois deles foram confeccionados na faiscante decisão do Torneio de Paris, na qual o Santos enfrentou o Benfica, campeão europeu, e goleou por 6 a 3.

Por que adversários consagrados como Internazionale e Benfica têm de ser deletados da contagem de gols de Pelé, enquanto equipes inexpressivas, como Malaga, Getafe, Zaragoza e quetais merecem ser incluídas entre as generosas adversárias do Barcelona de Messi? Por que a imprensa catalã quer? Ou porque no idiotizado mundo das estatísticas, estes últimos têm o privilégio de participarem de “jogos oficiais”?

Jornalismo estatístico x textos com alma

Hoje vivemos a predominância do jornalismo estatístico, em que o bom texto, os parágrafos sonoros, pensados, com ritmo e estilo, raramente são encontrados. Não há quem os faça e é muito mais fácil usar os números como muletas.

Os números fazem parte do futebol, é certo, mas há poucas técnicas que mais distorcem a verdade do que a estatística, ainda mais quando esta analisa apenas pequena parte do todo. Sempre haverá aquele quem, em uma competição, ou em um aspecto particular, faça mais gols do que Pelé, pois o Rei do Futebol, e os estatísticos têm dificuldade de perceber isso, não era uma simples máquina de fazer gols, mas sim um artista que também fazia gols.

O problema dos deformadores da verdade histórica é que eles geram um bando de leitores idiotizados, cuja única fonte de consulta são esses blogs e sites repletos de falsidades que se vê na Internet. Receptivos a qualquer informação que justifique seus sentimentos mais baixos – como o ódio e a inveja –, esses leitores, por sua vez, espalham sandices pelo éter que sempre encontram uma terra podre em que frutificar. Veja o comentário que encontrei abaixo de um post do Globoesporte com o título “Melhor do que Pelé?”:

Santos de Pelé foi o melhor time do Brasil na era do futebol amador, mas disputava torneios exibição sem valor algum. Aqui no Brasil os times eram formados de trabalhadores, não tinha(sic) condições de viver de futebol. O Santos tem uma historia nesta fase e foi importante para o torcedor, mas mesmo assim não deixou de ser amador. Fazer 200 gols no ano era facil.

Como se sabe, o amadorismo começou no Brasil em 1933 e Pelé jogou no Santos até 1974. 41 anos de diferença entre o fim do amadorismo e o fim da era Pelé no Alvinegro Praiano! E o autor desse comentário acima diz e repete que o Santos e o futebol brasileiro eram amadores nos tempos de Pelé… E afirma que fazer 200 gols no ano era fácil!!! O pior é que sempre haverá um leitor mais idiota ainda que acreditará nessas imbecilidades. Felizmente não tenho esses tipos aqui no blog…

O que é essencial saber sobre Pelé e Messi

Os méritos de cada um dos dois são indiscutíveis e não sou em quem os tirará. Porém, há diferenças fundamentais que me fazem afirmar que o tempo tornará Messi apenas mais um dos que foram comparados a Pelé, como tantos outros antes, sem, entretanto, superar o Rei.

Mesmo os estatísticos terão de admitir que, ao se analisar o todo, ficará impossível fazer tal comparação. Pelé chegou aos 500 gols aos 21 anos e 10 meses, Messi tem 25 anos e seis meses e nem alcançou a metade. Pelé foi nove vezes consecutivas artilheiro de uma das competições mais difíceis da época – o Campeonato Paulista de Futebol –, em que o Santos tinha de se bater contra adversários de tradição, como São Paulo, Corinthians e Palmeiras.

Pelé foi três vezes campeão de uma Copa do Mundo e participou de quatro delas, marcando em todas. Fez dois gols na final de 1958 e um na decisão de 1970, quando também deu assistências para outros dois gols. Também foi duas vezes campeão mundial pelo Santos, marcando três gols e dando uma assistência na final de 1962, contra o Benfica, em Lisboa.

Para se igualar a Pelé no quesito desempenho em Copas do Mundo – essencial para se avaliar a carreira completa de um jogador – Messi terá de vencer as próximas três Copas e ser decisivo em ao menos duas delas, mantendo o mesmo rendimento até os 35 anos.

Outro aspecto, para mim fundamental, é a versatilidade técnica. Por que Roger Federer passou a ser considerado o melhor tenista de todos os tempos? Por que, além das estatísticas, é um jogador completo, que domina todas as técnicas do jogo. Ou seja: faz tudo, e bem. Conhece os golpes e seus efeitos, pode jogar tanto no fundo da quadra, como na rede, tem ótimo condicionamento físico, excelente mobilidade, é tranqüilo nos momentos decisivos…

Passe as qualidades de Federer para o futebol e só Pelé preencherá todos os atributos. Rápido, capaz de correr 100 metros em 11 segundos com a bola colada aos pés; dono de uma impulsão espantosa e uma técnica de cabeceio primorosa; autor de uma matada de peito que se tornava um drible, pois deslocava o zagueiro e preparava a bola para a jogada seguinte; capaz de chutes poderosos com os dois pés, alternando bolas fortes ou colocadas; excelente cobrador de faltas e pênaltis; valente, crescia quando agredido e provocado; enfim, uma presença inspiradora que levava o Santos e a Seleção Brasileira a vitórias redentoras.

Por isso, eu diria, respondendo à pergunta do título, que o argentino Lionel Messi só será melhor, melhor não, igual, a Pelé se, na próxima encarnação, ou em alguma outra dimensão do tempo e do espaço, nascer de cabelo carapinha, de pele escura, falando português, filho de Dondinho e de Dona Celeste e em uma pequena cidade do Sul de Minas.

Quantos gols você viu o Messi marcar com a cabeça? Tudo bem, deixa pra lá… Veja alguns de Pelé. Note a impulsão e a técnica:

Quantos gols você viu Messi marcar com a perna direita? Pois Pelé era destro e treinou tanto a perna esquerda, que usou-a para marcar gols assim:

E pra você, quando Messi será melhor que Pelé?


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