Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: janeiro 2013 (page 1 of 7)

Cícero x Ganso repete troca de Arouca por Rodrigo Souto


Anote na sua agenda!

Há pouco mais de três anos Rodrigo Souto foi trocado por Arouca, reserva do São Paulo. Enquanto Souto disse que no time do Morumbi teria mais visibilidade, Arouca veio quietinho e hoje é jogador de Seleção Brasileira. Quanto ao ex-santista, que passou a ser conhecido como Rodrigo “Visibilidade” Souto, sumiu. Agora o caso está se repetindo com Cícero – o melhor da vitória de ontem pro 1 a 0, sobre o Ituano – e Paulo Henrique Ganso, que foi recebido com festa na Vila Sônia e agora está no banco de reservas, sem nunca ter jogado uma boa partida pelo tricolor.

O clássico na Vila Belmiro será uma boa oportunidade de ver esse duelo e acho que não estou sendo otimista ao prever que o discreto Cícero engolirá o grasnador Ganso, que ainda não mostrou no Morumbi um futebol que se espera de um meia de tanta fama.

Jogador moderno, que defende e ataca com eficiência, erra poucos passes e chuta com força e precisão, Cícero tem sido a melhor contratação do Santos para 2013. Livre da esconfiança de seu antigo clube, está à vontade no Alvinegro Praiano e já conquistou a torcida. Ontem, em Itu, foi o mais eficiente e culminou sua ótima atuação com o gol da vitória, marcado com um chute poderoso de fora da área.

Aí é que entra a diferença do bom jogador e do comum. Chutar, muitos do Santos o fizeram ou tiveram a oportunidade, mas só Cícero o fez como eficácia. Que o lateral Bruno Peres treine mais esse fundamento, assim como André e Montillo, que não conseguem marcar gols, apesar de terem sempre boas oportunidades.

Jubal, que bela surpresa!

Gostei muito do garoto Jubal. Calmo, decidido, com grande categoria, foi um dos maiores responsáveis pelo fato de o Santos não sair de trás com chutões para frente. Até Durval ficou constrangido de apelar para seus “tiros de meta”. O garoto realmente é bom. Se Gustavo Henrique também se firmar o Santos já terá uma dupla de zaga das melhores e saída do forno milagroso da Vila Belmiro.

Mas voltei a me decepcionar com o lateral-esquerdo Guilherme Santos, atrapalhado e sobrecarregado no seu setor, já que poucos o auxiliaram por ali. André também continua jogando mal. Quando o técnico Muricy Ramalho decidirá colocá-lo no banco? Aguardemos or próximos capítulos…

Adriano deu pro gasto. Não foi mal, mas seu joguinho é limitado. Não há dúvida de que Renê voltará como titular. Enquanto André nem tenta nada muito novo, como enfiar uma bola ou acertar um chute a gol, Neymar tenta demais e ontem, novamente, mais errou do que acertou.

Quando jogou exclusivamente para o time, como nos primeiros dez mintuos do segundo tempo, foi bem e permitiu que o Santos fluísse, dominasse e abrisse o marcador. O momento era excelente e poderia ter resultado em novos tentos, mas Neymar passou a individualizar demais as jogadas e só arrumou brigas com Marcinho Guerreiro e outros.

Seu toque por cobertura no goleiro Anderson foi genial, mas no todo o Menino de Ouro não reeeditou suas melhores atuações. Teve algumas oportunidades no mano a mano com o zagueiro e não conseguiu ser bem-sucedido em nenhuma delas. Há momentos em que sem Neymar o time jogaria melhor. Quando ele perceber que prender a bola nem sempre é a melhor opção, ele e o Santos ganharão com isso.

De qualquer forma, a vitória fora de casa mantém o Santos na liderença momentânea, que só será real se vencer o São Paulo no clássico da Vila Belmiro. Os ingressos para os sócios já estão sendo vendidos no site do clube.
Compre, leve um amigo ou parente não sócio, vá ver o clássico entre os dois maiores favoritos ao título do Paulistão e aprecie o duelo entre Cícero e o Ganso.

Veja o gol de Cícero contra o Ituano. Perceba a linda roubada de bola de Jubal que inicia a jogada:

http://youtu.be/c4A5fF2xi-4

E você, o que achou de Ituano 0, Santos 1? Será que a Band deu bom ibope?


Almanaque descobre que gol 10 mil do Santos foi “de placa”


Ao final do lançamento do Almanaque do Santos, do professor Guilherme Nascimento, um inesperado e raro encontro de pesquisadores e amantes da história do Santos. Da esquerda para a direita: Evaldo Rodrigues, Guilherme Guarche, Fábio Lopes, Wesley Miranda, Edmar Junior, Guilherme Nascimento, Marcelo Fernandes e Odir Cunha (foto cedida pela blog DNA Santástico, de Edmar Junior).

