Por falta de um cartão de Natal específico, utilizo-me daquele que o RPN fez para o blog no Natal de 2010, quando a CBF unificiou os títulos brasileiros. Mas sou eu quem agradece a todos pelo prestígio!

Gosto do Natal. É um momento de reflexão, de amor, de tranqüilidade. Momento de estar ao lado de quem amamos e que nos ama (e que outra definição melhor pode haver para a sensação de felicidade?).

Momento de analisar o que fizemos – de bom e de errado – e tentar melhorar. Sempre.

De tentar ser mais compreensivo com os que pensam diferente de nós, dos que torcem para outros times, por exemplo.

Você sabe que prefiro conviver com santistas, pois reconheço neles o mesmo senso estético e ético que aprecio, mas também tenho amigos que ainda não encontraram e talvez nunca encontrem o caminho da justiça e da verdade. Paciência. Tento entendê-los mesmo assim.

Se não dermos o primeiro passo em busca do entendimento, a vida e o futebol prosseguirão uma eterna guerra. Por mais fanáticos que sejamos às vezes, sabemos que a paixão por um time não pode ser mais importante do que o carinho e o respeito entre as pessoas.

Se em algum momento, durante este ano, eu infringi estas regras, e sei que as infringi, penitencio-me. Peço desculpas a quem ofendi. O fato de torcer para o time mais espetacular que já existiu não me dá o direito de me achar melhor do que ninguém. Cada torcedor traz no seu coração os motivos de seu amor, e isso deve ser respeitado. Amalucados torcedores do Alvinegro de Itaquera, um abraço para vocês!

Que vença sempre o talento, a arte, a eficiência. Enfim, que vença o melhor e que saibamos, todos, reconhecer esse mérito.

E, o que é mais importante, saibamos reconhecer também o mérito e o esforço dos perdedores, pois sem eles não há o maravilhoso arrebatamento da competição.

No começo deste ano, por julgar importante não interferir na veia crítica deste blog, e por fazer com que ele se tornasse uma voz independente entre os santistas, fui punido pela diretoria do clube, que me excluiu do filme do Centenário e me destituiu do cargo de coordenador do Centenário do Santos.

Não é agradável lembrar isso agora, mas é bom saber que nada impediu que este espaço continuasse aberto, vivo, fiscalizador. Creio que daqui partiu a veia crítica que hoje faz os santistas serem mais exigentes com essa diretoria que muito prometeu e pouco, ou nada, fez.

Mas, como em todo Natal, a esperança está mais viva do que nunca. Os anjos trarão um 2013 cheio de realizações. Nós merecemos. Pode fazer o seu pedido!

Feliz Natal!

E você, que pedido fará ao Papai Noel?