Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: fevereiro 2013 (page 2 of 4)

Vossa senhoria Muricy Ramalho, eu só queria entender…

É Hoje! Quero te ver lá!

Dizem que quando nosso time é derrotado inesperadamente, mesmo o comentarista mais comedido perde as estribeiras e passa a cornetar. Dizem até que neste blog eu já cornetei o técnico, os jogadores e a direção do Santos. Pois neste exato momento estou respirando fundo e com a maior tranqüilidade do mundo digo que não irei cornetar o técnico Muricy Ramalho, nem ninguém. Mas acho que ao menos tenho o direito de perguntar, já que perguntar não ofende…

Para começar, ilustríssimo professor Muricy, eu lembraria que até o jogo contra o Paulista, no Pacaembu, o Santos fazia a melhor campanha no campeonato e dependia de uma vitória, diante de seu público, para abrir dois pontos de vantagem sobre a Ponte Preta. Como eu sempre ouvi que em time que está ganhando não se mexe, gostaria de saber por que vossa senhoria tirou o zagueiro Neto, 1,95m, 27 anos, que vinha jogando bem, para a volta de Edu Dracena, 32 anos e 9 meses, que retornava após grave contusão.

Também ficaria honrado de saber, se vossa excelência permitir – já que seu tempo é bem mais caro do que o meu –, por que o senhor escalou uma defesa com Edu Dracena, Durval e Léo contra a Ponte Preta. Não sei se vossa reverendíssima sabe, mas a idade dos três, somadas, dá 102 anos e nove meses. Será que não fez falta somar mais juventude e agilidade a essa defesa?

Vossa iminência deve ter notado que no primeiro gol da Ponte Preta esses três veteranos santistas, em linha e estáticos, permitiram que o jogador adversário viesse de trás, todo faceiro, para abrir o marcador diante de um Rafael atrapalhado.

Aproveito ainda para perguntar se vossa santidade ainda não percebeu que o nosso jovem goleiro vive um período instável há meses e que hoje fez mais algumas lambanças – uma delas, constrangedora, responsável pelo terceiro gol da Ponte? O excelentíssimo diplomata não poderia escalar o Aranha enquanto o Rafael treinasse para voltar a jogar como um goleiro que já fez até final de Libertadores e hoje se apavora diante de um jogo no Interior de São Paulo?

Gostaria, finalmente, de saber do digníssimo mestre como um time que tem uma folha salarial infinitamente menor do que a do Santos, com um técnico que ganha menos do que o treinador de goleiros da Vila Belmiro, pode vencer de forma tão inapelável esse milionário Alvinegro da Vila, que paga tão altos salários a seus jogadores e a vossa senhora?

Agradeço se ao menos pensar sobre essas questões, amado mestre. E se a falta de vosso entendimento se deve a repetidas ausências dos bancos escolares, permita-me indicá-lo para aulas nesse estabelecimento de ensino muito descontraído e alegre, especialista em explicar o inexplicável.

Bomba! Muricy Vasconcelos, ou seria José Ramalho?, deu uma entrevista exclusiva ao Jô Soares explicando como escala o Santos. Acompanhe e entenda se for capaz:

E você, que pergunta quer fazer para nosso digníssimo mestre?


Lições de Oscar Schmidt e Nadal para o Santos. E o Moreno?

Estou muito feliz por saber que o amigo Oscar Schmidt entrou para o Hall da Fama do basquete do Naismith Memorial, em Springfield (EUA). Fui seu biógrafo em 1996 e 1997, juntos fizemos o seu livro para a Editora Best Seller, lançado em 1996, pesquisamos e contamos os pontos que lhe valeram o título extra-oficial de maior cestinha do basquete. Lembramos também suas histórias mais relevantes, como a do título dos Jogos Pan-americanos de Indianápolis. A convivência com o Oscar foi muito proveitosa. Dele aprendi coisas essenciais para a minha vida.

Aprendi, por exemplo, que “nada resiste ao trabalho” – ensinamento que já me foi útil várias vezes, principalmente no processo da Unificação dos títulos brasileiros, quando cardeais da crônica esportiva criticavam ou ironizavam a pretensão minha e do José Carlos Peres, mas no fim, graças ao nosso trabalho – que revelou fatos e argumentos irrefutáveis –, a verdade prevaleceu e de nada valeu a empáfia vazia de nossos opositores.

