Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: março 2013 (page 1 of 4)

Aqui é descanso, meu filho!

Mesmo disputando apenas o Campeonato Paulista e jogando geralmente uma partida por semana, o técnico Muricy Ramalho acha que os jogadores do Santos estão desgastados e por isso deu folga para aqueles que empataram com o Mogi Mirim, na Vila Belmiro, e já se decidiu por diminuir o tempo de concentração do elenco.

“É desgastante para o jogador pegar o carro, ir até o CT, dar uma corridinha e voltar para casa… Queremos diminuir isso (o tempo), de concentração. Eu estou acostumado, fico quase morando no clube, mas é terrível – disse Muricy após o empate com o Mogi Mirim.

Como diria meu amigo Jarbas Duarte, grande narrador de futebol do rádio, Pópará! Quer dizer que é cansativo para o jogador do Santos pegar o carro com ar condicionado, gastar cinco minutos para ir até o CT Rei Pelé, dar apenas uma corridinha em torno do campo e voltar pra casa?! Ué, mas que espécie de “trabalho” é esse, professor?

E se é “terrível” para Muricy ficar no CT, por que fica? Bem, dizem as más línguas que o homem é super muquirana. Mesmo ganhando 700 mil por mês e tendo casa na vizinha Guarujá, prefere se hospedar no CT para economizar com hospedahem e alimentação. Não posso acreditar nisso, pois seria o cúmulo da mesquinhez. Porém, se o estilo de jogo adotado por um técnico exprime o seu caráter, então talvez haja mesmo fogo nessa fumaça…

Creio, porém, que o problema não é só do técnico, mas dos jogadores do Santos, alguns deles extremamente acomodados. Sabe-se que o time não joga mais no Pacaembu, o que garante um faturamente maior, porque esses jogadores não gostam do “trabalho” de subir e descer a serra, o que os impede de aproveitar o resto da noite, ou perder parte da tarde, dependendo do horário da partida.

Se o Santos estivesse apresentando um futebol espetacular, o torcedor nem ligaria para mais essa demonstração de preguiça. Mas o time, nas mãos de Muricy, tem se acomodado e piorado a cada ano. Um termômetro para isso é o número de gols marcado pela equipe, que diminui a cada competição. Ao mesmo tempo em que aumenta os gols sofridos, principalmente, repito, em bolas cruzadas no miolo da defesa.

Muricy só trabalhou bem nos primeiros dois meses

O curioso é que Muricy Ramalho trabalhou bem, concentrado, apenas nos seus dois primeiros meses no Santos. O time participava da Copa Libertadores e do Campeonato Paulista simultaneamente. O técnico só faltava chorar em cada entrevista, reclamando dos jogos seguidos, das viagens, das contusões dos jogadores, da falta de tempo para treinar e planejar a equipe.

Sua estreia no Santos ocorreu em 15 de abril de 2011, quando o time, surpreendentemente, sem Neymar, Elano e Zé Eduardo, e com Ganso voltando de grave contusão, venceu o Cerro Porteño, em Assunção por 2 a 1. Exatamente um mês depois, em 15 de maio, o Alvinegro Praiano estava derrotando o Corinthians por 2 a 1, na Vila Belmiro, e conquistando o bicampeonato paulista. Mais 41 dias e vencia o Peñarol no Pacaembu, também por 2 a 1, e se tornava campeão da Libertadores.

Depois dessas duas conquistas em pouco mais de dois meses, quando se julgou que, com tempo, o mestre do futebol montaria um time imbatível, percebeu-se que o discurso do professor era composto apenas de desculpas vazias, pois os resultados de seu trabalho nunca mais fizeram jus ao seu prestígio ou ao seu salário.

Apesar da ladainha de que o time – e ele – estão sempre cansados, a verdade é que na mão de Muricy o Santos só rendeu o máximo quando o regime de atividades foi intenso. Seu estado de exaustão talvez possa ser explicado por um psicólogo. Minha boa mãe sempre me disse que quanto menos se faz, menos se quer fazer. Talvez este seja o problema do mestre.

Ronaldo comentarista. Só falta o Castrili.