Com o lançamento do Almanaque do Santos, que descobriu mais jogos e mais gols na rica história do Glorioso Alvinegro Praiano, o gol 10 mil deixa de ser o do meia Jorginho, na vitória de 4 a 3 sobre o Vila Nova, em Minas Gerais, pela Copa do Brasil, em 20 de janeiro de 1998, e passa a ser o do lateral-esquerdo Dutra, na vitória de 3 a 1 sobre o Bahia, na Vila Belmiro.

O interessante é que o gol de Dutra, marcado do meio de campo, por cobertura, foi tão bonito que, por sugestão de Pelé, recebeu uma placa na Vila Belmiro. Reveja o gol e a reportagem que mostra a solenidade da placa:

http://youtu.be/8dpUgkemoFE

Você acha que agora o Santos tem um gol 10 mil mais bonito?


Hoje será lançado o Almanaque do Santos! Compareça à Vila Belmiro!


Professor Guilherme Nascimento, mais de 40 anos de pesquisa para fazer o Almanaque do Santos.

De nada adiantam grandes vitórias, títulos memoráveis, ídolos insubstituíveis, se tudo isso não é eternizado nos livros. O autor, não importa se um jogador de futebol frustrado, ou um apaixonado pela história do seu time, acaba, sim, entrando para a história do clube pelo seu paciente, minucioso e exaustivo trabalho de pesquisa e texto. Hoje, com prazer, anuncio o nome desse campeão das letras Guilherme Nascimento, que a partir das 18 horas desta segunda-feira estará autografando o esperado “Almanaque do Santos FC” na Loja da Vila, no estádio Urbano Caldeira.

Estarei lá para abraçar o professor Guilherme e – faço questão – adquirir o meu exemplar autografado. Abraçar também ao Marco Piovan, ao Zé Eduardo e aos amigos da Magma Cultural, editora que tem apoiado e divulgado, com extremo carinho e profissionalismo, a rica história do Santos.

Foram mais de 40 anos de pesquisa para que o professor Guilherme Nascimento, de Mongaguá, concluisse esse trabalho magnífico, que nos dá ainda mais orgulho de sermos santistas.

Este Almanaque, que colocaremos à venda também neste blog (visite a livraria) já é a fonte em que todos nós que apreciamos a história do Glorioro Alvinegro Praiano devemos beber. Com 5.500 fichas completas (escalação do Santos e do adversário, arbitragem, local, renda, público…), este é não apenas o mais completo, mas o melhor Almanaque de um time de futebol já produzido no planeta.

Em uma conversa recente que tive com o professor Guilherme, ele me adiantou que o tamanho do livro “permitirá uma leitura agradável, saindo do padrão dos tamanhos dos almanaques dos outros clubes (Flamengo, Palmeiras, Corinthians, São Paulo)”. Disse também que as fichas serão entremeadas por textos curiosos e que algumas histórias inéditas, entre elas de Pelé, estarão lá.

Almanaque revela que Santos fez mais gols do que se imagina

Algo muito interessante revelado pelo Guilherme é que em sua pesquisa descobriu que “novos jogos foram encontrados, alguns com goleadas estrondosas”. Portanto, o Santos tem ainda mais gols do que imaginamos e esses gols deverão ser incorporados às estatísticas do Santos, tornando a meta de 12 mil gols mais próxima.

Para checar todos os jogos do Santos Guilherme Nascimento consultou, além das coleções dos grandes jornais brasileiros, acervos de jornais de Espanha, Itália, Áustria, México, Chile, Costa Rica, Colômbia; jornais das cidades de Aracajú, Manaus, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Sorocaba, Santa Bárbara D’Oeste, Santo André…

Livros sobre a história de diversos clubes também foram checados. Entre eles de XV de Jaú, Grêmio Maringá, Internacional de Bebedouro, Londrina, Payssandu, Ponte Preta, Botucatuense… Até sites sobre o futebol norte-americano e australiano foram consultados.

O contato com diversos outros pesquisadores da história do Santos – entre eles Guilherme Guarche, responsável pelo departamento de mermória do Santos – também foi importante para as checagens e correções necessárias.

A partir de hoje essa obra-prima estará à sua disposição. Compre-a, estude-a, você é um retransmissor da história santista. Além do prazer de conhecr a fundo os muitos passos que o Santos deu até a posição invejável na qual se encontra, ao adquirirmos o Almanaque estamos premiando o esforço de Guilherme Nascimento, a atenção que a Magma Cultural dá à história do Santos e ao próprio clube, que recebe royalties da venda de cada livro.


Este é o seu convite. Te aguardo lá!

Forte abraço e até mais tarde, na Loja da Vila. Você vai, né?


