O comportamento inseguro do Santos no clássico com o Palmeiras, a postura defensiva do Alvinegro Praiano, que abriu mão da iniciativa e se limitou à defesa, dá margem a uma tonelada de críticas ao time e, principalmente, ao técnico Muricy Ramalho. Mas, se for para escrever o que todo mundo escreve, o melhor é o blog nem escrever nada, não é mesmo?

Claro que concordo que André não deveria ser escalado. Já que o professor ousou com Neilton, que colocasse um meia que pudesse fazer a bola chegar ao jovem atacante, assim como a Giva. Escalar Giva e André no mesmo time é usar cinto e suspensório ao mesmo tempo. Ambos têm a mesma função de não deixar a bunda de fora.

Porém, acredito que, diante das ausências de Neymar e Montillo, dois atacantes de técnica e ousadia superiores, Muricy analisou bem o jogo e decidiu que o empate, diante da torcida adversária, seria um bom resultado. E armou um time para não sofrer gols.

Dirão: Ué, mas colocou três atacantes! Sim, mas era só o Santos perder a bola e todo mundo recuava. Tanto, que Giva foi um dos zagueiros mais eficientes do Santos, cortando bolas em escanteios e ajudando Bruno Peres na marcação.

Na verdade, em boa parte do jogo o Santos não jogou. Abdicou totalmente da posse de bola e se contentou em marcar. Por esse comodismo tático, bem que merecia ter sofrido um gol e perdido o jogo. Wesley e Leandro dominaram o meio-campo. O Palmeiras teve mais chances, temos de admitir.

Mas algo me diz que se o Santos fosse dirigido por Dorival Junior, teria ido mais pra cima do adversário, criado mais oportunidades e, no fim, teria perdido o jogo. O Santos de Dorival tinha grandes buracos na defesa.

Muricy valoriza a defesa e talvez por isso tenha essa característica de dificilmente perder um clássico paulista. Mesmo quando coloca o time atrás, vivendo de contra-ataques, ele costuma se dar bem no fim.

Para não dizer que não falei de flores, novamente escolho Giva como o melhor do Santos. O rapaz é polivalente. Defende, tabela, arremata – e quase marca, em uma cabeçada pro chão.

André, para variar, foi o pior. Arouca, o mais ativo pelo meio. Renê Junior destruiu, lutou… E o Cícero? Começou bem no time, participativo, marcando gols, mas anda sumindo a capa partida. Está na hora de decidir o que quer dessa sua passagem pelo Santos.

Não cobrarei nada de Neilton, que se mexeu bem, mas não teve espaço. Alan Santos deu mais estabilidade ao meio-campo.

O jogo foi feio, sem criatividade, mas a classificação, o empate foi bom. O time continua no G4 e agora terá jogos em casa. Quero esse tetra de qualquer jeito! Mas depois eu farei questão de ter meu Santos de volta.

E você, o que achou de Palmeiras 0, Santos 0?