Ronaldo “Femômeno”, que ainda recebe mais de 400 mil reais por mês do alvinegro de Itaquera; que faz parte da equipe organizadora da Copa do Mundo; que é sócio-proprietário da 9ine, empresa de marketing esportivo que cuida da imagem de jogadores, entre eles Neymar e Lucas, foi contratado pela Rede Globo para ser o comentarista na Copa do Mundo. Creio que não haveria um nome menos comprometido do que o dele para a função.

Ainda bem que o torcedor santista não assistirá a Copa pela Globo, pois do contrário ouviria o tempo todo o ex-jogador fazer lobby para Neymar ir para a Europa após o Mundial, além de outras frases calculadas para enaltecer alguns e diminuir outros. Acho que, para completar, deveriam contratar o Javier Castrili, aquele velho árbitro, para comentar as arbitragens. Ele também tem o caráter adequado para fazer parte do time.

Atenção ao exemplo do Atlético Paranaense

O Atlético Paranaense não aceitou a proposta de R$ 1,1 milhão da Rede Globo (representada no Paraná pela Rede Paranaense de Comunicação) e está disputando o Estadual contando apenas com os meios de diculgação do clube. Este é um precedente corajoso que merece aplausos e atenção, pois certamente trará alternativas para o monopólio infligido pela Globo.

Destaque-se que o rubro-negro do Parará resolveu trilhar um caminho de responsabilidade fiscal e ética, que incluiu sanar suas finanças e se preparar para um fututo planejado e independente. Pagou um preço caro, chegando a ser rebaixado para a Série B, mas está de volta mais forte e decidido. Enquanto isso, clubes de maior renome continuam comendo nas mãos da Globo.

Sportv e o torcedor do Santos, nada a ver!

Neste domingo o Santos vai a Bauru enfrentar o Oeste, em uma partida com muitas atrações – Neymar entre elas – e previsão de estádio lotado. A cidade tem uma enorme ligação com o Alvinegro Praiano, pois dela surgiu o Pelé para reinar eternamente no futebol. Porém, como era de se esperar, o Sportv preferirá passar uma partida entre dois times pequenos, obrigando o santista a assinar o pay per view.

Pois eu não entro nessa. Não pago e jamais pagarei o pay per view para ver o Santos, pois acho que por tudo o que fez pelo futebol brasileiro e pelo que ainda representa – principalmente para este Paulista, em que é o tricampeão e caminha para um inédito tetra –, merece ter todos os seus jogos, no mín imo, transmitido aos assinantes da tevê fechada.

O pay per view restringe e elitiza o público que pode ver o Santos. Não interessa de forma alguma ao objetivo de maior popularização preconizado por esta diretoria. Enfim, é uma lástima que o Sportv aja assim. Estou perdendo todo o respeito por esse canal esportivo, que está deixando a política e os interesses econômicos se colocarem acima do jornalismo.

E você, acha que Muricy está certo de querer mais descanso?


Que decepção, Sportv!

Logo mais o Santos, atual tricampeão paulista, que contará com Neymar, o melhor jogador das Américas, enfrenta na Vila Belmiro, às 19h30m, o bem montado Mogi Mirim, um dos melhores times do Interior, que está a apenas dois pontos do Alvinegro Praiano. Mas, por incrível que pareça, o Sportv não transmitirá a partida, preferindo um confronto entre duas equipes pequenas de São Paulo.

Para não dizerem que nós, santistas, temos mania de perseguição, matutei bastante sobre os motivos racionais que poderiam fazer com que o canal filhote da Globo não transmitisse a partida do Santos.

Coloquei-me no lugar de torcedores de outros clubes grandes de São Paulo e cheguei à óbvia conclusão de que todos ficariam descontentes – para não dizer outra coisa – com a decisão do comando de esportes do Sportv. Por que privar não só os santistas, mas tantos fãs de Neymar, de assistir ao espetáculo?

Se o objetivo é forçar os espectadores a pagarem para ver o jogo pelo pay per view, então devemos chegar à conclusão de que o departamento comercial prepondera sobre o jornalismo no Sportv, o que é lamentável. Nos meus tempos de jornalista em jornais diários, rádios ou revistas, tínhamos autonomia para fazer a pauta. Os engravatadinhos da área comercial eram obrigados a se subordinar à relevância das notícias, única prioridade em qualquer veículo de comunicação.