Oscar ainda repetia que “se você faz o que gosta, não é trabalho”, que “todo atleta de alto nível tem de saber conviver com a dor” e que os valores (nobres) de cada um são mais importantes do que o dinheiro, pois recusou duas propostas da NBA para continuar a defender a Seleção Brasileira. Outra coisa: acreditar em vitórias “impossíveis”, pois só quem acredita consegue.

Imagino agora a sua felicidade, da Cristina e dos filhos. Um momento sublime na carreira de um lutador, que treinava mil arremessos por dia, mesmo quando teve a perna engessada e arremessava de uma cadeira de rodas. O prêmio, só dado antes a dois brasileiros – Ubiratan e Hortência –, faz justiça a um dos grandes atletas que conheci e com quem tive o prazer de conviver por alguns anos.

Reveja o último minuto da vitória sobre os EUA no Pan de 1987:

Nadal, a ética do esporte em pessoa

Não me surpreendo com a recepção eufórica ao espanhol Rafael Nadal pelo público que tem lotado o ginásio do Ibirapuera para vê-lo no Brasil Open, mais uma promoção dessa incansável e competentíssima Koch Tavares. Conheço Nadal desde que ele veio pela primeira vez ao nosso país, em 2005, e ganhou esse mesmo Brasil Open, então disputado na Costa do Sauípe, depois de sair de um set atrás e um 2-4 na semifinal, contra o brasileiro Ricardo Mello.

Era um garoto, então, mas já mostrava toda essa simplicidade e simpatia. Pude entrevistá-lo com exclusividade para a Revista Tênis e fiquei impressionado com a alma transparente do menino predestinado. Depois, já famoso, prosseguiu tão íntegro que era capaz de, mesmo depois de derrotar Roger Federer mais uma vez, dizer que o suíço era o melhor do mundo.

Agora ele está tentando voltar depois de graves problemas no joelho. Com o mesmo sorriso quase ingênuo de sempre explicou que às vezes o joelho dói, às vezes não, mas segue em frente em busca da final e, quem sabe, do título do Brasil Open. Acho que o argentino David Nalbandian está mais inteiro e jogando melhor, mas, como sempre desde que o conheci, torcerei para Nadal.

A “surpreendente” realidade da torcida do Santos

O post deste blog que mostra a torcida do Santos como a quarta maior analisando-se apenas os três mercados mais ricos do Brasil – capital e Interior de São Paulo e o Estado do Rio de Janeiro – teve uma grande repercussão na mídia social. Até santistas, levados pela desinformação promovida pela “grande imprensa”, não sabiam que nesta região o Alvinegro Praiano tem mais torcedores do que Palmeiras e Vasco.

E olhe que se forem incorporados os Estados contíguos de Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, a disputa provavelmente continuará mostrando vantagem santista, pois o Peixe tem grande aceitação também nessas regiões.

Moreno pode ser a solução?

Sejamos lógicos: se o Santos admite interesse por Moreno, do Grêmio, e se o técnico Muricy Ramalho também é favorável a essa contratação, então o jogador vem para jogar. Isso quer dizer que Muricy não confia em André ou no garoto Giva, do Sub-20, reservas naturais de Mirales.

Aos 26 anos, jogador da Seleção da Bolívia, Moreno pode dar certo no Santos. Por que não? Eu preferiria que Giva ou André dessem conta do recado, mas se ambos ainda não convenceram ao chefe, que acompanha os treinos diários do time, o que eu posso dizer?

Porém, não gosto de como o pai de Moreno, o sr. Mauro Martins, fala do interesse de Palmeiras e Flamengo, menosprezando esses dois grandes clubes brasileiros. Se fala assim de ambos, um dia certamente falará mal também do Santos. Por isso, algo me diz que trazer Moreno é comprar problemas. Trata-se de um jogador que pede muito mais do que vale. Eu preferiria que Giva fosse testado.

Ouça o pai de Moreno e tire suas próprias conclusões:

E você, o que acha de Oscar, Nadal, Moreno e da torcida do Santos?


