Há quem goste e quem não goste. Eu sempre gostei e não só desfilei, como fui o mais jovem integrante da ala dos compositores da Escola de Samba Camisa Verde e Branco, em 1974. Hoje tenho hábitos mais pacatos, mas ainda torço pelo Camisa e pelas escolas que homenageiam o nosso Santos. Por isso, a notícia do acidente, nesta madrugada, com o carro alegórico da Sangue Jovem, me baqueou.

Coloco-me no lugar das pessoas e não há como não sentir o peso da tragédia. Já na dispersão, após o desfile no sambódromo de Santos, por volta de uma hora da manhã, um carro que homenageava Pelé tocou na rede de alta tensão e o contato matou quatro pessoas eletrocutadas. Três delas faziam parte da chamada “ala da força”, aqueles abnegados que desfilam empurrando os carros, e a outra era uma espectadora que estava na rua e morreu a caminho do hospital.

O choque elétrico fez o carro pegar fogo, mas antes foi possível retirar as crianças e as personalidades presentes, entre elas o ídolo Coutinho. O acidente provocou um apagão que atingiu 6.000 residências. Às 2h30m o prefeito Paulo Alexandre Barbosa anunciou a interrupção do desfile das escolas de samba de Santos, pois não havia mais clima para festa.

Veja matéria sobre o acidente com o carro alegórico da Sangue Jovem:

O samba enredo que a Sangue cantou na avenida: