O público de 15 mil pessoas até que foi bom devido ao mau tempo; a goleada de 4 a 0 foi ótima diante de tantas substituições (no primeiro tempo jogaram os titulares, no segundo os reservas), mas o mais interessante é que o torcedor santista pôde ter uma ideia real do time que será motivo de suas lágrimas e devoção em 2013, e no geral gostou do que viu.

Fiz algumas constatações e gostaria de saber a sua opinião, leitor e leitora, sobre elas. A primeira é a de que Adriano já pode se considerar banco de Renê Júnior. O técnico Muricy Ramalho chegou a elogiar o novo contratado, dizendo que ele não só marca bem, como tem um primeiro passe muito bom, o que agiliza o contra-ataque – característica que, a gente sabe, Adriano nunca teve.

Muricy também deixou no ar que André pode perder a condição de titular para Miralles ou até mesmo para Bill. O técnico gostou de ver que Bill voltou em forma das férias, ao contrário de André, que sabe jogar de costas para o gol adversário, mas continua fora de forma e muito lento.

Eu não achei que Montillo faria chover, por isso não me decepcionei. Acho que ele joga fácil e vai se entender muito bem com Neymar. Só que, inteligente, sabia que não precisava mostrar tudo em um amistoso contra um time medíocre que só sabe bater, como esse Grêmio Barueri.

E por ter um adversário assim pela frente, acho que Neymar deveria soltar mais a bola. Correu riscos de uma contusão mais séria à toa. Todo mundo sabe que adoro Neymar, mas que está fominha, está. Às vezes não dá andamento às jogadas e isso atrapalha o time. Pense nisso, garoto!

No primeiro tempo o time todo foi bem sólido até o meio-campo. Gostei da seriedade de Cícero, da disposição de Guilherme Santos e do empenho de Galhardo, que participou dos dois gols. Arouca terá melhores companheiros no meio-campo nesta temporada.

No segundo tempo, com a entrada dos reservas, quase todos mais jovens, o time foi mais ágil. Patito, Miralles e Bill combinaram bem no ataque. Alan Santos e Jubal deram conta do recado, e estou começando a ficar otimista com esse zagueiro da base, o Gustavo Henrique. Bela postura, calmo, sabe bater na bola. Com a agilidade maior que virá com o fortalecimento muscular, poderá ser titular.

Sobre os garotos Victor Andrade e Gabriel, o Gabigol, só posso dizer que Victor é mais desinibido e teve mais tempo para jogar. Gabriel entrou nos últimos minutos e mal tocou na bola. O que acho que não pode acontecer, porém, é a torcida vaiar um e aplaudir o outro. Ambos são patrimônio do clube. E há um ditado que diz: “Quando eles menos merecem, mais precisam de carinho”.

Agora o time se prepara para a estreia no Paulistão, neste sábado, às 19h30m, contra o São Bernardo, no estádio Primeiro de Maio, no ABC. Se não me engano esse é o time do ex-presidente Lula. Todo cuidado é pouco. Creio que Muricy repetirá o time que começou a partida, mas acho que Patito, Miralles ou Bill entrarão no decorrer da partida.

Já tem gente dizendo que o Santos busca um tetracampeonato paulista inédito. Não é verdade. O Paulistano, clube que acabou com seu departamento de futebol no início do profissionalismo e hoje é um dos mais elegantes e valorizados da Capital, sagrou-se tetracampeão paulista em 1916/17/18/19, feito ainda não igualado no Estadual. Quem sabe o Santos de Neymar e Montillo chegará lá!

Veja os melhores momentos de Santos 4, Grêmio Barueri 0:

http://youtu.be/YohUO-nfnKE

Felipe Anderson fez o gol da vitória do Brasil Sub-20

De pênalti, cobrado forte no meio do gol, Felipe Anderson, marcou o único gol do jogo e deu a vitória ao Brasil contra a Venezuela, no Sul-americano Sub-20. No segundo tempo ele foi substituído e o comentarista sibilante do Sportv voltou a criticá-lo, dizendo que ele quebra o ritmo da Seleção. Pois é justamente o contrário. Felipe talvez seja o único que tenta dar um padrão à está bagunçada Seleção.

Eu diria que o que Felipe Anderson tenta fazer é o que qualquer jogador de futebol com um pingo de inteligência tentaria, que é pôr a bola no chão, tocar para o jogador desmarcado, buscar o passe com menor margem de erro. A Seleção precisa justamente de jogadores que toquem a bola, para impor sua pretensa melhor técnica, e não de garotos estabanados que entrem na correria do adversário.

Ex-jogador Bebeto, hoje membro do comitê organizador da Copa, assistiu ao jogo ao lado do presidente da CBF, José Maria Marin. Mattheus, filho de Bebeto, entrou no segundo tempo e apesar de ter a oportunidade de participar de vários contra-ataques, desperdiçou todos.

Com a vitória de 1 a 0, o Brasil precisa de outro bom resultado contra o Peru para se classificar para a próxima fase do Sul-americano.

De quem você gostou e de quem não gostou no amistoso contra o Barueri?