2ª feira tem encontro na Fnac da Paulista! Lançamento do Almanaque!

Os ídolos Edu, Dorval e Clodoaldo estarão lá. O Almanaque do Santos é o mais completo de todos os almanaques que já foram produzidos sobre times de futebol. Ele aumentou o número de jogos e de gols do Peixe.

Vá prestigiar o lançamento em São Paulo e poderemos conversar sobre assuntos do Santos e deste blog. Por falar nisso, aviso aos santistas de todo o Brasil que colocaremos o Almanaque à venda também na livraria deste Blog, a um preço promocional. Fique atento.

Contra o Sub-20 do Jabaquara o Montillo desencantou. Veja:

Eu vou dar um abraço no Guilherme Nascimento. Você vai?


Santos tem a quarta torcida nos mercados mais ricos do Brasil


Que criança não quer bater uma bola com Neymar, o craque do Santos?

Se as pesquisas de torcidas de futebol têm, entre seus objetivos, o de direcionar o investimento de empresas patrocinadoras no mercado esportivo, então o poder aquisitivo dessas torcidas e a região geográfica na qual elas se encontram no Brasil são dados essenciais, que nunca deveriam ser negligenciados pelos marqueteiros.

Chamo a atenção para o fato de que os três mercados mais ricos do País são a capital e o Interior do Estado de São Paulo e o Estado do Rio de Janeiro. Como seriam as divisões das torcidas nesses mercados?

Em primeiro lugar, não se discute a superioridade de momento das massas torcedoras de Flamengo, Corinthians e São Paulo. As três superam as de santistas. Porém, comprovo, com fatos e argumentos, que o Santos tem mais torcedores do que Vasco e Palmeiras nestes três mercados.

Comecemos pelo Rio. Lá, segundo pesquisa da Pluri Consultoria de janeiro de 2012, o Vasco tem 15,63% dos torcedores, o que significa 2,5 milhões da população total do Estado, que é de 16 milhões de pessoas. É claro que nem todos gostam ou acompanham o futebol, mas, por falta de pesquisas mais detalhadas, fiquemos com o número cheio.

Ok, o Vasco tem 2,5 milhões de torcedores no Rio. Quantos teriam Palmeiras e Santos? Não sabemos ao certo. Sei que o Rio de Janeiro é a quinta cidade que mais acessa este blog, mas isso não prova que todos que acessam são santistas. Então, diremos que o número de santistas e palmeirenses no Rio seja insignificante e, como não queremos chutar, fiquemos apenas com a informação de que no Rio o Vasco tem 2,5 milhões de torcedores.

Na cidade de São Paulo, segundo pesquisa da Stochos Sports & Entertainment, o Santos tem 7,74% dos torcedores, enquanto o Palmeiras tem 13,5%. A mesma Stochos Sports pesquisou também no Interior de São Paulo e chegou à conclusão de que o Santos tem 14,2% da torcida interiorana, contra 11% do Palmeiras. Tanto na capital como no interior de São Paulo o número de vascaínos é insignificante e, como ocorreu no Rio com Santos e Palmeiras, não serão levados em conta.

Se a capital de São Paulo tem 11 milhões de habitantes e o Santos tem a preferência de 7,4% de seus torcedores, então o montante de santistas na cidade é 814 mil. E se o Palmeiras tem 13,5%, isso quer dizer que há 1,485 milhão de palmeirenses na metrópole paulistana.

O rico Interior paulista tem 30 milhões de habitantes, dos quais 14,2% são santistas, o que dá 4,260 milhões. O Palmeiras tem 11% do total, ou 3,300 milhões. Somando-se capital e interior paulistas, o Santos tem 5,074 milhões de torcedores no Estado, contra 4,785 do Palmeiras.

Temos, então, o resultado final dos torcedores de Santos, Palmeiras e Vasco nos três mercados mais ricos e de maior poder aquisitivo do Brasil: 1 – Santos, 5,075 milhões de torcedores; 2 – Palmeiras, 4,785 milhões e 3 – Vasco, 2,5 milhões.