Se a intenção é impedir uma maior divulgação do Santos de Neymar, para que o processo de espanholizacão do futebol brasileiro não seja prejudicado, então o caso é mais grave, a ponto de se afigurar um crime contra os interesses do público e uma estratégia ditatorial para influir na popularidade e, consequentemente, no número de torcedores de um clube e no natural faturamento decorrente disso.

E se, por fim, a escolha foi feita pelo departamento de jornalismo do Sportv, que é comandado por Paulo César Vasconcelos, então o absurdo é maior ainda, pois seria o caso de se voltar ao be-a-bá do futebol brasileiro e descobrir quais os times que têm mais história, torcida e popularidade daqueles que estarão em campo nesta rodada do Campeonato Paulista.

É claro que qualquer que seja o motivo desse “esquecimento” do Santos, ele é desabonador para um canal de assinatura que quer se fazer o número um entre os que se dedicam a transmissões esportivas.

Para mim, é triste constatar que um profissional como o simpático PCV se sujeite a uma atitude, ou falta de atitude, dessas. Justo contra o Santos, que com o Botafogo, time dele, Paulinho, escreveu as páginas mais gloriosas da história do nosso futebol.

É a grana vencendo a arte, a política goleando a ética, a feia fumaça apagando as estrelas… Azar deles, que estão mostrando sua face, que estão se vendendo por tão pouco…

Porque o futebol prosseguirá, com suas próprias leis, baseado unicamente na paixão democrática do povo. Baseado em valores que não têm preço.


Uma fórmula justa para a divisão de cotas da TV

Um amigo me desafiou a dizer qual seria, então, a fórmula justa de divisão de cotas de tevê. Pois é muito simples: da verba da tevê destinada à Série A do Campeonato Brasileiro, 30% do valor seria distribuído igualmente entre os 20 participantes da competição; 40% seria dividido conforme a classificação dos clubes no campeonato e 30% de acordo com a audiência obtida na tevê.

Com essa fórmula estaria garantida a competitividade e o estímulo ao mérito e à competência, pois para ganhar uma cota maior um clube teria de ser o campeão, ou ficar entre os primeiros. A audiência não seria esquecida, mas teria peso um pouco menor.

“Mas se um time grande for campeão, provavelmente também dará mais audiência e com isso continuará ganhando muito mais do que os outros. Isso não manterá o desequilíbrio?”, quis saber ele.

Bem, mas aí os ganhos maiores desse clube seriam provocados unicamente por seus méritos, e não haveria nada a reclamar, já que os outros tiveram as mesmas chances e foram superados. O que é injusto e provoca a reação negativa dos torcedores é a reserva de mercado para alguns clubes, o que fere as regras do jogo.

Do jeito que está hoje, uma equipe menor, como a Ponte Preta, pode apresentar um time e um futebol fantásticos, dar grandes espetáculos, bater recordes de audiência na tevê, ser finalmente campeã nacional, e mesmo assim ganhará uma cota infinitamente inferior do que quase todos os clubes considerados grandes no Brasil. Isso é justo?

Não haveria adiantamento de verba

Para que o sistema funcionasse, os clubes também deveriam se organizar, pois a única verba passível de ser adiantada pela tevê seria a de 30% referente à participação na Série A. Os 40% subordinados à classificação das equipes e os 30% da audiência só poderiam ser pagos ao final da competição.

Hoje há muitos clubes que já pediram cotas adiantadas e por isso certamente seriam contrários a um sistema que impedirá esse hábito tão maléfico ao futebol brasileiro. Porém, essa dificuldade teria de ser superada para se chegar a essa fórmula que não tiraria de ninguém, mas daria ao torcedor brasileiro a confiança de voltar aos estádios e acreditar novamente na força do nosso futebol.