Marcos Assunção fez falta…

O Santos não fez uma boa partida em Bragança Paulista, mas mesmo assim poderia ter saído com a vitória caso já pudesse contar com Marcos Assunção, que dificilmente desperdiçaria tantas cobranças de falta da entrada da área. De qualquer forma, o empate de 2 a 2, conseguido no finalzinho, mantém o time invicto e líder do Campeonato Paulista.

Para resumir o jogo, faltou solidariedade ao Santos e sobrou vontade ao Bragantino, que esteve na frente do marcador por duas vezes. Raphael Andrade fez 1 a 0 aproveitando um escanteio para cabecear no canto, aos 27 minutos do primeiro tempo. O goleiro Rafael pulou atrasado e o Bragantino terminou a primeira etapa na frente.

Logo no início do segundo tempo Montillo dominou a bola no meio do campo, driblou dois adversários e serviu Cícero, que empatou com um chute cruzado. Quanto parecia que o Santos caminharia para a virada, Diego Macedo entortou Guilherme Santos e bateu de fora da área, no canto esquerdo de Rafael, no lance mais bonito do jogo.

Mesmo jogando melhor, o Bragantino recuou para segurar a vitória e cedeu terreno ao Santos, que de tanto pressionar acabou chegando ao empate aos 45 minutos, após arrancada de Neymar pela esquerda e passe para Miralles, que sofreu pênalti. Neymar cobrou, à meia altura, no canto direito, e impediu que o Santos perdesse a liderança.

Neymar não jogou bem, mas foi decisivo

A atuação de Neymar foi um paradoxo completo. Se jogasse por um grande time europeu certamente teria sido substituído. Individualista ao extremo, em várias oportunidades segurou a bola até perde-la, em vez de tocá-la para um companheiro. Egoísta, não deixou ninguém mais cobrar as faltas próximas ao gol do Bragantino e, apesar de bater bem na bola, chutou todas para fora.

No entanto, do mesmo Neymar brotaram cartões amarelos para quatro jogadores do Bragantino e de seus pés saiu o passe para Miralles, no lance do pênalti, e também o gol de empate na cobrança do mesmo pênalti. Ou seja: vale a pena deixar Neymar em campo mesmo quando está jogando mal.

Mas não acho que a mesma regra valha para André, que novamente decepcionou – a ponto de perder dois gols no primeiro tempo –, mas só foi substituído por Miralles aos 20 minutos da segunda etapa. Outro que merecia sair antes era o lateral-esquerdo Guilherme Santos. Com uma incrível dificuldade na marcação, Guilherme levou um baile de Malaquias e depois de Diego Macedo.

O volante Renê Junior, que chegou a ser aplaudido na partida do meio da semana contra o Botafogo, desta vez não foi tão bem e acabou substituído por Pinga, que não teve tempo de mostrar seu futebol.

Regular e versátil, Cícero foi um dos destaques do Santos, seguido por Montillo, que mesmo perdendo algumas bolas bobas começou a mostrar o que vale. Gostei também de Arouca.

Reconheço que Neymar foi decisivo, mas creio que ele precise rever sua forma de atuar. Ele se dá o direito de perder quantas bolas quiser, mas parece impaciente demais quando um jogador não lhe dá o passe em uma jogada de ataque. Esse tipo de comportamento desagrega o grupo e impede que o Santos alcance as vitórias com maior tranqüilidade. Se ele é o mais marcado do Santos, transferir a bola a quem está livre é bem mais inteligente.

Desta vez o santista não pode reclamar da arbitragem. O árbitro Raphael Claus foi muito bem ao marcar o pênalti em Miralles – que deve passar a ser o centroavante titular –, mas pouco antes não viu falta em Lincom, na entrada da área santista.

Enfim, a impressão após a fácil vitória sobre o Botafogo, de que o Santos era um time quase pronto, não se repetiu em Bragança. Ficou evidente que os laterais, principalmente Guilherme Santos, são bem falhos na marcação; que o goleiro Rafael anda meio distraído e que insistir com André é forçar o time a jogar com um a menos.

E você, o que achou de Bragantino 2, Santos 2?


O povo quer saber: hoje tem mais show do Santos de Neymar?


Não pode haver atração melhor do que o Santos de Neymar e Montillo, hoje, às 19h30m, no Sportv (Foto: Ivan Storti/ Divulgação Santos FC)

Um leitor do blog escreve sugerindo que eu reforce o boicote dos santistas e outros torcedores contra o jogo que a TV Globo transmitirá neste domingo, entre o Mirassol, último colocado do Paulistão, e os reservas do alvinegro de Itaquera. Eu pergunto: e precisa? Que atrativo pode ter um joguinho desses se comparado à exibição do líder Santos, às 19h30m, com Neymar, Montillo & Cia, em estádio lotado, contra o Bragantino, em Bragança Paulista? Ah, e com transmissão do Sportv.