Sinais evidentes de crescimento da torcida do Santos

Olho o ranking do “Movimento por um Futebol Melhor”, lançado com estardalhaço por Ronaldo Fenômeno, ídolo que depois de veterano se bandeou do Flamengo para o Corinthians, e constato que a vantagem do Santos na liderança aumentou. De cerca de dois mil sócios a mais, a diferença já está chegando a quatro mil. O Santos tem 49.268 sócios, contra 45.386 do alvinegro paulistano.

Terceiro colocado, o Cruzeiro vem lá atrás, com 17.425 sócios, cerca de um terço dos santistas. E só em quarto aparece o São Paulo, com 15.729 sócios. O Fluminense está em quinto, com 14.297; o Palmeiras em sexto, com 10.155 e depois vem o Vasco, em sétimo, com 6.547, sete vezes menos do que o contingente de torcedores do Alvinegro Praiano.

Fico aqui, nesta quarta-feira de cinzas, olhando esses números e matutando sobre que tipo de torcida realmente vale. A que participa ativamente da vida do clube, associando-se a ele, acompanhando seus passos, ou aquela distante, que diz que torce mas não faz nada, ou quase nada, pelo time do seu coração.

Penso nisso porque estou diante de outros dados significativos. Estamos apenas no dia 13 de fevereiro e cerca de 6,915 milhões de volantes da Timemania já foram preenchidos com o “time do coração” de cada apostador. Quando se sabe que a maioria das 5.570 cidades brasileiras têm casas lotéricas, não se pode duvidar da abrangência dessa enquete. Pois bem, e por ela o Santos, repetindo o que ocorreu em 2013, continua como o quarto time mais escolhido, com 257.387 votos, que representam 3,73% do total.

À frente do Santos estão Flamengo, o primeiro colocado, com 414.908 votos (6,01% do total), o Corinthians, com 369.597 (5,35%) e o São Paulo, com 271.499 votos, ou 3,93% do total. Note que uma distância de apenas 0,20% separa o continente de santistas do de são-paulinos.

Depois aparecem o Grêmio, em quinto, com 231.935 votos (3,36%); o Vasco, em sexto, com 255.688 (3,27%); o Palmeiras, em sétimo, com 224.200 (3,25%), seguido por Internacional (208.865, 3,03%), Fluminense (187.846, 2,72%) e, completando os dez mais, o Botafogo, com 183.305, ou 2,66%.

Note que também na Timemania exige-se uma participação do torcedor. É preciso que ele esteja disposto a ir até a casa lotérica e desembolsar algum dinheiro para fazer a aposta. Será que os santistas podem representar uma torcida menor do que algumas outras em números absolutos, mas são mais participativos e por isso se sobressaem além do esperado?

Tenho uma forte convicção que sim. Recentemente, aqui mesmo neste blog, Álvaro de Souza, membro do comitê gestor do Santos, revelou que o livro do Centenário do Santos, produzido pela Magma Editora, vendeu mais exemplares do que o livro do Centenário do Corinthians, produzido com o mesmo carinho pela mesma editora.

Eu completo dizendo que o cruzeiro do Centenário do Santos, mesmo divulgado apenas na Internet, teve a lotação total de 1.700 pessoas e, apesar da bebida à vontade e do show de rock pauleira do Charlie Brown Junior, transcorreu às mil maravilhas, sem nenhum incidente e com reuniões concorridíssimas que discutiam a história do Time dos Sonhos com a presença de ídolos lendários do Alvinegro Praiano.

Para mim, tudo isso comprova que a torcida do Santos é um pouco mais sofisticada do que a maioria, se preocupa não só com o momento, mas com a preservação da história do clube, está entre as que têm maior poder aquisitivo e que mais crescem no País.

Mais evidências desse crescimento…

Além da capital e do interior do Estado, a torcida do Santos tem grande presença no Paraná, em Minas Gerais, Mato Grosso e em variadas regiões do País. Esses dados geralmente passam despercebidos nas matérias sobre torcidas, mas como este é um blog atento aos números e às questões relativas ao Santos, trago informações que comprovam a força e o potencial da torcida do Santos também no restante do Brasil:

Em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, com 805.397 habitantes, o Santos tem 5,41% dos torcedores, contra 1,17% do Vasco. Na faixa etária de 16 a 24 anos os santistas representam 8,62%, ou dez vezes mais do que os 0,86% dos vascaínos (Vetor Pesquisas).

