Estou muito feliz por saber que o amigo Oscar Schmidt entrou para o Hall da Fama do basquete do Naismith Memorial, em Springfield (EUA). Fui seu biógrafo em 1996 e 1997, juntos fizemos o seu livro para a Editora Best Seller, lançado em 1996, pesquisamos e contamos os pontos que lhe valeram o título extra-oficial de maior cestinha do basquete. Lembramos também suas histórias mais relevantes, como a do título dos Jogos Pan-americanos de Indianápolis. A convivência com o Oscar foi muito proveitosa. Dele aprendi coisas essenciais para a minha vida.

Aprendi, por exemplo, que “nada resiste ao trabalho” – ensinamento que já me foi útil várias vezes, principalmente no processo da Unificação dos títulos brasileiros, quando cardeais da crônica esportiva criticavam ou ironizavam a pretensão minha e do José Carlos Peres, mas no fim, graças ao nosso trabalho – que revelou fatos e argumentos irrefutáveis –, a verdade prevaleceu e de nada valeu a empáfia vazia de nossos opositores.

Oscar ainda repetia que “se você faz o que gosta, não é trabalho”, que “todo atleta de alto nível tem de saber conviver com a dor” e que os valores (nobres) de cada um são mais importantes do que o dinheiro, pois recusou duas propostas da NBA para continuar a defender a Seleção Brasileira. Outra coisa: acreditar em vitórias “impossíveis”, pois só quem acredita consegue.

Imagino agora a sua felicidade, da Cristina e dos filhos. Um momento sublime na carreira de um lutador, que treinava mil arremessos por dia, mesmo quando teve a perna engessada e arremessava de uma cadeira de rodas. O prêmio, só dado antes a dois brasileiros – Ubiratan e Hortência –, faz justiça a um dos grandes atletas que conheci e com quem tive o prazer de conviver por alguns anos.

Reveja o último minuto da vitória sobre os EUA no Pan de 1987:

Nadal, a ética do esporte em pessoa

Não me surpreendo com a recepção eufórica ao espanhol Rafael Nadal pelo público que tem lotado o ginásio do Ibirapuera para vê-lo no Brasil Open, mais uma promoção dessa incansável e competentíssima Koch Tavares. Conheço Nadal desde que ele veio pela primeira vez ao nosso país, em 2005, e ganhou esse mesmo Brasil Open, então disputado na Costa do Sauípe, depois de sair de um set atrás e um 2-4 na semifinal, contra o brasileiro Ricardo Mello.

Era um garoto, então, mas já mostrava toda essa simplicidade e simpatia. Pude entrevistá-lo com exclusividade para a Revista Tênis e fiquei impressionado com a alma transparente do menino predestinado. Depois, já famoso, prosseguiu tão íntegro que era capaz de, mesmo depois de derrotar Roger Federer mais uma vez, dizer que o suíço era o melhor do mundo.

Agora ele está tentando voltar depois de graves problemas no joelho. Com o mesmo sorriso quase ingênuo de sempre explicou que às vezes o joelho dói, às vezes não, mas segue em frente em busca da final e, quem sabe, do título do Brasil Open. Acho que o argentino David Nalbandian está mais inteiro e jogando melhor, mas, como sempre desde que o conheci, torcerei para Nadal.

A “surpreendente” realidade da torcida do Santos

O post deste blog que mostra a torcida do Santos como a quarta maior analisando-se apenas os três mercados mais ricos do Brasil – capital e Interior de São Paulo e o Estado do Rio de Janeiro – teve uma grande repercussão na mídia social. Até santistas, levados pela desinformação promovida pela “grande imprensa”, não sabiam que nesta região o Alvinegro Praiano tem mais torcedores do que Palmeiras e Vasco.

E olhe que se forem incorporados os Estados contíguos de Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, a disputa provavelmente continuará mostrando vantagem santista, pois o Peixe tem grande aceitação também nessas regiões.

Moreno pode ser a solução?

Sejamos lógicos: se o Santos admite interesse por Moreno, do Grêmio, e se o técnico Muricy Ramalho também é favorável a essa contratação, então o jogador vem para jogar. Isso quer dizer que Muricy não confia em André ou no garoto Giva, do Sub-20, reservas naturais de Mirales.

Aos 26 anos, jogador da Seleção da Bolívia, Moreno pode dar certo no Santos. Por que não? Eu preferiria que Giva ou André dessem conta do recado, mas se ambos ainda não convenceram ao chefe, que acompanha os treinos diários do time, o que eu posso dizer?

Porém, não gosto de como o pai de Moreno, o sr. Mauro Martins, fala do interesse de Palmeiras e Flamengo, menosprezando esses dois grandes clubes brasileiros. Se fala assim de ambos, um dia certamente falará mal também do Santos. Por isso, algo me diz que trazer Moreno é comprar problemas. Trata-se de um jogador que pede muito mais do que vale. Eu preferiria que Giva fosse testado.

Ouça o pai de Moreno e tire suas próprias conclusões:

E você, o que acha de Oscar, Nadal, Moreno e da torcida do Santos?