Veja que com essa nova divisão de cotas, feita de forma cristalina, sem contratos sigilosos, a tevê estaria contribuindo para a evolução do futebol brasileiro, estimulando os clubes a serem cada vez mais organizados, competentes, melhores. Em pouco tempo a própria tevê deixaria de ser olhada com desprezo – como ocorre hoje – para ser respeitada. Quanto aos torcedores, os verdadeiros amantes do futebol, eles apoiariam essa fórmula que inibiria as retrancas, os jogos com cartas marcadas, pois os times teriam de entrar para vencer, para subirem na tabela, ou não conseguiriam verba para continuarem competitivos.

Bem, é isso o que eu penso sobre cotas de tevê. E você, o que acha?


Globo deu um tapa na cara de santistas, palmeirenses e muitos outros

Foi a gota d’água. Palmeiras e Santos, um clássico de enorme tradição, que reúne dois dos times mais vitoriosos do futebol brasileiro, foi preterido pela TV Globo por um jogo entre o alvinegro da capital e o Guarani, que ocupa a penúltima posição do campeonato.

Foi como se a TV carioca dissesse: podem espernear à vontade, eu comprei os direitos e passo o que quiser e por isso vou transmitir o jogo do único time que realmente me interessa. Nem o Sportv, braço da Globo nas tevês por assinatura, programou o clássico em um de seus três canais.

Quem quisesse assistir, que pagasse o pay per view. Infâmia… Desrespeito à história do futebol e ao torcedor. Desprezo aos decantados princípios da própria Globo, que inclui a defesa da ética e da justiça.

Que justiça pode haver em ignorar um jogo entre duas equipes que, somadas, têm 42 títulos Paulistas, mais de 20 nacionais, quatro Libertadores e dois Mundiais (sem contar a Copa Rio), para transmitir uma partida que nem em Campinas despertou interesse, já que levou apenas 6.379 pagantes ao estádio?

No Pacaembu, apesar das ausências de Neymar, Valdívia, Montillo e muitos outros, o clássico atraiu 11.912 pagantes, 13 mil no total. Só pela sua tradição e rivalidade – que os burocratas da Globo devem ignorar – na tevê aberta o jogo atrairia mais audiência do que a partida de Campinas.

Alguns marquetólogos de escritório podem argumentar que nas pesquisas a torcida do alvinegro de Itaquera é maior do que a soma das de Palmeiras e Santos. Esta é uma falácia. Primeiro, porque essas pesquisas são discutíveis e depois porque clássico é clássico e sempre desperta mais interesse do que o jogo de um grande com um pequeno. Ou alguém, que não seja flamenguista, preferiria ver Flamengo versus Quissamã a um Fluminense e Botafogo?

A propósito, parece que quanto mais abrangente é a pesquisa de torcidas, mais se aproxima do que diz a Timemania. Neste ano de 2013 a Timemania já teve 19 milhões e 180 mil apostas, e a soma das torcidas de Santos e Palmeiras dá 6,87%, contra 5,12% dos corintianos. Portanto, se forem levados em conta os milhões de apostadores que cravam o seu time do coração, Santos e Palmeiras somam 1,75% a mais do que o rival alvinegro.

Não há outro remédio a não ser o Boicote Total!

Parece que a progressiva queda de audiência ainda não fez os responsáveis pela programação esportiva da Globo perceberem que o caminho que escolheram para privilegiar um determinado time levará a um resultado ruim para o futebol, para este time e para ela mesma.

Não acredito que o motivo desta escolha seja estritamente comercial, e sim político. Porém, isso agora não interessa. Qualquer que seja a razão, é evidente que se pretende levar a todo custo o futebol brasileiro a uma situação hegemônica de uma equipe sobre as outras, o que acabará com o que é mais precioso no nosso futebol, que é a competitividade.

Assim sendo, não resta nenhuma opção a mim ou a qualquer torcedor que não concorde com esta situação infame, a não ser deixar de assistir futebol na TV Globo. Eu diria mais: o ideal é deixar de assistir qualquer programa na Globo. Só sentindo no bolso, com a perda de audiência – e, conseqüentemente, de patrocinadores – a emissora pensará em rever a sua forma draconiana de divisão de cotas entre os clubes e toda a campanha a favor de um único clube que isso acarreta.

O que se percebe é que em toda a sua programação a Globo e seu filhote Sportv espalharam propagandas subliminares do time a ser favorecido. Até na Fórmula 1 deram um jeito de entrevistar um cara com a camisa das duas âncoras. É um porre. Não dá mais pra ver nada naquele canal sem se deparar com uma cena nauseante.