Em Salvador o Santos tem 6,60% dos torcedores, contra 5,70% dos vascaínos (Pesquisa Correio/Futura).

Em Pernambuco, segundo a Plural Pesquisas, santistas são o dobro de vascaínos na faixa etária de 16 a 24 anos.

Em Manaus o Santos é o segundo time paulista com mais torcedores, com 13%, contra 9% do Palmeiras (Instituto de Pesquisas do Norte – IPEN).

Em Londrina, principal cidade do Norte do Paraná, com 801.756 habitantes, os santistas representam um dos maiores contingentes, com 8,02% dos torcedores, quase o dobro dos flamenguistas, que contam com 4,71% (Instituto Paraná Pesquisas).

Em Curitiba, capital do Paraná, com 1,770 milhão de habitantes, o Santos tem 1,28% dos torcedores, contra apenas 0,28% do Vasco (Instituto Paraná Pesquisas).

Em Maringá, terceira cidade mais populosa do Paraná, com 690.376 habitantes, o Santos conta com 9,79% da torcida local, contra 6,10% do Flamengo (Instituto Paraná Pesquisas).

Na região de Três Lagoas e outras cidades do Mato Grosso do Sul fronteiriças com São Paulo, os santistas somam nada menos do que 13,50% dos torcedores, enquanto os flamenguistas chegam a apenas 5,56% (Vetor Pesquisas).

Em 2004, Interior empurrou o Santos para o título Brasileiro

O Santos tem uma dívida com o Interior de São Paulo, pois em 2004, quando foi punido insistentemente com perdas de mandos de campo e não pôde mais jogar nem na Vila Belmiro, nem no Pacaembu, os estádios do Interior Paulista, tomados por uma torcida apaixonada que dificilmente podia acompanhar o Santos, assumiu o seu papel de empurrar o time em busca de seu oitavo título brasileiro.

Com jogos em Presidente Prudente e São José do Rio Preto, o Santos caminhou firme em busca do caneco, conquistado finalmente em São José do Rio Preto, após vitória de 2 a 1 sobre o Vasco.

Na caminhada, o Santos goleou o Fluminense por 5 a 0, diante de 21.760 pagantes, em São José do Rio Preto. Robinho e Deivid estavam endiabrados e marcaram dois gols cada. Dirigido por Vanderlei Luxemburgo, o Santos jogou com Mauro, Paulo César, Leonardo, André Luís e, Léo; Fabínho, Ricardo Bóvio (Zé Elias), Ricardinho (Marcinho) e Elano; Robinho (Basílio) e Deivid. Reveja os gols:

E você, já tinha idéia da verdadeira dimensão da torcida do Santos?


Nosso abraço aos santistas da Sangue Jovem

Há quem goste e quem não goste. Eu sempre gostei e não só desfilei, como fui o mais jovem integrante da ala dos compositores da Escola de Samba Camisa Verde e Branco, em 1974. Hoje tenho hábitos mais pacatos, mas ainda torço pelo Camisa e pelas escolas que homenageiam o nosso Santos. Por isso, a notícia do acidente, nesta madrugada, com o carro alegórico da Sangue Jovem, me baqueou.

Coloco-me no lugar das pessoas e não há como não sentir o peso da tragédia. Já na dispersão, após o desfile no sambódromo de Santos, por volta de uma hora da manhã, um carro que homenageava Pelé tocou na rede de alta tensão e o contato matou quatro pessoas eletrocutadas. Três delas faziam parte da chamada “ala da força”, aqueles abnegados que desfilam empurrando os carros, e a outra era uma espectadora que estava na rua e morreu a caminho do hospital.

O choque elétrico fez o carro pegar fogo, mas antes foi possível retirar as crianças e as personalidades presentes, entre elas o ídolo Coutinho. O acidente provocou um apagão que atingiu 6.000 residências. Às 2h30m o prefeito Paulo Alexandre Barbosa anunciou a interrupção do desfile das escolas de samba de Santos, pois não havia mais clima para festa.

Veja matéria sobre o acidente com o carro alegórico da Sangue Jovem:

O samba enredo que a Sangue cantou na avenida:


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