Até um amigo, corintiano dos mais fanáticos, acaba de ligar me convidando para uma partida de tênis bem na hora do jogo de seu time. Ele disse: “Odir, você acha que depois de campeão do mundo eu vou ficar duas horas diante da tevê vendo um bando de reservas contra o “poderoso” Mirassol? Se ainda fosse a Libertadores, tudo bem”. E completou: “Mas depois a gente pode tomar uma cervejinha e ver o jogo do seu time e aquele garoto inferrrrnaaal”. Sim, ele é corintiano, mas é fã do Neymar”.

É mesmo muito estranha essa opção da Globo. Tricampeão paulista, caminhando para um tetra que seria extraordinariamente histórico, o Alvinegro Praiano será escalado com tudo que tem de bom: Rafael, Bruno Peres, Neto, Durval e Guilherme Santos; Arouca, Renê Júnior, Cícero e Montillo; Neymar e André.

Neste time há simplesmente o melhor jogador das Américas, outros dois ou três de Seleção Brasileira e ainda Montillo, nome certo das próximas convocações da Seleção Argentina. É um elenco que por si já garante uma exibição de alto nível. Sem contar que depois do que fez no meio da semana, todo mundo quer saber o que Neymar aprontará hoje.

Escolher uma outra partida para transmitir é mesmo muito estranho, mas sabe-se lá quais são os desígnios da TV Globo, ainda mais maquiavélicos agora que o jornalista esportivo Luiz Fernando Lima foi substituído na direção de esportes por Renato Ribeiro.

Uma sugestão para acabar com o monopólio

De qualquer forma, a Globo paga, dizem, e tem o direito de fazer o que quiser com o futebol brasileiro. É como aquele milionário que acende o charuto com notas de 100 dólares. Acham que se ela quiser ir contra a vontade popular, pode; se quiser jogar dinheiro pela janela, também pode; se quiser usar sua influência para tentar tornar alguns clubes de futebol tão populares como o Domingão do Faustão e o Big Brother, pode tentar… Mas, até quando?

Até que os torcedores e os outros clubes se rebelem, ou até que ela entenda que a melhor maneira de lidar com a paixão do torcedor é adotar o critério do mérito esportivo e o real grau de atratividade de cada jogo para fazer a sua grade futebolística.

Ou que surja um novo modelo que não permita mais o monopólio das transmissões de futebol a apenas uma emissora. Como seria isso? Simples: outros canais não se interessam pelos direitos de transmissão do futebol? Pois então, por que escolher só um e desperdiçar o dinheiro que esses outros querem investir no esporte?

A fórmula, que eu já sugeri neste blog há dois anos é a seguinte: a emissora que ganhasse a concorrência não teria o monopólio, mas sim a prioridade na escolha da partida a ser transmitida na rodada. A emissora que fizesse a segunda melhor proposta poderia escolher uma outra partida, com exceção, é claro, da que já foi escolhida antes, e assim por diante.

Na prática, funcionaria assim: digamos que a Globo tenha vencido a concorrência, com a Record em segundo e a RedeTV! em terceiro. Neste domingo poderíamos ter a seguinte situação: a Globo faria o jogo do lanterna Mirassol contra os reservas do alvinegro de Itaquera; a Record poderia escolher Palmeiras x Penapolense, e a RedeTV! faria Bragantino x Santos.

Três grandes do futebol paulista estariam na tevê aberta no mesmo dia. O jogo que despertasse maior interesse certamente atrairia maior audiência. Teríamos uma concorrência justa, os grandes clubes manteriam uma visibilidade equivalente e ainda ganhariam mais por isso.

A escolha dos jogos a serem transmitidos seria feita logo que a tabela ficasse pronta, para dar às TVs o tempo necessário para se programar para as coberturas. Ver futebol na tevê, hoje uma diversão elitizada, se tornaria novamente uma opção barata e democrática. A manipulação da popularidade dos clubes seria menor. Todos os grandes teriam mais tempo para serem vistos e divulgarem seus patrocinadores.

O que você acha dessa proposta?

E não se esqueça, amanhã, 18h, lançamento do Almanaque do Santos

No post de amanhã contarei um pouco da história desse Almanaque fantástico que o autor Guilherme Nascimento e a editora Magma Cultural lançam amanhã, às 18 horas, na Loja da Vila, no estádio Urbano Caldeira. Descerei a serra para a festa e espero encontra-lo lá. Não é todo time que pode contar com o melhor Almanaque do Mundo com as fichas completas de todos os jogos realizados em um século de futebol arte.

E hoje, o que esperar do Santos de Neymar e Montillo em Bragança?


Older posts

© 2017 Blog do Odir Cunha

Theme by Anders NorenUp ↑