Acho inacreditável que os presidentes, diretores, conselheiros de Santos e Palmeiras não tenham se sentido envergonhados por ver um jogo de tanta tradição ser tratado como lixo pela Globo. Como representantes de comunidades com milhões de aficionados, o mínimo que se podia esperar deles é que protestassem contra esse odioso favoritismo.

Não sei você, mas aqui em casa há meses não assisto à Globo. Na verdade, sei que não estou perdendo nada, pois a programação dessa emissora virou uma apelação e uma pobreza total e o faturamento só se salva pelas novelas imbecis que lavam as ideias das cabeças das pobres mulheres brasileiras. Por isso esse boicote tem de se espalhar a todas as torcidas dos clubes grandes do Brasil. Só o torcedor pode começar essa mudança. Mãos à obra.

Em tempo: um pensamento piedoso para Boris Berezovsky, o coitado que descobriu nos bastidores do futebol brasileiro um meio tão ou mais sujo do que a máfia russa.

E então, vamos acabar com esse privilégio? Exclua a Globo do seu controle remoto.


0 a 0. Muricy conseguiu o que queria

O comportamento inseguro do Santos no clássico com o Palmeiras, a postura defensiva do Alvinegro Praiano, que abriu mão da iniciativa e se limitou à defesa, dá margem a uma tonelada de críticas ao time e, principalmente, ao técnico Muricy Ramalho. Mas, se for para escrever o que todo mundo escreve, o melhor é o blog nem escrever nada, não é mesmo?

Claro que concordo que André não deveria ser escalado. Já que o professor ousou com Neilton, que colocasse um meia que pudesse fazer a bola chegar ao jovem atacante, assim como a Giva. Escalar Giva e André no mesmo time é usar cinto e suspensório ao mesmo tempo. Ambos têm a mesma função de não deixar a bunda de fora.

Porém, acredito que, diante das ausências de Neymar e Montillo, dois atacantes de técnica e ousadia superiores, Muricy analisou bem o jogo e decidiu que o empate, diante da torcida adversária, seria um bom resultado. E armou um time para não sofrer gols.

Dirão: Ué, mas colocou três atacantes! Sim, mas era só o Santos perder a bola e todo mundo recuava. Tanto, que Giva foi um dos zagueiros mais eficientes do Santos, cortando bolas em escanteios e ajudando Bruno Peres na marcação.

Na verdade, em boa parte do jogo o Santos não jogou. Abdicou totalmente da posse de bola e se contentou em marcar. Por esse comodismo tático, bem que merecia ter sofrido um gol e perdido o jogo. Wesley e Leandro dominaram o meio-campo. O Palmeiras teve mais chances, temos de admitir.

Mas algo me diz que se o Santos fosse dirigido por Dorival Junior, teria ido mais pra cima do adversário, criado mais oportunidades e, no fim, teria perdido o jogo. O Santos de Dorival tinha grandes buracos na defesa.

Muricy valoriza a defesa e talvez por isso tenha essa característica de dificilmente perder um clássico paulista. Mesmo quando coloca o time atrás, vivendo de contra-ataques, ele costuma se dar bem no fim.

Para não dizer que não falei de flores, novamente escolho Giva como o melhor do Santos. O rapaz é polivalente. Defende, tabela, arremata – e quase marca, em uma cabeçada pro chão.

André, para variar, foi o pior. Arouca, o mais ativo pelo meio. Renê Junior destruiu, lutou… E o Cícero? Começou bem no time, participativo, marcando gols, mas anda sumindo a capa partida. Está na hora de decidir o que quer dessa sua passagem pelo Santos.

Não cobrarei nada de Neilton, que se mexeu bem, mas não teve espaço. Alan Santos deu mais estabilidade ao meio-campo.

O jogo foi feio, sem criatividade, mas a classificação, o empate foi bom. O time continua no G4 e agora terá jogos em casa. Quero esse tetra de qualquer jeito! Mas depois eu farei questão de ter meu Santos de volta.

E você, o que achou de Palmeiras 0, Santos 0?


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